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Política Nacional

Mendonça afasta diretor-geral da PF e manda investigar cúpula da corporação

A decisão passou a ser examinada pela Segunda Turma do STF em sessão virtual convocada pelo presidente do colegiado, Luiz Fux. Mendonça pediu que os demais ministros referendassem a medida dentro do período estabelecido para a votação.

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do delegado Leandro Almada, que ocupava a diretoria de Inteligência da corporação. A medida inclui ainda a abertura de procedimentos para apurar a atuação dos dois servidores e as circunstâncias envolvendo documentos que estão no centro da controvérsia.

A decisão foi tomada após petições apresentadas pelo Partido Novo nos dias 2 e 3 de setembro. A legenda havia solicitado também a prisão preventiva de Andrei Rodrigues, mas o pedido foi rejeitado por Mendonça.

Segundo o ministro, o afastamento temporário busca evitar possíveis interferências nas investigações e impedir eventuais constrangimentos ilegais contra autoridades e integrantes das instituições envolvidas. A avaliação é de que a permanência dos dois nos cargos poderia representar risco à condução das apurações e à eventual repetição das condutas questionadas.

Além do afastamento, Mendonça determinou que a Corregedoria da Polícia Federal instaure procedimentos para investigar a atuação de Andrei Rodrigues e Leandro Almada.

O ministro também determinou uma apuração específica sobre a produção e a origem dos documentos que deram início à controvérsia.

“Do mesmo modo, deve ser determinada a abertura de procedimento investigatório próprio sobre as circunstâncias relacionadas à produção dos ‘documentos’ em questão, a ser conduzido no âmbito da Corregedoria da Polícia Federal”, escreveu Mendonça.

Outra determinação foi a suspensão imediata da produção, elaboração ou compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a examinar a atividade jurisdicional, a advocacia pública ou a atuação da polícia judiciária.

Na avaliação do ministro, a permanência dos servidores nas respectivas funções poderia favorecer a continuidade de eventuais interferências nas investigações e permitir a repetição de condutas que estão sendo analisadas.

A decisão passou a ser examinada pela Segunda Turma do STF em sessão virtual convocada pelo presidente do colegiado, Luiz Fux. Mendonça pediu que os demais ministros referendassem a medida dentro do período estabelecido para a votação.

Até a formação inicial do julgamento, o afastamento contava com votos favoráveis de Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. Gilmar Mendes pediu vista do processo, enquanto Dias Toffoli ainda não havia apresentado voto.

A crise ganhou força depois que o ministro Alexandre de Moraes apresentou ao STF um relatório produzido pela Polícia Federal e pediu que Mendonça fosse investigado. O pedido foi protocolado inicialmente no chamado inquérito das fake news, relatado pelo próprio Moraes.

O episódio amplia a tensão entre integrantes da Suprema Corte e a cúpula da Polícia Federal e coloca sob análise não apenas a atuação dos dirigentes afastados, mas também a origem e a utilização de documentos e relatórios de inteligência produzidos pela corporação.

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Política Nacional

Caso Master: namorada de chefe afastado da PF atuou para empresa investigada

Paralelamente, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mantém investigação administrativa sobre possíveis irregularidades envolvendo operações com ações da Ambipar realizadas em 2024 e 2025.

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A jornalista Renata Varandas, namorada do diretor-geral afastado da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, atuou em 2026 como representante da Ambipar em reuniões com autoridades do governo federal. A empresa aparece no radar de investigações relacionadas ao caso Banco Master.

As informações foram divulgadas pelo Poder360 com base em registros oficiais do e-Agendas, sistema da Controladoria-Geral da União (CGU) que reúne compromissos de autoridades públicas.

Ao menos quatro reuniões registradas neste ano tiveram a participação de Renata em nome da Ambipar. Em três delas, ela aparece identificada como diretora de Relações Governamentais da multinacional. Em outro compromisso, realizado em nome da Ambipar Participações e Empreendimentos, também consta como representante da empresa.

A primeira reunião ocorreu em 25 de fevereiro, com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Na ocasião, o encontro tratou de uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) relacionada a planos de emergência para instalações portuárias com risco de derramamento de óleo.

Em 17 de março, Renata participou de nova reunião sobre o mesmo tema, desta vez com o então presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho.

Já em 8 de maio, esteve em uma reunião com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para uma apresentação institucional que contou com representantes da empresa chinesa PowerChina.

O quarto compromisso registrado ocorreu em 20 de julho, no Banco Central. Renata participou de uma audiência com o procurador-geral adjunto da instituição, Erasto Villa Verde de Carvalho Filho, para tratar de assuntos institucionais da Ambipar.

EMPRESA ESTÁ NA MIRA DE INVESTIGAÇÕES

A atuação de Renata para a empresa ganha repercussão diante do fato de a Ambipar ter sido relacionada a investigações envolvendo operações com o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro.

Na segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em janeiro, a Polícia Federal realizou buscas na residência de Luciana Freire Barca Nascimento, que ocupava o cargo de diretora-adjunta da Ambipar.

A operação investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e negócios realizados com o Banco de Brasília (BRB).

Paralelamente, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mantém investigação administrativa sobre possíveis irregularidades envolvendo operações com ações da Ambipar realizadas em 2024 e 2025.

RELAÇÃO COM O DIRETOR DA PF

Além da atuação junto à Ambipar, Renata Varandas é sócia da área de comunicação do escritório Figueiredo & Velloso Advogados Associados, onde também passou a atuar no setor de relações governamentais.

