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Política Nacional

Futura/Apex: Lula lidera no 1º turno e enfrenta empate técnico com Flávio no 2º

O levantamento também aponta que 6,5% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 1,1% disseram não saber ou preferiram não responder.

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Uma nova pesquisa do instituto Futura/Apex, divulgada nesta terça-feira (14), mostra um cenário mais equilibrado para a disputa presidencial de 2026. Em uma simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46,3% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 46,1%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Na comparação com o levantamento anterior, realizado em junho, Flávio Bolsonaro apresentou crescimento de 3,2 pontos percentuais, passando de 42,9% para 46,1%. Já Lula oscilou para baixo, recuando de 48,1% para 46,3%.

O levantamento também aponta que 6,5% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 1,1% disseram não saber ou preferiram não responder.

Nos demais cenários de segundo turno testados pelo instituto, Lula aparece à frente de Michelle Bolsonaro (46,1% a 44,3%), Ronaldo Caiado (45,1% a 38,9%), Romeu Zema (46% a 38,1%) e Renan Santos (46,4% a 33,1%).

No primeiro turno, Lula também lidera as simulações. No principal cenário, o petista soma 40,1% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 36,8%. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (5%), Romeu Zema (3,7%), Renan Santos (2,6%), Joaquim Barbosa (1,4%), Augusto Cury (1,1%) e Cabo Daciolo (0,7%).

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 7 e 11 de julho, em todas as regiões do país. O levantamento tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07294/2026.

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Política Nacional

Moraes suspende visitas de Flávio Bolsonaro a Jair Bolsonaro por 90 dias após divulgação de carta nas redes

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão, por 90 dias, das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi tomada após a divulgação, nas redes sociais, de uma carta atribuída ao ex-presidente, lida por Flávio durante uma transmissão ao vivo na internet.

Na decisão, Moraes entendeu que a publicação pode ter descumprido a medida cautelar que proíbe Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais, inclusive de forma indireta, por intermédio de terceiros. Para o ministro, ao anunciar e transmitir a leitura da carta em suas plataformas digitais, Flávio teria atuado como intermediário para a divulgação da mensagem do pai.

O ministro determinou que a defesa de Jair Bolsonaro apresente esclarecimentos no prazo de 48 horas sobre uma possível violação da ordem judicial. Moraes também quer saber se o ex-presidente tinha conhecimento prévio de que a carta seria divulgada nas redes sociais do filho.

Além disso, o STF encaminhou cópias da decisão e dos vídeos à Procuradoria-Geral Eleitoral para que o órgão avalie a necessidade de adoção de eventuais medidas.

Outro ponto destacado por Moraes é que o conteúdo divulgado poderá ser analisado pela Justiça Eleitoral para verificar se configura propaganda eleitoral antecipada. Segundo o ministro, caso fique comprovado que as mensagens tinham o objetivo de promover a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, poderá haver enquadramento na legislação eleitoral.

Na decisão, Moraes também mencionou um episódio ocorrido em agosto de 2025, quando Flávio Bolsonaro divulgou imagens relacionadas ao ex-presidente nas redes sociais, apesar das restrições judiciais impostas a Jair Bolsonaro. Para o ministro, o novo caso pode indicar reincidência no descumprimento das medidas cautelares.

Até o momento, não há manifestação pública da defesa de Flávio Bolsonaro sobre a decisão de Alexandre de Moraes. As reportagens publicadas informam que o ministro determinou a suspensão das visitas e deu prazo de 48 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro preste esclarecimentos, mas não registram nota dos advogados de Flávio.

Quem se manifestou publicamente foi o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. Ele classificou a decisão de Moraes como “autoritária” e “desproporcional”, afirmando que a medida busca isolar Jair Bolsonaro de sua comunicação política.

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Política Nacional

Bastidores do PL: Michelle pode abrir mão de candidatura ao Senado após pedido de Bolsonaro

Durante o programa, Claudio Dantas afirmou que Bolsonaro estaria atento ao comportamento de aliados e preocupado com possíveis impactos da disputa sobre a estratégia eleitoral do PL.

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Os bastidores da sucessão eleitoral de 2026 ganharam um novo capítulo após a divulgação de informações de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria pedido à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para desistir da disputa por uma vaga no Senado Federal pelo Distrito Federal.

