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Política Nacional

Moraes suspende visitas de Flávio Bolsonaro a Jair Bolsonaro por 90 dias após divulgação de carta nas redes

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão, por 90 dias, das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi tomada após a divulgação, nas redes sociais, de uma carta atribuída ao ex-presidente, lida por Flávio durante uma transmissão ao vivo na internet.

Na decisão, Moraes entendeu que a publicação pode ter descumprido a medida cautelar que proíbe Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais, inclusive de forma indireta, por intermédio de terceiros. Para o ministro, ao anunciar e transmitir a leitura da carta em suas plataformas digitais, Flávio teria atuado como intermediário para a divulgação da mensagem do pai.

O ministro determinou que a defesa de Jair Bolsonaro apresente esclarecimentos no prazo de 48 horas sobre uma possível violação da ordem judicial. Moraes também quer saber se o ex-presidente tinha conhecimento prévio de que a carta seria divulgada nas redes sociais do filho.

Além disso, o STF encaminhou cópias da decisão e dos vídeos à Procuradoria-Geral Eleitoral para que o órgão avalie a necessidade de adoção de eventuais medidas.

Outro ponto destacado por Moraes é que o conteúdo divulgado poderá ser analisado pela Justiça Eleitoral para verificar se configura propaganda eleitoral antecipada. Segundo o ministro, caso fique comprovado que as mensagens tinham o objetivo de promover a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, poderá haver enquadramento na legislação eleitoral.

Na decisão, Moraes também mencionou um episódio ocorrido em agosto de 2025, quando Flávio Bolsonaro divulgou imagens relacionadas ao ex-presidente nas redes sociais, apesar das restrições judiciais impostas a Jair Bolsonaro. Para o ministro, o novo caso pode indicar reincidência no descumprimento das medidas cautelares.

Até o momento, não há manifestação pública da defesa de Flávio Bolsonaro sobre a decisão de Alexandre de Moraes. As reportagens publicadas informam que o ministro determinou a suspensão das visitas e deu prazo de 48 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro preste esclarecimentos, mas não registram nota dos advogados de Flávio.

Quem se manifestou publicamente foi o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. Ele classificou a decisão de Moraes como “autoritária” e “desproporcional”, afirmando que a medida busca isolar Jair Bolsonaro de sua comunicação política.

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Política Nacional

Bastidores do PL: Michelle pode abrir mão de candidatura ao Senado após pedido de Bolsonaro

Durante o programa, Claudio Dantas afirmou que Bolsonaro estaria atento ao comportamento de aliados e preocupado com possíveis impactos da disputa sobre a estratégia eleitoral do PL.

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Os bastidores da sucessão eleitoral de 2026 ganharam um novo capítulo após a divulgação de informações de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria pedido à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para desistir da disputa por uma vaga no Senado Federal pelo Distrito Federal.

A informação foi divulgada pelo jornalista Claudio Dantas durante o programa ALive. Segundo o relato, a decisão teria sido motivada pelo desgaste provocado por uma crise interna envolvendo Michelle e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

De acordo com a apuração apresentada pelo jornalista, o casal teria protagonizado uma discussão após a publicação de um vídeo em que Michelle criticava Flávio Bolsonaro sem o conhecimento prévio do ex-presidente.

Ainda conforme Claudio Dantas, Jair Bolsonaro teria afirmado à esposa: “Você quer que eu fique mais 27 anos preso?”, em referência às consequências políticas que o episódio poderia provocar.

Após a conversa, Michelle teria comunicado ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e às aliadas Celina Leão e Damares Alves que não pretendia disputar o Senado. Segundo o jornalista, porém, integrantes do partido não teriam concordado com a decisão e continuam defendendo sua candidatura.

 

Nos bastidores da legenda, a avaliação seria de que uma candidatura de Michelle poderia ampliar os ataques políticos envolvendo Flávio Bolsonaro, provocando desgaste tanto para a ex-primeira-dama quanto para o grupo político liderado pelo ex-presidente.

Durante o programa, Claudio Dantas afirmou que Bolsonaro estaria atento ao comportamento de aliados e preocupado com possíveis impactos da disputa sobre a estratégia eleitoral do PL.

“Então, muito provavelmente, não teremos candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado em 2026”, declarou o jornalista.

Até o momento, Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e a direção nacional do Partido Liberal não divulgaram posicionamento oficial confirmando ou desmentindo as informações apresentadas durante o programa.

