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Política Nacional

Após jogar bomba, Michelle Bolsonaro tenta conter crise, nega ‘raiva’ e atrito com Flávio

Após o episódio de cobranças e discussões por telefone, Michelle declarou que optou por se afastar e “se recolher”, cortando as comunicações com o parlamentar. Desde então, segundo ela, nenhum dos dois buscou retomar o contato para resolver o impasse.

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou uma mensagem em suas redes sociais nesta quinta-feira para tentar conter os desdobramentos de uma crise pública na família Bolsonaro. O pronunciamento ocorre após a grande repercussão de vídeos em que Michelle expôs graves divergências e afirmou ter sido “maltratada” por seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Para ficar claro: eu não tenho raiva de ninguém. Apenas esclareci uma situação que estava sendo deturpada”, escreveu Michelle, buscando baixar o tom do confronto.

Na publicação, a ex-primeira-dama reforçou o discurso de que as lideranças de direita devem manter o foco no cenário nacional: “Vamos todos trabalhar juntos para derrotar o atual desgoverno”, afirmou, defendendo a união da oposição contra a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.

O estopim da crise: Aliança no Ceará

O desentendimento familiar e político veio a público no dia anterior, quando Michelle divulgou dois vídeos detalhando sua insatisfação com as articulações do Partido Liberal (PL) no Ceará. A ex-primeira-dama se posicionou frontalmente contra um acerto político que envolve o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB).

Segundo o relato de Michelle, o posicionamento gerou uma reação imediata e agressiva de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro nas redes sociais. Ela classificou a resposta dos irmãos como um ataque “coordenado” e “premeditado”.

 Vi as postagens do Flávio contra mim nas redes sociais. Palavras duras, tom agressivo, defendendo o André Fernandes e, em consequência, apoiando a aliança com o homem que chamou a ele, a mãe e seus irmãos de corruptos e de ovos de serpentes nazistóides. E não foi só ele. Os irmãos vieram juntos, de forma coordenada, com textos bem parecidos uns com os outros desabafou.

Relato de desrespeito por telefone

Ainda de acordo com a ex-primeira-dama, após ver as críticas públicas dos enteados, ela tentou ligar para Flávio Bolsonaro. Quando o senador retornou o contato, a conversa teria sido ríspida. Michelle relatou que Flávio tentou deslegitimar sua atuação na Executiva da legenda.

“Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou no telefone. Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, afirmou.

Após o episódio de cobranças e discussões por telefone, Michelle declarou que optou por se afastar e “se recolher”, cortando as comunicações com o parlamentar. Desde então, segundo ela, nenhum dos dois buscou retomar o contato para resolver o impasse.

Pressão e impacto na campanha

Bastidores apontam que o conflito expõe fraturas internas que trazem preocupação estratégica para o PL. Interlocutores avaliam que o desgaste público entre Michelle e Flávio pode criar resistências junto ao eleitorado feminino segmento no qual a ex-primeira-dama possui forte lideran

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Política Nacional

Michelle fala em “punhalada” e expõe racha com Flávio Bolsonaro

Michelle também afirmou que tentou tratar o assunto de forma reservada antes de tornar o episódio público, mas decidiu se manifestar após a repercussão das publicações e das divergências dentro do partido.

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (24) que recebeu uma “punhalada” do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), ao tornar público um desentendimento que, segundo ela, se arrasta há meses nos bastidores do Partido Liberal.

Em vídeos publicados nas redes sociais, Michelle dedicou cerca de 26 minutos para comentar divergências internas da legenda e expor sua insatisfação com a postura adotada pelo enteado em relação às articulações políticas para as eleições de 2026.

O principal ponto de conflito envolve o cenário eleitoral do Ceará. Michelle defende que o PL apoie a candidatura de Eduardo Girão (Novo) ao Governo do Estado no primeiro turno. Já Flávio Bolsonaro e o deputado federal André Fernandes (PL-CE) são favoráveis a uma composição política que inclui diálogo com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB).

Durante o pronunciamento, a ex-primeira-dama criticou publicamente o posicionamento do senador e afirmou ter se sentido atacada pelas manifestações dele nas redes sociais.

“Vi as postagens do Flávio contra mim nas redes sociais. Palavras duras, em um tom agressivo, defendendo André Fernandes e, em consequência, apoiando a aliança com o homem que chamou a ele, a mãe e os irmãos de corruptos e de ovos de serpentes nazistoides”, declarou.

Michelle também afirmou que tentou tratar o assunto de forma reservada antes de tornar o episódio público, mas decidiu se manifestar após a repercussão das publicações e das divergências dentro do partido.

As declarações evidenciam um dos maiores atritos públicos já registrados entre integrantes do núcleo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em um momento de definições estratégicas para a disputa presidencial de 2026.

