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Ex-governador foi multado em R$ 15 mil após publicar conteúdos com acusações de “roubo” e “corrupção” contra Mendes

Na avaliação apresentada no julgamento, mesmo a eventual veracidade das acusações não afastaria a irregularidade relacionada ao impulsionamento utilizado para ampliar o alcance de conteúdo negativo contra adversário político.

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) condenou, por unanimidade, o ex-governador Pedro Taques (PSB), candidato ao Senado, ao pagamento de multa de R$ 15 mil por propaganda eleitoral negativa antecipada contra o também ex-governador Mauro Mendes (União).

O caso envolve publicações feitas por Taques nas redes sociais em um quadro chamado “Oi, Mauro”. Nos conteúdos, o candidato fazia referência a uma investigação envolvendo um suposto desvio de R$ 308 milhões em um acordo entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.

Nas publicações, Taques acusou Mendes de “roubo” e “corrupção” e afirmou que o ex-governador e familiares dele “seriam presos”. O conteúdo também foi impulsionado mediante pagamento para ampliar seu alcance nas redes sociais.

Mesmo após uma determinação judicial para retirar as publicações, segundo o processo, Taques continuou divulgando os conteúdos.

O julgamento ocorreu no dia 13 de agosto. O relator, juiz Pérsio Oliveira Landim, considerou que as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e configuraram acusações de natureza penal sem comprovação formal apresentada no processo.

Para o magistrado, a utilização de termos como “roubo” e “corrupção”, acompanhada da afirmação de que Mauro Mendes e familiares seriam presos, caracterizou imputação de crimes graves.

A decisão também analisou o impulsionamento pago das publicações. Segundo o relator, a legislação eleitoral permite esse tipo de ferramenta na internet apenas dentro das condições previstas na legislação e com finalidade de promover ou beneficiar candidatos ou suas agremiações.

Na avaliação apresentada no julgamento, mesmo a eventual veracidade das acusações não afastaria a irregularidade relacionada ao impulsionamento utilizado para ampliar o alcance de conteúdo negativo contra adversário político.

Além da multa de R$ 15 mil, Taques foi obrigado a remover das redes sociais as publicações consideradas ofensivas contra Mauro Mendes.

A decisão passa a integrar o conjunto de julgamentos da Justiça Eleitoral de Mato Grosso envolvendo os limites da propaganda política nas redes sociais durante o processo eleitoral de 2026.

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Politica

Pesquisa mostra empate entre Pivetta e Wellington na corrida pelo Governo de MT

Levantamento do MT Dados ouviu 3.080 eleitores em sete regiões do Estado entre 15 e 20 de agosto; os dois pré-candidatos aparecem com 27% das intenções de voto

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL) aparecem empatados na disputa pelo Governo de Mato Grosso, com 27% das intenções de voto cada, segundo a terceira rodada da pesquisa MT Dados, divulgada nesta sexta-feira, 21 de agosto.

O resultado mostra uma mudança em relação ao primeiro levantamento da série. Em maio, Wellington tinha sete pontos percentuais de vantagem sobre Pivetta. A diferença foi diminuindo nas rodadas seguintes até desaparecer.

Em julho, Pivetta registrou 25,2%, enquanto Wellington apareceu com 24,3%. Como a diferença estava dentro da margem de erro, os dois já eram considerados tecnicamente empatados. Agora, na rodada de agosto, ambos chegaram a 27%.

A pesquisa ouviu 3.080 pessoas em sete regiões de Mato Grosso, abrangendo diferentes áreas do Estado. As entrevistas foram realizadas entre os dias 15 e 20 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Além das intenções de voto, o levantamento avaliou o potencial eleitoral e a rejeição dos dois nomes.

Pivetta aparece com 25% dos entrevistados afirmando que votariam nele com certeza. Outros 29% disseram que poderiam votar no governador. Somados, os dois grupos representam um potencial de voto de 54%.

No caso de Wellington, 24% afirmaram que votariam nele com certeza e 27% disseram que poderiam escolhê-lo. O potencial eleitoral do senador chega a 51%.

Na rejeição, Pivetta também apresenta índice menor. Segundo a pesquisa, 15% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum. Wellington aparece com 21% de rejeição, uma diferença de seis pontos percentuais.

