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“O STF virou cabo eleitoral deste governo”, dispara Ranalli após veto de Moraes a Flávio Bolsonaro

Ranalli afirmou que existe tratamento diferente entre os dois casos e acusou o STF de atuar politicamente em favor do atual governo.

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O vereador de Cuiabá e pré-candidato a deputado federal Rafael Ranalli (PL) criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, até depois do primeiro turno das eleições.

Ao iniciar a manifestação publicada nas redes sociais, Ranalli ironizou a atuação do ministro e se referiu ao Brasil como “Xandaquistão”.

“Fala, galera. Bom dia. Diretamente do Xandaquistão. Há quanto tempo eu repito: temos que tirar esse ditador de lá. É um recado que venho repetindo há muito tempo e que agora ficou ainda mais nítido”, afirmou.

O parlamentar comparou a situação de Jair Bolsonaro com o período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, durante a campanha eleitoral de 2018.

“Quem não se lembra de que, durante a campanha de 2018, o presidente Lula, então preso na carceragem da Polícia Federal, mandava cartinhas, concedia entrevistas e recebia até mesmo o então candidato do PT, Fernando Haddad?”, questionou.

Ranalli afirmou que existe tratamento diferente entre os dois casos e acusou o STF de atuar politicamente em favor do atual governo.

“E agora, pasmem: o STF, que virou cabo eleitoral deste atual governo, não permite a comunicação de um pai com o próprio filho, mesmo sendo esse filho advogado”, declarou.

Segundo o policial federal, Alexandre de Moraes estaria ultrapassando os limites de sua atuação e atingindo direitos individuais.

“Está aí o Xandão patrolando tudo, patrolando a Justiça e os direitos individuais das pessoas deste país”, disse.

O vereador também voltou a cobrar do Congresso Nacional a abertura de um processo de impeachment contra o ministro do STF.

“Clamo à sociedade e a nós, do Congresso: por favor, precisamos pautar o impeachment desse homem. É um monstro que caça e persegue seus inimigos políticos”, afirmou.

Apesar das críticas, Ranalli disse considerar o Supremo uma instituição necessária para o funcionamento democrático do país. Ele ponderou, no entanto, que os ministros não poderiam atuar com posicionamento político.

“O STF é uma instituição que deve existir democraticamente neste país. Porém, perseguir adversários e levantar bandeira política é algo que não deveria existir. Isso está escancarado”, declarou.

Ranalli ainda manifestou apoio a Flávio Bolsonaro e à família do ex-presidente. Na avaliação do vereador, a suspensão das visitas teria como objetivo reduzir a influência política de Jair Bolsonaro no processo eleitoral.

“É lastimável a decisão de Alexandre de Moraes de não permitir que Flávio Bolsonaro visite seu pai, mesmo que Jair Bolsonaro não possa ter qualquer participação política nos próximos 90 dias. Isso ocorre, nitidamente, para limitar sua interferência e toda a sua liderança nas eleições de outubro”, afirmou.

Ao final, o pré-candidato a federal, disse esperar que o país volte a viver uma democracia “realmente duradoura” e reiterou a defesa do impeachment de Alexandre de Moraes.

“Que Deus tenha misericórdia da nossa nação e que, um dia, a gente consiga, sim, impeachar Alexandre de Moraes”, concluiu.

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Vereador preso por violência doméstica sofre nova derrota na Justiça

Além da ação criminal, a vítima também move uma ação contra a Câmara de Barra do Bugres, alegando ter sido exonerada do cargo de coordenadora administrativa após sofrer pressões políticas relacionadas às medidas protetivas obtidas contra o vereador.

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O juiz Antônio de Souza Dias Neto, da 2ª Vara de Barra do Bugres, negou o pedido de liminar apresentado pelo vereador Laércio Norberto Júnior (PL), conhecido como “Júnior Chaveiro”, e manteve o andamento do processo político-administrativo que pode resultar na cassação de seu mandato na Câmara Municipal. O parlamentar está preso preventivamente desde abril, acusado de agredir a namorada.

A defesa ingressou com um mandado de segurança alegando supostas irregularidades na condução dos trabalhos da Comissão Processante. Entre os argumentos, sustentou que a comissão dispensou o depoimento da vítima, além de anexar degravações e mídias após o encerramento da fase de instrução, o que, segundo os advogados, comprometeria o direito à ampla defesa.

Ao analisar o pedido, o magistrado entendeu que, em uma análise inicial, não há ilegalidade capaz de justificar a suspensão do procedimento. Segundo a decisão, a Comissão Processante fundamentou a dispensa do depoimento da vítima ao considerar que o processo já reunia elementos suficientes para a apuração dos fatos.

Na decisão, o juiz também destacou que cabe ao Poder Judiciário apenas verificar a legalidade do rito adotado pelo Legislativo, sem interferir no mérito político da investigação.

“O controle judicial sobre procedimento político-administrativo de cassação limita-se à verificação da legalidade do rito, não cabendo ao Poder Judiciário substituir a Comissão Processante na condução da instrução, na valoração da pertinência das provas ou no juízo político reservado ao Poder Legislativo”, registrou.

