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Escaldado, ventrecha e furrundu: influenciador americano aprova cardápio cuiabano

O influenciador passou por cidades como São Paulo e Rio de Janeiro antes de ampliar suas viagens pelo país em busca de novas experiências culturais.

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O influenciador digital Daniel Spencer, conhecido nas redes sociais como Spencer Sabe, escolheu Cuiabá como um dos destinos de sua jornada pelo Brasil e aproveitou a passagem pela capital mato-grossense para mergulhar na rica gastronomia regional. Natural da Califórnia, nos Estados Unidos, Spencer compartilhou com milhões de seguidores sua experiência ao conhecer alguns dos pratos mais tradicionais da culinária cuiabana.

Durante a visita à cidade, realizada em junho de 2026, o criador de conteúdo esteve no tradicional restaurante Choppão, referência gastronômica local, onde experimentou receitas que fazem parte da identidade cultural de Mato Grosso. Entre os sabores degustados estavam o escaldado, a ventrecha de pacu acompanhada de cozumel e o tradicional doce furrundu.

Conhecido por registrar de forma divertida suas descobertas sobre o Brasil, Spencer publicou vídeos mostrando suas reações aos pratos típicos, despertando a curiosidade de seguidores de diferentes regiões do país. O conteúdo rapidamente gerou comentários e interações, especialmente entre mato-grossenses orgulhosos da culinária local.

Morando no Brasil desde 2018, Spencer construiu uma audiência expressiva ao compartilhar situações do cotidiano, expressões populares, costumes brasileiros e desafios relacionados ao idioma português. O influenciador passou por cidades como São Paulo e Rio de Janeiro antes de ampliar suas viagens pelo país em busca de novas experiências culturais.

Com milhões de seguidores no Instagram e TikTok, Spencer Sabe se tornou uma das principais referências quando o assunto é adaptação cultural e vivências de estrangeiros no Brasil. A passagem por Cuiabá reforçou seu interesse em apresentar aos seguidores tradições regionais que muitas vezes permanecem pouco conhecidas fora de seus estados de origem.

Além de promover a cultura local para uma audiência nacional e internacional, a visita também destacou a força da gastronomia mato-grossense, marcada por ingredientes regionais, receitas centenárias e sabores que contam parte da história e da identidade do povo cuiabano.

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Brasil a Pátria em Chuteiras

Poucos momentos fazem o Brasil se reconhecer como uma única nação e um só povo tanto quanto a Copa do Mundo e o Carnaval.

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Poucos momentos fazem o Brasil se reconhecer como uma única nação e um só povo tanto quanto a Copa do Mundo e o Carnaval.

Em ano eleitoral, essa percepção soa menos como exagero e mais como uma provocação necessária.

A esquerda e a direita se entrincheiram. Famílias se dividem, amizades se desgastam e o debate público, muitas vezes, transforma adversários em inimigos.

Mas basta a seleção entrar em campo.

E algo extraordinário acontece.

Por noventa minutos, estabelece-se um armistício. O empresário abraça o operário no pátio da empresa na hora do gol. O conservador comemora com o progressista. O Sul vibra com o Nordeste, num só coração.

O gol transforma-se em êxtase. Em catarse coletiva. Por alguns instantes, parece que só ele pode nos salvar.

A camisa da seleção volta a ser apenas a camisa do Brasil.

Não por acaso, o futebol foi incorporado aos projetos de construção da identidade nacional.

Sob Getúlio Vargas, nas décadas de 1930 e 1940, o rádio transformou a seleção em símbolo de unidade. Décadas depois, durante o regime militar, a Copa de 1970 foi associada ao discurso oficial de um país vencedor. Milhões cantavam: “Noventa milhões em ação, pra frente Brasil, do meu coração…”, numa das mais fortes associações entre futebol e política da história brasileira.

Nenhum governo criou a paixão pelo futebol.

Mas todos compreenderam seu poder.

Essa percepção ganhou profundidade na obra Carnavais, Malandros e Heróis, do antropólogo Roberto DaMatta. Para ele, o futebol e o carnaval são rituais capazes de suspender temporariamente as divisões sociais e fazer o Brasil experimentar algo raro: a sensação de ser uma comunidade.

Nem mesmo a polarização recente conseguiu destruir completamente esse sentimento.

Na Copa de 2022, pela primeira vez em décadas, a camisa canarinho foi alvo de disputa política. Muitos passaram a enxergá-la não apenas como símbolo esportivo, mas também ideológico. Houve discussões, desconfortos e a sensação de que a velha unanimidade estava ameaçada.

Mas ela não desapareceu.

Quando a bola rolou, milhões de brasileiros continuaram sofrendo, vibrando e chorando juntos.

E é justamente aí que reside o paradoxo.

Se somos capazes de nos unir diante de uma bola rolando, por que fracassamos em fazê-lo diante dos problemas reais?

O Brasil não desconhece a união.

Ele a experimenta repetidas vezes.

Talvez tenha sido isso que Nelson Rodrigues enxergou ao chamar a seleção de A Pátria em Chuteiras. O brasileiro não assistia apenas a um jogo; procurava nele uma redenção. A pátria veste chuteiras, entra em campo e nos faz acreditar, mais uma vez, que somos um só povo.

O Brasil sabe ser uma nação. A tragédia é que ainda não aprendeu a permanecer sendo depois do apito final.