Segundo turno

A pesquisa também simulou um eventual segundo turno entre Pivetta e Wellington. Nesse cenário, o senador aparece com 33% das intenções de voto, enquanto o governador registra 32%.

A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento e, portanto, caracteriza um cenário de empate técnico.

Ainda nessa simulação, 25% dos entrevistados disseram não saber em quem votar e 10% afirmaram que escolheriam branco ou nulo.

Os números indicam que uma parcela significativa do eleitorado ainda não definiu sua escolha para uma eventual disputa direta entre os dois nomes.

A pesquisa MT Dados está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso sob o número 04390/2026.

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Candidato do AGIR promete cobrar limites do STF e revisar situação de presos do 8 de Janeiro

Beny também pretende colocar a situação dos presos e condenados do 8 de Janeiro no centro do debate. A defesa é de que cada caso seja analisado individualmente, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à proporcionalidade das penas.

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O candidato ao Senado pelo AGIR 36, Beny Godoy, pretende levar ao Senado uma pauta de enfrentamento direto ao que considera excessos do Supremo Tribunal Federal (STF), com destaque para a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros da Corte e para a revisão da situação dos brasileiros presos ou condenados em decorrência dos atos de 8 de janeiro de 2023.

A proposta coloca o candidato dentro de uma das principais pautas defendidas atualmente por setores da direita brasileira: ampliar o controle político sobre decisões e condutas de ministros do Supremo e discutir uma resposta legislativa para os casos relacionados aos atos que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Para Beny, caso eleito, o Senado não pode abrir mão de suas prerrogativas constitucionais. Entre elas está a competência para processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. A avaliação do candidato é que esse mecanismo não pode existir apenas formalmente e precisa ser utilizado quando houver elementos que justifiquem sua abertura e análise pelo Legislativo.

A discussão ganhou novo peso no cenário eleitoral de 2026. Nos últimos dias, candidatos ao Senado apoiados pelo senador Flávio Bolsonaro passaram a assumir publicamente o compromisso de apoiar eventual processo de impeachment de ministros do Supremo, incluindo Alexandre de Moraes. Em encontro realizado em Brasília, cerca de 20 candidatos declararam apoio à proposta.

Beny também pretende colocar a situação dos presos e condenados do 8 de Janeiro no centro do debate. A defesa é de que cada caso seja analisado individualmente, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à proporcionalidade das penas.

A posição não significa, segundo a linha defendida pelo candidato, negar a gravidade da depredação ocorrida em Brasília. O próprio STF classifica os acontecimentos de 8 de janeiro como ataques às instituições democráticas e sustenta que os responsáveis devem ser responsabilizados conforme sua participação e culpabilidade.

O ponto levantado por Beny está justamente na necessidade de separar responsabilidades. Na avaliação do candidato, pessoas que participaram diretamente de atos de violência e depredação não podem ser tratadas da mesma forma que indivíduos que estavam nos locais sem participação comprovada nos crimes mais graves.

A discussão também envolve a possibilidade de anistia ou revisão legislativa das punições. O tema é de competência do Congresso Nacional e já foi objeto de debate durante sabatina no Senado em 2026, quando o então indicado à Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, reconheceu que a definição sobre eventual anistia cabe ao Parlamento.

É nesse espaço que Beny pretende atuar caso conquiste uma das duas vagas de Mato Grosso no Senado. A proposta é transformar a defesa das prerrogativas do Congresso em uma bandeira política, cobrando maior equilíbrio entre os Poderes e questionando decisões que, na visão do candidato, tenham ultrapassado os limites constitucionais.

Para o candidato do AGIR 36, o Senado precisa deixar de ser apenas espectador diante de conflitos institucionais. A intenção é participar ativamente das discussões sobre o funcionamento do STF, apoiar a abertura de processos de impeachment quando houver fundamentação jurídica e política para isso e defender uma análise individualizada dos processos relacionados ao 8 de Janeiro.