A jornalista apresenta atualmente o programa “Poder em Foco”, do SBT News, entrevistando ministros, parlamentares e outras autoridades.

O vínculo pessoal com Andrei Rodrigues ganhou atenção justamente no mesmo dia em que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal por 90 dias.

Mendonça também determinou o afastamento do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa, e ordenou a abertura de procedimentos investigatórios para apurar fatos relacionados aos documentos de inteligência analisados no caso.

Apesar da repercussão, a decisão de Mendonça não menciona Renata Varandas nem sua atuação profissional para a Ambipar.

O Poder360 informou que procurou a jornalista para esclarecer a natureza de seu vínculo com a empresa, os serviços prestados, se a atuação ocorreu diretamente ou por meio do escritório de advocacia e se Andrei Rodrigues tinha conhecimento da atividade.

Até a publicação da reportagem, Renata não havia respondido aos questionamentos.

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Política Nacional

Banco Master aprofunda crise e expõe racha entre ministros do STF

Ministros avaliam que iniciativa de Moraes pode ampliar desgaste da Corte e transformar disputa envolvendo Banco Master em uma crise institucional

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Carlos Moura/SCO/STF

 

A crise provocada pelas investigações relacionadas ao Banco Master ganhou uma nova dimensão dentro do Supremo Tribunal Federal. Segundo informações de bastidores, uma ala de ministros avalia que a decisão de Alexandre de Moraes de pedir a abertura de investigação contra André Mendonça por suposto abuso de autoridade acabou levando o conflito para dentro da própria Corte.

A leitura entre magistrados próximos a Mendonça é de que Moraes estaria tentando colocar diferentes episódios no mesmo contexto para conquistar apoio interno e ampliar a blindagem em torno dos ministros citados nas investigações relacionadas ao caso.

Para esse grupo, porém, as situações envolvendo Mendonça e Moraes não seriam equivalentes.

Inquérito das fake news provoca incômodo

Outro ponto que teria causado desconforto foi a escolha do inquérito das fake news como instrumento para reagir às acusações feitas contra Moraes.

O procedimento, que tramita há anos no STF, é alvo de questionamentos internos e já vinha sendo discutido como um processo que deveria ser encerrado.

A decisão de Moraes também teria surpreendido integrantes da Corte. Segundo os relatos, ministros esperavam que as acusações apresentadas contra ele fossem esclarecidas diretamente, sem que outros integrantes do Supremo fossem envolvidos no embate.

Banco Master amplia pressão sobre ministros

O episódio ocorre em meio ao avanço das investigações sobre as relações entre autoridades e pessoas ligadas ao Banco Master.

Na decisão, Moraes menciona relatórios de inteligência da Polícia Federal que, segundo ele, apontariam para uma suposta tentativa de direcionamento de provas contra ministros do STF.

Entre os nomes citados estão o próprio Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.

O caso também envolve informações sobre familiares de ministros e pessoas ligadas ao sistema financeiro. Moraes, por sua vez, passou a ser alvo de questionamentos após a divulgação de informações sobre pagamentos feitos pelo Banco Master ao escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.

Impeachment entra novamente no debate

A crise também reacendeu a discussão sobre pedidos de impeachment de ministros do Supremo.

Aliados de André Mendonça lembram que Alexandre de Moraes é o ministro que concentra o maior número de pedidos de impeachment protocolados no Senado, enquanto Mendonça aparece com apenas um.

O tema ganhou força depois de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reconhecer que não considera normal a existência de mais de uma centena de pedidos de impeachment contra integrantes do STF.

Apesar da pressão da oposição e de aliados do senador Flávio Bolsonaro, integrantes próximos à presidência do Senado avaliam que, neste momento, a possibilidade de abertura de um processo contra Moraes continua praticamente inexistente.

A disputa, porém, expõe uma situação cada vez mais delicada: o caso Banco Master deixou de ser apenas uma investigação com repercussões individuais e passou a provocar fissuras políticas e institucionais dentro do próprio Supremo.

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Política Nacional

Senado aprova fim da “taxa das blusinhas” de até US$ 50

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O Senado aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória que zera o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, cerca de R$ 260. A proposta, que também passou pela Câmara, segue agora para sanção presidencial. A cobrança de ICMS, definida pelos Estados e pelo Distrito Federal, continuará incidindo sobre as encomendas.

A medida reduz a tributação federal que havia sido estabelecida para as chamadas compras de pequeno valor e autoriza alíquota zero nessa faixa. Para remessas de até US$ 3.000, o texto permite uma alíquota de até 30%. A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), defendeu a mudança como uma forma de ampliar o poder de compra de consumidores de menor renda, mas incluiu mecanismos para acompanhar os efeitos da desoneração sobre empresas brasileiras.

O novo modelo também aumenta as obrigações das plataformas de comércio eletrônico. Empresas participantes do programa de conformidade da Receita Federal terão de rastrear vendedores estrangeiros, identificar possíveis fraudes, como subfaturamento e divisão artificial de encomendas, além de colaborar com o Fisco. O descumprimento das regras poderá resultar em multas, suspensão e até proibição de atuação no país.

A legislação ainda prevê avaliações periódicas dos impactos da medida sobre emprego, preços, indústria, comércio e arrecadação. O primeiro levantamento deverá ser publicado em até três meses após o início da avaliação, e o Congresso fará uma análise anual do regime. O texto também isenta do Imposto de Importação medicamentos sem similar nacional destinados a pessoas físicas com doenças raras ou negligenciadas, medida que deverá produzir efeitos em até 180 dias após a publicação da nova lei.

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