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Perseguição na MT-343 termina com prisão de suspeito e apreensão de 148 tabletes de drogas

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Uma ação da Polícia Civil terminou com a apreensão de 148 tabletes de drogas e a prisão de um homem de 26 anos, na madrugada desta terça-feira (18), na Rodovia MT-343, em Nova Olímpia, a 207 quilômetros de Cuiabá.

A ocorrência foi registrada após policiais da Delegacia Regional de Tangará da Serra receberem informações sobre um Hyundai HB20 que estaria sendo utilizado para transportar entorpecentes. Segundo as informações repassadas às equipes, a droga era levada em caixas de papelão dentro do veículo.

Os policiais iniciaram buscas no trecho entre Tangará da Serra e Barra do Bugres. Durante o patrulhamento, o automóvel foi localizado entre Nova Olímpia e a Serra de Itapirapuã.

Ao perceber a aproximação da equipe, o motorista acelerou e tentou escapar. Durante a fuga, ele perdeu o controle da situação e entrou com o veículo em uma área de vegetação às margens da rodovia. Em seguida, abandonou o carro e tentou fugir a pé, mas foi alcançado e detido pelos policiais.

Durante a revista no automóvel, foram localizadas quatro caixas contendo os entorpecentes, distribuídos entre o banco traseiro e o porta-malas.

Ao todo, foram apreendidos 124 tabletes de skunk, 11 de pasta base de cocaína e outros 11 de cocaína.

O suspeito foi levado para a Delegacia de Polícia de Nova Olímpia, juntamente com o veículo e todo o material apreendido. Ele foi autuado em flagrante por tráfico ilícito de drogas.

A Polícia Civil mantém as investigações para identificar a origem da carga, o destino dos entorpecentes e possíveis outros integrantes envolvidos no transporte da droga.

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Polícia

Operação expõe esquema de R$ 20,5 milhões por trás de garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé

Na prática, a suspeita é de que o sistema permitisse transformar ouro extraído ilegalmente em produto com aparência regular perante o mercado.

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Uma investigação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Receita Federal revelou uma estrutura financeira que teria movimentado cerca de R$ 20,5 milhões para sustentar atividades relacionadas à extração ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. O esquema é alvo da Operação Solo Sagrado, deflagrada nesta terça-feira (18).

A ofensiva busca atingir não apenas os responsáveis pela exploração mineral irregular, mas também a estrutura que permitia financiar o garimpo, transportar equipamentos, movimentar os recursos e inserir o ouro no mercado formal com aparência de legalidade.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e uma ordem de prisão preventiva. A Justiça também autorizou o bloqueio e sequestro de bens e valores, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

Segundo as apurações, um dos núcleos financeiros identificados movimentou aproximadamente R$ 20,5 milhões entre 2022 e 2025. Os investigadores também encontraram mais de R$ 3,5 milhões em transações envolvendo instituições de pagamento e empresas de serviços digitais.

A investigação aponta que o grupo utilizava empresas e cooperativas para dificultar a identificação da origem do ouro. O minério seria adquirido de produtores ou intermediários ligados ao garimpo e, posteriormente, passaria por diferentes integrantes da cadeia comercial até chegar a estruturas formalmente constituídas no setor mineral.

Na prática, a suspeita é de que o sistema permitisse transformar ouro extraído ilegalmente em produto com aparência regular perante o mercado.

A operação também revelou a existência de uma estrutura logística necessária para manter as áreas de exploração em funcionamento. Segundo os investigadores, o esquema envolvia escavadeiras hidráulicas, caminhões-prancha, combustível, peças, oficinas e transporte de equipamentos.

A atuação integrada entre PF, MPF e Receita permitiu cruzar informações bancárias, fiscais, patrimoniais, policiais e telemáticas. A estratégia busca identificar todos os integrantes da cadeia, desde os responsáveis pelo financiamento e suporte ao garimpo até aqueles envolvidos na circulação e comercialização do minério.