A pauta reforça o posicionamento de Beny Godoy como um nome identificado com a direita e com uma proposta de maior independência do Legislativo diante do Judiciário. A estratégia também busca dialogar com um eleitorado conservador que cobra do Senado uma postura mais firme diante do STF e uma resposta para as famílias de pessoas que permanecem cumprindo penas ou respondendo a processos relacionados aos atos de 2023.

No discurso eleitoral, a mensagem central de Beny é a de que o equilíbrio entre os Poderes precisa funcionar nos dois sentidos: o Executivo e o Legislativo devem respeitar as decisões judiciais, mas o Judiciário também deve permanecer dentro das competências estabelecidas pela Constituição.

O STF é composto por 11 ministros e exerce a função de órgão de cúpula do Poder Judiciário brasileiro. A defesa de mecanismos de controle sobre a Corte, portanto, representa uma das pautas institucionais mais sensíveis que podem chegar ao Senado na próxima legislatura.

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Moacir Couto reúne mais de 300 pessoas em lançamento de candidatura e reforça compromisso com o Araguaia

Entre as lideranças presentes esteve a vice-governadora Gisela Simona, que declarou apoio à candidatura e destacou a representatividade de Moacir e sua atuação em defesa da região.

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Mais de 300 pessoas participaram do ato de lançamento da candidatura de Moacir Couto a deputado estadual, realizado em Barra do Garças. O evento reuniu lideranças políticas, representantes de diferentes setores da sociedade, produtores rurais, trabalhadores, apoiadores e moradores de Barra do Garças e de municípios da região do Araguaia.

O encontro marcou uma nova etapa da caminhada política de Moacir Couto e reforçou a proposta de construir uma representação voltada às demandas da região, com foco no desenvolvimento regional, na saúde, na infraestrutura e na busca por investimentos que acompanhem o crescimento de Mato Grosso.

Entre as lideranças presentes esteve a vice-governadora Gisela Simona, que declarou apoio à candidatura e destacou a representatividade de Moacir e sua atuação em defesa da região.

Durante sua fala, Gisela também ressaltou a relação de amizade entre Moacir e o governador Otaviano Pivetta, transmitindo uma mensagem do governador ao candidato.

 

Vice-governadora Gisela Simona,

 

“Ele disse, estive com ele em Várzea Grande, na Barra vice entrega meu carinho ao meu irmão Moacir, que não é de sangue, mas é um irmão de alma”.

Um dos momentos mais marcantes da noite foi o depoimento de Dona Célia, que relatou uma experiência pessoal envolvendo sua neta Melissa, de 6 anos, diagnosticada com autismo e que precisava passar por uma cirurgia de hérnia umbilical.

“Eu rodei Barra do Garças toda e não consegui nenhum especialista pelo SUS. Fui para a Santa Casa, em Cuiabá, e ficamos aguardando sem nenhum retorno. Um dia recebi o folder do Hospital de Barra do Garças na minha casa. Eu nunca tinha visto ele. Depois fui à feira e vi que ele era o homem da defesa do Hospital Regional”, contou.

 

Dona Célia destacou ainda que a atuação de Moacir em defesa da saúde da região foi o que chamou sua atenção. “Mesmo sem me conhecer, ele olhou para a nossa situação e segurou a nossa mão. Eu vejo nele a defesa desse hospital regional tão importante para Barra do Garças. Não temos suporte aqui, ninguém conhece o caminho. Ele tem porta aberta com o Governo do Estado e vai ser nossa ponte em âmbito estadual. Precisamos de gente como ele, com esse olhar, com essa garra, que defenda os pobres e a população de verdade”, afirmou, emocionada.

Durante o lançamento, Moacir Couto destacou o momento de crescimento vivido por Mato Grosso e defendeu que os resultados desse desenvolvimento precisam alcançar todas as regiões e a população, especialmente em áreas essenciais como a saúde.

O candidato reforçou ainda seu compromisso com Barra do Garças e com todo o Araguaia, ressaltando o potencial econômico e social da região e a necessidade de ampliar sua representação política. “Não é apenas uma campanha política. É um movimento histórico de uma cidade e de uma região que precisa deixar de ser órfã e ter um representante que conheça a sua realidade, que tenha portas abertas e que possa ajudar a alavancar o Barra do Garças e toda região Araguaia”. destacou.

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