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Política Nacional

Lula vira alvo de investigação no TSE após desfile com homenagem política no Carnaval

A acusação concentra-se no desfile realizado em 15 de fevereiro, quando a Acadêmicos de Niterói abriu o Grupo Especial na Marquês de Sapucaí com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou o processamento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que acusa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros envolvidos de supostos abusos relacionados ao desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval de 2026, no Rio de Janeiro.

A decisão foi tomada nesta sexta-feira (18) pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira. A ação foi apresentada pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e por seu vice, Alfredo Gaspar (PL), e tramita sob o número 0601904-89.2026.6.00.0000.

Também aparecem como investigados o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, o ex-presidente da Embratur Marcelo Freixo e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT). A acusação aponta suposto abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação social.

Com o recebimento da ação, os investigados serão notificados para apresentar defesa. Lula e Alckmin terão cinco dias, contados a partir da notificação.

O despacho, porém, não representa reconhecimento, pelo TSE, de que os ilícitos apontados pela candidatura de Flávio Bolsonaro tenham ocorrido. A decisão permite que o processo avance para a fase de instrução, quando poderão ser analisadas provas e manifestações das partes.

O que motivou a ação

A acusação concentra-se no desfile realizado em 15 de fevereiro, quando a Acadêmicos de Niterói abriu o Grupo Especial na Marquês de Sapucaí com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

Lula acompanhou o desfile na Sapucaí. Segundo a ação, a homenagem teria ultrapassado os limites de uma manifestação cultural e produzido benefício eleitoral ao presidente.

Entre os elementos questionados pelos autores estão referências ao número 13, à estrela do PT e ao nome de Lula, além da transmissão do desfile em televisão aberta e pela internet. A acusação também questiona recursos públicos destinados ao Carnaval e a participação de integrantes do governo na captação de valores para a apresentação. Essas alegações ainda serão submetidas ao contraditório e à análise das provas no processo.

Pedido de cassação

Na AIJE, Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar pedem a cassação do registro da chapa formada por Lula e Alckmin e a declaração de inelegibilidade de Lula pelo período previsto na legislação eleitoral.

Os autores também pedem que outros investigados sejam responsabilizados caso a instrução do processo demonstre participação individual nos fatos apontados.

O processo seguirá agora para a apresentação das defesas e eventual produção de provas antes de uma análise do mérito das acusações.

Outro processo

O desfile da Acadêmicos de Niterói já havia sido alvo de outras discussões na Justiça Eleitoral. Em agosto, o próprio corregedor Antonio Carlos Ferreira admitiu uma AIJE apresentada pelo Novo contra Lula e Alckmin, também relacionada à homenagem feita pela escola de samba.

Em manifestações anteriores, o jurídico do PT sustentou que a escola de samba teria concebido e realizado o desfile de forma autônoma e negou interferência de Lula ou do partido. Os novos investigados ainda deverão apresentar suas defesas no processo.

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Política Nacional

Em ato no Ceará, Flávio Bolsonaro promete enquadrar facções como organizações terroristas

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O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores em um ato de campanha realizado na noite desta terça-feira (15), no Conjunto Ceará, em Fortaleza. O evento contou com a participação de lideranças do partido no Estado e integrou a agenda do presidenciável pelo Nordeste.

Flávio participou do ato ao lado do deputado federal André Fernandes (PL), que disputa a reeleição, e do deputado estadual Alcides Fernandes (PL), candidato ao Senado. O encontro foi realizado na Praça da Caixa Econômica e mobilizou apoiadores da candidatura.

Durante o discurso, Flávio concentrou parte das declarações na segurança pública e apresentou uma proposta de endurecimento do combate ao crime organizado.

O candidato afirmou que, caso seja eleito, pretende classificar facções como o Comando Vermelho e o PCC, além de milícias, como organizações terroristas.

“Eu vou classificar Comando Vermelho, PCC e milícias como organizações terroristas”, declarou Flávio durante o ato. A proposta faz parte do discurso de campanha do candidato sobre o enfrentamento às organizações criminosas.

A agenda no Ceará continuou nesta quarta-feira (16), quando Flávio seguiu para Juazeiro do Norte, na região do Cariri. Na cidade, participou de novos atos de campanha e foi recebido por apoiadores. Segundo a própria campanha, o candidato também voltou a abordar temas relacionados à segurança pública e fez críticas ao governo Lula e ao Supremo Tribunal Federal.

A passagem pelo Ceará faz parte de um giro de campanha de Flávio Bolsonaro pelo Nordeste.

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Política Nacional

Flávio supera Lula por 0,4 ponto em novo cenário da AtlasIntel

No primeiro turno, Lula aparece com 44,1% e Flávio Bolsonaro com 41,7%, segundo o mesmo levantamento.