Além de interromper o fluxo financeiro, a Operação Solo Sagrado pretende recuperar recursos que, segundo as investigações, seriam provenientes da exploração ilegal de ouro e ampliar a identificação de outros possíveis envolvidos.

Até o momento, os investigados são alvos de apuração e as suspeitas ainda deverão ser analisadas no decorrer do processo judicial.

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Caso Master ganha novo capítulo após depoimento revelar reuniões entre servidores do BC e PF

A Polícia Federal não informou se, naquele período, já havia suspeitas contra os dois servidores nem se foram adotadas medidas específicas para evitar eventual vazamento de informações.

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Dois ex-servidores de alto escalão do Banco Central investigados por suposto favorecimento ao Banco Master participaram de reuniões com a Polícia Federal para tratar de possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira antes de serem formalmente incluídos como suspeitos na investigação.

A informação foi apresentada pelo diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, em depoimento prestado à Polícia Federal em maio deste ano. O conteúdo da oitiva veio a público agora e integra o inquérito que apura a atuação de Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária, e Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização.

Segundo a investigação, os dois são suspeitos de terem atuado em benefício do banqueiro Daniel Vorcaro, inclusive com o possível repasse de informações relacionadas à fiscalização do Banco Master. As defesas negam as acusações.

Reuniões antes das suspeitas

Aquino relatou aos investigadores que participou de encontros com delegados da Polícia Federal para discutir o caso. Uma das reuniões ocorreu em 8 de outubro de 2025, antes da liquidação do Banco Master e da primeira prisão de Vorcaro.

De acordo com o diretor, Belline e Paulo Sérgio também participaram de diversos encontros relacionados às apurações. Depois da primeira reunião registrada em agenda pública, os encontros passaram a ocorrer de forma sigilosa.

Entre os assuntos discutidos estavam possíveis irregularidades envolvendo cessões de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB) e operações relacionadas aos fundos Bravo e Reag.

A Polícia Federal não informou se, naquele período, já havia suspeitas contra os dois servidores nem se foram adotadas medidas específicas para evitar eventual vazamento de informações.

Defesas contestam suspeitas

A defesa de Paulo Sérgio afirmou que ele não participou de “várias reuniões”, mas sustentou que o ex-diretor esteve envolvido na identificação e formalização de irregularidades relacionadas ao Banco Master.

Segundo o advogado Odel Antun, Paulo Sérgio também teria colaborado na elaboração de representações encaminhadas ao Ministério Público Federal, que posteriormente contribuíram para o avanço das investigações da Operação Compliance Zero.

A defesa de Belline Santana, representada pelo advogado Leonardo Palazzi, afirmou que o depoimento de Ailton de Aquino reforça a versão de que seu cliente atuava dentro das atribuições funcionais e mantinha interlocução com a Polícia Federal justamente para comunicar possíveis ilícitos envolvendo o banco.

Clima de tensão no Banco Central

Ainda segundo o depoimento, o Banco Central enfrentava um ambiente de preocupação nos meses que antecederam a liquidação do Master, especialmente diante de vazamentos de informações consideradas sensíveis.

Por causa disso, Aquino afirmou ter restringido o acesso a detalhes relacionados à decisão de liquidar a instituição financeira.

Paulo Sérgio ocupou a Diretoria de Fiscalização do BC entre 2017 e 2023 e posteriormente passou a exercer a função de chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária, área que teve Belline Santana como responsável entre 2019 e 2026.

As suspeitas provocaram repercussão dentro do próprio Banco Central, já que os dois investigados tinham longa trajetória na instituição. A apuração também passou a considerar a evolução patrimonial dos ex-servidores e a possibilidade de que tenham prestado consultoria informal a Vorcaro em troca de vantagens.

As investigações continuam e ainda deverão esclarecer a extensão da participação de cada investigado, além de eventual envolvimento de outras pessoas no caso.

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Alvo da Operação Engodo Digital, Natiele é proibida de acessar redes sociais e viajar para fora do país

A Polícia Civil também apura a utilização de empresas e possíveis simulações societárias no setor de beleza que teriam sido empregadas para dificultar a identificação da origem dos recursos.

