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Homem é morto após ser acusado sem provas de roubar bicicleta em Copacabana

Entre os investigados está Davi, apontado pela polícia como um dos responsáveis diretos pelas agressões. Ele aparece nas imagens usando um cacetete e atingindo Cláudio, inclusive na região da cabeça.

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A suspeita de que uma bicicleta havia sido furtada terminou com a morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O homem foi espancado por quatro pessoas na noite de 11 de agosto depois de ser confundido com um suposto ladrão. Segundo a investigação, não havia qualquer comprovação de que o veículo tivesse sido roubado. A bicicleta pertencia à irmã da vítima.

A Polícia Civil indiciou quatro homens por homicídio triplamente qualificado. As qualificadoras apontadas são meio cruel, motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. Três suspeitos foram presos e um permanece foragido.

Segundo a investigação, Cláudio havia saído de casa para andar de bicicleta. Na Rua Barata Ribeiro, ele foi abordado pelo segurança de rua Davi Santos Machado, de 21 anos, que perguntou sobre a propriedade do veículo. Cláudio respondeu que a bicicleta não era dele, o que estava correto, já que pertencia à irmã.

Davi, no entanto, passou a suspeitar que o homem tivesse cometido um furto e chamou dois entregadores que circulavam pela região. Imagens analisadas pela polícia mostram outro segurança, Jorge Luiz Ricardo Dias, retirando a bicicleta de Cláudio à força.

A vítima tentou recuperar o veículo, foi agredida e deixou o local. Pouco depois, Cláudio se sentou em frente a um prédio na Rua Felipe Oliveira. Ele voltou a ser cercado pelo grupo, e as agressões começaram.

Os ataques duraram cerca de nove minutos e foram registrados em vídeos. De acordo com a investigação, Cláudio não reagiu enquanto era golpeado pelos homens.

Após as agressões, ele permaneceu na calçada por aproximadamente meia hora. O Corpo de Bombeiros foi acionado e levou a vítima para um hospital, mas Cláudio morreu em decorrência dos ferimentos.

Entre os investigados está Davi, apontado pela polícia como um dos responsáveis diretos pelas agressões. Ele aparece nas imagens usando um cacetete e atingindo Cláudio, inclusive na região da cabeça.

Inicialmente, Davi prestou depoimento como testemunha e negou envolvimento. No dia seguinte, retornou à delegacia e admitiu ter participado das agressões.

Em depoimento, ele afirmou que deu socos e pontapés na vítima junto com os dois entregadores e reconheceu ter utilizado um cacetete. Também declarou que não havia informação concreta de que a bicicleta tivesse sido furtada.

Outro envolvido, Felipe Eduardo dos Santos Silva, de 23 anos, é entregador e aparece nas imagens participando das agressões. Ele se apresentou à polícia na tarde de quinta-feira, 21 de agosto.

Jorge Luiz Ricardo Dias também foi alvo de mandado de prisão, mas está foragido. Segundo o depoimento apresentado à polícia, ele teria presenciado as agressões, mas negou ter participado diretamente do espancamento. Davi também afirmou que Jorge não teria agredido Cláudio.

O quarto investigado, Ailton José da Silva, também trabalhava como entregador e aparece nas imagens golpeando a vítima. A Justiça decretou a prisão dele, mas ele ainda não foi localizado.

As gravações são uma das principais evidências reunidas pela investigação. Parte dos vídeos foi produzida pelos próprios envolvidos. Em uma das gravações, durante as agressões, um dos homens faz uma referência a uma suposta “lição” que estaria sendo aplicada à vítima.

A polícia também identificou nas imagens outro homem que teria chutado a cabeça de Cláudio. A identidade dele ainda não foi confirmada e a participação no crime será investigada.

Para o delegado Ângelo Lages, responsável pela investigação, a origem da violência foi uma suspeita de furto que não foi comprovada. A polícia não encontrou elementos que indiquem que a bicicleta tenha sido roubada.

O caso também levou a Polícia Civil a investigar a atuação de chamados seguranças de rua. Segundo o delegado, esse tipo de atividade possui limites legais e a prestação de segurança em vias públicas pode caracterizar exercício irregular da profissão.

