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Após acusações de violência contra mulher, assessor é exonerado de gabinete de deputado federal

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O deputado federal Coronel Assis determinou a exoneração imediata de um assessor parlamentar denunciado pela ex-esposa por estupro, agressões físicas e ameaças em Cuiabá. O caso veio à tona após o registro de um boletim de ocorrência e passou a ser investigado pela Polícia Civil.

Em nota, o parlamentar informou que tomou a decisão assim que teve conhecimento das acusações. Segundo ele, a medida foi adotada em respeito à gravidade dos fatos relatados e à necessidade de preservar a integridade das instituições públicas.

“O parlamentar esclarece que não compactua, não tolera e que repudia qualquer conduta que envolva violência contra a mulher ou qualquer outro tipo de violência”, afirmou em comunicado.

A denúncia foi registrada por uma mulher de 34 anos. Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica em um condomínio localizado no bairro Jardim Imperial, em Cuiabá.

A vítima relatou que, após uma confraternização realizada no condomínio onde reside, foi até a residência do ex-companheiro para tratar de assuntos relacionados aos filhos do casal. Segundo seu depoimento, durante uma discussão ela teria sido agredida com socos, enforcada e ameaçada de morte.

Ainda conforme o registro policial, a mulher afirmou que tentou acionar a polícia, mas teve os dois aparelhos celulares tomados e destruídos pelo ex-marido.

A denúncia também inclui acusações de violência sexual ocorrida durante o período em que os dois eram casados. A vítima declarou que teria sido obrigada a manter relações sexuais contra sua vontade e relatou um episódio de estupro ocorrido em 2015. Segundo ela, após descobrir uma gravidez decorrente do caso, teria sofrido pressão para interromper a gestação.

Outro ponto relatado à polícia envolve a guarda dos filhos. De acordo com a mulher, o ex-companheiro utilizaria o contato com as crianças como forma de controle e constrangimento.

O caso foi encaminhado para a investigação da Polícia Civil de Mato Grosso, que deverá apurar as denúncias e adotar as medidas cabíveis. Até o momento, a defesa do investigado não foi localizada para se manifestar sobre as acusações.

A identidade da vítima e do investigado está sendo preservada em razão da natureza dos fatos investigados e para garantir a proteção das partes envolvidas.

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“Não é exemplo em nada”, afirma Pivetta ao comentar convocação de Neymar

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, criticou a convocação de Neymar para a Seleção Brasileira durante uma conversa descontraída com jornalistas nesta semana. Ao comentar a decisão do técnico Carlo Ancelotti, o chefe do Executivo estadual afirmou que não concorda com a presença do camisa 10 na equipe nacional.

Segundo Pivetta, Neymar não representa uma referência positiva, nem mesmo dentro de campo. Ao justificar sua posição, o governador comparou o atual cenário do futebol brasileiro com gerações anteriores da Seleção.

Durante a conversa, ele citou jogadores que marcaram época no futebol nacional, como Pelé, Rivelino, Tostão e Gérson, afirmando que considera aquela geração uma referência superior.

Em tom bem-humorado, Pivetta também fez uma comparação entre as frequentes lesões do atacante e sua própria condição de saúde. O governador convive com fibromialgia, síndrome crônica caracterizada por dores musculares e articulares, e mencionou o tema ao comentar a sequência de problemas físicos enfrentados por Neymar nos últimos anos.

As declarações ocorrem em meio ao retorno do jogador às convocações da Seleção Brasileira, agora sob o comando de Carlo Ancelotti. A presença do atacante entre os convocados tem dividido opiniões entre torcedores, comentaristas esportivos e personalidades públicas, especialmente em razão do histórico recente de lesões e do período de recuperação enfrentado pelo atleta.

Mesmo fora do ambiente esportivo, o debate sobre o papel de Neymar na Seleção continua gerando repercussão, especialmente diante das expectativas para os próximos compromissos da equipe brasileira.

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Abilio alerta para possível judicialização da eleição da Mesa Diretora da Câmara

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, afirmou que o possível adiamento da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal pode acabar dificultando o projeto político da presidente da Casa, Paula Calil, que busca viabilizar sua permanência no comando do Legislativo para o biênio 2027/2028.

A declaração foi feita em meio às discussões entre vereadores sobre uma possível alteração na data da eleição interna. Atualmente, o pleito está previsto para ocorrer em 25 de agosto, mas parlamentares estudam transferi-lo para novembro diante de recentes decisões judiciais envolvendo eleições antecipadas de mesas diretoras.

Segundo Abilio, o adiamento não necessariamente favorece a atual presidente da Câmara. Na avaliação do prefeito, prolongar o processo pode aumentar o desgaste político e manter o ambiente de disputa por mais tempo.

