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Governo libera R$ 13,5 bilhões em crédito para companhias aéreas e exige ampliação de voos regionais

Os financiamentos terão prazo de pagamento de até cinco anos, juros de 4% ao ano e carência de até 12 meses. Como contrapartida, as empresas beneficiadas ficarão impedidas de distribuir dividendos aos acionistas durante a vigência dos contratos.

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O governo federal aprovou a liberação de R$ 13,56 bilhões em linhas de financiamento destinadas às companhias aéreas que operam no Brasil. A medida foi autorizada pelo Comitê Gestor do Fundo Nacional de Aviação Civil (CG-Fnac) e busca fortalecer o setor diante do aumento dos custos operacionais e ampliar a conectividade aérea em regiões estratégicas do país.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, os recursos poderão ser utilizados para custear despesas operacionais, manutenção de aeronaves e motores, aquisição de novos aviões, investimentos em infraestrutura aeroportuária e compra de combustível sustentável de aviação (SAF) produzido no Brasil.

O programa foi dividido em duas modalidades. A primeira prevê R$ 8 bilhões para capital de giro emergencial. Nessa categoria, as companhias Gol, Latam e Azul poderão acessar até R$ 2,5 bilhões cada, enquanto a empresa regional Abaeté terá limite de R$ 80 milhões.

Os financiamentos terão prazo de pagamento de até cinco anos, juros de 4% ao ano e carência de até 12 meses. Como contrapartida, as empresas beneficiadas ficarão impedidas de distribuir dividendos aos acionistas durante a vigência dos contratos.

A segunda linha disponibiliza R$ 5,56 bilhões para investimentos de longo prazo. As três maiores companhias aéreas do país poderão contratar até R$ 1,8 bilhão cada para projetos de expansão e modernização das operações.

As taxas de juros variam conforme a finalidade do investimento. Projetos relacionados à compra de combustível sustentável e infraestrutura terão juros de 6,5% ao ano. Operações de manutenção contarão com taxa de 7%, enquanto financiamentos destinados à aquisição de aeronaves terão juros de 7,5%.

Além dos aspectos financeiros, o programa estabelece metas operacionais. As empresas deverão ampliar a oferta de voos para a Amazônia Legal e para o Nordeste, elevando em pelo menos 15% a participação dessas regiões na malha aérea nacional ou garantindo que elas representem, no mínimo, 17,5% das decolagens anuais.

As metas deverão ser alcançadas em até 24 meses e mantidas por pelo menos um ano. O objetivo, segundo o governo, é fortalecer a integração nacional e ampliar o acesso ao transporte aéreo em áreas consideradas prioritárias.

Apesar da aprovação pelo comitê gestor, a contratação dos financiamentos ainda dependerá da análise do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que avaliará a capacidade de pagamento, o risco de crédito e os demais critérios técnicos das empresas interessadas.

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Politica

Presidente da Câmara admite plano B e fecha acordo com Dilemário para sucessão

“Se nós não viabilizarmos a reeleição da vereadora Paula, os 14 vereadores irão apoiar o projeto de Dilemário”, afirmou.

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A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil, afirmou que pretende reunir, até o início do recesso parlamentar de julho, os 18 votos necessários para aprovar uma alteração no Regimento Interno que permita sua reeleição ao comando da Mesa Diretora.

Segundo a parlamentar, a meta é concluir a tramitação da proposta ainda no primeiro semestre para evitar possíveis questionamentos jurídicos. A eleição da nova Mesa Diretora está prevista para ocorrer em novembro.

“Temos uma meta, até por uma questão de segurança jurídica, de colocar a matéria para apreciação de todos os vereadores antes do recesso parlamentar. As decisões da Câmara são colegiadas e precisam passar pelo plenário”, declarou aos jornalistas nesta terça-feira (23).

Atualmente, o grupo liderado por Paula conta com o apoio de 14 vereadores, número insuficiente para aprovar a alteração regimental, que exige pelo menos 18 votos favoráveis. Diante desse cenário, a presidente revelou que firmou um acordo político com o vereador Dilemário Alencar, que deverá ser o candidato do grupo caso a mudança não seja aprovada.

“Se nós não viabilizarmos a reeleição da vereadora Paula, os 14 vereadores irão apoiar o projeto de Dilemário”, afirmou.

Nos bastidores, a composição também prevê uma possível dobradinha entre os dois parlamentares. Embora não tenha confirmado oficialmente, Paula indicou que poderá integrar uma futura chapa encabeçada por Dilemário, possivelmente ocupando a função de primeira-secretária, caso o cenário da reeleição não avance.

O acordo foi consolidado durante uma reunião realizada na noite de segunda-feira (22), que contou com a participação de Dilemário e da vereadora Baixinha Giraldelli. O encontro fortaleceu a articulação política do grupo, que agora busca conquistar os quatro votos restantes para viabilizar a mudança no regimento.