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Politica

Governo libera R$ 13,5 bilhões em crédito para companhias aéreas e exige ampliação de voos regionais

Os financiamentos terão prazo de pagamento de até cinco anos, juros de 4% ao ano e carência de até 12 meses. Como contrapartida, as empresas beneficiadas ficarão impedidas de distribuir dividendos aos acionistas durante a vigência dos contratos.

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O governo federal aprovou a liberação de R$ 13,56 bilhões em linhas de financiamento destinadas às companhias aéreas que operam no Brasil. A medida foi autorizada pelo Comitê Gestor do Fundo Nacional de Aviação Civil (CG-Fnac) e busca fortalecer o setor diante do aumento dos custos operacionais e ampliar a conectividade aérea em regiões estratégicas do país.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, os recursos poderão ser utilizados para custear despesas operacionais, manutenção de aeronaves e motores, aquisição de novos aviões, investimentos em infraestrutura aeroportuária e compra de combustível sustentável de aviação (SAF) produzido no Brasil.

O programa foi dividido em duas modalidades. A primeira prevê R$ 8 bilhões para capital de giro emergencial. Nessa categoria, as companhias Gol, Latam e Azul poderão acessar até R$ 2,5 bilhões cada, enquanto a empresa regional Abaeté terá limite de R$ 80 milhões.

Os financiamentos terão prazo de pagamento de até cinco anos, juros de 4% ao ano e carência de até 12 meses. Como contrapartida, as empresas beneficiadas ficarão impedidas de distribuir dividendos aos acionistas durante a vigência dos contratos.

A segunda linha disponibiliza R$ 5,56 bilhões para investimentos de longo prazo. As três maiores companhias aéreas do país poderão contratar até R$ 1,8 bilhão cada para projetos de expansão e modernização das operações.

As taxas de juros variam conforme a finalidade do investimento. Projetos relacionados à compra de combustível sustentável e infraestrutura terão juros de 6,5% ao ano. Operações de manutenção contarão com taxa de 7%, enquanto financiamentos destinados à aquisição de aeronaves terão juros de 7,5%.

Além dos aspectos financeiros, o programa estabelece metas operacionais. As empresas deverão ampliar a oferta de voos para a Amazônia Legal e para o Nordeste, elevando em pelo menos 15% a participação dessas regiões na malha aérea nacional ou garantindo que elas representem, no mínimo, 17,5% das decolagens anuais.

As metas deverão ser alcançadas em até 24 meses e mantidas por pelo menos um ano. O objetivo, segundo o governo, é fortalecer a integração nacional e ampliar o acesso ao transporte aéreo em áreas consideradas prioritárias.

Apesar da aprovação pelo comitê gestor, a contratação dos financiamentos ainda dependerá da análise do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que avaliará a capacidade de pagamento, o risco de crédito e os demais critérios técnicos das empresas interessadas.

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Ex-procurador defende saída de Jaques Wagner da liderança do governo após avanço de investigação da PF

O caso segue sob investigação e deverá avançar conforme a análise dos elementos reunidos pela Polícia Federal e pelas autoridades competentes.

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O procurador de Justiça aposentado Roberto Tardelli defendeu que o senador Jaques Wagner deixe a liderança do governo no Senado após ter o nome citado em uma investigação conduzida pela Polícia Federal envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e pessoas ligadas ao Banco Master.

A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia 247, na qual Tardelli avaliou que a permanência do parlamentar na função pode gerar desgaste político ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao grupo governista.

Segundo o ex-procurador, a decisão judicial que autorizou medidas de busca e apreensão relacionadas ao caso estaria baseada em elementos considerados relevantes pelos investigadores. Apesar disso, ele ressaltou que o princípio da presunção de inocência deve ser respeitado durante todo o andamento das apurações.

Na entrevista, Tardelli afirmou que Jaques Wagner deveria se afastar espontaneamente da liderança do governo para evitar que questões pessoais interfiram no ambiente político e na estratégia do Palácio do Planalto.

Entre os pontos mencionados pelo ex-procurador estão suspeitas relacionadas a uma negociação imobiliária envolvendo um apartamento de alto valor. Conforme informações que integram a investigação, a filha do senador teria interesse na aquisição do imóvel e um empresário ligado ao grupo investigado teria participado da operação.

Até o momento, não há condenação ou decisão judicial definitiva contra o senador. O caso segue sob investigação e deverá avançar conforme a análise dos elementos reunidos pela Polícia Federal e pelas autoridades competentes.

A repercussão do episódio amplia a pressão política sobre o governo federal e ocorre em meio ao acompanhamento de possíveis conexões entre agentes públicos e empresários investigados no caso envolvendo o Banco Master.

 

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