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Ministério Público Estadual

MP Por Elas segue com inscrições abertas para oficinas gratuitas

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Mulheres interessadas em ampliar as oportunidades de geração de renda e fortalecer a autonomia financeira ainda podem se inscrever gratuitamente nas oficinas oferecidas pelo Espaço MP Por Elas, no Shopping Três Américas, em Cuiabá. A iniciativa é do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e integra o projeto Diálogos com a Sociedade. As atividades seguem até o fim de julho e são realizadas em parceria com o Senac, Shopping das Unhas e Prefeitura de Cuiabá.

Com vagas limitadas, as oficinas abordam temas como beleza e estética, empreendedorismo feminino, marketing, bem-estar, desenvolvimento pessoal e qualificação para o mercado de trabalho. As interessadas podem se inscrever aqui.
Instalado no piso 1 do shopping, o Espaço MP Por Elas funciona de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h. A proposta é oferecer às mulheres oportunidades de capacitação, fortalecimento da autoestima, promoção da independência financeira e acesso a informações sobre cidadania e enfrentamento à violência doméstica.

 

A subprocuradora-geral de Justiça Administrativa, Januária Dorilêo, destaca que a qualificação profissional é uma ferramenta essencial para ampliar oportunidades e promover transformação social. “A autonomia financeira é um passo fundamental para que as mulheres tenham mais liberdade, segurança e autoestima. Ao oferecer capacitação e oportunidades de geração de renda, estamos contribuindo para que elas fortaleçam sua independência e sejam protagonistas de suas próprias escolhas”, ressalta.

 

Além das oficinas, o Espaço MP Por Elas disponibiliza uma série de ações voltadas ao acolhimento e à conscientização. O público pode visitar a exposição do Memorial Observatório Caliandra, com fotografias de mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso; receber orientação em uma sala de acolhimento destinada a mulheres em situação de vulnerabilidade; e participar do projeto Cabide Solidário, realizado em parceria com a Secretaria Municipal da Mulher.

 

O projeto Diálogos com a Sociedade é realizado pelo MPMT em parceria com o Espaço Caliandra, Amaggi, Bom Futuro, Fiemt, Sesi-MT, Energisa Mato Grosso, Prefeitura de Cuiabá, Águas Cuiabá, Senac, Shopping das Unhas e Shopping Três Américas.

Acesse aqui a programação completa do espaço.

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Ministério Público Estadual

Justiça suspende corte de árvores na Fernando Corrêa após ação do Ministério Público

Apesar de suspender a retirada das árvores na Fernando Corrêa, o magistrado deixou para analisar posteriormente o pedido do Ministério Público para interromper todas as autorizações de supressão arbórea emitidas pelo município

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A Justiça de Mato Grosso determinou a suspensão imediata da retirada das árvores remanescentes na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, atendendo parcialmente a um pedido do Ministério Público Estadual (MPMT). A decisão foi proferida pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada do Meio Ambiente, que também concedeu prazo de 72 horas para que a Prefeitura apresente manifestação sobre os demais pedidos formulados pelo órgão ministerial.

A ordem judicial impede que o município realize novos cortes no trecho da avenida localizado em frente à Copagás até nova deliberação da Justiça. O magistrado ainda determinou que o secretário municipal de Obras Públicas, Reginaldo Teixeira, seja intimado pessoalmente para cumprir a decisão. Em caso de descumprimento, poderá ser aplicada multa diária de R$ 50 mil, além de eventual responsabilização nas esferas civil, administrativa e penal.

De acordo com a ação do Ministério Público, 24 árvores já foram removidas durante as obras de intervenção viária, embora houvesse autorização para a supressão de até 82 exemplares.

Na decisão, o juiz destacou que a continuidade da retirada pode provocar danos ambientais irreversíveis. Segundo ele, árvores adultas desempenham funções ambientais que não podem ser imediatamente compensadas apenas pelo plantio de mudas, como a redução da temperatura, o sombreamento e a melhoria da qualidade do ar, aspectos considerados fundamentais para uma cidade de clima quente como Cuiabá.

Apesar de suspender a retirada das árvores na Fernando Corrêa, o magistrado deixou para analisar posteriormente o pedido do Ministério Público para interromper todas as autorizações de supressão arbórea emitidas pelo município. Antes de decidir sobre a ampliação da medida, o juiz determinou que a Prefeitura seja ouvida no prazo de 72 horas, garantindo o direito ao contraditório.

A decisão também proíbe a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Smades) de conceder novas autorizações relacionadas às árvores abrangidas pela ordem judicial. Além disso, o Juizado Volante Ambiental (Juvam) foi designado para realizar vistoria no local, verificar quantas árvores ainda permanecem na área e fiscalizar o cumprimento da determinação.

A ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público no último dia 2 de julho. Segundo o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, a política de arborização urbana de Cuiabá apresenta falhas estruturais, com autorizações para supressão de árvores sem critérios técnicos considerados adequados e compensações ambientais limitadas ao plantio de mudas, sem observar a equivalência ecológica das árvores removidas.

Além da suspensão dos cortes, o Ministério Público pede que o município seja condenado ao pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor mínimo de R$ 500 mil, revise as autorizações de supressão emitidas nos últimos dois anos e implemente novos protocolos técnicos para poda e retirada de árvores.

