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Política Nacional

Sob governo Lula, Dívida Pública Federal ultrapassa R$ 9,2 trilhões

Os títulos indexados à taxa Selic passaram a representar 49,3% da Dívida Pública Federal, refletindo a maior participação desse tipo de papel na composição do endividamento.

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A Dívida Pública Federal (DPF) atingiu R$ 9,268 trilhões em junho de 2026, o maior valor da série histórica, de acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O recorde foi registrado durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representa um crescimento de 2,61% em relação ao mês anterior.

Segundo o Tesouro Nacional, o aumento foi impulsionado pela emissão de R$ 143,35 bilhões em novos títulos públicos e pela incorporação de R$ 85,16 bilhões em juros ao estoque da dívida. Com isso, o custo médio da dívida também subiu, passando de 12,31% para 12,68% ao ano.

O governo federal atribui parte da alta ao cenário econômico internacional, especialmente às incertezas relacionadas à política monetária dos Estados Unidos e às decisões do Federal Reserve (Fed), fatores que influenciaram a percepção de risco dos investidores.

Os títulos indexados à taxa Selic passaram a representar 49,3% da Dívida Pública Federal, refletindo a maior participação desse tipo de papel na composição do endividamento.

Enquanto isso, integrantes do governo Lula discutem possíveis mudanças no arcabouço fiscal, entre elas a redução do limite de crescimento anual das despesas públicas e mecanismos para conter a expansão dos gastos obrigatórios.

Apesar do aumento da dívida, a economia brasileira registrou crescimento. Dados oficiais apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) alcançou R$ 12,7 trilhões em 2025, com expansão de 2,3%.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) defende que países com elevado nível de endividamento adotem políticas fiscais capazes de estabilizar as contas públicas. Segundo o organismo, uma consolidação fiscal consistente contribui para reduzir a trajetória da dívida, fortalecer a confiança dos investidores e preservar a estabilidade macroeconômica.

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Política Nacional

Lula diz que não permitirá interferência estrangeira nas eleições brasileiras

“Eles vão tentar interferir aqui, tentando ajudar o lado de lá a ganhar as eleições. E, muito mais do que o Trump, o Marco Rubio”, afirmou.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (30) que acredita em uma tentativa de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. Durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o chefe do Executivo declarou que o governo norte-americano poderá atuar para favorecer o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e garantiu que não permitirá ingerência estrangeira no processo eleitoral.

Durante a entrevista, Lula disse acreditar que integrantes do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderão buscar influenciar o cenário político brasileiro nas próximas eleições.

Segundo o presidente, a atuação não partiria apenas de Trump, mas também do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

“Eles vão tentar interferir aqui, tentando ajudar o lado de lá a ganhar as eleições. E, muito mais do que o Trump, o Marco Rubio”, afirmou.

Apesar da declaração, Lula disse não demonstrar preocupação com a possibilidade e afirmou que sua relação institucional com o presidente norte-americano foi respeitosa durante encontros oficiais.

Na entrevista, o presidente também voltou a comentar a decisão do governo brasileiro de negar visto de entrada a dois integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Segundo Lula, a medida foi adotada para impedir qualquer atuação considerada inadequada no processo eleitoral brasileiro.

“Nessa semana tivemos que negar o visto para dois jovens que eles mandaram para se intrometer nas eleições brasileiras. Nós negamos o visto”, declarou.

Lula ainda criticou o presidente da Argentina, Javier Milei, após manifestações do líder argentino em apoio ao senador Flávio Bolsonaro durante um evento político realizado no Brasil.

Sem citar detalhes do episódio, o presidente afirmou que prefere manter uma relação institucional com a Argentina e evitar embates pessoais.

“Enquanto eu for presidente, ninguém de fora vai meter o bedelho nas eleições brasileiras”, declarou.

As declarações reforçam o discurso adotado pelo Palácio do Planalto em defesa da soberania nacional e da condução exclusiva das instituições brasileiras sobre o processo eleitoral. Até o momento, o governo dos Estados Unidos não se manifestou sobre as afirmações do presidente brasileiro.

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Política Nacional

Coluna do Estadão levanta questionamentos sobre distribuição de investigação envolvendo Lulinha

Até o momento, a Polícia Federal não se manifestou sobre a avaliação apresentada pela colunista.

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A jornalista Raquel Landim, colunista do Estadão, afirmou que a Polícia Federal teria encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) a investigação envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para distribuição por sorteio, em vez de remetê-la diretamente ao ministro responsável pelos processos relacionados à Operação Sem Desconto. A análise foi publicada nesta quinta-feira (31) e aborda os bastidores da tramitação do caso na Corte.

Texto

Em sua coluna, Raquel Landim analisa a forma como a investigação chegou ao Supremo Tribunal Federal e afirma que o procedimento adotado pela Polícia Federal teria permitido que o processo fosse distribuído por sorteio entre os ministros da Corte.

Segundo a jornalista, o inquérito foi encaminhado à Presidência do STF para definição do relator, em vez de ser remetido diretamente ao ministro responsável pelos processos ligados à investigação sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Na avaliação da colunista, a estratégia teria como objetivo evitar a distribuição por prevenção. No entanto, o sorteio acabou designando justamente o ministro André Mendonça para conduzir o caso.

“Corporação enviou caso à Presidência do STF para sortear um relator, em vez de enviar ao responsável pelo caso INSS, mas, por ironia, Mendonça acabou sorteado”, escreveu Raquel Landim.

A análise foi publicada na coluna da jornalista no Estadão e representa sua interpretação sobre a tramitação processual. Até o momento, a Polícia Federal não se manifestou sobre a avaliação apresentada pela colunista.

O caso envolve a investigação autorizada pelo ministro André Mendonça para apurar suspeitas de tráfico de influência e eventual favorecimento ao lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em negociações relacionadas ao Ministério da Saúde. As a

purações seguem em fase inicial e, até o momento, não há denúncia formal apresentada contra os investigados.

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Política Nacional

PF investigará Lulinha por suspeita de tráfico de influência em negócios com o Ministério da Saúde

Até o momento, não há denúncia apresentada nem decisão judicial que atribua culpa aos investigados. O inquérito está em fase de apuração e os fatos ainda serão analisados pelas autoridades competentes.

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a Polícia Federal a investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por suspeita de tráfico de influência e corrupção em negociações envolvendo o Ministério da Saúde. A apuração tem relação com as investigações da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A autorização foi concedida pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. A investigação busca esclarecer se Lulinha utilizou sua influência para beneficiar o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em tratativas com o Ministério da Saúde.

Na última semana, a Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar a possível prática dos crimes de tráfico de influência e corrupção. As diligências pretendem verificar a existência de favorecimento indevido ao empresário investigado.

Antônio Camilo Antunes é apontado pelos investigadores como um dos principais articuladores do esquema revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal para apurar descontos ilegais em benefícios previdenciários. Segundo as investigações, o grupo teria causado prejuízos milionários a aposentados e pensionistas do INSS.

Com a decisão do STF, a Polícia Federal poderá dar continuidade às investigações, reunir provas e ouvir os envolvidos para esclarecer a eventual participação de Lulinha nas negociações sob suspeita.

Até o momento, não há denúncia apresentada nem decisão judicial que atribua culpa aos investigados. O inquérito está em fase de apuração e os fatos ainda serão analisados pelas autoridades competentes.

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