Suelme Fernandes Historiador do IHGMT e presidente da EMPAER MT

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Padre Nazareno é declarado beato e transforma Jauru em destino de fé

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O município de Jauru entrou definitivamente para a história da Igreja Católica neste sábado (13) ao sediar a primeira cerimônia de beatificação realizada em Mato Grosso. O reconhecimento oficial do martírio do padre italiano Nazareno Lanciotti reuniu milhares de fiéis, religiosos, peregrinos e autoridades, consolidando a cidade como um novo polo de turismo religioso no Centro-Oeste brasileiro.

A celebração foi presidida pelo cardeal João Braz de Aviz, representante do Papa Leão XIV, e marcou o encerramento de um processo que reconheceu oficialmente a morte do sacerdote como resultado de ódio à fé cristã.

Durante o evento, o governador Otaviano Pivetta destacou a relevância da beatificação para o fortalecimento da imagem da região Oeste de Mato Grosso e para o desenvolvimento do turismo religioso.

Segundo ele, o reconhecimento do novo beato projeta Jauru nacionalmente e cria oportunidades para a valorização dos atrativos culturais, históricos e religiosos da região.

“É um acontecimento que fortalece Mato Grosso e coloca Jauru como referência para milhares de pessoas que buscam experiências ligadas à fé e à espiritualidade”, afirmou.

Uma vida dedicada à missão

Nascido em Roma, em 1940, Nazareno Lanciotti foi ordenado sacerdote em 1966 e chegou ao Brasil no início da década de 1970. Em 1972, estabeleceu-se em Jauru, onde iniciou uma missão que se estenderia por quase 30 anos.

Ao longo de sua trajetória, o religioso desenvolveu projetos sociais, incentivou a formação religiosa de jovens, colaborou na criação de seminários e participou da construção de importantes estruturas da Igreja Católica na região.

Além da atuação pastoral, tornou-se conhecido pela defesa dos direitos humanos e pelo combate à exploração sexual infantil, ao tráfico de drogas e a outras práticas criminosas que atingiam comunidades vulneráveis.

Assassinato e reconhecimento do martírio

A atuação firme do sacerdote acabou gerando conflitos com grupos criminosos que atuavam na região. Em fevereiro de 2001, dois homens armados invadiram sua residência e efetuaram um disparo que o deixou gravemente ferido.

Após permanecer internado por 11 dias, padre Nazareno morreu aos 61 anos. Antes de falecer, deixou uma mensagem de perdão aos autores do atentado.

Em abril de 2025, o Vaticano reconheceu oficialmente que sua morte ocorreu em razão da fé cristã, abrindo caminho para sua beatificação.

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Novo destino de peregrinação

A cerimônia reforça o potencial de Jauru para integrar rotas nacionais de peregrinação católica. Locais ligados à história do novo beato, como igrejas, memoriais e espaços religiosos da cidade, passam a atrair ainda mais visitantes e devotos.

A expectativa é que o fluxo de peregrinos impulsione setores como hotelaria, gastronomia, comércio e serviços, criando novas oportunidades econômicas para a região.

Autoridades presentes

O evento contou com a presença de diversas lideranças políticas e religiosas, entre elas o ex-governador Mauro Mendes, a ex-primeira-dama Virginia Mendes, o senador Wellington Fagundes, além dos deputados estaduais Júlio Campos e Beto Dois a Um. Também participou da solenidade a suplente de deputada federal Gisela Simona.

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Beatificação inédita projeta Jauru como novo destino do turismo religioso em Mato Grosso

Cerimônia histórica de beatificação do padre Nazareno Lanciotti deve reunir milhares de fiéis e impulsionar economia da região oeste do Estado

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O município de Jauru viverá neste sábado um dos momentos mais marcantes de sua história. A cidade sediará a cerimônia de beatificação do padre Nazareno Lanciotti, tornando-se palco da primeira beatificação realizada em território mato-grossense.

A celebração, marcada para as 9h no Santuário Imaculado Coração de Maria, deve atrair milhares de peregrinos, autoridades religiosas, visitantes e devotos de diversas regiões do Brasil e do exterior. Além de seu significado espiritual, o evento coloca Jauru no radar nacional do turismo religioso.

Reconhecido pela Igreja Católica como mártir da fé, padre Nazareno dedicou mais de três décadas de sua vida à comunidade local, tornando-se referência não apenas pela atuação pastoral, mas também pelo trabalho social desenvolvido junto às famílias da região. Natural da Itália, ele chegou ao Brasil na década de 1970 e construiu uma trajetória marcada pela evangelização, solidariedade e compromisso com os mais vulneráveis.

A cerimônia será presidida pelo cardeal Marcello Semeraro, representante do Vaticano responsável pelos processos de beatificação e canonização, reforçando a relevância internacional do evento.

A expectativa é que a beatificação represente um divisor de águas para o município. Locais ligados à história do sacerdote, como a igreja onde atuou, sua residência, o memorial em sua homenagem e o seminário da região, poderão integrar um circuito permanente de peregrinação religiosa, fortalecendo a identidade cultural e espiritual do oeste mato-grossense.

Além da dimensão religiosa, o evento deve movimentar significativamente setores como hotelaria, alimentação, comércio e prestação de serviços. A projeção é que o fluxo de visitantes ultrapasse a cerimônia deste sábado e se transforme em uma demanda contínua de turismo de fé ao longo dos próximos anos.

Com a beatificação, padre Nazareno Lanciotti passa a ocupar um lugar ainda mais especial na história da Igreja Católica e na memória coletiva de Mato Grosso, enquanto Jauru inicia uma nova etapa, consolidando-se como um importante centro de peregrinação, devoção e preservação da fé cristã.

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