A disputa pela Mesa Diretora já movimenta os bastidores do Legislativo cuiabano e promete intensificar as negociações entre os vereadores nas próximas semanas, especialmente diante do prazo estabelecido pela atual presidente para definir o futuro comando da Casa.

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Mato Grosso

Comunicadores de MT estão na maior obra de marketing eleitoral do país

Os autores revisitam episódios históricos que ficaram conhecidos por erros de projeção eleitoral e discutem fenômenos contemporâneos, como o voto envergonhado, a espiral do silêncio e os impactos das bolhas digitais sobre a formação da opinião pública.

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Humberto Frederico, Claudia Cadore, Kleber Lima e Claudio Cordeiro assinam capítulos na nova obra nacional do CAMP, que reúne mais de 40 especialistas

Lançado nesta terça-feira (23), durante o Compol Brasil, em Florianópolis (SC), o livro Marketing Político no Brasil 2 – Eleições, produzido pelo CAMP (Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político) reúne mais de 40 especialistas de todo o país para discutir os desafios e as transformações das campanhas eleitorais. Entre os autores estão os mato-grossenses Humberto Frederico, Claudia Cadore, Kleber Lima e Claudio Cordeiro, que assinam capítulos sobre pré-campanha, pesquisas eleitorais e comunicação digital.

O jornalista e estrategista político Humberto Frederico, aborda um tema que tem ganhado relevância crescente nos processos eleitorais: a profissionalização da pré-campanha. No capítulo, ele defende que o trabalho realizado antes do período oficial de campanha pode ser determinante para o desempenho de candidatos e grupos políticos.

Segundo o autor, planejamento, posicionamento, construção de imagem e definição de equipe são etapas que precisam começar muito antes da disputa eleitoral. A análise mostra como candidatos que estruturam a comunicação de forma antecipada tendem a chegar mais preparados ao período decisivo da campanha.

Outro destaque da publicação é o artigo “Pesquisas em Xeque”, assinado pelos jornalistas e pesquisadores Claudia Cadore e Kleber Lima. O texto analisa os desafios enfrentados pelos institutos de pesquisa em um cenário marcado pela polarização política, pelo crescimento das redes sociais e pelas mudanças no comportamento do eleitor.

Os autores revisitam episódios históricos que ficaram conhecidos por erros de projeção eleitoral e discutem fenômenos contemporâneos, como o voto envergonhado, a espiral do silêncio e os impactos das bolhas digitais sobre a formação da opinião pública.

Já Cláudio Cordeiro, publicitário e estrategista político, assina o capítulo “WhatsApp: o Pulo do Gato na Comunicação Política”. Na análise, ele apresenta o aplicativo como uma das ferramentas mais influentes da comunicação política contemporânea, indo além do uso tradicional para envio de mensagens.

O autor defende que o WhatsApp se consolidou como um ambiente de relacionamento, mobilização e construção de confiança entre lideranças e cidadãos. O capítulo destaca a importância de utilizar a ferramenta com estratégia, ética e respeito à legislação eleitoral, transformando a proximidade digital em conexões reais com o eleitor.

O livro já está disponível na Livraria do COMPOL e, em breve, estará disponível para compras online.

Informações da Assessoria

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Politica

Michelly questiona regras do esporte feminino: “Estamos falando de competitividade”

“Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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A vereadora de Cuiabá Michelly Alencar (União Brasil) gerou debate nesta quinta-feira (18) ao questionar a participação de atletas trans em competições esportivas femininas após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) derrubar uma lei municipal que tratava do tema.

Durante pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, a parlamentar fez uma pergunta que marcou sua manifestação: “Você deixaria sua filha lutar com um atleta trans?”.

Michelly afirmou que a discussão envolve, segundo ela, critérios de competitividade e segurança nas modalidades esportivas femininas. A vereadora declarou que não considera o debate uma questão ideológica, mas relacionada às regras de participação nas competições.

“Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com um atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

A manifestação ocorreu após o Órgão Especial do TJMT declarar inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas em Cuiabá. A decisão foi unânime e teve como fundamento o entendimento de que cabe à União legislar sobre normas gerais do esporte.

A norma havia sido proposta pelo vereador Rafael Ranalli e sancionada pelo prefeito Abilio Brunini. A ação contra a legislação foi apresentada pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo após a decisão judicial, Michelly afirmou que pretende continuar defendendo sua posição dentro dos limites legais e pediu que a Procuradoria da Câmara analise os próximos passos.

O tema segue provocando discussões entre defensores da inclusão de atletas trans nas competições e grupos que defendem critérios específicos para preservar categorias esportivas femininas.

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