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Polícia

Motorista confessa abandono de 11 filhotes de cachorro após ser identificado por câmeras

A ação foi flagrada por câmeras de segurança equipadas com tecnologia de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR), capaz de identificar placas de veículos

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O sistema de monitoramento viário de Lucas do Rio Verde permitiu que a Guarda Civil Municipal identificasse e localizasse um homem de 48 anos suspeito de abandonar 11 filhotes de cachorro às margens da rodovia MT-449. O caso foi registrado no domingo (26) e terminou com a condução do motorista à Delegacia da Polícia Civil.

A ação foi flagrada por câmeras de segurança equipadas com tecnologia de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR), capaz de identificar placas de veículos. As imagens mostram o momento em que um automóvel para no acostamento da rodovia e dois homens deixam uma caixa contendo os filhotes antes de deixarem o local.

Com a identificação da placa, equipes da Guarda Civil Municipal rastrearam o veículo e o encontraram estacionado em uma rua do bairro Jaime Seiti Fujii. Durante a abordagem, o motorista admitiu ter abandonado os animais e afirmou que não possuía condições financeiras para cuidar deles.

Enquanto as equipes realizavam a identificação do suspeito, moradores que passavam pela rodovia resgataram os 11 filhotes. Um vídeo gravado no local mostra os cães dentro de uma caixa de papelão sendo retirados e acolhidos por populares, evitando que permanecessem expostos ao calor e ao risco de atropelamento.

Após a abordagem, o homem foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil, onde a ocorrência foi registrada. O caso será apurado com base na legislação que trata da proteção e da guarda de animais.

O abandono de animais é considerado crime ambiental no Brasil e pode resultar em responsabilização criminal, além de outras sanções previstas na legislação vigente.

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Polícia

“Não dou conta mais de viver de aparência”: mensagens complicam situação de pastora investigada

“ Nois vai lá no sítio buscar uma arma para vender”, diz o trecho citado na investigação.

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A pastora Orminda Carlos de Barcelos, mãe da missionária Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, é apontada pelo Ministério Público Estadual (MPE) como uma das pessoas que teriam exercido papel de ligação entre integrantes de uma facção criminosa presos na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e membros que estavam em liberdade.

Segundo a denúncia, Orminda era tratada como “mãe” por integrantes do grupo encarcerados na unidade prisional e teria utilizado sua atuação em trabalhos evangelísticos para manter acesso ao sistema penitenciário. A acusação também aponta que ela teria participado da comercialização ilegal de armas, guardado dinheiro e intermediado a entrega de itens e mensagens para integrantes da organização.

As suspeitas fazem parte das investigações da Operação Fariseus, que apura a possível utilização do projeto religioso “Resgatando Vidas” para oferecer apoio logístico, financeiro e de comunicação à facção.

Orminda e o marido, o pastor Nivaldo de Almeida, foram alvos de mandados de busca e apreensão em julho. A filha do casal, Rhavenna, foi presa durante a operação. Nivaldo morreu neste mês.

Mensagens tratadas como evidências

Cartas e mensagens anexadas ao processo mostram, conforme a investigação, que detentos apontados como integrantes da facção tratavam Orminda como “mãe”. Os investigadores também identificaram comunicações nas quais ela teria recebido pedidos para guardar dinheiro em espécie e intermediar entregas.

Relatórios da Diretoria de Repressão ao Crime Organizado (Draco/GCCO) também apontam uma suposta participação da pastora na comercialização de armas destinadas a integrantes da organização.

Em uma mensagem enviada à filha, em 5 de novembro de 2024, Orminda teria afirmado que iria até um sítio buscar uma arma para vender.

“ Nois vai lá no sítio buscar uma arma para vender”, diz o trecho citado na investigação.

Os relatórios também mencionam imagens nas quais, segundo os investigadores, Orminda aparece com armas.

“Vida de aparência”

Outro conjunto de mensagens analisado pela investigação envolve um desabafo atribuído à pastora. Em conversa com Rhavenna, Orminda teria afirmado que tomaria “uma decisão muito forte” e que não suportava mais viver “de aparência”.

“Rhavenna, hoje à noite vou anunciar uma decisão muito forte, mas não dou conta mais de viver de aparência”, escreveu, segundo a denúncia.

Na sequência, Rhavenna teria respondido: “Somos uma família suja”.

As mensagens foram incluídas na investigação como parte dos elementos utilizados pelo Ministério Público para sustentar a acusação contra a família.

Recados atribuídos a liderança da facção

A denúncia também aponta que Orminda teria intermediado a comunicação entre Rhavenna e Renildo Silva Rios, conhecido como “Veio” ou “Chapa”, apontado pelos investigadores como uma das lideranças da facção em Mato Grosso. Ele cumpre pena superior a 76 anos de prisão.

Segundo o MPE, Renildo e Rhavenna mantinham um relacionamento amoroso. Em conversas de dezembro de 2024, Orminda teria repassado à filha orientações atribuídas ao detento.

Em uma das mensagens, conforme a acusação, ela teria transmitido um pedido para que Rhavenna “vigiasse o morro” durante uma passagem pelo Rio de Janeiro.

A pastora também aparece na investigação em conversas relacionadas a Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como integrante de relevância da facção e considerado foragido desde 2024.

De acordo com os investigadores, Rhavenna também teria mantido um relacionamento com ele. Uma das mensagens analisadas indicaria que Orminda tinha conhecimento sobre a fuga de “Batman” e avisou a filha de que ele já havia deixado o presídio.

