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Nikolas tem caso arquivado no TCU por falta de indício de verba pública

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O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar a representação que questionava o uso de uma aeronave pelo deputado federal Nikolas Ferreira durante a campanha eleitoral de 2022. O caso envolvia deslocamentos realizados em um avião ligado ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e havia sido levado à Corte pelo subprocurador do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado.

Ao analisar o processo, os ministros concluíram que não há elementos suficientes que justifiquem a atuação do TCU no caso. O entendimento da Corte foi de que não foram identificados indícios de uso de recursos públicos federais, requisito indispensável para abertura de apuração no âmbito do tribunal.

Na decisão, o TCU também reforçou que eventuais questionamentos sobre despesas e deslocamentos realizados durante campanha eleitoral não estão sob sua competência. Segundo o acórdão, esse tipo de análise cabe à Justiça Eleitoral, responsável pela fiscalização e julgamento das contas de campanha.

Apesar do arquivamento, a Corte decidiu encaminhar o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério Público Eleitoral, para eventual análise dentro da esfera competente. O envio, no entanto, não representa juízo de irregularidade, mas apenas remessa processual ao órgão responsável por esse tipo de apuração.

O uso da aeronave foi revelado pela imprensa em março deste ano. À época, Nikolas afirmou que não sabia a quem pertencia o avião no momento da viagem e que só tomou conhecimento posteriormente. Segundo o parlamentar, o deslocamento ocorreu durante compromissos políticos no segundo turno das eleições de 2022.

Com a decisão, o TCU encerra a análise do caso em sua esfera e reafirma que eventuais desdobramentos dependerão exclusivamente de avaliação da Justiça Eleitoral.

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Justiça condena Carlos Bezerra por matar ex-companheira e namorado

“Assumo que errei como nunca poderia ter errado na minha vida. Digo com certeza que essa coisa me corrói todos os dias”, declarou durante o julgamento.

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Após mais de 13 horas de julgamento, o Tribunal do Júri condenou, nesta sexta-feira (31), o empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira Thays Machado e do namorado dela, Willian César Moreno. O crime ocorreu em janeiro de 2023, em frente ao condomínio onde a mãe de Thays morava, no bairro Consil, em Cuiabá.

Filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB), o empresário foi considerado culpado por dois homicídios qualificados. No caso de Thays, os jurados reconheceram a prática de feminicídio, além das qualificadoras de motivo torpe e do uso de recurso que impossibilitou qualquer reação das vítimas, já que os disparos foram efetuados de surpresa.

A Justiça determinou que o condenado cumpra a pena no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.

Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime foi precedido por meses de perseguição à ex-companheira. O delegado da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Marcel de Oliveira, afirmou que a investigação reuniu um amplo conjunto de provas apontando que Carlos Bezerra monitorava a rotina de Thays.

Entre os materiais apreendidos estavam anotações, registros de deslocamentos, horários, locais frequentados pela vítima e conversas impressas, indicando, segundo a Polícia Civil, um acompanhamento constante antes do crime.

Outro elemento apresentado aos jurados foi a perícia realizada nos celulares apreendidos. Conforme a investigadora Lívia Cristina Silva Sales, entre 31 de dezembro de 2022 e 18 de janeiro de 2023, data do crime, o empresário fez mais de 900 ligações para Thays Machado, uma média superior a 50 chamadas por dia.

Também prestou depoimento a investigadora Luciene Benedita Taques, que relatou que Thays e Willian procuraram a Central de Ocorrências da Prainha poucas horas antes dos assassinatos. Segundo ela, o casal informou que estava sendo seguido por Carlos Bezerra. Na ocasião, Thays afirmou que já possuía um boletim de ocorrência contra o ex-companheiro e manifestou preocupação de que seu telefone pudesse estar sendo monitorado.

Em seu interrogatório, Carlos Bezerra negou ter perseguido a ex-companheira. Disse que apenas tentava descobrir com quem ela estava e entender os motivos do fim do relacionamento. No entanto, admitiu responsabilidade pelo crime.

“Assumo que errei como nunca poderia ter errado na minha vida. Digo com certeza que essa coisa me corrói todos os dias”, declarou durante o julgamento.

O processo foi marcado por sucessivas tentativas da defesa de adiar o júri. A sessão inicialmente marcada para o dia 21 de julho foi interrompida após os advogados deixarem o plenário alegando irregularidades processuais. Posteriormente, foram apresentados novos pedidos, incluindo o afastamento da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira e o adiamento da sessão sob alegações de violação ao direito de defesa e das condições de saúde do réu.

Todos os requerimentos foram rejeitados pela magistrada, que manteve a realização do júri.

Com a decisão do Conselho de Sentença, foi encerrado um dos julgamentos de maior repercussão dos últimos anos em Mato Grosso. Carlos Alberto Gomes Bezerra foi condenado pelos dois homicídios qualificados e permanecerá preso em regime fechado.

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Polícia

Polícia cumpre 25 mandados contra grupo criminoso que atuava no norte de Mato Grosso

As apurações apontam que o grupo utilizava esquemas de lavagem de dinheiro para dar aparência de legalidade aos valores provenientes do tráfico de drogas.

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (31), a Operação Opus Nequam para desarticular uma célula de facção criminosa com atuação nos municípios de Matupá e Sinop, no norte de Mato Grosso. Ao todo, são cumpridos 25 mandados judiciais contra investigados por envolvimento com tráfico de drogas, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro.

