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Politica

Pesquisa mostra empate entre Pivetta e Wellington na corrida pelo Governo de MT

Levantamento do MT Dados ouviu 3.080 eleitores em sete regiões do Estado entre 15 e 20 de agosto; os dois pré-candidatos aparecem com 27% das intenções de voto

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL) aparecem empatados na disputa pelo Governo de Mato Grosso, com 27% das intenções de voto cada, segundo a terceira rodada da pesquisa MT Dados, divulgada nesta sexta-feira, 21 de agosto.

O resultado mostra uma mudança em relação ao primeiro levantamento da série. Em maio, Wellington tinha sete pontos percentuais de vantagem sobre Pivetta. A diferença foi diminuindo nas rodadas seguintes até desaparecer.

Em julho, Pivetta registrou 25,2%, enquanto Wellington apareceu com 24,3%. Como a diferença estava dentro da margem de erro, os dois já eram considerados tecnicamente empatados. Agora, na rodada de agosto, ambos chegaram a 27%.

A pesquisa ouviu 3.080 pessoas em sete regiões de Mato Grosso, abrangendo diferentes áreas do Estado. As entrevistas foram realizadas entre os dias 15 e 20 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Além das intenções de voto, o levantamento avaliou o potencial eleitoral e a rejeição dos dois nomes.

Pivetta aparece com 25% dos entrevistados afirmando que votariam nele com certeza. Outros 29% disseram que poderiam votar no governador. Somados, os dois grupos representam um potencial de voto de 54%.

No caso de Wellington, 24% afirmaram que votariam nele com certeza e 27% disseram que poderiam escolhê-lo. O potencial eleitoral do senador chega a 51%.

Na rejeição, Pivetta também apresenta índice menor. Segundo a pesquisa, 15% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum. Wellington aparece com 21% de rejeição, uma diferença de seis pontos percentuais.

Segundo turno

A pesquisa também simulou um eventual segundo turno entre Pivetta e Wellington. Nesse cenário, o senador aparece com 33% das intenções de voto, enquanto o governador registra 32%.

A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento e, portanto, caracteriza um cenário de empate técnico.

Ainda nessa simulação, 25% dos entrevistados disseram não saber em quem votar e 10% afirmaram que escolheriam branco ou nulo.

Os números indicam que uma parcela significativa do eleitorado ainda não definiu sua escolha para uma eventual disputa direta entre os dois nomes.

A pesquisa MT Dados está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso sob o número 04390/2026.

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Politica

Candidato do AGIR promete cobrar limites do STF e revisar situação de presos do 8 de Janeiro

Beny também pretende colocar a situação dos presos e condenados do 8 de Janeiro no centro do debate. A defesa é de que cada caso seja analisado individualmente, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à proporcionalidade das penas.

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O candidato ao Senado pelo AGIR 36, Beny Godoy, pretende levar ao Senado uma pauta de enfrentamento direto ao que considera excessos do Supremo Tribunal Federal (STF), com destaque para a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros da Corte e para a revisão da situação dos brasileiros presos ou condenados em decorrência dos atos de 8 de janeiro de 2023.

A proposta coloca o candidato dentro de uma das principais pautas defendidas atualmente por setores da direita brasileira: ampliar o controle político sobre decisões e condutas de ministros do Supremo e discutir uma resposta legislativa para os casos relacionados aos atos que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Para Beny, caso eleito, o Senado não pode abrir mão de suas prerrogativas constitucionais. Entre elas está a competência para processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. A avaliação do candidato é que esse mecanismo não pode existir apenas formalmente e precisa ser utilizado quando houver elementos que justifiquem sua abertura e análise pelo Legislativo.

A discussão ganhou novo peso no cenário eleitoral de 2026. Nos últimos dias, candidatos ao Senado apoiados pelo senador Flávio Bolsonaro passaram a assumir publicamente o compromisso de apoiar eventual processo de impeachment de ministros do Supremo, incluindo Alexandre de Moraes. Em encontro realizado em Brasília, cerca de 20 candidatos declararam apoio à proposta.

