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Mato Grosso

Projeto Cidade do Cacau leva conhecimento técnico e inteligência de mercado a agricultores familiares de Alto Paraguai

Iniciativa reúne entidades do setor para fortalecer a cadeia produtiva da cacauicultura em Mato Grosso e ampliar oportunidades para pequenos produtores

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A comunidade Água Santa, no município de Alto Paraguai, recebeu neste sábado (15) uma importante ação voltada ao fortalecimento da agricultura familiar e ao desenvolvimento da cadeia produtiva do cacau. O encontro foi realizado na sede da COOPERREDE e marcou a apresentação do Projeto Cidade do Cacau, iniciativa que tem como uma de suas ações o Projeto Cacau Pantaneiro.

A iniciativa pioneira é desenvolvida pela APROFIR, em parceria com o IMAFIR, INNAGRO e FEDEAF, com a proposta de levar aos agricultores familiares informações técnicas, conhecimento e inteligência de mercado relacionados à cadeia de valor da cacauicultura em Mato Grosso.

Durante o encontro, produtores rurais da região participaram de palestras e tiveram acesso a informações sobre o cultivo do cacau, manejo da cultura, oportunidades de mercado e os principais aspectos necessários para o desenvolvimento de uma produção organizada e com potencial de geração de renda.

 

A proposta é atuar em diferentes elos da cadeia produtiva, fazendo com que cada entidade parceira contribua com sua área de conhecimento e atuação. Dessa forma, o produtor não recebe apenas orientação sobre como produzir, mas também informações que podem ajudá-lo a compreender o mercado e planejar melhor sua atividade.

Conhecimento técnico para o agricultor familiar

Para o assessor de Agricultura Familiar da APROFIR, Marcos Santos, o projeto representa uma oportunidade de aproximar o produtor rural de informações estratégicas para o desenvolvimento da atividade.

Segundo ele, o trabalho vai além da difusão de técnicas de produção e busca contribuir para a estruturação da cadeia e para a formação de uma visão de mercado entre os agricultores.

«“O projeto vem ao encontro da necessidade de estruturação da cadeia produtiva e, principalmente, de desenvolvimento de inteligência de mercado. Não basta apenas produzir. É preciso conhecer o mercado, entender as oportunidades, buscar qualidade, agregar valor e ter planejamento. Queremos que o agricultor familiar tenha acesso a essas informações para tomar decisões mais seguras e ocupar um espaço cada vez mais importante dentro da cadeia do cacau”, destacou Marcos Santos.»

FEDEAF destaca integração entre entidades

O diretor de Projetos da FEDEAF, Coronel Paulo Selva, também participou da programação e ressaltou a importância da união entre as instituições para levar conhecimento diretamente às comunidades rurais.

A integração entre as entidades permite que diferentes áreas sejam trabalhadas dentro de uma mesma proposta, fortalecendo o produtor desde o início da atividade até as possibilidades de comercialização.

A participação da FEDEAF no projeto reforça o compromisso com ações que promovam o desenvolvimento rural, a capacitação e a criação de novas oportunidades para os agricultores familiares.

Fortalecimento da cadeia produtiva

O presidente da FEDEAF, Mario Benevides, destacou a importância de iniciativas que aproximem o conhecimento dos pequenos produtores e contribuam para a organização das cadeias produtivas.

A cacauicultura apresenta oportunidades que podem ser exploradas pelos agricultores familiares, mas, para isso, é necessário planejamento, conhecimento técnico, organização e compreensão das demandas do mercado.

Nesse contexto, o Projeto Cidade do Cacau busca criar uma rede de conhecimento e cooperação capaz de apoiar os produtores na construção de uma atividade sustentável e economicamente viável.

APROFIR reforça compromisso com a agricultura familiar

Encerrando as falas institucionais, o presidente da APROFIR, Hugo Garcia, reforçou o compromisso da entidade com o desenvolvimento da agricultura familiar e com a criação de novas alternativas de produção e geração de renda para as famílias do campo.

Hugo destacou a importância de levar projetos e informações para dentro das comunidades, permitindo que os agricultores tenham contato direto com profissionais, entidades e iniciativas que possam contribuir para o desenvolvimento de suas propriedades.

