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Ministério Público Estadual

MPMT investiga uso de contratos temporários na educação de MT, Cuiabá e Acorizal

A promotoria também quer conhecer as políticas de valorização da categoria adotadas pelos entes públicos, incluindo planos de carreira, estratégias de recomposição dos quadros permanentes e mecanismos para garantir processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou três inquéritos civis para investigar a forma de contratação de profissionais da educação na rede estadual e nos municípios de Cuiabá e Acorizal. A iniciativa busca verificar a realização de concursos públicos, processos seletivos e a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação em 2026 para fortalecer os critérios de seleção de professores da educação básica.

As investigações são conduzidas pela 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá, sob responsabilidade do promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior.

Segundo o Ministério Público, o objetivo é identificar se há excesso de contratações temporárias, ausência de concursos públicos periódicos e falta de planejamento voltado à valorização da carreira docente. A apuração também pretende verificar se os entes públicos aderiram à Prova Nacional Docente e quais medidas estão sendo adotadas para recompor os quadros efetivos da educação.

Para subsidiar a investigação, foram encaminhados ofícios à Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e Acorizal. Os órgãos deverão informar se aderiram à PND, apresentar justificativas em caso de não adesão e indicar eventual previsão para participação futura.

O Ministério Público também requisitou informações sobre a data dos últimos concursos públicos ou processos seletivos realizados, além de possíveis cronogramas para novas seleções.

Outro ponto solicitado é o envio de uma relação atualizada dos profissionais da educação, detalhando funções exercidas, locais de lotação e o tipo de vínculo funcional, distinguindo servidores efetivos de temporários.

A promotoria também quer conhecer as políticas de valorização da categoria adotadas pelos entes públicos, incluindo planos de carreira, estratégias de recomposição dos quadros permanentes e mecanismos para garantir processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.

De acordo com o promotor Miguel Slhessarenko Junior, dados do Censo Escolar apontam crescimento do número de professores temporários em diversas regiões do país nos últimos anos, situação que pode contrariar os princípios constitucionais relacionados ao ingresso no serviço público por concurso.

Levantamento baseado em dados do Ministério da Educação mostra que Cuiabá está enquadrada na classificação de Prioridade 3, apresentando índice de 5,5% de inadequação docente, com 83% dos profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos atrás.

Já o município de Acorizal também aparece na categoria Prioridade 3, mas com cenário mais preocupante. Segundo os dados, a cidade registra 53,5% de inadequação docente, possui 64% de profissionais concursados e não apresenta informações atualizadas sobre a realização do último concurso público para a educação ou sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) da categoria.

As informações encaminhadas pelos órgãos públicos serão analisadas pelo Ministério Público, que poderá adotar novas medidas conforme o resultado das apurações.

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Ministério Público Estadual

MP abre inquérito para investigar restrições no serviço de internet da Vivo

Com a instauração do inquérito civil, o Ministério Público dará continuidade às diligências e à coleta de provas para aprofundar as investigações e adotar as medidas cabíveis.

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6ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá instaurou um inquérito civil para investigar possíveis violações aos direitos dos consumidores relacionadas à prestação de serviços de internet da empresa Telefônica Brasil S.A. (Vivo). A investigação é conduzida pela promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos.

O procedimento foi aberto após informações apontarem possíveis irregularidades na oferta do serviço de internet, incluindo falta de transparência nas condições contratuais, cláusulas consideradas abusivas e restrições indevidas na funcionalidade do serviço contratado pelos clientes.

Segundo as apurações iniciais, a operadora teria vinculado a velocidade da internet ao pagamento imediato da fatura mensal por meio de um chamado “bônus de adimplência”. Na prática, esse bônus representaria parte significativa da velocidade anunciada ao consumidor.

Dessa forma, em caso de atraso no pagamento, o serviço sofreria uma redução drástica na velocidade, sem que houvesse diminuição proporcional no valor cobrado ao cliente.

O Ministério Público também apura denúncias de mudanças na forma de restrição do serviço. Conforme relatos, a empresa teria passado a condicionar o funcionamento do Wi-Fi à regularidade do pagamento, o que pode indicar apenas uma alteração operacional da prática anteriormente questionada.

Informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apontam que já existe processo administrativo instaurado para investigar condutas semelhantes atribuídas à operadora. Segundo o órgão, foram identificadas possíveis falhas relacionadas à transparência das informações fornecidas aos consumidores, além da necessidade de adequação da empresa por meio de notificações e plano de conformidade.