Procurada, a Prefeitura de Cuiabá informou que irá apresentar sua manifestação nos autos do processo por meio da Procuradoria-Geral do Município.

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Ministério Público Estadual

MPMT investiga uso de contratos temporários na educação de MT, Cuiabá e Acorizal

A promotoria também quer conhecer as políticas de valorização da categoria adotadas pelos entes públicos, incluindo planos de carreira, estratégias de recomposição dos quadros permanentes e mecanismos para garantir processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou três inquéritos civis para investigar a forma de contratação de profissionais da educação na rede estadual e nos municípios de Cuiabá e Acorizal. A iniciativa busca verificar a realização de concursos públicos, processos seletivos e a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação em 2026 para fortalecer os critérios de seleção de professores da educação básica.

As investigações são conduzidas pela 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá, sob responsabilidade do promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior.

Segundo o Ministério Público, o objetivo é identificar se há excesso de contratações temporárias, ausência de concursos públicos periódicos e falta de planejamento voltado à valorização da carreira docente. A apuração também pretende verificar se os entes públicos aderiram à Prova Nacional Docente e quais medidas estão sendo adotadas para recompor os quadros efetivos da educação.

Para subsidiar a investigação, foram encaminhados ofícios à Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e Acorizal. Os órgãos deverão informar se aderiram à PND, apresentar justificativas em caso de não adesão e indicar eventual previsão para participação futura.

O Ministério Público também requisitou informações sobre a data dos últimos concursos públicos ou processos seletivos realizados, além de possíveis cronogramas para novas seleções.

Outro ponto solicitado é o envio de uma relação atualizada dos profissionais da educação, detalhando funções exercidas, locais de lotação e o tipo de vínculo funcional, distinguindo servidores efetivos de temporários.

A promotoria também quer conhecer as políticas de valorização da categoria adotadas pelos entes públicos, incluindo planos de carreira, estratégias de recomposição dos quadros permanentes e mecanismos para garantir processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.

De acordo com o promotor Miguel Slhessarenko Junior, dados do Censo Escolar apontam crescimento do número de professores temporários em diversas regiões do país nos últimos anos, situação que pode contrariar os princípios constitucionais relacionados ao ingresso no serviço público por concurso.

Levantamento baseado em dados do Ministério da Educação mostra que Cuiabá está enquadrada na classificação de Prioridade 3, apresentando índice de 5,5% de inadequação docente, com 83% dos profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos atrás.

Já o município de Acorizal também aparece na categoria Prioridade 3, mas com cenário mais preocupante. Segundo os dados, a cidade registra 53,5% de inadequação docente, possui 64% de profissionais concursados e não apresenta informações atualizadas sobre a realização do último concurso público para a educação ou sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) da categoria.

As informações encaminhadas pelos órgãos públicos serão analisadas pelo Ministério Público, que poderá adotar novas medidas conforme o resultado das apurações.

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Ministério Público Estadual

MP abre inquérito para investigar restrições no serviço de internet da Vivo

Com a instauração do inquérito civil, o Ministério Público dará continuidade às diligências e à coleta de provas para aprofundar as investigações e adotar as medidas cabíveis.

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6ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá instaurou um inquérito civil para investigar possíveis violações aos direitos dos consumidores relacionadas à prestação de serviços de internet da empresa Telefônica Brasil S.A. (Vivo). A investigação é conduzida pela promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos.

O procedimento foi aberto após informações apontarem possíveis irregularidades na oferta do serviço de internet, incluindo falta de transparência nas condições contratuais, cláusulas consideradas abusivas e restrições indevidas na funcionalidade do serviço contratado pelos clientes.

Segundo as apurações iniciais, a operadora teria vinculado a velocidade da internet ao pagamento imediato da fatura mensal por meio de um chamado “bônus de adimplência”. Na prática, esse bônus representaria parte significativa da velocidade anunciada ao consumidor.

Dessa forma, em caso de atraso no pagamento, o serviço sofreria uma redução drástica na velocidade, sem que houvesse diminuição proporcional no valor cobrado ao cliente.

O Ministério Público também apura denúncias de mudanças na forma de restrição do serviço. Conforme relatos, a empresa teria passado a condicionar o funcionamento do Wi-Fi à regularidade do pagamento, o que pode indicar apenas uma alteração operacional da prática anteriormente questionada.

Informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apontam que já existe processo administrativo instaurado para investigar condutas semelhantes atribuídas à operadora. Segundo o órgão, foram identificadas possíveis falhas relacionadas à transparência das informações fornecidas aos consumidores, além da necessidade de adequação da empresa por meio de notificações e plano de conformidade.

De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os elementos reunidos até o momento indicam possível violação ao Código de Defesa do Consumidor, especialmente no que diz respeito ao direito à informação clara e adequada, proteção contra práticas abusivas e equilíbrio nas relações de consumo.

A Promotoria destaca ainda que o caso pode ter repercussão coletiva, já que envolve possível prejuízo a um número indeterminado de consumidores.

Com a instauração do inquérito civil, o Ministério Público dará continuidade às diligências e à coleta de provas para aprofundar as investigações e adotar as medidas cabíveis.

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