A investigação continua para esclarecer toda a dinâmica da morte e verificar a eventual participação de outras pessoas. Os quatro principais investigados permanecem formalmente apontados pela polícia como responsáveis pelo homicídio, enquanto a Justiça deverá analisar as acusações e o material reunido durante o inquérito.

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Polícia

Operação expõe esquema de R$ 20,5 milhões por trás de garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé

Na prática, a suspeita é de que o sistema permitisse transformar ouro extraído ilegalmente em produto com aparência regular perante o mercado.

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Uma investigação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Receita Federal revelou uma estrutura financeira que teria movimentado cerca de R$ 20,5 milhões para sustentar atividades relacionadas à extração ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. O esquema é alvo da Operação Solo Sagrado, deflagrada nesta terça-feira (18).

A ofensiva busca atingir não apenas os responsáveis pela exploração mineral irregular, mas também a estrutura que permitia financiar o garimpo, transportar equipamentos, movimentar os recursos e inserir o ouro no mercado formal com aparência de legalidade.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e uma ordem de prisão preventiva. A Justiça também autorizou o bloqueio e sequestro de bens e valores, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

Segundo as apurações, um dos núcleos financeiros identificados movimentou aproximadamente R$ 20,5 milhões entre 2022 e 2025. Os investigadores também encontraram mais de R$ 3,5 milhões em transações envolvendo instituições de pagamento e empresas de serviços digitais.

A investigação aponta que o grupo utilizava empresas e cooperativas para dificultar a identificação da origem do ouro. O minério seria adquirido de produtores ou intermediários ligados ao garimpo e, posteriormente, passaria por diferentes integrantes da cadeia comercial até chegar a estruturas formalmente constituídas no setor mineral.

Na prática, a suspeita é de que o sistema permitisse transformar ouro extraído ilegalmente em produto com aparência regular perante o mercado.

A operação também revelou a existência de uma estrutura logística necessária para manter as áreas de exploração em funcionamento. Segundo os investigadores, o esquema envolvia escavadeiras hidráulicas, caminhões-prancha, combustível, peças, oficinas e transporte de equipamentos.

A atuação integrada entre PF, MPF e Receita permitiu cruzar informações bancárias, fiscais, patrimoniais, policiais e telemáticas. A estratégia busca identificar todos os integrantes da cadeia, desde os responsáveis pelo financiamento e suporte ao garimpo até aqueles envolvidos na circulação e comercialização do minério.

Além de interromper o fluxo financeiro, a Operação Solo Sagrado pretende recuperar recursos que, segundo as investigações, seriam provenientes da exploração ilegal de ouro e ampliar a identificação de outros possíveis envolvidos.

Até o momento, os investigados são alvos de apuração e as suspeitas ainda deverão ser analisadas no decorrer do processo judicial.

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Perseguição na MT-343 termina com prisão de suspeito e apreensão de 148 tabletes de drogas

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Uma ação da Polícia Civil terminou com a apreensão de 148 tabletes de drogas e a prisão de um homem de 26 anos, na madrugada desta terça-feira (18), na Rodovia MT-343, em Nova Olímpia, a 207 quilômetros de Cuiabá.

A ocorrência foi registrada após policiais da Delegacia Regional de Tangará da Serra receberem informações sobre um Hyundai HB20 que estaria sendo utilizado para transportar entorpecentes. Segundo as informações repassadas às equipes, a droga era levada em caixas de papelão dentro do veículo.

Os policiais iniciaram buscas no trecho entre Tangará da Serra e Barra do Bugres. Durante o patrulhamento, o automóvel foi localizado entre Nova Olímpia e a Serra de Itapirapuã.

Ao perceber a aproximação da equipe, o motorista acelerou e tentou escapar. Durante a fuga, ele perdeu o controle da situação e entrou com o veículo em uma área de vegetação às margens da rodovia. Em seguida, abandonou o carro e tentou fugir a pé, mas foi alcançado e detido pelos policiais.

