Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Politica

TRE defere candidatura de Flaviane Ramalho, mas veta uso de Flaviane do Bolsonaro na urna

Quanto ao nome, porém, o entendimento judicial foi contrário à candidata.

Publicados

em

 

A candidata a deputada estadual por Mato Grosso Flaviane Ramalho do Partido NOVO, seguirá oficialmente na disputa eleitoral de 2026. A Justiça Eleitoral deferiu seu registro de candidatura, mas não autorizou a utilização do nome de urna “Flaviane do Bolsonaro”, determinando que ela concorra como “Dr.ª Flaviane Ramalho”.

A discussão judicial ficou restrita ao nome escolhido para aparecer na urna. Na própria decisão, o relator registrou que Flaviane está quite com a Justiça Eleitoral, não possui condenação criminal apontada nos autos e preenche as condições de elegibilidade, não havendo discussão sobre sua possibilidade de disputar a eleição.

Desde o início da controvérsia, a defesa sustentou que “Flaviane do Bolsonaro” jamais foi uma tentativa de aparentar parentesco com Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro ou qualquer integrante da família. Segundo a manifestação apresentada ao TRE-MT, a denominação “não pretende indicar qualquer vínculo sanguíneo ou familiar”, mas traduz uma “identificação política, ideológica e pública”, relacionada aos valores e ao projeto político com os quais a candidata se identifica.

A defesa também ressaltou que a palavra “do” não foi utilizada por acaso. O argumento apresentado foi exatamente o de diferenciar sobrenome de identificação política: Flaviane não pretendia se registrar como “Flaviane Bolsonaro”, mas como “Flaviane do Bolsonaro”, numa referência expressa ao bolsonarismo e a um projeto político e ideológico.

Em outro trecho, a manifestação foi ainda mais objetiva: “‘do Bolsonaro’ significa vinculada ao projeto político Bolsonaro, e não pertencente à família Bolsonaro”. A defesa apresentou ainda publicações, entrevistas, matérias jornalísticas e registros em redes sociais para demonstrar que a identificação vinha sendo utilizada antes do registro formal da candidatura.

O Ministério Público Eleitoral entendeu de maneira diferente. Em seu parecer, conforme registrado na decisão, sustentou inicialmente o indeferimento do registro porque a candidata, após ser intimada, permaneceu defendendo um nome de urna que o órgão considerava incompatível com o artigo 25 da Resolução TSE nº 23.609/2019. De forma subsidiária, o Ministério Público pediu a rejeição de “Flaviane do Bolsonaro” e a adoção de “Dr.ª Flaviane Ramalho”.

O juiz-relator não acompanhou o Ministério Público na proposta de impedir o registro da candidatura. Entendeu que a discussão sobre o nome da urna não representava falta de condição de elegibilidade nem causa de inelegibilidade e destacou que todos os demais requisitos estavam satisfeitos.

Quanto ao nome, porém, o entendimento judicial foi contrário à candidata.

Na decisão, o relator considerou que “Bolsonaro” não integra o nome civil de Flaviane, que não existe vínculo familiar e que as provas apresentadas não seriam suficientes, na avaliação da Justiça Eleitoral, para demonstrar que “Flaviane do Bolsonaro” já constituía uma identidade pública consolidada. Também foi considerado o fato de a candidata ter concorrido em eleições anteriores utilizando o nome “Dra. Flaviane Ramalho”.

Por essa razão, o magistrado concluiu ser “inviável a homologação do nome de urna ‘FLAVIANE DO BOLSONARO’”.

Ao final, a Justiça Eleitoral indeferiu especificamente o uso de “Flaviane do Bolsonaro”, determinou o registro do nome “Dr.ª Flaviane Ramalho” e, ao mesmo tempo, deferiu integralmente a candidatura de Flaviane ao cargo de deputada estadual pelo NOVO, sob o número 30.022.

Apesar de discordar da interpretação dada ao caso, Flaviane Ramalho decidiu que não recorrerá da decisão.

