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Vídeo de Abilio mostra baixa procura por atendimento durante jogo da Seleção

Segundo o prefeito, a situação contrasta com a realidade observada em outros dias da semana, quando as unidades costumam registrar grande movimentação.

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, utilizou as redes sociais para mostrar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro praticamente vazia durante a partida da Seleção Brasileira, realizada na noite de quarta-feira (24). A publicação foi acompanhada de críticas ao uso inadequado do serviço por pessoas que procuram atendimento apenas para obter atestados médicos.

Em vídeo gravado dentro da unidade, Abilio destacou que médicos e profissionais de enfermagem estavam de plantão e disponíveis para atender a população, mas apenas duas pessoas procuraram atendimento durante o jogo.

Segundo o prefeito, a situação contrasta com a realidade observada em outros dias da semana, quando as unidades costumam registrar grande movimentação.

“Vem na UPA se realmente precisar, para que você não tire a oportunidade de quem realmente necessita. Muitas vezes a pessoa que precisa de atendimento não consegue porque outras procuram a unidade apenas para buscar um atestado”, afirmou.

Durante a gravação, Abilio ressaltou que a intenção não era ridicularizar os pacientes, mas promover uma reflexão sobre a utilização dos serviços de urgência e emergência.

 

O prefeito explicou que as UPAs são destinadas ao atendimento de situações mais graves e orientou que casos considerados simples sejam encaminhados às Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

“Se você quer apenas consultar uma pressão ou verificar uma condição básica de saúde, procure uma Unidade Básica de Saúde. A UPA deve ser utilizada para urgências e emergências”, disse.

Ao final da publicação, o gestor fez uma brincadeira ao relacionar a baixa procura por atendimento ao jogo da Seleção Brasileira.

“Que o Brasil jogue mais. Se tiver mais jogos, de repente a saúde melhora também”, comentou.

A declaração repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a superlotação das unidades de pronto atendimento e o uso adequado dos serviços públicos de saúde em Cuiabá.

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O que crimes brutais revelam sobre o sistema penal brasileiro

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Existe um momento em que a violência deixa de ser apenas uma ocorrência policial e passa a revelar uma questão mais profunda: a capacidade do Estado de responder a crimes que ultrapassam qualquer limite de humanidade.

Ao longo da minha trajetória na segurança pública, especialmente atuando em investigações de homicídios e crimes violentos, acompanhei de perto o sofrimento de vítimas e familiares. E uma coisa sempre ficou evidente: por trás de cada processo existe uma história que não aparece nos autos. Existe uma família destruída, uma vida interrompida e uma dor que permanece muito depois do encerramento de uma investigação.

Casos como a chacina de Sorriso, onde uma mãe e suas três filhas foram violentadas e assassinadas dentro de casa, e o episódio envolvendo uma adolescente de 13 anos na Baixada Fluminense, sequestrada e violentada após ser confundida com uma pessoa ligada a uma facção criminosa, revelam uma realidade que se repete: quando a violência ultrapassa todos os limites, a sociedade passa a questionar se a resposta do Estado está sendo proporcional à gravidade do que aconteceu.

Essa pergunta não nasce apenas da revolta. Ela nasce também da percepção de muitas pessoas de que existe uma distância entre a dimensão do dano causado às vítimas e a resposta entregue pelo sistema de Justiça. É importante afirmar: um Estado democrático precisa garantir direitos, respeitar o devido processo legal e assegurar que ninguém seja punido fora das regras estabelecidas. A Justiça não pode ser substituída pela vingança.

Mas também é preciso reconhecer outro lado desse debate: a vítima não pode ser a parte esquecida dentro do processo criminal.

Quando uma família perde alguém de forma violenta, ela não está acompanhando apenas um procedimento jurídico. Ela está tentando reconstruir uma vida que nunca mais será igual. E quando essa família percebe que o responsável pelo crime pode retornar ao convívio social antes que ela consiga compreender a ideia de justiça, cresce uma sensação de abandono.

É desse sentimento que nasce a percepção de impunidade.

Ignorar essa realidade é um erro. A sociedade precisa confiar que o Estado é capaz de investigar, julgar e responsabilizar quem pratica crimes graves. Quando essa confiança desaparece, surge um dos maiores riscos para qualquer democracia: a ideia de que cada pessoa deve buscar a própria justiça. E não existe sociedade segura quando o cidadão deixa de acreditar nas instituições.

O debate sobre segurança pública precisa superar uma falsa divisão entre punição e ressocialização. Um sistema penal eficiente precisa responsabilizar quem comete crimes graves, mas também precisa criar condições para impedir que novos crimes aconteçam.

Outros países que enfrentaram desafios semelhantes entenderam que segurança não depende de uma única medida. É necessário um sistema funcionando de forma integrada: investigação eficiente, julgamento em tempo adequado, cumprimento das decisões judiciais e um sistema prisional que não fortaleça o crime.
Ressocializar não pode significar ausência de consequência. E responsabilizar não pode significar abandonar a busca por uma sociedade com menos violência.

O Brasil precisa olhar para crimes brutais não apenas pelo impacto da notícia ou pela indignação do momento, mas pelo que eles revelam sobre nossas falhas.

A resposta não pode aparecer somente depois da tragédia. Ela precisa estar na prevenção, na eficiência das instituições e na construção de um sistema de Justiça que consiga proteger quem mais precisa dele: as vítimas.