A realização da atividade na comunidade Água Santa demonstra também a importância da interiorização das ações, aproximando as instituições dos produtores e permitindo que as necessidades e potencialidades de cada região sejam conhecidas de forma mais direta.

Projeto Cidade do Cacau

O Projeto Cidade do Cacau tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento da cadeia do cacau em Mato Grosso, promovendo a integração entre produtores, entidades, profissionais e demais atores envolvidos no setor.

Dentro dessa estratégia, o Projeto Cacau Pantaneiro atua na disseminação de informações técnicas e de mercado, oferecendo aos agricultores familiares conhecimentos que podem contribuir para o planejamento e a melhoria da produção.

A ação realizada em Alto Paraguai representa mais um passo nessa construção, levando informação e conhecimento até os produtores e fortalecendo a perspectiva de desenvolvimento da cacauicultura como uma alternativa para a agricultura familiar mato-grossense.

Produção, conhecimento e mercado

Mais do que incentivar o plantio do cacau, a iniciativa busca construir uma cadeia produtiva estruturada, na qual o agricultor tenha conhecimento sobre todas as etapas do processo.

A capacitação técnica, o manejo adequado, a organização dos produtores, a qualidade do produto e o conhecimento das oportunidades de mercado são considerados elementos fundamentais para que a atividade possa avançar de forma planejada.

Com a participação da COOPERREDE, da APROFIR, do IMAFIR, da INNAGRO e da FEDEAF, o encontro em Água Santa reforçou a proposta de unir esforços em torno de uma cadeia que pode gerar novas oportunidades para os agricultores familiares e contribuir para o desenvolvimento econômico e social das comunidades rurais.

A expectativa é que novas ações do Projeto Cidade do Cacau sejam realizadas em outras regiões de Mato Grosso, ampliando o acesso dos produtores às informações e fortalecendo, cada vez mais, a cadeia da cacauicultura no Estado.

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Mato Grosso

Acidente no trevo entre MT-339 e BR-174 deixa motociclista morto e mulher ferida

A área foi isolada pela Polícia Militar e permaneceu preservada para o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). A Polícia Civil também foi acionada e deverá apurar as circunstâncias que levaram ao acidente.

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Um motociclista morreu e uma mulher de 35 anos ficou ferida após um acidente registrado na madrugada deste domingo (16), no trevo que liga a MT-339 à BR-174, em Glória D’Oeste, a 312 quilômetros de Cuiabá.

A ocorrência foi registrada por volta das 3h e mobilizou equipes de atendimento e da Polícia Militar. Conforme o boletim de ocorrência, os policiais foram acionados após profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) comunicarem o acidente.

Ao chegarem ao local, os agentes encontraram as duas vítimas caídas. O homem, que conduzia a motocicleta, foi identificado inicialmente apenas como Rubens. Uma mulher que estava com ele também sofreu ferimentos.

Uma equipe de saúde esteve no ponto do acidente e uma médica constatou a morte do motociclista ainda no local. A passageira, de 35 anos, apresentava ferimentos em um dos braços e foi encaminhada para atendimento médico.

Até o momento, não há informações oficiais sobre a dinâmica da ocorrência. Não foi esclarecido se houve envolvimento de outro veículo ou se a motocicleta teria perdido o controle antes da queda.

A área foi isolada pela Polícia Militar e permaneceu preservada para o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). A Polícia Civil também foi acionada e deverá apurar as circunstâncias que levaram ao acidente.

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Mato Grosso

Cacau ganha espaço em Mato Grosso como alternativa de renda para produtores rurais

“A cultura do cacau apresenta excelente rentabilidade e existe um mercado consumidor interno que necessita de matéria-prima. O Brasil ainda precisa importar cacau para atender à demanda por amêndoas. Isso demonstra que existe espaço para novos produtores”, explica.