Para a candidata, prolongar uma disputa judicial em torno do nome desviaria tempo, energia e recursos de uma campanha que pretende concentrar esforços nas ruas e na apresentação de suas propostas.

Flaviane também afirma que respeita a decisão judicial, embora veja o episódio como mais uma demonstração das limitações impostas à utilização de uma identidade política vinculada ao bolsonarismo.

“Eu poderia recorrer e continuar essa discussão. Mas não vou perder a campanha discutindo meu nome. Todo mundo sabe que sou bolsonarista. Nunca escondi isso e nunca disse que era parente do Bolsonaro. Meu nome na urna muda. Meus princípios não mudam.”

A candidata faz ainda uma comparação provocativa sobre a realidade eleitoral brasileira.

“Nós vemos candidatos conhecidos como ‘fulano do cachorro-quente’, ‘fulano da escola’, ‘fulano do salão’, ‘fulano da oficina’. Quando se trata de uma identificação ideológica ligada a Bolsonaro, a interpretação é outra. Respeito a decisão, mas o eleitor pode tirar suas próprias conclusões.”

Para Flaviane, entretanto, a discussão termina aí.

Não haverá recurso. Não haverá paralisação da campanha. E não haverá mudança de posicionamento político.

A partir de agora, a candidata seguirá oficialmente como: Dr.ª Flaviane Ramalho
Deputada Estadual- NOVO

“Podem determinar como meu nome aparecerá na urna. O que ninguém pode mudar são meus valores, meus princípios e aquilo em que acredito. Continuo bolsonarista, continuo defendendo as mesmas bandeiras e continuarei enfrentando o que precisar ser enfrentado. Agora é rua, trabalho, luta e muita correria por Mato Grosso.”

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Politica

Pesquisa mostra empate entre Pivetta e Wellington na corrida pelo Governo de MT

Levantamento do MT Dados ouviu 3.080 eleitores em sete regiões do Estado entre 15 e 20 de agosto; os dois pré-candidatos aparecem com 27% das intenções de voto

Publicados

em

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL) aparecem empatados na disputa pelo Governo de Mato Grosso, com 27% das intenções de voto cada, segundo a terceira rodada da pesquisa MT Dados, divulgada nesta sexta-feira, 21 de agosto.

O resultado mostra uma mudança em relação ao primeiro levantamento da série. Em maio, Wellington tinha sete pontos percentuais de vantagem sobre Pivetta. A diferença foi diminuindo nas rodadas seguintes até desaparecer.

Em julho, Pivetta registrou 25,2%, enquanto Wellington apareceu com 24,3%. Como a diferença estava dentro da margem de erro, os dois já eram considerados tecnicamente empatados. Agora, na rodada de agosto, ambos chegaram a 27%.

A pesquisa ouviu 3.080 pessoas em sete regiões de Mato Grosso, abrangendo diferentes áreas do Estado. As entrevistas foram realizadas entre os dias 15 e 20 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Além das intenções de voto, o levantamento avaliou o potencial eleitoral e a rejeição dos dois nomes.

Pivetta aparece com 25% dos entrevistados afirmando que votariam nele com certeza. Outros 29% disseram que poderiam votar no governador. Somados, os dois grupos representam um potencial de voto de 54%.

No caso de Wellington, 24% afirmaram que votariam nele com certeza e 27% disseram que poderiam escolhê-lo. O potencial eleitoral do senador chega a 51%.

Na rejeição, Pivetta também apresenta índice menor. Segundo a pesquisa, 15% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum. Wellington aparece com 21% de rejeição, uma diferença de seis pontos percentuais.

Segundo turno

A pesquisa também simulou um eventual segundo turno entre Pivetta e Wellington. Nesse cenário, o senador aparece com 33% das intenções de voto, enquanto o governador registra 32%.

A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento e, portanto, caracteriza um cenário de empate técnico.

Ainda nessa simulação, 25% dos entrevistados disseram não saber em quem votar e 10% afirmaram que escolheriam branco ou nulo.