Beny também pretende colocar a situação dos presos e condenados do 8 de Janeiro no centro do debate. A defesa é de que cada caso seja analisado individualmente, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à proporcionalidade das penas.

A posição não significa, segundo a linha defendida pelo candidato, negar a gravidade da depredação ocorrida em Brasília. O próprio STF classifica os acontecimentos de 8 de janeiro como ataques às instituições democráticas e sustenta que os responsáveis devem ser responsabilizados conforme sua participação e culpabilidade.

O ponto levantado por Beny está justamente na necessidade de separar responsabilidades. Na avaliação do candidato, pessoas que participaram diretamente de atos de violência e depredação não podem ser tratadas da mesma forma que indivíduos que estavam nos locais sem participação comprovada nos crimes mais graves.

A discussão também envolve a possibilidade de anistia ou revisão legislativa das punições. O tema é de competência do Congresso Nacional e já foi objeto de debate durante sabatina no Senado em 2026, quando o então indicado à Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, reconheceu que a definição sobre eventual anistia cabe ao Parlamento.

É nesse espaço que Beny pretende atuar caso conquiste uma das duas vagas de Mato Grosso no Senado. A proposta é transformar a defesa das prerrogativas do Congresso em uma bandeira política, cobrando maior equilíbrio entre os Poderes e questionando decisões que, na visão do candidato, tenham ultrapassado os limites constitucionais.

Para o candidato do AGIR 36, o Senado precisa deixar de ser apenas espectador diante de conflitos institucionais. A intenção é participar ativamente das discussões sobre o funcionamento do STF, apoiar a abertura de processos de impeachment quando houver fundamentação jurídica e política para isso e defender uma análise individualizada dos processos relacionados ao 8 de Janeiro.

A pauta reforça o posicionamento de Beny Godoy como um nome identificado com a direita e com uma proposta de maior independência do Legislativo diante do Judiciário. A estratégia também busca dialogar com um eleitorado conservador que cobra do Senado uma postura mais firme diante do STF e uma resposta para as famílias de pessoas que permanecem cumprindo penas ou respondendo a processos relacionados aos atos de 2023.

No discurso eleitoral, a mensagem central de Beny é a de que o equilíbrio entre os Poderes precisa funcionar nos dois sentidos: o Executivo e o Legislativo devem respeitar as decisões judiciais, mas o Judiciário também deve permanecer dentro das competências estabelecidas pela Constituição.

O STF é composto por 11 ministros e exerce a função de órgão de cúpula do Poder Judiciário brasileiro. A defesa de mecanismos de controle sobre a Corte, portanto, representa uma das pautas institucionais mais sensíveis que podem chegar ao Senado na próxima legislatura.

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Politica

Moacir Couto reúne mais de 300 pessoas em lançamento de candidatura e reforça compromisso com o Araguaia

Entre as lideranças presentes esteve a vice-governadora Gisela Simona, que declarou apoio à candidatura e destacou a representatividade de Moacir e sua atuação em defesa da região.

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Mais de 300 pessoas participaram do ato de lançamento da candidatura de Moacir Couto a deputado estadual, realizado em Barra do Garças. O evento reuniu lideranças políticas, representantes de diferentes setores da sociedade, produtores rurais, trabalhadores, apoiadores e moradores de Barra do Garças e de municípios da região do Araguaia.

O encontro marcou uma nova etapa da caminhada política de Moacir Couto e reforçou a proposta de construir uma representação voltada às demandas da região, com foco no desenvolvimento regional, na saúde, na infraestrutura e na busca por investimentos que acompanhem o crescimento de Mato Grosso.

Entre as lideranças presentes esteve a vice-governadora Gisela Simona, que declarou apoio à candidatura e destacou a representatividade de Moacir e sua atuação em defesa da região.

Durante sua fala, Gisela também ressaltou a relação de amizade entre Moacir e o governador Otaviano Pivetta, transmitindo uma mensagem do governador ao candidato.

 

Vice-governadora Gisela Simona,

 

“Ele disse, estive com ele em Várzea Grande, na Barra vice entrega meu carinho ao meu irmão Moacir, que não é de sangue, mas é um irmão de alma”.