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O cacau começa a ganhar novos espaços em Mato Grosso e aparece como uma alternativa para diversificar a produção e ampliar a renda de produtores rurais. Embora a atividade ainda esteja concentrada principalmente na região noroeste do Estado, iniciativas de pesquisa, assistência técnica, capacitação e organização desse setor produtivo vêm estimulando o avanço da cultura para outras regiões.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que Mato Grosso produziu 471 toneladas de cacau em 2022, em uma área de 724 hectares. Levantamentos anteriores também registraram produção em diferentes municípios, enquanto iniciativas mais recentes indicam a expansão de viveiros, jardins clonais e novos plantios no estado.

Hoje, municípios como Juína, Cotriguaçu e Nova Bandeirantes estão entre os principais polos da atividade. Ao mesmo tempo, novos projetos vêm sendo implantados em localidades como Santo Antônio do Leverger, Campo Verde, Nobres, Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Barão de Melgaço, Alto Paraguai e Tangará da Serra.

Para o diretor de Projetos da Federação dos Agricultores Familiares de Mato Grosso (Fedaf MT), coronel Paulo Selva, o cacau apresenta potencial econômico e produtivo para Mato Grosso, principalmente por existir uma demanda interna que ainda não é totalmente atendida pela produção nacional.

“A cultura do cacau apresenta excelente rentabilidade e existe um mercado consumidor interno que necessita de matéria-prima. O Brasil ainda precisa importar cacau para atender à demanda por amêndoas. Isso demonstra que existe espaço para novos produtores”, explica.

Segundo ele, outro fator favorável é a disponibilidade de variedades desenvolvidas pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), que possibilita estudar materiais mais adaptados às diferentes condições de clima e solo encontradas no Estado.

A cacauicultura também apresenta características que podem favorecer a agricultura familiar. É uma cultura perene, com ciclo produtivo que pode se estender por décadas, e permite que o produtor mantenha outras atividades na propriedade.

“É uma cultura que pode permanecer produtiva por muitos anos. Ela exige manejo constante, conhecimento técnico e planejamento, mas pode ser perfeitamente integrada a outras atividades desenvolvidas pelo agricultor familiar”, destaca Paulo Selva.

Antes de investir na cultura, o produtor precisa conhecer as características da atividade e elaborar um planejamento técnico e financeiro. A escolha dos clones, preparação da área, fertilidade do solo, irrigação, controle de pragas e doenças, podas, colheita, fermentação e secagem estão entre os fatores que interferem diretamente no resultado da lavoura.

Nesse processo, a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT) tem papel estratégico ao acompanhar o produtor dentro da propriedade e transformar conhecimento técnico em decisões práticas para a produção.

O trabalho envolve orientação individualizada, acompanhamento dos indicadores da propriedade, melhoria da produtividade, controle de custos, planejamento e gestão da atividade.

Na cacauicultura, atualmente, a ATeG do Senar MT atende 31 produtores na região Norte de Mato Grosso, com foco no incentivo à produção sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar.

Para a supervisora da ATeG Fruticultura e Olericultura do Senar MT, Cristiani Bernini, a assistência técnica é fundamental para que o crescimento da atividade seja acompanhado por eficiência produtiva e gestão.

“A cacauicultura tem potencial para se tornar uma importante alternativa de diversificação de renda para a agricultura familiar em Mato Grosso. Mas, para isso, é fundamental que o produtor tenha acesso a conhecimento, planejamento e acompanhamento técnico. A ATeG trabalha justamente para transformar esse conhecimento em resultados dentro da propriedade, acompanhando desde o manejo da lavoura até os custos, a produtividade e a rentabilidade”, afirma.

ATeG do Senar MT atende 31 produtores na região Norte de Mato Grosso

Cristiani ressalta ainda que o trabalho não se limita ao aumento da produção. “Ajudamos o produtor a produzir com eficiência, rentabilidade e sustentabilidade. A nossa função é contribuir para que ele tome decisões mais seguras, conheça os custos da atividade e consiga enxergar o cacau como um negócio dentro da propriedade”, completa.

Do fruto ao chocolate

O cacau também permite ao produtor ir além da comercialização das amêndoas. A diversificação pode ocorrer dentro da própria propriedade ou por meio da integração com agroindústrias.

