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Polícia

Justiça mantém preso pai acusado de matar filho de 2 anos em Sorriso

Além da acusação de homicídio, Rairo também responde pelo crime de posse irregular de munição de uso permitido.

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A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão preventiva de Rairo Andrey Borges Lemos, acusado de matar o próprio filho, uma criança de apenas dois anos, em um caso que chocou a população de Sorriso e de todo o estado. A decisão foi tomada durante audiência de instrução realizada nesta quarta-feira (17), marcando o encerramento da fase de produção de provas do processo.

Com a conclusão da instrução processual, o caso entra agora na etapa das alegações finais, quando acusação e defesa apresentarão seus últimos argumentos antes da sentença judicial.

Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu em 2 de janeiro deste ano, na residência do acusado, em Sorriso. O promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino sustenta que o homicídio teria sido motivado pelo inconformismo de Rairo com o fim do relacionamento com a mãe da criança.

De acordo com a acusação, o réu teria planejado atingir emocionalmente a ex-companheira por meio da morte do próprio filho. A investigação aponta que a vítima morreu por asfixia e que, devido à pouca idade, não tinha qualquer condição de defesa ou resistência.

Por esse motivo, o Ministério Público denunciou o acusado por homicídio qualificado, com as agravantes de motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Além da acusação de homicídio, Rairo também responde pelo crime de posse irregular de munição de uso permitido.

Durante a audiência, testemunhas de acusação e defesa foram ouvidas, além do interrogatório do réu. A promotoria defendeu a manutenção da prisão preventiva, enquanto a defesa pediu a revogação da medida.

Ao analisar o pedido, o juiz Rafael Depra Panichella entendeu que continuam presentes os requisitos que justificaram a prisão cautelar. O magistrado destacou ainda que não surgiram fatos novos capazes de alterar as decisões anteriores e rejeitou a alegação de excesso de prazo no andamento do processo.

Com o encerramento da fase de instrução, Ministério Público e defesa terão prazo de cinco dias para apresentar as alegações finais por escrito. Na sequência, os autos serão encaminhados ao magistrado para a prolação da sentença.

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Polícia

Operação Compliance Zero investiga aparato com fuzis, blindados e inteligência paralela

A Polícia Federal também investiga supostas ações de monitoramento, obtenção de informações sigilosas e estratégias destinadas a constranger ou intimidar pessoas consideradas adversárias do grupo

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Documentos da Polícia Federal que tiveram o sigilo retirado por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, revelam detalhes de uma suposta estrutura paralela de segurança e inteligência que, segundo os investigadores, teria sido utilizada para proteger interesses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e de integrantes de sua família.

De acordo com a investigação, a organização, apelidada de “A Turma”, possuía orçamento mensal estimado em até R$ 1 milhão e contaria com uma estrutura composta por armamento de alto calibre, veículos blindados, sistemas de comunicação internacionais e integrantes com perfil paramilitar.

A Polícia Federal aponta que o grupo seria formado por operadores ligados ao jogo do bicho, ex-agentes de segurança e pessoas responsáveis por ações de monitoramento e coleta de informações consideradas estratégicas. Conforme os relatórios, a estrutura teria sido coordenada por Daniel Vorcaro e seu pai, Henrique Vorcaro, tendo como operador principal Luiz Phillipi Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”.

As investigações descrevem encontros realizados em locais reservados, utilização de linhas telefônicas registradas no exterior e medidas para evitar rastreamento das comunicações. Em um dos trechos analisados pela PF, participantes mencionam o uso de veículos blindados e homens armados com fuzis para garantir a segurança de reuniões consideradas sensíveis.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a referência ao uso de um atirador de elite durante um encontro ligado aos interesses da família Vorcaro. Segundo a apuração, o objetivo seria reforçar a proteção do local e dos participantes da reunião.

A Polícia Federal também investiga supostas ações de monitoramento, obtenção de informações sigilosas e estratégias destinadas a constranger ou intimidar pessoas consideradas adversárias do grupo.

Entre os episódios apurados está um suposto plano para prejudicar o ex-jogador da NBA e DJ Ronald Seikaly. Conversas interceptadas indicariam discussões sobre a possibilidade de criar uma situação que comprometesse a imagem do empresário. Segundo os documentos analisados, chegou a ser mencionado um investimento de até R$ 10 milhões para viabilizar a operação.

Os investigadores também apontam a existência de documentos falsificados atribuídos à Interpol que teriam sido utilizados para obtenção de informações sobre alvos monitorados.

O material integra o conjunto de provas reunidas na Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução de Justiça. As investigações continuam em andamento e os fatos ainda serão analisados pelo Poder Judiciário, garantindo-se aos investigados o direito ao contraditório e à ampla defesa.

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22 pessoas envolvidas com facção e tráfico de drogas em MT são presas

A Polícia Civil destaca que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração dos fatos relacionados ao tráfico de drogas na cidade de Sorriso e região.