Júnior Chaveiro responde a acusações de morder, enforcar e agredir a companheira com golpes na cabeça e nas pernas, utilizando uma chave de roda. Em razão do caso, ele foi afastado da presidência da Câmara Municipal e permanece preso preventivamente.

Além da ação criminal, a vítima também move uma ação contra a Câmara de Barra do Bugres, alegando ter sido exonerada do cargo de coordenadora administrativa após sofrer pressões políticas relacionadas às medidas protetivas obtidas contra o vereador.

Com a decisão, o processo de cassação segue em andamento. O juiz determinou que a presidência da Comissão Processante apresente informações detalhadas no prazo de dez dias, antes do envio dos autos ao Ministério Público para manifestação.

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Moacir Couto defende aproximação entre capital e interior para reduzir desigualdades em Mato Grosso

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Trajetória de vida inspira Professora Mazé a disputar vaga na Assembleia Legislativa

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Muito antes de se tornar professora, pesquisadora, escritora e doutora em Educação, Maria José de Oliveira Arruda, conhecida como Professora Mazé  precisou vencer obstáculos que marcaram sua infância e juventude. Natural de Goiatuba (GO), filha de pais de vida simples que tiravam da terra o sustento da família, ela cresceu em meio às dificuldades financeiras e teve na educação o caminho para transformar sua realidade.

Sem acesso à escola durante os primeiros anos de vida, foi alfabetizada pela própria mãe dentro de casa. A família vivia em condições de extrema dificuldade, situação que impossibilitou o acesso ao ensino formal na infância. Parte dessa trajetória aconteceu em um garimpo no Pará, onde viveu antes de decidir buscar novas oportunidades.

Aos 14 anos, deixou o garimpo e chegou sozinha a Cuiabá. Na capital mato-grossense, contou inicialmente com o apoio de um tio e sua família, mas precisou construir sua independência conciliando trabalho e estudo. Morou em repúblicas e pensionatos até concluir o ensino fundamental e médio no tradicional Colégio Estadual Liceu Cuiabano.

A dedicação aos estudos abriu as portas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), onde cursou Letras. A formação acadêmica foi apenas o início de uma carreira voltada à educação. Professora efetiva da rede estadual de ensino, Mazé também atuou como pesquisadora e escritora, conquistando posteriormente os títulos de mestre e doutora em Educação antes de se aposentar do magistério.

Casada, mãe de três filhos, avó e cristã, ela afirma que a educação sempre foi o instrumento que mudou sua vida e que a experiência acumulada ao longo de décadas na sala de aula despertou o desejo de contribuir também na formulação de políticas públicas.

Esse novo capítulo ganhou forma com o anúncio de sua pré-candidatura ao cargo de deputada estadual. Segundo Mazé, a decisão representa uma forma de retribuir a Cuiabá e a Mato Grosso as oportunidades que encontrou desde que chegou ao Estado ainda adolescente.

De acordo com a professora, sua vivência pessoal permite compreender as dificuldades enfrentadas por famílias que convivem com a falta de oportunidades. Ela afirma que pretende defender políticas voltadas ao fortalecimento da participação feminina, à liberdade de escolhas individuais e ao desenvolvimento social.

Entre os temas que pretende levar ao debate público estão a valorização da mulher nos espaços de decisão, a segurança feminina, a liberdade para que mulheres possam construir suas carreiras profissionais, a possibilidade de as famílias participarem das decisões relacionadas à educação dos filhos e a defesa de uma gestão pública eficiente.

“A mulher não nasceu para assistir à política. Nasceu para decidir”, afirma a pré-candidata ao explicar o que considera ser um dos principais desafios da representação feminina na vida pública.

Mazé também defende que a política deve estar voltada à solução dos problemas da população. Segundo ela, sua experiência de vida permite compreender as necessidades das pessoas que enfrentam dificuldades semelhantes às que marcaram sua própria trajetória.

Outra bandeira apresentada pela professora é a valorização da família e do mérito. Ela defende que o Estado amplie oportunidades para quem estuda e trabalha, permitindo que o esforço individual seja reconhecido. “A mulher não precisa de favor. Precisa de oportunidade”, declara.
Ao falar sobre o papel do poder público, Mazé afirma que um Estado eficiente deve administrar os recursos com responsabilidade, ampliar a segurança para as mulheres e criar condições para melhorar a qualidade de vida da população.

Para a professora, a independência econômica feminina também deve fazer parte das políticas públicas. “Dinheiro no bolso da mulher vale mais que discursos no palanque”, afirma.

Encerrando a apresentação de sua pré-candidatura, Mazé diz acreditar que o país precisa fortalecer a participação de pessoas preparadas para a vida pública. “O Brasil não precisa mais de promessas. Precisa de mulher com coragem para falar a verdade e fazer o que é certo”, conclui.
Da menina alfabetizada pela mãe em uma casa sem escola à professora que alcançou o doutorado e dedicou décadas ao ensino público, a história de Maria José de Oliveira Arruda é marcada pela superação. Agora, ela busca levar essa experiência para um novo desafio na vida pública, tendo a educação como principal referência de sua trajetória.

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