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PF deflagra operação contra crime organizado e cumpre prisões e buscas em Diamantino

Até o momento, a PF não divulgou detalhes sobre a identidade dos alvos, os crimes investigados ou o material eventualmente apreendido durante o cumprimento dos mandados.

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso (FICCO/MT) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (16), a Operação Palladium, em Diamantino, a cerca de 180 quilômetros de Cuiabá. A ação resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão e duas prisões temporárias.

A operação faz parte da Força Integrada IV, iniciativa de alcance nacional voltada ao fortalecimento da atuação conjunta das forças de segurança no enfrentamento a organizações criminosas.

Os mandados são cumpridos durante diligências realizadas em Diamantino. A investigação que levou à operação contou com apoio do 14º Comando Regional da Polícia Militar de Mato Grosso, sediado em Nova Mutum.

A FICCO/MT é formada pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Judiciária Civil e Polícia Militar de Mato Grosso.

Segundo a Polícia Federal, a operação integra uma estratégia de atuação coordenada entre as instituições de segurança para combater estruturas criminosas e ampliar a troca de informações e o trabalho investigativo.

Até o momento, a PF não divulgou detalhes sobre a identidade dos alvos, os crimes investigados ou o material eventualmente apreendido durante o cumprimento dos mandados.

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Achado de ossada interrompe obra do BRT em Várzea Grande

A descoberta chamou atenção por ter ocorrido durante uma obra de grande porte e em uma área de circulação urbana de Várzea Grande.

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Uma ossada humana foi encontrada durante a escavação para implantação do BRT na tarde desta terça-feira (15), no bairro Ipase, em Várzea Grande.

O material foi localizado por um trabalhador que atuava nas obras na Rua Presidente Arthur Bernardes, nas proximidades de um supermercado. Ao perceber que poderia se tratar de restos humanos, ele acionou as autoridades.

Os trabalhos foram interrompidos e a área deverá ser isolada para a realização da perícia. Equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para atender a ocorrência.

A ossada deverá passar por exames que podem ajudar a determinar a identidade da pessoa, além de estimar há quanto tempo os restos mortais estavam no local e esclarecer as circunstâncias da morte.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a identidade, idade, sexo ou há quanto tempo a ossada estava enterrada.

A Polícia Civil deverá conduzir a investigação a partir dos resultados dos exames periciais e das informações levantadas no local.

A descoberta chamou atenção por ter ocorrido durante uma obra de grande porte e em uma área de circulação urbana de Várzea Grande.

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“Não dou conta mais de viver de aparência”: mensagens complicam situação de pastora investigada

“ Nois vai lá no sítio buscar uma arma para vender”, diz o trecho citado na investigação.

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A pastora Orminda Carlos de Barcelos, mãe da missionária Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, é apontada pelo Ministério Público Estadual (MPE) como uma das pessoas que teriam exercido papel de ligação entre integrantes de uma facção criminosa presos na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e membros que estavam em liberdade.

Segundo a denúncia, Orminda era tratada como “mãe” por integrantes do grupo encarcerados na unidade prisional e teria utilizado sua atuação em trabalhos evangelísticos para manter acesso ao sistema penitenciário. A acusação também aponta que ela teria participado da comercialização ilegal de armas, guardado dinheiro e intermediado a entrega de itens e mensagens para integrantes da organização.

As suspeitas fazem parte das investigações da Operação Fariseus, que apura a possível utilização do projeto religioso “Resgatando Vidas” para oferecer apoio logístico, financeiro e de comunicação à facção.

Orminda e o marido, o pastor Nivaldo de Almeida, foram alvos de mandados de busca e apreensão em julho. A filha do casal, Rhavenna, foi presa durante a operação. Nivaldo morreu neste mês.

Mensagens tratadas como evidências

Cartas e mensagens anexadas ao processo mostram, conforme a investigação, que detentos apontados como integrantes da facção tratavam Orminda como “mãe”. Os investigadores também identificaram comunicações nas quais ela teria recebido pedidos para guardar dinheiro em espécie e intermediar entregas.

Relatórios da Diretoria de Repressão ao Crime Organizado (Draco/GCCO) também apontam uma suposta participação da pastora na comercialização de armas destinadas a integrantes da organização.

Em uma mensagem enviada à filha, em 5 de novembro de 2024, Orminda teria afirmado que iria até um sítio buscar uma arma para vender.

“ Nois vai lá no sítio buscar uma arma para vender”, diz o trecho citado na investigação.

Os relatórios também mencionam imagens nas quais, segundo os investigadores, Orminda aparece com armas.