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A Justiça de Mato Grosso impôs uma série de restrições à influenciadora digital Natiele Aparecida, alvo da Operação Engodo Digital, deflagrada pela Polícia Civil para investigar um suposto esquema envolvendo divulgação de jogos de azar, captação ilegal de apostas e lavagem de dinheiro.

Entre as medidas determinadas estão a proibição de acessar redes sociais como Instagram, TikTok e Facebook para divulgação de jogos, deixar o país ou manter contato com outros investigados. O passaporte da influenciadora também foi recolhido.

Segundo o delegado Eugênio Rudy, responsável pela investigação conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, o descumprimento das determinações poderá levar à decretação da prisão preventiva.

“Nessa fase, a gente cumpriu várias cautelares, entre as quais ela está proibida de ter acesso às redes sociais, Instagram, TikTok, Facebook, para fazer divulgação de jogos de azar. Então, se eventualmente ela descumprir essa medida, pode ser decretada a preventiva”, explicou.

Além de ficar afastada das plataformas utilizadas para promover os jogos, Natiele terá de comparecer mensalmente à Justiça para informar suas atividades e não poderá manter contato com os demais investigados.

A investigação aponta que a influenciadora ocupava uma posição considerada central no esquema. De acordo com a Polícia Civil, ela utilizava duas contas nas redes sociais para divulgar plataformas de apostas que não teriam autorização para funcionar.

A apuração também identificou um grupo mantido no WhatsApp, utilizado para compartilhar links e orientações relacionadas a apostas de cota fixa consideradas ilegais.

Movimentação de R$ 28 milhões

Segundo a Draco de Sinop, mais de R$ 28 milhões teriam circulado sem declaração entre 2023 e 2025. Para os investigadores, existem indícios de que os valores estejam relacionados à exploração de jogos ilegais pela internet.

Conforme a investigação, os recursos passavam por empresas ligadas às plataformas de apostas e posteriormente eram redistribuídos entre familiares e colaboradores da influenciadora.

A Polícia Civil também apura a utilização de empresas e possíveis simulações societárias no setor de beleza que teriam sido empregadas para dificultar a identificação da origem dos recursos.

A operação resultou ainda no bloqueio de mais de R$ 21,4 milhões em contas bancárias, além de medidas sobre bens, dispositivos eletrônicos e contas utilizadas nas redes sociais.

Ao todo, foram expedidas 56 ordens judiciais, incluindo 14 mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, quebra de sigilo telemático, bloqueios financeiros e apreensão de passaportes.

As medidas foram cumpridas em Sorriso, no norte de Mato Grosso, e também nos municípios paulistas de São Paulo e São Bernardo do Campo.

Influenciadora seguia divulgando jogos antes da operação

Um dos pontos destacados pelos investigadores é que Natiele teria publicado conteúdo relacionado a jogos de azar poucas horas antes da deflagração da operação.

Segundo a Polícia Civil, na noite de segunda-feira (17), ela ainda utilizava o Instagram para divulgar uma plataforma de apostas e prometer ganhos aos seguidores.

A investigação também chama atenção para o padrão de vida exibido pela influenciadora nas redes sociais, com viagens e eventos de alto padrão. Em 2024, ela promoveu uma festa em um castelo, em Sorriso, para celebrar sua participação como capa de uma revista.

Possível ligação com investigação federal

A Polícia Civil também apura uma possível conexão entre dois investigados na Operação Engodo Digital e pessoas que foram alvo da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal em abril deste ano.

Segundo a investigação, uma empresa do setor financeiro teria sido utilizada para concentrar recursos provenientes de plataformas clandestinas de apostas e viabilizar transferências internacionais.

A mesma empresa e seu proprietário também foram atingidos por medidas judiciais durante a Operação Engodo Digital.

Natiele e os demais investigados são suspeitos de crimes que incluem exploração de jogos de azar, captação ilegal de apostas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e organização criminosa. As responsabilidades individuais ainda serão apuradas no decorrer da investigação.

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