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Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (17) mostra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno para a Presidência da República. O senador aparece com 47,2% das intenções de voto, contra 46,8% do atual presidente.

A diferença é de 0,4 ponto percentual e está dentro da margem de erro da pesquisa, de um ponto percentual para mais ou para menos. Por isso, o cenário é classificado como empate técnico.

Outros 6% dos entrevistados disseram que votariam em branco ou nulo ou não souberam responder.

Na rodada anterior da AtlasIntel, divulgada em 10 de setembro, Flávio também aparecia numericamente à frente, com 46,4%, enquanto Lula tinha 46,2%. A diferença entre os dois levantamentos permanece dentro da margem de erro.

A pesquisa também testou outros quatro cenários de segundo turno com Lula. Contra Romeu Zema (Novo), o petista aparece com 46,3%, ante 43,7% do ex-governador. Contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula registra 46%, enquanto o governador de Goiás tem 41,7%.

Nas simulações com Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), Lula aparece com 45,6% e 46,1%, respectivamente. Cury registra 37,8%, enquanto Renan soma 29,7%.

No primeiro turno, Lula aparece com 44,1% e Flávio Bolsonaro com 41,7%, segundo o mesmo levantamento.

A AtlasIntel ouviu 5.018 eleitores, por meio de recrutamento digital, entre os dias 11 e 16 de setembro. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Bloomberg e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06221/2026.

Os números refletem as intenções de voto declaradas pelos entrevistados durante o período da coleta e não representam previsão do resultado eleitoral.

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Política Nacional

André Mendonça enfrenta questionamentos sobre decisões no caso Master

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a ser alvo de questionamentos relacionados à sua atuação no caso Banco Master. Os episódios envolvem uma disputa com a Polícia Federal, encontros com o banqueiro Daniel Vorcaro e novos elementos encaminhados ao STF pelo ministro Flávio Dino.

O plenário do Supremo deve analisar os questionamentos na próxima quarta-feira (23). Até o momento, não há conclusão da Corte de que Mendonça tenha cometido qualquer irregularidade, e o ministro nega as acusações.

Questionamentos sobre a Polícia Federal

Uma das principais controvérsias envolve a decisão de Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.

O ministro afirmou que teria sido alvo de monitoramento ilegal por parte da inteligência da PF. Andrei Rodrigues, porém, negou a acusação e afirmou que os documentos utilizados na decisão eram análises de inteligência produzidas em cumprimento a determinações judiciais.

A medida provocou uma disputa interna no STF. Flávio Dino determinou posteriormente a reintegração dos dirigentes, enquanto o ministro Edson Fachin suspendeu decisões conflitantes relacionadas ao caso.

Relatos de pressão sobre investigadores

Outro ponto envolve acusações apresentadas pelo ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, relatórios de inteligência da PF registrariam episódios em que Mendonça teria pressionado investigadores e tentado direcionar apurações.

Moraes também afirmou que Mendonça teria defendido a inclusão dele próprio e de Davi Alcolumbre em uma colaboração premiada.

Durante sessão realizada nesta terça-feira (15), Moraes disse ter testemunhas sobre os episódios e afirmou que pretende solicitar que elas sejam ouvidas. Os relatos, contudo, ainda precisam ser confrontados com outras provas.

Encontros com Daniel Vorcaro

A relação de Mendonça com Daniel Vorcaro também entrou no radar do Supremo.

Um dos encontros ocorreu em março de 2025, antes de Mendonça assumir a relatoria das investigações envolvendo o Banco Master. Segundo o gabinete do ministro, a conversa tratou de uma questão jurídica relacionada a créditos de precatórios de interesse do banco.

Em outro episódio, Vorcaro esteve no gabinete de Mendonça e relatou que estaria sofrendo ameaças. Conforme a versão apresentada pelo ministro, um representante do Ministério Público acompanhou o depoimento.

A defesa de Mendonça afirma que, posteriormente, decisões tomadas pelo ministro contrariaram os interesses apresentados por Vorcaro.

Instituto Iter entra no caso

Os questionamentos ganharam um novo capítulo nesta terça-feira (15), quando Flávio Dino encaminhou a Fachin informações relacionadas ao Instituto Iter, do qual Mendonça foi sócio até setembro.

O material menciona contratos do instituto com o poder público e possíveis conexões empresariais com pessoas ligadas ao entorno do Banco Master.

Dino também relacionou esses elementos ao encontro entre Mendonça e Vorcaro em março de 2025. O próprio ministro, porém, ressalvou que as coincidências apontadas não comprovam, por si só, uma relação entre interesses privados e decisões judiciais.

O caso deverá ser analisado pelo STF com possibilidade de contraditório e ampla defesa, caso o plenário autorize o avanço da apuração.

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