A informação foi divulgada pelo jornalista Claudio Dantas durante o programa ALive. Segundo o relato, a decisão teria sido motivada pelo desgaste provocado por uma crise interna envolvendo Michelle e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

De acordo com a apuração apresentada pelo jornalista, o casal teria protagonizado uma discussão após a publicação de um vídeo em que Michelle criticava Flávio Bolsonaro sem o conhecimento prévio do ex-presidente.

Ainda conforme Claudio Dantas, Jair Bolsonaro teria afirmado à esposa: “Você quer que eu fique mais 27 anos preso?”, em referência às consequências políticas que o episódio poderia provocar.

Após a conversa, Michelle teria comunicado ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e às aliadas Celina Leão e Damares Alves que não pretendia disputar o Senado. Segundo o jornalista, porém, integrantes do partido não teriam concordado com a decisão e continuam defendendo sua candidatura.

 

Nos bastidores da legenda, a avaliação seria de que uma candidatura de Michelle poderia ampliar os ataques políticos envolvendo Flávio Bolsonaro, provocando desgaste tanto para a ex-primeira-dama quanto para o grupo político liderado pelo ex-presidente.

Durante o programa, Claudio Dantas afirmou que Bolsonaro estaria atento ao comportamento de aliados e preocupado com possíveis impactos da disputa sobre a estratégia eleitoral do PL.

“Então, muito provavelmente, não teremos candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado em 2026”, declarou o jornalista.

Até o momento, Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e a direção nacional do Partido Liberal não divulgaram posicionamento oficial confirmando ou desmentindo as informações apresentadas durante o programa.

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Política Nacional

Michelle deixa PL Mulher em meio à crise interna e tensão com Flávio Bolsonaro

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou, na noite desta terça-feira (30), que deixou a presidência nacional do PL Mulher, segmento feminino do Partido Liberal. A decisão foi comunicada após uma reunião de cerca de duas horas com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, em Brasília. Segundo Michelle, o afastamento permitirá que ela se dedique integralmente aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro e da filha do casal.

Em nota oficial, Michelle afirmou que a decisão foi tomada após refletir sobre o momento vivido pela família e conversar com o marido. Ela destacou que o atual cenário exige sua dedicação exclusiva ao ambiente familiar.

“Após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar integralmente aos cuidados para com o meu marido e minha filha”, afirmou.

Na mesma manifestação, a ex-primeira-dama agradeceu às lideranças femininas da sigla pelo trabalho desenvolvido durante sua gestão, fez referência à vice-presidente do PL Mulher, Priscila Costa, e às dirigentes estaduais e municipais, além de defender a ampliação da participação das mulheres na política brasileira.

Valdemar Costa Neto também divulgou nota pública sobre a saída de Michelle. O dirigente afirmou que o crescimento do partido trouxe divergências internas, mas minimizou os conflitos ao afirmar que as diferenças não superam os objetivos da legenda. Segundo ele, Michelle atravessa um período delicado em razão da situação enfrentada por Jair Bolsonaro.

“O PL cresceu demais, e eu entendo que as divergências crescem também. É natural. Michelle fez um excelente trabalho à frente do PL Mulher, mas, neste momento, decidiu deixar a presidência nacional do PL Mulher porque fez a opção de concentrar suas atividades em cuidar do nosso presidente. Temos que respeitar essa decisão”, declarou Valdemar.

A decisão ocorre em meio a um momento de tensão dentro do Partido Liberal. Nos últimos dias, Michelle tornou público um desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro, relatando ter sido “humilhada”, “desrespeitada” e “maltratada” durante uma ligação telefônica ocorrida no ano passado. O episódio ganhou repercussão nacional e evidenciou divergências entre diferentes grupos da legenda.

O conflito também envolve divergências sobre articulações políticas no Ceará. Michelle manifesta apoio à possível candidatura da vereadora Priscila Costa ao Senado, enquanto integrantes do grupo político ligado a Flávio Bolsonaro defendem outro nome para a disputa, aprofundando o desgaste interno no partido.

Após o encontro com Valdemar Costa Neto, Michelle também se reuniu com a senadora Damares Alves e com a governadora Celina Leão, em Brasília.

A saída da ex-primeira-dama do comando do PL Mulher representa uma das mudanças mais significativas na estrutura partidária desde o fortalecimento de sua atuação política, período em que passou a liderar a mobilização feminina da legenda em diversos estados do país. Apesar do afastamento da função partidária, Michelle não informou se pretende manter outros projetos políticos ou disputar cargos eletivos nas próximas eleições.

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