Os números indicam que uma parcela significativa do eleitorado ainda não definiu sua escolha para uma eventual disputa direta entre os dois nomes.

A pesquisa MT Dados está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso sob o número 04390/2026.

Continue lendo

Politica

Candidato do AGIR promete cobrar limites do STF e revisar situação de presos do 8 de Janeiro

Beny também pretende colocar a situação dos presos e condenados do 8 de Janeiro no centro do debate. A defesa é de que cada caso seja analisado individualmente, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à proporcionalidade das penas.

Publicados

em

 

O candidato ao Senado pelo AGIR 36, Beny Godoy, pretende levar ao Senado uma pauta de enfrentamento direto ao que considera excessos do Supremo Tribunal Federal (STF), com destaque para a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros da Corte e para a revisão da situação dos brasileiros presos ou condenados em decorrência dos atos de 8 de janeiro de 2023.

A proposta coloca o candidato dentro de uma das principais pautas defendidas atualmente por setores da direita brasileira: ampliar o controle político sobre decisões e condutas de ministros do Supremo e discutir uma resposta legislativa para os casos relacionados aos atos que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Para Beny, caso eleito, o Senado não pode abrir mão de suas prerrogativas constitucionais. Entre elas está a competência para processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. A avaliação do candidato é que esse mecanismo não pode existir apenas formalmente e precisa ser utilizado quando houver elementos que justifiquem sua abertura e análise pelo Legislativo.

A discussão ganhou novo peso no cenário eleitoral de 2026. Nos últimos dias, candidatos ao Senado apoiados pelo senador Flávio Bolsonaro passaram a assumir publicamente o compromisso de apoiar eventual processo de impeachment de ministros do Supremo, incluindo Alexandre de Moraes. Em encontro realizado em Brasília, cerca de 20 candidatos declararam apoio à proposta.

Beny também pretende colocar a situação dos presos e condenados do 8 de Janeiro no centro do debate. A defesa é de que cada caso seja analisado individualmente, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à proporcionalidade das penas.

A posição não significa, segundo a linha defendida pelo candidato, negar a gravidade da depredação ocorrida em Brasília. O próprio STF classifica os acontecimentos de 8 de janeiro como ataques às instituições democráticas e sustenta que os responsáveis devem ser responsabilizados conforme sua participação e culpabilidade.

O ponto levantado por Beny está justamente na necessidade de separar responsabilidades. Na avaliação do candidato, pessoas que participaram diretamente de atos de violência e depredação não podem ser tratadas da mesma forma que indivíduos que estavam nos locais sem participação comprovada nos crimes mais graves.

A discussão também envolve a possibilidade de anistia ou revisão legislativa das punições. O tema é de competência do Congresso Nacional e já foi objeto de debate durante sabatina no Senado em 2026, quando o então indicado à Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, reconheceu que a definição sobre eventual anistia cabe ao Parlamento.

É nesse espaço que Beny pretende atuar caso conquiste uma das duas vagas de Mato Grosso no Senado. A proposta é transformar a defesa das prerrogativas do Congresso em uma bandeira política, cobrando maior equilíbrio entre os Poderes e questionando decisões que, na visão do candidato, tenham ultrapassado os limites constitucionais.

Para o candidato do AGIR 36, o Senado precisa deixar de ser apenas espectador diante de conflitos institucionais. A intenção é participar ativamente das discussões sobre o funcionamento do STF, apoiar a abertura de processos de impeachment quando houver fundamentação jurídica e política para isso e defender uma análise individualizada dos processos relacionados ao 8 de Janeiro.

A pauta reforça o posicionamento de Beny Godoy como um nome identificado com a direita e com uma proposta de maior independência do Legislativo diante do Judiciário. A estratégia também busca dialogar com um eleitorado conservador que cobra do Senado uma postura mais firme diante do STF e uma resposta para as famílias de pessoas que permanecem cumprindo penas ou respondendo a processos relacionados aos atos de 2023.