Durante a revista no automóvel, foram localizadas quatro caixas contendo os entorpecentes, distribuídos entre o banco traseiro e o porta-malas.

Ao todo, foram apreendidos 124 tabletes de skunk, 11 de pasta base de cocaína e outros 11 de cocaína.

O suspeito foi levado para a Delegacia de Polícia de Nova Olímpia, juntamente com o veículo e todo o material apreendido. Ele foi autuado em flagrante por tráfico ilícito de drogas.

A Polícia Civil mantém as investigações para identificar a origem da carga, o destino dos entorpecentes e possíveis outros integrantes envolvidos no transporte da droga.

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Caso Master ganha novo capítulo após depoimento revelar reuniões entre servidores do BC e PF

A Polícia Federal não informou se, naquele período, já havia suspeitas contra os dois servidores nem se foram adotadas medidas específicas para evitar eventual vazamento de informações.

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Dois ex-servidores de alto escalão do Banco Central investigados por suposto favorecimento ao Banco Master participaram de reuniões com a Polícia Federal para tratar de possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira antes de serem formalmente incluídos como suspeitos na investigação.

A informação foi apresentada pelo diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, em depoimento prestado à Polícia Federal em maio deste ano. O conteúdo da oitiva veio a público agora e integra o inquérito que apura a atuação de Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária, e Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização.

Segundo a investigação, os dois são suspeitos de terem atuado em benefício do banqueiro Daniel Vorcaro, inclusive com o possível repasse de informações relacionadas à fiscalização do Banco Master. As defesas negam as acusações.

Reuniões antes das suspeitas

Aquino relatou aos investigadores que participou de encontros com delegados da Polícia Federal para discutir o caso. Uma das reuniões ocorreu em 8 de outubro de 2025, antes da liquidação do Banco Master e da primeira prisão de Vorcaro.

De acordo com o diretor, Belline e Paulo Sérgio também participaram de diversos encontros relacionados às apurações. Depois da primeira reunião registrada em agenda pública, os encontros passaram a ocorrer de forma sigilosa.

Entre os assuntos discutidos estavam possíveis irregularidades envolvendo cessões de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB) e operações relacionadas aos fundos Bravo e Reag.

A Polícia Federal não informou se, naquele período, já havia suspeitas contra os dois servidores nem se foram adotadas medidas específicas para evitar eventual vazamento de informações.

Defesas contestam suspeitas

A defesa de Paulo Sérgio afirmou que ele não participou de “várias reuniões”, mas sustentou que o ex-diretor esteve envolvido na identificação e formalização de irregularidades relacionadas ao Banco Master.

Segundo o advogado Odel Antun, Paulo Sérgio também teria colaborado na elaboração de representações encaminhadas ao Ministério Público Federal, que posteriormente contribuíram para o avanço das investigações da Operação Compliance Zero.

A defesa de Belline Santana, representada pelo advogado Leonardo Palazzi, afirmou que o depoimento de Ailton de Aquino reforça a versão de que seu cliente atuava dentro das atribuições funcionais e mantinha interlocução com a Polícia Federal justamente para comunicar possíveis ilícitos envolvendo o banco.

Clima de tensão no Banco Central

Ainda segundo o depoimento, o Banco Central enfrentava um ambiente de preocupação nos meses que antecederam a liquidação do Master, especialmente diante de vazamentos de informações consideradas sensíveis.

Por causa disso, Aquino afirmou ter restringido o acesso a detalhes relacionados à decisão de liquidar a instituição financeira.

Paulo Sérgio ocupou a Diretoria de Fiscalização do BC entre 2017 e 2023 e posteriormente passou a exercer a função de chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária, área que teve Belline Santana como responsável entre 2019 e 2026.

As suspeitas provocaram repercussão dentro do próprio Banco Central, já que os dois investigados tinham longa trajetória na instituição. A apuração também passou a considerar a evolução patrimonial dos ex-servidores e a possibilidade de que tenham prestado consultoria informal a Vorcaro em troca de vantagens.

As investigações continuam e ainda deverão esclarecer a extensão da participação de cada investigado, além de eventual envolvimento de outras pessoas no caso.

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