“Vida de aparência”

Outro conjunto de mensagens analisado pela investigação envolve um desabafo atribuído à pastora. Em conversa com Rhavenna, Orminda teria afirmado que tomaria “uma decisão muito forte” e que não suportava mais viver “de aparência”.

“Rhavenna, hoje à noite vou anunciar uma decisão muito forte, mas não dou conta mais de viver de aparência”, escreveu, segundo a denúncia.

Na sequência, Rhavenna teria respondido: “Somos uma família suja”.

As mensagens foram incluídas na investigação como parte dos elementos utilizados pelo Ministério Público para sustentar a acusação contra a família.

Recados atribuídos a liderança da facção

A denúncia também aponta que Orminda teria intermediado a comunicação entre Rhavenna e Renildo Silva Rios, conhecido como “Veio” ou “Chapa”, apontado pelos investigadores como uma das lideranças da facção em Mato Grosso. Ele cumpre pena superior a 76 anos de prisão.

Segundo o MPE, Renildo e Rhavenna mantinham um relacionamento amoroso. Em conversas de dezembro de 2024, Orminda teria repassado à filha orientações atribuídas ao detento.

Em uma das mensagens, conforme a acusação, ela teria transmitido um pedido para que Rhavenna “vigiasse o morro” durante uma passagem pelo Rio de Janeiro.

A pastora também aparece na investigação em conversas relacionadas a Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como integrante de relevância da facção e considerado foragido desde 2024.

De acordo com os investigadores, Rhavenna também teria mantido um relacionamento com ele. Uma das mensagens analisadas indicaria que Orminda tinha conhecimento sobre a fuga de “Batman” e avisou a filha de que ele já havia deixado o presídio.

Registros reunidos no processo também apontam que mãe e filha estiveram na residência do foragido em um complexo de favelas no Rio de Janeiro.

Dinheiro sob suspeita

A investigação também apura uma possível participação de Orminda na movimentação financeira atribuída à organização criminosa.

Segundo o MPE, ela estaria entre as pessoas que receberam e administraram valores em contas bancárias que teriam sido utilizadas para pulverizar recursos supostamente provenientes do tráfico de drogas e de cobranças feitas pela facção.

Mensagens analisadas pelos investigadores indicariam recebimentos, depósitos e repasses de dinheiro em espécie.

“Observou-se, ainda, que muitos valores são recebidos em espécie, sendo fracionados entre os familiares para pagamento de despesas e repasse para terceiros não identificados (‘meninos’)”, aponta trecho da investigação citado na denúncia.

O caso continua sob apuração e as acusações apresentadas pelo Ministério Público ainda serão submetidas à análise da Justiça.

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Advogados são flagrados entregando uísque a presos dentro da PCE em Cuiabá

Dupla teria usado atendimento no parlatório para passar cinco embalagens de bebida alcoólica a detentos; ocorrência foi registrada e será investigada

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Dois advogados foram flagrados, na tarde desta segunda-feira (14), durante uma tentativa de entregar bebidas alcoólicas a presos dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. Segundo o boletim de ocorrência, Caroline Oliveira de Queiroz e Taisnan Ferreira de Souza estavam no parlatório da unidade quando foram abordados pela equipe de contenção.

De acordo com o registro policial, os dois entraram juntos na penitenciária para atender um detento que está custodiado no Raio 6. Após chegarem ao parlatório, um defensor público tentou acessar o espaço, mas percebeu que a porta estava sendo mantida fechada pelo lado de dentro.

A situação levantou suspeitas e o defensor acionou a equipe de contenção da PCE. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram um dos advogados segurando a porta enquanto o outro, conforme o relato registrado na ocorrência, passava pacotes contendo a bebida para os detentos.

Ao todo, cinco embalagens foram apreendidas. O material foi lacrado e deverá ser encaminhado para perícia, que poderá confirmar a composição da substância.

Após o flagrante, os dois advogados foram conduzidos à direção da penitenciária. Um representante da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT) acompanhou o procedimento.

A ocorrência foi registrada inicialmente como tráfico ilícito de drogas. A classificação poderá ser revista conforme o resultado da perícia e o andamento das investigações.

Outro lado

Em nota, a OAB-MT informou que o Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP) acompanhou a ocorrência com o objetivo de garantir o respeito às prerrogativas profissionais dos advogados.

A entidade também afirmou que, caso seja constatada eventual infração ética, o episódio será encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED), responsável por analisar a conduta e adotar as providências cabíveis.

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