A polpa pode ser utilizada na fabricação de sorvetes, geleias, doces e bebidas. O mel do cacau pode ser aproveitado em sucos e licores. As amêndoas podem originar nibs, cacau em pó e chocolate, enquanto a manteiga de cacau possui aplicações nas indústrias alimentícia, cosmética e farmacêutica.

Até mesmo subprodutos, como cascas do fruto e das amêndoas, podem ser aproveitados na elaboração de compostos orgânicos, biofertilizantes e bebidas.

Essa possibilidade de agregação de valor amplia as oportunidades para o agricultor familiar e cria novos elos entre a produção no campo e a agroindústria.

Senar MT vai fomentar a cultura do cacau durante o Festival do Chocolate

O público poderá conhecer mais sobre a cultura do cacau durante o 8º Festival do Chocolate de Cuiabá, que será realizado nos dias 28, 29 e 30 de agosto, na Arena Pantanal, das 16h às 23h.

O Senar MT levará ações voltadas à valorização da produção rural e à aproximação entre produtores, consumidores e o mercado.

Uma das principais atrações será a Trilha do Saber e Sabor, com objetivo de fomentar o conhecimento do Cacau ao Chocolate, que apresentará ao público as diferentes etapas da cultura, desde a muda e os cuidados no cultivo até a transformação da amêndoa em chocolate.

Os visitantes poderão conhecer o fruto, as amêndoas, os nibs e equipamentos utilizados no processamento, além de acompanhar demonstrações e participar de degustações.

Antes de chegar ao chocolate, o cacau passa por etapas fundamentais, como colheita, quebra, fermentação e secagem. Cada uma delas influencia diretamente a qualidade final das amêndoas e, consequentemente, do chocolate produzido.

A proposta é mostrar que a produção de chocolate inicia muito antes da indústria, começa na propriedade rural, com a escolha da variedade, o manejo adequado da lavoura e o cuidado do produtor.

O Senar MT também estará com a Feira Natural do Campo, espaço dedicado à comercialização e à divulgação de produtos da agricultura familiar.

A iniciativa contribui para aproximar quem produz de quem consome, valorizar produtos locais e mostrar que a assistência técnica pode resultar não apenas em maior produtividade, mas também em novas oportunidades de mercado.

Para a organizadora do Festival do Chocolate, Zilda Castanho, a sustentabilidade do evento precisa considerar, além dos aspectos ambientais, as dimensões social, cultural e econômica.

“A sustentabilidade não deve olhar apenas para os impactos ambientais da realização do evento, mas também para as pessoas, para a cultura e para a economia do território onde ele acontece”, destaca.

No estande do Sistema Famato, durante o Festival do Chocolate, além da Trilha do Saber e Sabor, terá a Carreta do Pequenos do Agro e seus personagens com palestras teatralizadas, o Mutirão Rural com atendimentos odontológico, enfermagem e oftalmologia e a Feira Natural do Campo.

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Mato Grosso

Acidente doméstico termina em tragédia e mata técnica de enfermagem de 62 anos

As circunstâncias que provocaram o deslocamento da caminhonete deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

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A técnica de enfermagem Odineia Calvi Inocencio, de 62 anos, morreu na manhã desta segunda-feira (3) após ser prensada por uma caminhonete contra a parede da própria residência, em Colíder, município localizado a 650 quilômetros de Cuiabá. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo informações apuradas, Odineia ajudava o marido a retirar entulhos do quintal da casa e colocá-los na carroceria de uma caminhonete estacionada em uma rampa.

Durante o trabalho, o veículo se movimentou repentinamente e atingiu o casal, prensando os dois contra a parede do imóvel.

A técnica de enfermagem sofreu graves ferimentos na região do tórax e apresentava dificuldade para respirar. Ela foi socorrida por uma equipe de resgate e levada ao Hospital Regional de Colíder, onde morreu pouco depois de dar entrada na unidade.

O marido da vítima também ficou ferido. Ele sofreu fraturas nas costelas e na clavícula, recebeu atendimento médico e permanece sob cuidados hospitalares. Até o momento, não foram divulgadas informações atualizadas sobre seu estado de saúde.

As circunstâncias que provocaram o deslocamento da caminhonete deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

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