A discussão ganhou força após decisão do Supremo Tribunal Federal que anulou a eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. O entendimento adotado pela Corte considerou que a votação ocorreu fora do princípio da contemporaneidade, utilizado como parâmetro em julgamentos semelhantes envolvendo legislativos municipais e estaduais.

Embora tenha declarado apoio à permanência de Paula Calil no comando da Câmara, Abilio reconheceu que a realização da eleição em agosto pode abrir espaço para questionamentos judiciais. Segundo ele, o histórico recente de decisões do STF indica um cenário de insegurança jurídica para eleições realizadas com muita antecedência.

O prefeito observou que o Regimento Interno da Câmara de Cuiabá prevê há anos a realização da eleição da Mesa Diretora no dia 25 de agosto. Ainda assim, ponderou que a consolidação do entendimento do Supremo em diversos processos semelhantes pode exigir uma reavaliação da regra local.

Entre as alternativas em debate está uma proposta apresentada pelo vereador Mário Nadaf, que prevê a transferência da eleição para a primeira semana de novembro, aproximando o pleito interno do início do próximo mandato da Mesa Diretora.

Para Abilio, insistir na manutenção da data atual pode resultar em uma disputa judicial com grandes chances de suspensão da eleição. Apesar disso, ressaltou que a decisão final cabe exclusivamente aos vereadores da capital.

A definição sobre a nova data deverá ser discutida nas próximas semanas pelos parlamentares, em um cenário marcado pela busca de segurança jurídica e pela articulação dos grupos políticos que disputam o comando do Legislativo cuiabano.

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Comissão ligada ao governo conclui que JK foi assassinado

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A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, aprovou nesta semana um relatório que conclui que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado por agentes da ditadura militar.

O parecer foi aprovado por seis votos favoráveis e uma abstenção. Com a decisão, o colegiado deverá adotar medidas para alterar a certidão de óbito de JK, adequando o documento às conclusões apresentadas no relatório, conforme prevê resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O documento foi elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão após mais de um ano de análise. A investigação revisita a morte de Juscelino, ocorrida em 22 de agosto de 1976, que durante décadas foi oficialmente tratada como um acidente automobilístico.

Na época, JK viajava pela Rodovia Presidente Dutra, na altura de Resende, no Rio de Janeiro, em um Chevrolet Opala conduzido por Geraldo Ribeiro. A versão oficial apontava que o veículo teria sido atingido por um ônibus, perdido o controle, atravessado a pista e colidido de frente com uma carreta. O ex-presidente e o motorista morreram no local.

A nova investigação, porém, contesta pontos centrais dessa narrativa. Segundo o relatório, a suposta colisão de um ônibus na traseira do carro nunca teria ocorrido. O Ministério Público Federal considera essa conclusão um dos principais elementos para questionar a versão oficial do acidente.

O relatório também levanta a hipótese de que JK teria sido atraído ao Rio de Janeiro para um encontro com emissários do então presidente Ernesto Geisel. De acordo com a relatora, essa reunião teria servido como isca para colocá-lo em deslocamento pela estrada.

Outro ponto citado é a suspeita de que o motorista Geraldo Ribeiro possa ter sido sedado antes da viagem. Há ainda indícios de que o veículo utilizado pelo ex-presidente teria sido sabotado no hotel onde estavam hospedados.

Um caminhoneiro que seguia atrás da carreta envolvida na colisão afirmou ter visto o motorista do Opala aparentemente desacordado antes do impacto.

“O acidente não ocorreu como foi relatado. Se consideramos a situação política, as falhas, a notícia da morte dias antes, ocultação e destruição de provas, podemos dizer que o assassinato foi ocultado”, afirmou Maria Cecília Adão.

As suspeitas sobre a morte de JK acompanham o caso desde os anos 1970. Cassado pela ditadura militar e impedido de disputar eleições, o ex-presidente seguia como uma das figuras políticas mais influentes do país.

Ao lado de João Goulart e Carlos Lacerda, Juscelino integrou a Frente Ampla, movimento que defendia a redemocratização do Brasil e fazia oposição ao regime militar.

Em 2014, a Comissão Nacional da Verdade analisou o caso e concluiu que não havia provas suficientes para caracterizar assassinato, mantendo a tese de acidente. O novo relatório, entretanto, reúne mais de 5 mil páginas e aponta inconsistências em laudos da época, divergências em registros oficiais e possíveis falhas na investigação original.

A análise também sustenta que houve interferência externa na dinâmica do acidente, o que teria provocado a saída do veículo da pista.

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