Um dos momentos mais marcantes da noite foi o depoimento de Dona Célia, que relatou uma experiência pessoal envolvendo sua neta Melissa, de 6 anos, diagnosticada com autismo e que precisava passar por uma cirurgia de hérnia umbilical.

“Eu rodei Barra do Garças toda e não consegui nenhum especialista pelo SUS. Fui para a Santa Casa, em Cuiabá, e ficamos aguardando sem nenhum retorno. Um dia recebi o folder do Hospital de Barra do Garças na minha casa. Eu nunca tinha visto ele. Depois fui à feira e vi que ele era o homem da defesa do Hospital Regional”, contou.

 

Dona Célia destacou ainda que a atuação de Moacir em defesa da saúde da região foi o que chamou sua atenção. “Mesmo sem me conhecer, ele olhou para a nossa situação e segurou a nossa mão. Eu vejo nele a defesa desse hospital regional tão importante para Barra do Garças. Não temos suporte aqui, ninguém conhece o caminho. Ele tem porta aberta com o Governo do Estado e vai ser nossa ponte em âmbito estadual. Precisamos de gente como ele, com esse olhar, com essa garra, que defenda os pobres e a população de verdade”, afirmou, emocionada.

Durante o lançamento, Moacir Couto destacou o momento de crescimento vivido por Mato Grosso e defendeu que os resultados desse desenvolvimento precisam alcançar todas as regiões e a população, especialmente em áreas essenciais como a saúde.

O candidato reforçou ainda seu compromisso com Barra do Garças e com todo o Araguaia, ressaltando o potencial econômico e social da região e a necessidade de ampliar sua representação política. “Não é apenas uma campanha política. É um movimento histórico de uma cidade e de uma região que precisa deixar de ser órfã e ter um representante que conheça a sua realidade, que tenha portas abertas e que possa ajudar a alavancar o Barra do Garças e toda região Araguaia”. destacou.

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Professora Mazé defende mobilização permanente contra a violência às mulheres

A partir dessas experiências, a professora passou a dedicar parte de sua atuação à orientação de jovens sobre relacionamentos abusivos e sinais que podem indicar comportamentos de controle e violência.

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A campanha de conscientização contra a violência doméstica e o feminicídio não pode se limitar ao mês de agosto. Essa é uma das principais bandeiras defendidas pela professora Mazé, candidata a deputada estadual pelo PL, que tem percorrido municípios de Mato Grosso em encontros com mulheres para falar sobre prevenção à violência, participação feminina na política e fortalecimento da rede de proteção.

Para Mazé, o chamado Agosto Lilás deve servir como ponto de partida para uma mobilização que se estenda pelos 12 meses do ano. Ela chama atenção para o cenário de violência contra as mulheres em Mato Grosso e afirma que a proteção da vida precisa ser uma responsabilidade compartilhada por toda a sociedade.

“Precisamos estar alertas e acordar uns aos outros. As mulheres precisam estar na vida política para fazer com que as leis sejam cumpridas neste país e para que sejamos efetivas em posições de destaque na sociedade e nos parlamentos”, afirma.

A defesa ganhou um significado ainda mais pessoal para a professora a partir de experiências vividas dentro da própria família. Segundo Mazé, sua filha também foi vítima de assédio sexual, situação que deixou marcas profundas e acabou reabrindo lembranças de episódios de violência e assédio que ela própria enfrentou durante a infância e a adolescência.

“Não bastasse isso, minha filha também sofreu assédio sexual, o que deixou marcas muito profundas na vida dela e continuou na minha vida, trazendo de volta tudo aquilo que eu havia sofrido quando criança e adolescente”, relata.

 

A experiência como educadora também passou a ser utilizada por Mazé em ações de orientação e prevenção. Durante a Copa do Mundo de 2014, quando Cuiabá recebeu visitantes de diferentes partes do mundo, ela foi convidada a realizar uma palestra na escola onde trabalhava sobre os cuidados que meninas e adolescentes deveriam ter diante do aumento do fluxo de pessoas na cidade e dos riscos relacionados à exploração e ao turismo sexual.

