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Mato Grosso

Sorriso perde o topo, mas Mato Grosso continua líder do agro nacional

Enquanto Sorriso manteve a soja como principal produto, Sapezal avançou principalmente impulsionada pelo algodão. O município registrou crescimento de 46,6% no valor da produção em relação a 2024.

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Sorriso, conhecida como a “capital do agronegócio”, perdeu a liderança nacional em valor da produção agrícola após seis anos no topo. O município mato-grossense terminou 2025 na terceira colocação do ranking, atrás de Sapezal (MT) e São Desidério (BA), segundo dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Sapezal assumiu a primeira posição com R$ 8,59 bilhões em valor de produção agrícola. São Desidério ficou em segundo, com R$ 8,22 bilhões, enquanto Sorriso registrou R$ 8,16 bilhões.

Apesar da queda no ranking, Sorriso não teve retração no valor gerado pela atividade agrícola. Pelo contrário: o município passou de R$ 7,2 bilhões em 2024 para R$ 8,16 bilhões em 2025, uma alta nominal de 13,8%. O que mudou foi a combinação entre o avanço de outros municípios e uma alteração territorial que afetou a área contabilizada para Sorriso.

A criação de Boa Esperança do Norte, oficialmente instalada em 2025, retirou de Sorriso e Nova Ubiratã áreas que antes faziam parte desses municípios. Com a nova divisão territorial, parte da produção agrícola que anteriormente era atribuída a Sorriso passou a ser registrada separadamente.

O impacto aparece também na área plantada. Sorriso teve redução de 9,3% no indicador em 2025, enquanto a área plantada de Nova Ubiratã caiu 42,9%. Boa Esperança do Norte passou a figurar pela primeira vez no ranking nacional, com cerca de R$ 3 bilhões em valor de produção.

Sapezal dispara com força do algodão

Enquanto Sorriso manteve a soja como principal produto, Sapezal avançou principalmente impulsionada pelo algodão. O município registrou crescimento de 46,6% no valor da produção em relação a 2024.

Dos R$ 8,59 bilhões registrados por Sapezal, aproximadamente R$ 5,13 bilhões vieram do algodão, que respondeu por cerca de 60% do resultado. A cidade também apresentou crescimento expressivo no valor produzido com soja e milho.

São Desidério, por sua vez, chegou a R$ 8,22 bilhões, com crescimento de 23,7% em relação ao ano anterior, sustentado principalmente pela produção de soja.

Mato Grosso mantém liderança

Mesmo com a mudança entre os municípios, Mato Grosso continua na liderança nacional quando o ranking considera os estados.

O Estado registrou R$ 165,6 bilhões em valor da produção agrícola em 2025 e respondeu por aproximadamente 17,9% de todo o valor produzido pelas lavouras brasileiras. O país alcançou R$ 927,2 bilhões no ano, alta de 18,4% em relação a 2024.

Além de Sapezal e Sorriso, Mato Grosso colocou Campo Novo do Parecis, Diamantino e Nova Mutum entre os dez municípios brasileiros com maior valor de produção agrícola em 2025.

Assim, embora Sorriso tenha perdido o primeiro lugar depois de seis anos consecutivos, o topo do ranking nacional permaneceu em Mato Grosso. A liderança agora pertence a Sapezal, enquanto Sorriso continua entre os maiores polos agrícolas do país.

VEJA O RANKING

Top 10 municípios mais ricos do agro em 2025

Posição Município Estado Valor da produção Principal produto
Sapezal MT R$ 8,59 bilhões Algodão
São Desidério BA R$ 8,22 bilhões Soja
Sorriso MT R$ 8,16 bilhões Soja
Campo Novo do Parecis MT R$ 7,87 bilhões Soja
Formosa do Rio Preto BA R$ 5,89 bilhões Soja
Diamantino MT R$ 5,82 bilhões Soja
Rio Verde GO R$ 5,69 bilhões Soja
Cristalina GO R$ 5,45 bilhões Soja
Nova Mutum MT R$ 5,39 bilhões Soja
10º Jataí GO R$ 4,84 bilhões Soja

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Mato Grosso

LUTO: Fundador da AMAM, Oswaldo Meier morre aos 87 anos

Em nota de pesar, a AMAM destacou a contribuição do magistrado para a defesa da magistratura e o fortalecimento do Poder Judiciário no Estado.