De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os elementos reunidos até o momento indicam possível violação ao Código de Defesa do Consumidor, especialmente no que diz respeito ao direito à informação clara e adequada, proteção contra práticas abusivas e equilíbrio nas relações de consumo.

A Promotoria destaca ainda que o caso pode ter repercussão coletiva, já que envolve possível prejuízo a um número indeterminado de consumidores.

Com a instauração do inquérito civil, o Ministério Público dará continuidade às diligências e à coleta de provas para aprofundar as investigações e adotar as medidas cabíveis.

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Ministério Público Estadual

MP aponta risco de incêndio e Justiça obriga Estado a apresentar plano de reforma em presídio feminino

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A Justiça determinou que o Governo de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo de reforma e adequação da Cadeia Pública Feminina de Cáceres, após ação movida pelo Ministério Público Estadual (MPMT). A decisão atende pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível do município, que apontou uma série de irregularidades estruturais e sanitárias na unidade prisional.

A sentença foi proferida pela 4ª Vara Cível de Cáceres no último dia 21 de maio e obriga o Estado a elaborar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional detalhando todas as intervenções necessárias para corrigir os problemas identificados na cadeia.

Entre as determinações judiciais estão obras de reparo, adequações sanitárias, melhorias estruturais e implantação de medidas de prevenção e combate a incêndios. O documento também deverá apresentar cronograma das obras, prazos de execução, custos estimados, fontes de financiamento e identificação dos órgãos responsáveis pelas intervenções.

A Justiça ainda determinou que o Estado apresente relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias para comprovar o andamento das ações. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil.

Segundo o Ministério Público, as investigações começaram após fiscalizações identificarem graves problemas na estrutura da unidade prisional, colocando em risco a integridade física de detentas, servidores e demais pessoas que frequentam o local.

Relatórios do Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e do Centro de Apoio Operacional do Ministério Público apontaram situações consideradas críticas, como instalações elétricas precárias, fiação exposta, sobrecarga elétrica, deterioração da estrutura física e ausência de sistemas adequados de prevenção contra incêndios.

O MPMT afirma que, apesar de algumas medidas adotadas pelo Estado ao longo dos últimos anos, as ações foram consideradas insuficientes para resolver os problemas estruturais da unidade.

Ainda conforme a ação, o Ministério Público tentou solucionar o caso de forma extrajudicial por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não houve resposta efetiva do poder público estadual.

Na decisão, a Justiça reconheceu que as irregularidades representam risco permanente à vida e à integridade física das pessoas privadas de liberdade e dos profissionais que atuam no sistema prisional.

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Ministério Público Estadual

MPMT aponta uso político de contratações na Saúde e pede revisão de absolvição de ex-prefeito

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu a revisão da decisão do juiz Bruno D’Oliveira, da Vara de Ações Coletivas, que absolveu o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro e o ex-secretário municipal de Saúde Huark Douglas da acusação de improbidade administrativa relacionada à contratação de servidores temporários na área da Saúde.

No recurso, a promotora de Justiça Audrey Ility sustenta que ambos tinham plena consciência da ilegalidade na manutenção das contratações temporárias e, mesmo assim, autorizaram a incorporação de 369 servidores nesse regime em apenas dois anos.

Segundo o Ministério Público, existiam decisões judiciais e recomendações de órgãos fiscalizadores acumuladas ao longo de mais de 17 anos determinando a regularização das contratações na Secretaria Municipal de Saúde.

Entre os documentos citados está uma sentença de 2009 que obrigava o município a interromper a nomeação de servidores temporários para a Saúde. Em 2013, também foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o mesmo objetivo. Já em 2018, durante a gestão Emanuel Pinheiro, o Ministério Público voltou a emitir recomendações para regularização das admissões.

Apesar disso, em março deste ano, o juiz Bruno D’Oliveira entendeu que não ficou comprovada a intenção dos gestores de causar prejuízo ao setor público, motivo pelo qual absolveu Emanuel Pinheiro e Huark Douglas da acusação de improbidade.

Na contestação apresentada ao Judiciário, a promotora argumenta que o histórico de decisões anteriores e o elevado número de contratações temporárias demonstrariam não apenas o conhecimento da irregularidade, mas também possível utilização política dos cargos públicos.

Emanuel Pinheiro chegou a ser afastado da Prefeitura de Cuiabá em outubro de 2021 durante operação da Polícia Civil que investigava suposto uso político de cargos públicos em troca de apoio eleitoral.

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