A partir dessas experiências, a professora passou a dedicar parte de sua atuação à orientação de jovens sobre relacionamentos abusivos e sinais que podem indicar comportamentos de controle e violência.

Segundo ela, é necessário ensinar meninas e mulheres a identificar desde cedo atitudes como tentativa de controlar a vida da parceira, ciúme excessivo, imposição de decisões e comportamentos possessivos. Para Mazé, reconhecer esses sinais pode ajudar a evitar que relacionamentos inicialmente marcados pelo controle evoluam para situações mais graves.

“Precisamos conscientizar as meninas para os relacionamentos, para que conheçam os indícios de um homem que poderá, mais à frente, causar prejuízos e até tirar a vida”, afirma.

De mulher para mulher

Essa pauta também está presente em uma série de encontros realizados por Mazé em diferentes municípios de Mato Grosso. Ao lado da presidente do PL Mulher em Mato Grosso e candidata a deputada federal, Gislaine Yamashita, ela tem participado de reuniões com lideranças femininas.

O percurso passou por cidades como Nova Olímpia, Tangará da Serra, Sapezal, Guarantã do Norte e Aripuanã. A proposta, segundo Mazé, é criar espaços para que mulheres compartilhem experiências, encontrem apoio e sejam estimuladas a ocupar espaços de participação social e política.

Para ela, a presença feminina não deve ficar restrita às eleições. A professora defende que as mulheres participem de conselhos municipais, entidades comunitárias, conselhos de educação e organismos voltados à defesa dos direitos das mulheres.

“Uma líder levanta e descobre outra líder. É por isso que estamos com esse objetivo de fazer as mulheres visíveis, também na sociedade como um todo e na política”, destaca.

Mazé afirma que os encontros funcionam como uma via de mão dupla, na qual as participantes compartilham experiências e fortalecem umas às outras.

“São momentos ímpares em que a mulher tem liberdade para trocar experiências. Saímos encorajadas porque sabemos que as mulheres têm confiado em nós e na nossa experiência. Trocamos aquilo que nos faz melhores e mais fortes”, diz.

Violência doméstica afeta toda a família

Na avaliação da professora, os efeitos da violência doméstica ultrapassam a relação entre agressor e vítima e atingem toda a estrutura familiar.

Ela considera que a violência provoca impactos psicológicos, sociais e também econômicos, principalmente quando crianças convivem com ambientes marcados por agressões e medo.

“A violência doméstica desestrutura toda uma sociedade. É prejuízo financeiro e econômico, mas principalmente psicológico para todos os envolvidos”, afirma.

Mazé também relaciona a proteção das mulheres à construção de um ambiente familiar mais seguro para as crianças. Segundo ela, a família exerce papel fundamental na formação dos primeiros valores de convivência social.

“Essa família precisa ter estrutura para criar essas crianças, educá-las, para que possam ir para a escola, saber respeitar os mais velhos, respeitar os professores e viver em uma sociedade mais equilibrada e justa”, afirma.

Participação política

Ao defender maior presença feminina nos espaços de decisão, Mazé afirma que sua candidatura ao Legislativo estadual está ligada à intenção de atuar para que as leis existentes sejam efetivamente cumpridas.

A professora diz que pretende levar para a política a experiência acumulada ao longo da vida como educadora, mãe e avó, especialmente na defesa de mulheres em situação de vulnerabilidade.

“Venho também pedir votos para que eu consiga realizar e lutar ainda mais para fazer com que as leis existentes sejam efetivas no cumprimento de cuidar da vida das pessoas e, hoje, das mulheres que são vulneráveis e estão sofrendo muito com a violência e a morte no estado de Mato Grosso”, declara.

Para Mazé, o enfrentamento à violência contra a mulher exige a participação conjunta de homens e mulheres e uma mudança cultural capaz de romper com comportamentos de dominação e desrespeito.

“Precisamos eliminar essa cultura do nosso país e fazer com que mulheres e homens caminhem respeitosamente, um ao lado do outro”, conclui.

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