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O juiz aposentado e um dos fundadores da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Oswaldo Meier, morreu aos 87 anos nesse domingo (6), em São Paulo. Nascido no estado paulista, ele se estabeleceu em Cuiabá na década de 1960 e teve parte significativa de sua trajetória dedicada à magistratura de Mato Grosso.

Meier participou da criação da AMAM em 8 de dezembro de 1968 e, ao longo da carreira, atuou como juiz de Direito da Vara Militar. Em 2023, recebeu a Medalha do Mérito Judiciário Desembargador José de Mesquita, considerada a mais alta honraria concedida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Em nota de pesar, a AMAM destacou a contribuição do magistrado para a defesa da magistratura e o fortalecimento do Poder Judiciário no Estado. A entidade também lamentou a perda e manifestou solidariedade aos familiares e amigos de Oswaldo Meier

 

Veja nota

Nota de falecimento da AMAM

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Mato Grosso

“Casa própria é infraestrutura para o desenvolvimento no interior de MT”, analisa cientista político

Incorporadora leva modelos de habitação acessível a municípios em expansão no estado

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O avanço do emprego no interior de Mato Grosso trouxe um desafio que vai além da abertura de vagas: oferecer condições para que os trabalhadores permaneçam nas cidades onde contribuem para movimentar a economia. Nesse cenário, a construção de casas populares passa a integrar a infraestrutura necessária ao desenvolvimento econômico regional.

A avaliação é do cientista político João Edisom de Souza. Para ele, municípios em expansão precisam conciliar geração de empregos, crescimento urbano e acesso à moradia. “Uma cidade pode atrair investimentos e criar postos de trabalho, mas precisa oferecer condições para que as pessoas permaneçam, formem suas famílias e construam uma trajetória naquele município. A casa própria é decisiva nesse processo”, analisa.

Sapezal ajuda a dimensionar essa relação. Impulsionado pelo agronegócio, o município encerrou 2025 com saldo positivo de 1.090 empregos com carteira assinada e ficou entre as seis cidades que mais criaram postos formais em Mato Grosso, conforme dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Segundo João Edisom, os resultados econômicos precisam se transformar em conquistas percebidas no cotidiano da população. “Quando o trabalhador conquista a casa própria, ele cria raízes, fortalece seus vínculos com a cidade e passa a participar de maneira mais ativa da economia local. Isso movimenta o comércio, amplia o consumo e gera maior estabilidade para as famílias”, afirma.

Permanência dos trabalhadores

A necessidade de reter profissionais também alcança municípios que exercem forte influência regional. Alta Floresta e Juína concentram atividades de comércio, saúde, educação e prestação de serviços que atendem moradores de diversas cidades vizinhas.

Para o especialista, a dificuldade de encontrar uma moradia compatível com a renda pode limitar a permanência de profissionais essenciais e elevar a rotatividade nas empresas.

“O trabalhador encontra uma oportunidade, mas nem sempre consegue se estabelecer. A oferta de moradias acessíveis ajuda a manter profissionais da saúde, da educação, do comércio, da segurança e de outros serviços fundamentais para o crescimento do interior”, explica.

Os efeitos econômicos continuam após a entrega dos imóveis. A formação de novos bairros amplia a procura por móveis, materiais de construção, supermercados, farmácias, transporte, manutenção e outros serviços, criando novas oportunidades para os negócios locais.

Sapezal está entre os municípios onde a GRF Incorporadora já iniciou a construção de 532 casas populares. Juína, (113 casas,) e Alta Floresta, com 800 apartamentos, serão as próximas cidades a receber os empreendimentos da empresa, que atua na construção de moradias enquadradas no programa federal Minha Casa, Minha Vida.

Em Mato Grosso, os projetos contam ainda com os benefícios do SER Família Habitação, programa do Governo do Estado que concede subsídios para auxiliar no pagamento da entrada do imóvel, conforme a renda familiar e os critérios de cada município. A combinação das iniciativas reduz uma das principais barreiras enfrentadas pelas famílias na aquisição do primeiro imóvel.