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Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (17), a Operação Malus Noctua, com o objetivo de desarticular um grupo ligado a uma facção criminosa e envolvido com o tráfico ilícito de drogas na região de Sorriso.

 

Durante a operação, foram cumpridas 37 ordens judiciais, sendo 22 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos no curso das investigações conduzidas pela Delegacia de Sorriso.

 

As diligências ocorreram simultaneamente em diversos municípios de Mato Grosso, incluindo Sorriso, Cuiabá, Sinop, Arenápolis e Brasnorte, resultando, até o momento, na prisão de 17 pessoas. Alguns dos alvos ainda não foram localizados e permanecem na condição de foragidos da Justiça.

 

As investigações tiveram início em 2025 e identificaram um grupo criminoso responsável pela comercialização e distribuição de drogas na região de Sorriso. O cumprimento das medidas cautelares demandou planejamento operacional e ajustes logísticos, especialmente em razão de questões relacionadas ao recambiamento de presos, motivo pelo qual a deflagração da operação ocorreu neste mês de junho.

 

Além das prisões decorrentes dos mandados judiciais, durante o cumprimento das ordens foram apreendidas substâncias entorpecentes e munições. Em razão das apreensões, alguns indivíduos foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e posse irregular de munição.

 

A Polícia Civil destaca que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração dos fatos relacionados ao tráfico de drogas na cidade de Sorriso e região.

 

Operação Malus Noctua

 

O nome da operação faz referência à expressão em latim Malus Noctua, que pode ser traduzida como “Coruja da Noite”. A denominação remete ao modo de atuação investigado, marcado pela prática de atividades criminosas durante o período noturno e pela tentativa de ocultação das ações ilícitas, circunstâncias identificadas ao longo da investigação.

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Prisão de ex-policial após agressão a idoso repercute em todo o Estado

Embora aposentado, Luciano Testa teve atuação por anos na Polícia Civil de Mato Grosso. A instituição ressaltou que ele não possui mais vínculo funcional ativo com a corporação, mas acompanha o andamento das investigações.

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A prisão do policial civil aposentado Luciano Testa, de 56 anos, transformou uma discussão entre moradores de condomínio em um dos casos de maior repercussão em Mato Grosso nas últimas semanas. O episódio ocorreu em um condomínio localizado no bairro Cidade Alta, em Cuiabá, e ganhou notoriedade após imagens das câmeras de segurança registrarem uma sequência de agressões contra um morador de 62 anos dentro de um elevador.

As gravações, que passaram a circular amplamente nas redes sociais e aplicativos de mensagens, mostram o momento em que o aposentado desfere socos e chutes contra a vítima em um espaço fechado. Durante a agressão, a esposa do idoso tenta intervir para proteger o marido, mas também acaba sendo atingida.

Diante da repercussão e das evidências apresentadas, Luciano Testa foi preso no dia 11 de junho e passou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa (DEDCPI). A Polícia Civil apura possíveis crimes de lesão corporal, injúria e outras infrações que possam ter sido cometidas durante a ocorrência.

Segundo informações preliminares, o episódio não teria ocorrido de forma isolada. Relatos apontam que existiam desentendimentos anteriores entre os envolvidos, decorrentes de conflitos de convivência dentro do condomínio. A investigação busca esclarecer se houve episódios anteriores que possam ter contribuído para a escalada da violência.

As imagens registradas pelas câmeras mostram a vítima tentando se defender, mas sem conseguir impedir os ataques. O fato de a agressão ocorrer dentro de um elevador, ambiente sem possibilidade imediata de fuga, ampliou a comoção popular e gerou forte reação nas redes sociais.

Embora aposentado, Luciano Testa teve atuação por anos na Polícia Civil de Mato Grosso. A instituição ressaltou que ele não possui mais vínculo funcional ativo com a corporação, mas acompanha o andamento das investigações.

O caso também mobilizou entidades ligadas à defesa dos direitos da pessoa idosa, que cobraram rigor na apuração e eventual responsabilização dos envolvidos. Especialistas lembram que o Estatuto do Idoso prevê proteção específica para pessoas com mais de 60 anos e estabelece agravantes em determinadas situações de violência praticadas contra essa parcela da população.

Familiares relataram que o casal ficou emocionalmente abalado após o episódio. Além das consequências físicas, as vítimas enfrentam impactos psicológicos decorrentes da agressão sofrida em um ambiente que deveria representar segurança e tranquilidade.

A Polícia Civil segue reunindo depoimentos, imagens e laudos periciais para concluir o inquérito. O material coletado deverá auxiliar na definição das responsabilidades e das medidas judiciais que poderão ser adotadas ao longo do processo.

O caso reacendeu discussões sobre violência contra idosos, convivência em condomínios e a necessidade de mecanismos mais eficazes para prevenção de conflitos e proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade.

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