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Política Nacional

Michelle fala em “punhalada” e expõe racha com Flávio Bolsonaro

Michelle também afirmou que tentou tratar o assunto de forma reservada antes de tornar o episódio público, mas decidiu se manifestar após a repercussão das publicações e das divergências dentro do partido.

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (24) que recebeu uma “punhalada” do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), ao tornar público um desentendimento que, segundo ela, se arrasta há meses nos bastidores do Partido Liberal.

Em vídeos publicados nas redes sociais, Michelle dedicou cerca de 26 minutos para comentar divergências internas da legenda e expor sua insatisfação com a postura adotada pelo enteado em relação às articulações políticas para as eleições de 2026.

O principal ponto de conflito envolve o cenário eleitoral do Ceará. Michelle defende que o PL apoie a candidatura de Eduardo Girão (Novo) ao Governo do Estado no primeiro turno. Já Flávio Bolsonaro e o deputado federal André Fernandes (PL-CE) são favoráveis a uma composição política que inclui diálogo com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB).

Durante o pronunciamento, a ex-primeira-dama criticou publicamente o posicionamento do senador e afirmou ter se sentido atacada pelas manifestações dele nas redes sociais.

“Vi as postagens do Flávio contra mim nas redes sociais. Palavras duras, em um tom agressivo, defendendo André Fernandes e, em consequência, apoiando a aliança com o homem que chamou a ele, a mãe e os irmãos de corruptos e de ovos de serpentes nazistoides”, declarou.

Michelle também afirmou que tentou tratar o assunto de forma reservada antes de tornar o episódio público, mas decidiu se manifestar após a repercussão das publicações e das divergências dentro do partido.

As declarações evidenciam um dos maiores atritos públicos já registrados entre integrantes do núcleo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em um momento de definições estratégicas para a disputa presidencial de 2026.

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Politica

Governo libera R$ 13,5 bilhões em crédito para companhias aéreas e exige ampliação de voos regionais

Os financiamentos terão prazo de pagamento de até cinco anos, juros de 4% ao ano e carência de até 12 meses. Como contrapartida, as empresas beneficiadas ficarão impedidas de distribuir dividendos aos acionistas durante a vigência dos contratos.

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O governo federal aprovou a liberação de R$ 13,56 bilhões em linhas de financiamento destinadas às companhias aéreas que operam no Brasil. A medida foi autorizada pelo Comitê Gestor do Fundo Nacional de Aviação Civil (CG-Fnac) e busca fortalecer o setor diante do aumento dos custos operacionais e ampliar a conectividade aérea em regiões estratégicas do país.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, os recursos poderão ser utilizados para custear despesas operacionais, manutenção de aeronaves e motores, aquisição de novos aviões, investimentos em infraestrutura aeroportuária e compra de combustível sustentável de aviação (SAF) produzido no Brasil.

O programa foi dividido em duas modalidades. A primeira prevê R$ 8 bilhões para capital de giro emergencial. Nessa categoria, as companhias Gol, Latam e Azul poderão acessar até R$ 2,5 bilhões cada, enquanto a empresa regional Abaeté terá limite de R$ 80 milhões.

Os financiamentos terão prazo de pagamento de até cinco anos, juros de 4% ao ano e carência de até 12 meses. Como contrapartida, as empresas beneficiadas ficarão impedidas de distribuir dividendos aos acionistas durante a vigência dos contratos.

A segunda linha disponibiliza R$ 5,56 bilhões para investimentos de longo prazo. As três maiores companhias aéreas do país poderão contratar até R$ 1,8 bilhão cada para projetos de expansão e modernização das operações.

As taxas de juros variam conforme a finalidade do investimento. Projetos relacionados à compra de combustível sustentável e infraestrutura terão juros de 6,5% ao ano. Operações de manutenção contarão com taxa de 7%, enquanto financiamentos destinados à aquisição de aeronaves terão juros de 7,5%.