Registros reunidos no processo também apontam que mãe e filha estiveram na residência do foragido em um complexo de favelas no Rio de Janeiro.

Dinheiro sob suspeita

A investigação também apura uma possível participação de Orminda na movimentação financeira atribuída à organização criminosa.

Segundo o MPE, ela estaria entre as pessoas que receberam e administraram valores em contas bancárias que teriam sido utilizadas para pulverizar recursos supostamente provenientes do tráfico de drogas e de cobranças feitas pela facção.

Mensagens analisadas pelos investigadores indicariam recebimentos, depósitos e repasses de dinheiro em espécie.

“Observou-se, ainda, que muitos valores são recebidos em espécie, sendo fracionados entre os familiares para pagamento de despesas e repasse para terceiros não identificados (‘meninos’)”, aponta trecho da investigação citado na denúncia.

O caso continua sob apuração e as acusações apresentadas pelo Ministério Público ainda serão submetidas à análise da Justiça.

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Polícia

Advogados são flagrados entregando uísque a presos dentro da PCE em Cuiabá

Dupla teria usado atendimento no parlatório para passar cinco embalagens de bebida alcoólica a detentos; ocorrência foi registrada e será investigada

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Dois advogados foram flagrados, na tarde desta segunda-feira (14), durante uma tentativa de entregar bebidas alcoólicas a presos dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. Segundo o boletim de ocorrência, Caroline Oliveira de Queiroz e Taisnan Ferreira de Souza estavam no parlatório da unidade quando foram abordados pela equipe de contenção.

De acordo com o registro policial, os dois entraram juntos na penitenciária para atender um detento que está custodiado no Raio 6. Após chegarem ao parlatório, um defensor público tentou acessar o espaço, mas percebeu que a porta estava sendo mantida fechada pelo lado de dentro.

A situação levantou suspeitas e o defensor acionou a equipe de contenção da PCE. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram um dos advogados segurando a porta enquanto o outro, conforme o relato registrado na ocorrência, passava pacotes contendo a bebida para os detentos.

Ao todo, cinco embalagens foram apreendidas. O material foi lacrado e deverá ser encaminhado para perícia, que poderá confirmar a composição da substância.

Após o flagrante, os dois advogados foram conduzidos à direção da penitenciária. Um representante da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT) acompanhou o procedimento.

A ocorrência foi registrada inicialmente como tráfico ilícito de drogas. A classificação poderá ser revista conforme o resultado da perícia e o andamento das investigações.

Outro lado

Em nota, a OAB-MT informou que o Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP) acompanhou a ocorrência com o objetivo de garantir o respeito às prerrogativas profissionais dos advogados.

A entidade também afirmou que, caso seja constatada eventual infração ética, o episódio será encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED), responsável por analisar a conduta e adotar as providências cabíveis.

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Polícia

Loja de peças vira alvo da polícia e dono acaba preso com partes de carros furtados

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Uma loja de peças automotivas virou alvo de uma operação da Polícia Civil após investigadores encontrarem partes de veículos furtados, carcaças desmontadas e números de identificação veicular recortados de carrocerias. O proprietário do estabelecimento foi preso em flagrante por receptação qualificada.

A ação foi realizada na sexta-feira (11), pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA), depois que o comércio passou a ser investigado pela Polícia Civil.

Os policiais já haviam realizado uma fiscalização anterior no local e registrado, por meio de fotografias, veículos, sucatas e estruturas parcialmente desmontadas. O material foi posteriormente analisado e cruzado com informações dos sistemas policiais.

Durante as consultas, os investigadores identificaram inconsistências envolvendo veículos, placas e componentes. Diante das suspeitas, a equipe retornou ao estabelecimento para uma nova vistoria.

No local, foram encontrados diversos veículos, carcaças e estruturas em diferentes estágios de desmontagem. Entre os materiais que chamaram a atenção dos policiais estavam dois segmentos metálicos com números de identificação veicular que haviam sido recortados das respectivas carrocerias.

Fragmentos eram de veículos furtados

A checagem dos números revelou que um dos fragmentos pertencia a um Volkswagen Novo Gol furtado em 2022.

O segundo segmento correspondia a um Hyundai HB20 furtado em 30 de agosto deste ano. Segundo a Polícia Civil, apenas 12 dias haviam se passado entre o furto e a localização de parte da estrutura do veículo já desmontada dentro do estabelecimento.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou exames nos fragmentos encontrados e confirmou a originalidade das numerações.

Os investigadores também localizaram peças com sinais identificadores separadas das carrocerias e estruturas em diferentes níveis de desmontagem.

Conforme a Polícia Civil, a forma como os veículos e componentes estavam armazenados dificultava a identificação imediata da procedência de parte do material encontrado.

Proprietário acabou preso em flagrante

Diante dos elementos encontrados durante a fiscalização, o proprietário do estabelecimento foi encaminhado à DERFVA.

Ele foi interrogado e autuado em flagrante por receptação qualificada. Após os procedimentos policiais, ficou à disposição da Justiça.

A investigação deverá verificar a origem dos demais veículos, carcaças e peças encontrados no local.

A diligência também foi acompanhada por alunos do Curso de Formação Profissional da Academia de Polícia Civil de Mato Grosso (Acadepol), que participaram dos procedimentos sob supervisão dos policiais responsáveis pela operação.

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