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Polícia prende mais de 400 durante comemoração do título do PSG

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A polícia de Paris deteve 416 pessoas na noite deste sábado (30) durante as comemorações pelo segundo título da Liga dos Campeões conquistado pelo Paris Saint-Germain (PSG). Parte da festa terminou em confusão, com registros de vandalismo, confrontos com agentes de segurança e tentativa de invasão a uma delegacia na capital francesa.

Segundo o ministro do Interior da França, Laurent Nunez, cerca de 280 detenções ocorreram apenas em Paris. Ao menos sete policiais ficaram feridos durante os tumultos. O ministro classificou os episódios como “absolutamente inaceitáveis”.

As comemorações começaram logo após o apito final da decisão disputada em Budapeste, na Hungria, quando o PSG venceu o Arsenal nos pênaltis e conquistou o título europeu.

Milhares de torcedores ocuparam ruas e avenidas da capital francesa. Aproximadamente 20 mil pessoas se concentraram na Champs-Élysées e nas proximidades do Arco do Triunfo, onde houve uso de sinalizadores, fogos de artifício e buzinaços.

Apesar do clima de festa, pequenos grupos promoveram atos de violência em diversos pontos da cidade. Segundo a polícia, houve depredação de lojas, incêndio de veículos e danos registrados em estabelecimentos comerciais, incluindo uma padaria e um restaurante.

As autoridades também informaram que torcedores tentaram invadir uma delegacia localizada no 8º arrondissement de Paris, mas foram dispersados pelas forças de segurança.

O Boulevard Périphérique, principal via expressa que circunda Paris, chegou a ser bloqueado por uma multidão durante a madrugada. A pista foi liberada após intervenção policial.

Próximo ao Parque dos Príncipes, estádio do PSG, cerca de mil pessoas também foram contidas pelas autoridades. Barricadas improvisadas montadas com bicicletas chegaram a ser erguidas por manifestantes antes da ação policial.

As forças de segurança francesas já estavam em alerta máximo para possíveis tumultos durante as celebrações. Em 2025, após a conquista inédita do PSG na competição, mais de 500 pessoas foram presas em toda a França e mais de 200 ficaram feridas somente em Paris.

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Polícia

Polícia Civil resgata vítima de violência mantida em cárcere privado e prende agressor em flagrante

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (29.5), a Operação Libertas, com o objetivo de resgatar uma vítima de violência doméstica e familiar que estava sendo mantida em situação de cárcere privado na zona rural do município de Guarantã do Norte.

O suspeito, companheiro da vítima, foi autuado em flagrante pelos crimes de lesão corporal praticada no contexto de violência doméstica, violência psicológica contra a mulher, cárcere privado e posse irregular de arma de fogo de uso restrito.

As investigações foram iniciadas após a Delegacia de Guarantã do Norte receber informações sobre uma mulher mantida em cárcere privado pelo companheiro. Ela também estava sendo impedida de deixar a residência.

Segundo informações, o casal mora em uma propriedade a cerca de 60 quilômetros da área urbana, com acesso por estrada de chão. A vítima só podia sair do local acompanhada do homem. O suspeito chegou a colocar câmeras de segurança na residência com o fim de monitorar a vítima, enquanto ele passava o dia fora trabalhando.

Conforme informações, além da restrição de sua liberdade, a vítima também vinha sofrendo agressões físicas, violência psicológica, humilhações e outras formas de violência no âmbito doméstico. Com base na denúncia, os policiais foram até o local, onde, durante a ação policial, a equipe localizou e apreendeu duas armas de fogo que estavam na posse do suspeito, reforçando a gravidade dos fatos investigados.

Diante dos elementos colhidos, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Guarantã do Norte, interrogado pelo delegado Mauro Apoitia e autuado em flagrante pelos crimes, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

“A equipe de policiais continua firme no combate ao crime. Proteção da mulher é prioridade absoluta. Nenhuma vítima deve viver sob medo, ameaças ou privação de sua liberdade. Nossa missão é agir de forma rápida e firme para interromper ciclos de violência, responsabilizar os autores e garantir proteção às vítimas”, destacou o delegado.