A ofensiva é resultado de uma investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Matupá, que identificou a estrutura e o funcionamento de um grupo criminoso instalado na região. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com parecer favorável do Ministério Público Estadual.

Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão cinco mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária, seis mandados de busca e apreensão, seis bloqueios de contas bancárias, seis quebras de sigilo telefônico e o sequestro de um veículo utilizado pelos investigados.

As diligências são realizadas simultaneamente em Matupá e Sinop.

As investigações começaram em fevereiro deste ano, após levantamentos sobre o tráfico de drogas na região. Ao longo de quase seis meses, os policiais identificaram os integrantes da organização, a divisão de funções entre os membros e os mecanismos utilizados para movimentar e ocultar recursos obtidos com atividades ilícitas.

Segundo a Polícia Civil, além do comércio de entorpecentes, os investigados também são suspeitos de participação em crimes como roubos, furtos, torturas e homicídios.

As apurações apontam que o grupo utilizava esquemas de lavagem de dinheiro para dar aparência de legalidade aos valores provenientes do tráfico de drogas.

A operação mobiliza cerca de 30 policiais civis e nove viaturas. A ação é coordenada pela Delegacia de Polícia de Matupá, com apoio da Delegacia Regional de Guarantã do Norte, das delegacias de Guarantã do Norte e Peixoto de Azevedo e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop.

O nome Opus Nequam, expressão em latim que pode ser traduzida como “obra do mal” ou “obra perversa”, faz referência à atuação estruturada da organização criminosa investigada. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre o patrimônio e as atividades financeiras do grupo.

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Culinária

O bolo de pamonha virou tradição e é um dos destaques do Bolos da Val no Festival do Chocolate

Conforme o magistrado, a investigação em andamento possui finalidade distinta da ação penal que já resultou na pronúncia de Jackson Pinto da Silva.

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Quem experimenta o tradicional bolo de pamonha quentinho do Bolos da Val dificilmente esquece o sabor. Preparado diariamente e servido ainda fresco nas primeiras horas da manhã, ele se tornou o grande carro-chefe da confeitaria e um dos produtos mais procurados pelos clientes. Essa receita de sucesso poderá ser apreciada durante o Festival do Chocolate, que acontece nos dias 28, 29 e 30 de agosto, quando a marca levará ao público também suas famosas fatias generosas e recheadas, que conquistaram milhares de consumidores em Mato Grosso.

Por trás desse sucesso está uma história marcada por coragem, perseverança e muito trabalho. A proprietária Valcilene Silva de Oliveira Resende deixou para trás a estabilidade da profissão de técnica em enfermagem, onde trabalhou durante seis anos, para apostar em um sonho que começou sem dinheiro e com muitas incertezas. Natural de Barra do Garças e morando em Cuiabá há cerca de 30 anos, ela decidiu transformar o talento para fazer bolos em um negócio próprio.

 

 

No início, a produção era voltada apenas para bolos caseiros. Com o passar do tempo, os próprios clientes passaram a pedir bolos para festas, incentivando Val a ampliar o cardápio e investir na confeitaria. Para colocar o projeto em prática, precisou recorrer a um empréstimo feito com o pai de seus filhos. O desafio, porém, foi superado rapidamente. Em apenas três meses, conseguiu quitar toda a dívida, dando início a uma trajetória construída com determinação e confiança.

O que começou dentro de casa transformou-se em uma das confeitarias mais conhecidas da região. Hoje, o Bolos da Val conta com oito colaboradores, incluindo um dos filhos da empresária, e mantém forte presença em Cuiabá e Várzea Grande. A família teve papel decisivo nessa caminhada. A mãe, os filhos e pessoas próximas foram fundamentais para que o sonho continuasse de pé nos momentos mais difíceis.

A qualidade dos produtos é um dos grandes diferenciais da marca. Todos os bolos são preparados diariamente, garantindo frescor e sabor em cada fornada. O famoso bolo de pamonha, servido ainda quentinho, tornou-se a identidade da confeitaria e uma verdadeira tradição entre os clientes.

 

Além do bolo de pamonha, as fatias recheadas também ajudaram a consolidar o nome da empresa. Vendidas em porções generosas, elas fizeram sucesso nas principais feiras gastronômicas da Capital, como a Feira Flor do Caju, no CPA I, e a Feira Masterchef, no Jardim das Américas. Quem quiser conhecer a loja também pode visitar a unidade localizada na Rua Salim Nadaf, nº 930, em Várzea Grande, além do atendimento na região do CPA, em Cuiabá.

No Festival do Chocolate, o público terá a oportunidade de experimentar de perto os produtos que transformaram o Bolos da Val em referência da confeitaria mato-grossense. A participação no evento tornou-se uma importante vitrine para a marca e, segundo Val, contribui diretamente para ampliar a visibilidade da empresa e conquistar novos clientes. A expectativa para esta edição é superar a marca de 30 mil seguidores nas redes sociais.

Sempre fazendo questão de reconhecer o apoio da família e agradecer a Deus pelas oportunidades, Val acredita que o mercado oferece espaço para todos que trabalham com dedicação, respeito e qualidade. Sua história é a prova de que coragem, esforço e paixão pelo que se faz podem transformar um sonho simples em um negócio sólido e admirado.

Com um cardápio repleto de sabores que despertam memórias afetivas e receitas preparadas diariamente, o Bolos da Val chega ao Festival do Chocolate como um dos expositores mais aguardados da edição de 2026. Mais do que vender bolos, a empresa leva ao evento uma história inspiradora de empreendedorismo, superação e amor pela confeitaria.

 

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