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Política Nacional

Michelle deixa PL Mulher em meio à crise interna e tensão com Flávio Bolsonaro

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou, na noite desta terça-feira (30), que deixou a presidência nacional do PL Mulher, segmento feminino do Partido Liberal. A decisão foi comunicada após uma reunião de cerca de duas horas com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, em Brasília. Segundo Michelle, o afastamento permitirá que ela se dedique integralmente aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro e da filha do casal.

Em nota oficial, Michelle afirmou que a decisão foi tomada após refletir sobre o momento vivido pela família e conversar com o marido. Ela destacou que o atual cenário exige sua dedicação exclusiva ao ambiente familiar.

“Após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar integralmente aos cuidados para com o meu marido e minha filha”, afirmou.

Na mesma manifestação, a ex-primeira-dama agradeceu às lideranças femininas da sigla pelo trabalho desenvolvido durante sua gestão, fez referência à vice-presidente do PL Mulher, Priscila Costa, e às dirigentes estaduais e municipais, além de defender a ampliação da participação das mulheres na política brasileira.

Valdemar Costa Neto também divulgou nota pública sobre a saída de Michelle. O dirigente afirmou que o crescimento do partido trouxe divergências internas, mas minimizou os conflitos ao afirmar que as diferenças não superam os objetivos da legenda. Segundo ele, Michelle atravessa um período delicado em razão da situação enfrentada por Jair Bolsonaro.

“O PL cresceu demais, e eu entendo que as divergências crescem também. É natural. Michelle fez um excelente trabalho à frente do PL Mulher, mas, neste momento, decidiu deixar a presidência nacional do PL Mulher porque fez a opção de concentrar suas atividades em cuidar do nosso presidente. Temos que respeitar essa decisão”, declarou Valdemar.

A decisão ocorre em meio a um momento de tensão dentro do Partido Liberal. Nos últimos dias, Michelle tornou público um desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro, relatando ter sido “humilhada”, “desrespeitada” e “maltratada” durante uma ligação telefônica ocorrida no ano passado. O episódio ganhou repercussão nacional e evidenciou divergências entre diferentes grupos da legenda.

O conflito também envolve divergências sobre articulações políticas no Ceará. Michelle manifesta apoio à possível candidatura da vereadora Priscila Costa ao Senado, enquanto integrantes do grupo político ligado a Flávio Bolsonaro defendem outro nome para a disputa, aprofundando o desgaste interno no partido.

Após o encontro com Valdemar Costa Neto, Michelle também se reuniu com a senadora Damares Alves e com a governadora Celina Leão, em Brasília.

A saída da ex-primeira-dama do comando do PL Mulher representa uma das mudanças mais significativas na estrutura partidária desde o fortalecimento de sua atuação política, período em que passou a liderar a mobilização feminina da legenda em diversos estados do país. Apesar do afastamento da função partidária, Michelle não informou se pretende manter outros projetos políticos ou disputar cargos eletivos nas próximas eleições.

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Política Nacional

Flávio Bolsonaro amplia desempenho e acirra cenário para 2026

Levantamento Nexus/BTG indica que o senador aparece com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o presidente Lula, dentro da margem de erro da pesquisa.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece como um dos principais nomes da oposição para a disputa presidencial de 2026, segundo pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (29). Em uma simulação de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o parlamentar registra 44% das intenções de voto, enquanto o petista alcança 47%, resultado que configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Em relação ao levantamento anterior, divulgado em 15 de junho, Flávio Bolsonaro apresentou avanço de um ponto percentual, passando de 43% para 44%, enquanto Lula recuou de 49% para 47%. A diferença entre os dois candidatos caiu de seis para três pontos percentuais.

No cenário apresentado pelo instituto, 8% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos candidatos. Outros 1% disseram não saber em quem votariam ou preferiram não responder.

A pesquisa também simulou outros confrontos de segundo turno envolvendo Lula. Contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o presidente registra 48% das intenções de voto, enquanto Zema aparece com 38%.

Em uma eventual disputa contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), Lula soma 47%, ante 39% do adversário.

Já no cenário contra Renan Santos, coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) e filiado ao Missão, o presidente alcança 48% das intenções de voto, enquanto o representante do movimento registra 36%.

Os números colocam Flávio Bolsonaro como o adversário mais competitivo entre os nomes avaliados pela pesquisa para um eventual segundo turno contra Lula, considerando as simulações divulgadas pelo instituto.

O levantamento ouviu 2.009 eleitores por telefone entre os dias 26 e 28 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pelo BTG Pactual e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08521/2026.

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