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FICCO cumpre mandados contra investigados por simular regime semiaberto em Mato Grosso

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso (FICCO/MT) deflagrou nesta sexta-feira (29) a Operação Check-in, com cumprimento de três mandados de busca e apreensão nos municípios de Cuiabá e Sinop.

A ação tem como foco aprofundar investigações sobre supostas fraudes praticadas no cumprimento de penas impostas a condenados vinculados a uma organização criminosa.

Segundo a investigação, os apenados teriam apresentado informações falsas ao Poder Judiciário, principalmente relacionadas a endereço residencial e vínculos empregatícios, com o objetivo de simular o cumprimento regular do regime semiaberto.

As apurações apontam que os investigados utilizavam documentos fraudulentos e realizavam deslocamentos pontuais apenas para comparecimentos obrigatórios em juízo. Na prática, conforme a investigação, eles residiriam em outras localidades.

A FICCO/MT também informou que um dos investigados mora em uma área sob influência de facção criminosa no estado do Rio de Janeiro.

A operação contou com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MT). Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, fraude processual, falsidade ideológica e uso de documento falso, além de outros delitos que possam surgir no decorrer das investigações.

A FICCO/MT é composta por integrantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, Polícia Militar e Sistema Penitenciário estadual, atuando de forma integrada no enfrentamento ao crime organizado em Mato Grosso

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Inquérito sobre morte de advogada é encerrado e segue para análise do Ministério Público

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A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu o inquérito que investigava a morte da advogada Viviane de Souza Fidélis, de 30 anos, localizada sem vida em seu apartamento, em Cuiabá, no dia 18 de setembro de 2025.

Segundo a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação, não foram encontrados elementos que indicassem participação de terceiros na morte da jovem. O procedimento foi encerrado com a conclusão de “autoeliminação da vítima”, entendimento que caracteriza suicídio.

De acordo com a Polícia Civil, os autos foram encaminhados ao Ministério Público Estadual (MPE) no último dia 4 de maio. Agora, caberá ao órgão analisar o material e decidir sobre eventual arquivamento do caso.

Durante a apuração, a DHPP informou ter realizado oitivas de testemunhas, perícias no local, levantamentos complementares, análise do celular da vítima e outros procedimentos investigativos.

Em nota, a instituição afirmou que “não se apurou qualquer dado que comprove que a morte da vítima ocorreu por ação de terceiro”.

A conclusão, no entanto, continua sendo questionada pelos familiares da advogada. Desde o início das investigações, a mãe da vítima, Sheyla Regina Barros de Souza, tem cobrado uma investigação mais aprofundada e apontado possíveis falhas nos procedimentos periciais realizados no apartamento.

A família chegou a espalhar outdoors em Cuiabá pedindo justiça e defendendo uma nova análise do caso. Em entrevistas anteriores, Sheyla afirmou que exames considerados fundamentais não teriam sido realizados, como coleta de impressões digitais, exame ungueal e análise de objetos encontrados no imóvel.

“O básico não foi feito”, declarou à época.

O Ministério Público chegou a acolher um pedido dos familiares para realização de uma nova necropsia, acompanhada por um perito indicado pela família.

Viviane foi encontrada caída no banheiro do apartamento onde morava. Conforme o boletim de ocorrência, ela estava com um cinto preso ao pescoço e amarrado à maçaneta da porta.

À polícia, o namorado da advogada relatou que o casal atravessava um processo de separação e afirmou que ela enfrentava dificuldades em aceitar o término do relacionamento. Uma vizinha contou ter sido chamada pelo rapaz para verificar a situação no apartamento, utilizando a senha do imóvel fornecida por ele.

Familiares também levantaram suspeitas após o relato de que o namorado teria mexido no corpo da vítima antes da chegada da perícia. Segundo parentes, o relacionamento era marcado por episódios de ciúmes e discussões frequentes.

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