No discurso eleitoral, a mensagem central de Beny é a de que o equilíbrio entre os Poderes precisa funcionar nos dois sentidos: o Executivo e o Legislativo devem respeitar as decisões judiciais, mas o Judiciário também deve permanecer dentro das competências estabelecidas pela Constituição.

O STF é composto por 11 ministros e exerce a função de órgão de cúpula do Poder Judiciário brasileiro. A defesa de mecanismos de controle sobre a Corte, portanto, representa uma das pautas institucionais mais sensíveis que podem chegar ao Senado na próxima legislatura.

Continue lendo

Politica

Moacir Couto reúne mais de 300 pessoas em lançamento de candidatura e reforça compromisso com o Araguaia

Entre as lideranças presentes esteve a vice-governadora Gisela Simona, que declarou apoio à candidatura e destacou a representatividade de Moacir e sua atuação em defesa da região.

Publicados

em

Mais de 300 pessoas participaram do ato de lançamento da candidatura de Moacir Couto a deputado estadual, realizado em Barra do Garças. O evento reuniu lideranças políticas, representantes de diferentes setores da sociedade, produtores rurais, trabalhadores, apoiadores e moradores de Barra do Garças e de municípios da região do Araguaia.

O encontro marcou uma nova etapa da caminhada política de Moacir Couto e reforçou a proposta de construir uma representação voltada às demandas da região, com foco no desenvolvimento regional, na saúde, na infraestrutura e na busca por investimentos que acompanhem o crescimento de Mato Grosso.

Entre as lideranças presentes esteve a vice-governadora Gisela Simona, que declarou apoio à candidatura e destacou a representatividade de Moacir e sua atuação em defesa da região.

Durante sua fala, Gisela também ressaltou a relação de amizade entre Moacir e o governador Otaviano Pivetta, transmitindo uma mensagem do governador ao candidato.

 

Vice-governadora Gisela Simona,

 

“Ele disse, estive com ele em Várzea Grande, na Barra vice entrega meu carinho ao meu irmão Moacir, que não é de sangue, mas é um irmão de alma”.

Um dos momentos mais marcantes da noite foi o depoimento de Dona Célia, que relatou uma experiência pessoal envolvendo sua neta Melissa, de 6 anos, diagnosticada com autismo e que precisava passar por uma cirurgia de hérnia umbilical.

“Eu rodei Barra do Garças toda e não consegui nenhum especialista pelo SUS. Fui para a Santa Casa, em Cuiabá, e ficamos aguardando sem nenhum retorno. Um dia recebi o folder do Hospital de Barra do Garças na minha casa. Eu nunca tinha visto ele. Depois fui à feira e vi que ele era o homem da defesa do Hospital Regional”, contou.

 

Dona Célia destacou ainda que a atuação de Moacir em defesa da saúde da região foi o que chamou sua atenção. “Mesmo sem me conhecer, ele olhou para a nossa situação e segurou a nossa mão. Eu vejo nele a defesa desse hospital regional tão importante para Barra do Garças. Não temos suporte aqui, ninguém conhece o caminho. Ele tem porta aberta com o Governo do Estado e vai ser nossa ponte em âmbito estadual. Precisamos de gente como ele, com esse olhar, com essa garra, que defenda os pobres e a população de verdade”, afirmou, emocionada.

Durante o lançamento, Moacir Couto destacou o momento de crescimento vivido por Mato Grosso e defendeu que os resultados desse desenvolvimento precisam alcançar todas as regiões e a população, especialmente em áreas essenciais como a saúde.

O candidato reforçou ainda seu compromisso com Barra do Garças e com todo o Araguaia, ressaltando o potencial econômico e social da região e a necessidade de ampliar sua representação política. “Não é apenas uma campanha política. É um movimento histórico de uma cidade e de uma região que precisa deixar de ser órfã e ter um representante que conheça a sua realidade, que tenha portas abertas e que possa ajudar a alavancar o Barra do Garças e toda região Araguaia”. destacou.

Continue lendo

Política

Polícia

GERAL

Mais Lidas da Semana