Além dos aspectos financeiros, o programa estabelece metas operacionais. As empresas deverão ampliar a oferta de voos para a Amazônia Legal e para o Nordeste, elevando em pelo menos 15% a participação dessas regiões na malha aérea nacional ou garantindo que elas representem, no mínimo, 17,5% das decolagens anuais.

As metas deverão ser alcançadas em até 24 meses e mantidas por pelo menos um ano. O objetivo, segundo o governo, é fortalecer a integração nacional e ampliar o acesso ao transporte aéreo em áreas consideradas prioritárias.

Apesar da aprovação pelo comitê gestor, a contratação dos financiamentos ainda dependerá da análise do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que avaliará a capacidade de pagamento, o risco de crédito e os demais critérios técnicos das empresas interessadas.

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Política Nacional

Ex-procurador defende saída de Jaques Wagner da liderança do governo após avanço de investigação da PF

O caso segue sob investigação e deverá avançar conforme a análise dos elementos reunidos pela Polícia Federal e pelas autoridades competentes.

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O procurador de Justiça aposentado Roberto Tardelli defendeu que o senador Jaques Wagner deixe a liderança do governo no Senado após ter o nome citado em uma investigação conduzida pela Polícia Federal envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e pessoas ligadas ao Banco Master.

A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia 247, na qual Tardelli avaliou que a permanência do parlamentar na função pode gerar desgaste político ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao grupo governista.

Segundo o ex-procurador, a decisão judicial que autorizou medidas de busca e apreensão relacionadas ao caso estaria baseada em elementos considerados relevantes pelos investigadores. Apesar disso, ele ressaltou que o princípio da presunção de inocência deve ser respeitado durante todo o andamento das apurações.

Na entrevista, Tardelli afirmou que Jaques Wagner deveria se afastar espontaneamente da liderança do governo para evitar que questões pessoais interfiram no ambiente político e na estratégia do Palácio do Planalto.

Entre os pontos mencionados pelo ex-procurador estão suspeitas relacionadas a uma negociação imobiliária envolvendo um apartamento de alto valor. Conforme informações que integram a investigação, a filha do senador teria interesse na aquisição do imóvel e um empresário ligado ao grupo investigado teria participado da operação.

Até o momento, não há condenação ou decisão judicial definitiva contra o senador. O caso segue sob investigação e deverá avançar conforme a análise dos elementos reunidos pela Polícia Federal e pelas autoridades competentes.

A repercussão do episódio amplia a pressão política sobre o governo federal e ocorre em meio ao acompanhamento de possíveis conexões entre agentes públicos e empresários investigados no caso envolvendo o Banco Master.

 

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Política Nacional

PF avança sobre líder do governo Lula e apura suposto esquema de vantagens milionárias

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O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo federal no Senado, tornou-se alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18). A ação também mira o empresário Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em uma investigação que apura supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. A decisão judicial também autorizou a suspensão de passaportes e a proibição de contato entre investigados.

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, as suspeitas envolvendo Jaques Wagner surgiram após a análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima. Os investigadores buscam esclarecer se o senador teria atuado em favor de interesses do Banco Master no Congresso Nacional.

Entre os temas sob investigação estão projetos considerados estratégicos para a instituição financeira, incluindo propostas relacionadas à ampliação do crédito consignado e uma medida que ficou conhecida nos bastidores políticos como “Emenda Master”.

A Polícia Federal apura ainda se o parlamentar teria recebido vantagens indevidas em troca de eventual atuação política. Entre os benefícios investigados está um apartamento em Salvador avaliado em aproximadamente R$ 2,5 milhões, além de outras vantagens que, segundo os investigadores, poderiam ultrapassar R$ 3 milhões.

As apurações indicam que parte das movimentações financeiras suspeitas teria sido realizada por meio de uma empresa ligada a familiares do senador. A PF trabalha com a hipótese de que a estrutura tenha sido utilizada para ocultar a origem dos recursos.

A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema envolvendo corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraudes financeiras e obstrução de Justiça. As investigações seguem em andamento e os fatos ainda serão analisados pelas autoridades competentes.

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