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Política Nacional

Senador propõe debate sobre pena de morte após morte de bebê em Fortaleza

O senador comparou a jornada dos trabalhadores ao calendário de atividades do Congresso Nacional.

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (14), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) defendeu a reabertura do debate sobre a adoção da pena de morte no Brasil. Ao comentar a morte de uma criança de 10 meses, em Fortaleza, em que há suspeita de violência sexual, ele afirmou que casos dessa natureza impõem uma discussão sobre mudanças na legislação.

Como a vedação à pena de morte é considerada cláusula pétrea da Constituição — ou seja, não pode ser alterada por emenda —, exceto em caso de guerra declarada, Cleitinho aventou a possibilidade de que o tema seja discutido em uma nova Constituição.

— Temos que debater isso urgentemente e fazer uma nova Constituição para permitir a pena de morte — propôs.

6×1

Como fez em discursos anteriores, Cleitinho voltou a defender a aprovação da proposta de emenda à Constituição que extingue a escala de trabalho 6×1, em que se trabalham seis dias para folgar um. A PEC 221/2019, já aprovada pela Câmara dos Deputados, está em análise no Senado.

O senador comparou a jornada dos trabalhadores ao calendário de atividades do Congresso Nacional. Segundo seus cálculos, um trabalhador submetido à escala 6×1 trabalhará cerca de 313 dias em 2026, enquanto parlamentares teriam bem menos dias de trabalho, em razão dos recessos legislativos e do período de campanha eleitoral.

— Enquanto vocês [trabalhadores] ralam para trabalhar nessa escala, nós estaremos, a partir da semana que vem, de recesso. Em agosto começa o período eleitoral, e muitos dos que vão pedir voto para vocês não vão votar [o fim da] escala 6×1 — afirmou.

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Futura/Apex: Lula lidera no 1º turno e enfrenta empate técnico com Flávio no 2º

O levantamento também aponta que 6,5% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 1,1% disseram não saber ou preferiram não responder.

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Uma nova pesquisa do instituto Futura/Apex, divulgada nesta terça-feira (14), mostra um cenário mais equilibrado para a disputa presidencial de 2026. Em uma simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46,3% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 46,1%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Na comparação com o levantamento anterior, realizado em junho, Flávio Bolsonaro apresentou crescimento de 3,2 pontos percentuais, passando de 42,9% para 46,1%. Já Lula oscilou para baixo, recuando de 48,1% para 46,3%.

O levantamento também aponta que 6,5% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 1,1% disseram não saber ou preferiram não responder.

Nos demais cenários de segundo turno testados pelo instituto, Lula aparece à frente de Michelle Bolsonaro (46,1% a 44,3%), Ronaldo Caiado (45,1% a 38,9%), Romeu Zema (46% a 38,1%) e Renan Santos (46,4% a 33,1%).

No primeiro turno, Lula também lidera as simulações. No principal cenário, o petista soma 40,1% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 36,8%. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (5%), Romeu Zema (3,7%), Renan Santos (2,6%), Joaquim Barbosa (1,4%), Augusto Cury (1,1%) e Cabo Daciolo (0,7%).

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 7 e 11 de julho, em todas as regiões do país. O levantamento tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07294/2026.

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Política Nacional

Moraes suspende visitas de Flávio Bolsonaro a Jair Bolsonaro por 90 dias após divulgação de carta nas redes

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão, por 90 dias, das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi tomada após a divulgação, nas redes sociais, de uma carta atribuída ao ex-presidente, lida por Flávio durante uma transmissão ao vivo na internet.

Na decisão, Moraes entendeu que a publicação pode ter descumprido a medida cautelar que proíbe Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais, inclusive de forma indireta, por intermédio de terceiros. Para o ministro, ao anunciar e transmitir a leitura da carta em suas plataformas digitais, Flávio teria atuado como intermediário para a divulgação da mensagem do pai.

O ministro determinou que a defesa de Jair Bolsonaro apresente esclarecimentos no prazo de 48 horas sobre uma possível violação da ordem judicial. Moraes também quer saber se o ex-presidente tinha conhecimento prévio de que a carta seria divulgada nas redes sociais do filho.

Além disso, o STF encaminhou cópias da decisão e dos vídeos à Procuradoria-Geral Eleitoral para que o órgão avalie a necessidade de adoção de eventuais medidas.

Outro ponto destacado por Moraes é que o conteúdo divulgado poderá ser analisado pela Justiça Eleitoral para verificar se configura propaganda eleitoral antecipada. Segundo o ministro, caso fique comprovado que as mensagens tinham o objetivo de promover a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, poderá haver enquadramento na legislação eleitoral.

Na decisão, Moraes também mencionou um episódio ocorrido em agosto de 2025, quando Flávio Bolsonaro divulgou imagens relacionadas ao ex-presidente nas redes sociais, apesar das restrições judiciais impostas a Jair Bolsonaro. Para o ministro, o novo caso pode indicar reincidência no descumprimento das medidas cautelares.

Até o momento, não há manifestação pública da defesa de Flávio Bolsonaro sobre a decisão de Alexandre de Moraes. As reportagens publicadas informam que o ministro determinou a suspensão das visitas e deu prazo de 48 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro preste esclarecimentos, mas não registram nota dos advogados de Flávio.

Quem se manifestou publicamente foi o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. Ele classificou a decisão de Moraes como “autoritária” e “desproporcional”, afirmando que a medida busca isolar Jair Bolsonaro de sua comunicação política.

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Política Nacional

Bastidores do PL: Michelle pode abrir mão de candidatura ao Senado após pedido de Bolsonaro

Durante o programa, Claudio Dantas afirmou que Bolsonaro estaria atento ao comportamento de aliados e preocupado com possíveis impactos da disputa sobre a estratégia eleitoral do PL.

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Os bastidores da sucessão eleitoral de 2026 ganharam um novo capítulo após a divulgação de informações de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria pedido à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para desistir da disputa por uma vaga no Senado Federal pelo Distrito Federal.

A informação foi divulgada pelo jornalista Claudio Dantas durante o programa ALive. Segundo o relato, a decisão teria sido motivada pelo desgaste provocado por uma crise interna envolvendo Michelle e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

De acordo com a apuração apresentada pelo jornalista, o casal teria protagonizado uma discussão após a publicação de um vídeo em que Michelle criticava Flávio Bolsonaro sem o conhecimento prévio do ex-presidente.

Ainda conforme Claudio Dantas, Jair Bolsonaro teria afirmado à esposa: “Você quer que eu fique mais 27 anos preso?”, em referência às consequências políticas que o episódio poderia provocar.

Após a conversa, Michelle teria comunicado ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e às aliadas Celina Leão e Damares Alves que não pretendia disputar o Senado. Segundo o jornalista, porém, integrantes do partido não teriam concordado com a decisão e continuam defendendo sua candidatura.

 

Nos bastidores da legenda, a avaliação seria de que uma candidatura de Michelle poderia ampliar os ataques políticos envolvendo Flávio Bolsonaro, provocando desgaste tanto para a ex-primeira-dama quanto para o grupo político liderado pelo ex-presidente.

Durante o programa, Claudio Dantas afirmou que Bolsonaro estaria atento ao comportamento de aliados e preocupado com possíveis impactos da disputa sobre a estratégia eleitoral do PL.

“Então, muito provavelmente, não teremos candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado em 2026”, declarou o jornalista.

Até o momento, Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e a direção nacional do Partido Liberal não divulgaram posicionamento oficial confirmando ou desmentindo as informações apresentadas durante o programa.

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