Para o CEO da GRF Incorporadora, Diogo Reis, a articulação entre os programas governamentais amplia significativamente o acesso à moradia no interior.

“O subsídio destinado à entrada aproxima o imóvel da realidade financeira das famílias. Em Sapezal, onde os empreendimentos já estão em construção, vemos o trabalhador transformar o desenvolvimento da cidade na realização do sonho do primeiro imóvel. É a conquista concreta da casa própria. Agora, queremos levar essa mesma oportunidade para que as famílias de Juína e Alta Floresta também realizem esse sonho nas cidades onde constroem suas vidas profissionais”, destaca Diogo Reis.

Na avaliação do cientista político João Edisom, ampliar a oferta de casas populares fora dos grandes centros favorece uma distribuição mais equilibrada dos investimentos no estado. “A moradia transforma crescimento econômico em qualidade de vida. Além de dar segurança às famílias, ajuda a reter trabalhadores, fortalece o mercado consumidor e torna o desenvolvimento dos municípios mais duradouro”, conclui.

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Mato Grosso

Cacau Pantaneiro avança em Mato Grosso e leva projeto Cidade do Cacau a Cuiabá

Iniciativa reúne poder público, entidades e produtores para fortalecer a cacauicultura e ampliar oportunidades para a agricultura familiar

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O candidato ao Senado por Mato Grosso, Beny Godoy (Agir 36), defendeu a ampliação das políticas de prevenção à violência contra a mulher e apresentou, durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real, uma proposta de acesso subsidiado a armas de fogo acompanhado de treinamento psicológico e prático para mulheres que desejem utilizar o recurso como mecanismo de defesa.

A proposta foi apresentada nesta sexta-feira (21), durante uma discussão sobre o avanço da violência contra a mulher e os mecanismos de proteção disponíveis atualmente.

Segundo Beny, o enfrentamento à violência precisa ocorrer antes que a agressão aconteça. Na avaliação do candidato, medidas preventivas e instrumentos que permitam à vítima reagir diante de uma situação de risco devem fazer parte da discussão sobre segurança pública.

“Eu defendo que a mulher tenha armas para se defender do agressor e seja subsidiada. Isso nós vamos propor, para que ela tenha armas subsidiadas em treinamento psicológico e prático, para que ela saiba se defender”, afirmou.

O candidato também questionou a efetividade da resposta policial em determinadas situações de violência doméstica. Para Beny, embora o atendimento pelo telefone 190 seja fundamental, há situações em que a chegada das forças de segurança ocorre depois que a agressão já aconteceu.

“O 190 é tardio. E quando a polícia chega, talvez já tenha cometido o tal suposto feminicídio”, declarou.

Debate sobre o feminicídio

Durante a entrevista, Beny também apresentou sua posição sobre o conceito de feminicídio. O candidato defendeu que os crimes contra a vida sejam combatidos de forma ampla, independentemente do gênero da vítima, e afirmou que sua prioridade é responsabilizar o autor e atuar na prevenção.

Ao explicar por que utilizou o termo “feminicídio” entre aspas, o candidato fez uma crítica à utilização política da expressão e afirmou que, em sua avaliação, o debate sobre segurança não deve ser dividido por posições ideológicas.

“Isso é fato. Eu vou falar, é um termo usado por comunistas e são criadas pautas comunistas”, disse.

Apesar da crítica ao conceito, Beny afirmou ser contrário à violência contra as mulheres e defendeu políticas específicas de proteção.

“Eu não sou a favor do crime. Nós precisamos é defender o cidadão, o ser humano, que seja criança, o idoso, a mulher, porque é mais sensível. Mas na fonte, é na hora do crime ou antes dele”, afirmou.

A proposta apresentada pelo candidato coloca a prevenção, a autodefesa e a ampliação dos mecanismos de proteção entre os temas que pretende levar ao debate no Senado. A ideia de subsidiar armas e oferecer treinamento, caso avance, dependeria da legislação vigente, dos critérios de segurança e das regras federais aplicáveis à posse e ao porte de armas.

Para Beny Godoy, a discussão sobre violência contra a mulher precisa incorporar novas estratégias de proteção e prevenção, com foco na redução dos riscos antes que situações de ameaça evoluam para agressões graves.

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