Frederico Murta é delegado da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso

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Na política, nem toda crise destrói: como Flávio Bolsonaro pode usar o episódio a seu favor

Ana Barros, jornalista, com atuação em assessoria de imprensa e criadora da Coluna Pauta comentada

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Na política, crises internas costumam ser vistas como ameaças. Mas, do ponto de vista da comunicação estratégica, nem todo conflito representa uma perda. Em determinados momentos, uma situação de tensão pode se transformar em uma oportunidade de reposicionamento, fortalecimento de imagem e aproximação com segmentos específicos do eleitorado.

O episódio envolvendo Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro mostra exatamente esse dilema. Para analistas de comunicação, a pergunta central não é apenas quem ganhou ou perdeu no confronto, mas como cada personagem consegue transformar a repercussão em narrativa política.

Para Flávio Bolsonaro, o episódio carrega riscos evidentes. Uma disputa pública dentro do próprio campo político pode transmitir sensação de divisão, gerar desconforto entre aliados e abrir espaço para adversários explorarem a ideia de falta de unidade dentro do grupo bolsonarista.

Por outro lado, a crise também pode oferecer ao senador uma oportunidade de comunicação. Em política, exposição é um elemento fundamental. Um nome que está sendo debatido, analisado e comentado permanece no centro da atenção pública. E atenção, principalmente em períodos de pré-campanha, é um dos principais recursos para qualquer político.

O ponto positivo para Flávio está justamente na possibilidade de construir uma imagem própria. Durante anos, sua trajetória política esteve diretamente associada ao sobrenome Bolsonaro e à figura do pai, Jair Bolsonaro. Um episódio de confronto interno pode permitir que ele mostre personalidade, capacidade de reação e autonomia diante de situações difíceis.

Do ponto de vista da assessoria de imprensa, o desafio é transformar uma crise de relacionamento em uma narrativa de liderança. A comunicação precisa evitar que o episódio seja interpretado apenas como uma briga familiar ou uma disputa de espaço, e trabalhar uma mensagem que apresente Flávio como alguém preparado para enfrentar pressões, tomar decisões e manter foco em objetivos maiores.

A fala usada por ele, ao defender que “o que importa é o jogo do Brasil”, por exemplo, pode ser explorada estrategicamente como uma tentativa de demonstrar foco em um projeto político mais amplo, deixando de lado questões pessoais. A narrativa possível seria a de um político que prefere olhar para o futuro e para uma missão coletiva, em vez de permanecer preso a conflitos internos.

Mas esse movimento exige cuidado. Na comunicação política, não basta responder ao fato; é necessário controlar o significado do fato. Se a opinião pública enxergar apenas uma disputa dentro da família Bolsonaro, o desgaste pode crescer. Porém, se a equipe de comunicação conseguir reposicionar o episódio como uma demonstração de maturidade, equilíbrio e independência, o impacto pode ser diferente.

Outro ponto importante é o comportamento do eleitor. Grupos políticos não são formados apenas por argumentos racionais. Existe identificação emocional, vínculo e percepção de autenticidade. Para uma parcela do eleitorado, uma reação firme pode ser interpretada como coragem e posicionamento, enquanto para outros pode representar divisão.

É justamente por isso que crises políticas precisam ser analisadas além da superfície. O episódio não é apenas sobre uma troca de declarações; é uma disputa por narrativa.

Para a assessoria de Flávio Bolsonaro, a estratégia mais inteligente seria evitar prolongar o conflito, reduzir o tom pessoal e direcionar a comunicação para temas que reforcem competência, preparo e capacidade de liderança. A política costuma punir quem parece preso ao passado, mas recompensa quem consegue apresentar uma visão de futuro.

O momento pode servir para Flávio consolidar uma imagem menos dependente da estrutura familiar e mais associada ao próprio posicionamento político. Em vez de tentar apagar a crise, a comunicação pode trabalhar para mostrar como ele reage diante dela.

A grande lição para profissionais de assessoria de imprensa é que nenhuma crise existe apenas pelo fato ocorrido. Ela existe pela interpretação que o público faz daquele acontecimento.

No ambiente político, quem controla a narrativa depois da crise muitas vezes consegue transformar um problema em oportunidade. E, nesse caso, o maior desafio de Flávio Bolsonaro não é vencer o embate público com Michelle, mas definir qual imagem ele quer deixar após esse episódio: a de alguém envolvido em uma disputa interna ou a de um político capaz de atravessar conflitos e seguir construindo seu próprio caminho.

 

 

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Torcedores não se intimidam com frio e curtem jogo do Brasil em seis bairros de Cuiabá

A adolescente Verônica Vittoria contou que participar da decoração foi uma experiência especial para a comunidade.

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A temperatura de 14°C registrada em Cuiabá na noite desta quarta-feira (24), considerada atípica para uma cidade conhecida pelo calor intenso durante a maior parte do ano, não afastou os torcedores que participaram da campanha Minha Rua é Show de Bola. Nos seis pontos contemplados pela Prefeitura de Cuiabá, moradores se reuniram para acompanhar a partida entre Brasil e Escócia em telões instalados nos bairros, reforçando o espírito de comunidade e a tradição das ruas decoradas durante os jogos da Seleção Brasileira. O Brasil venceu a partida por 3 a 0.

A ação, idealizada pelo prefeito Abilio Brunini, transformou ruas da capital em verdadeiras arquibancadas a céu aberto, reunindo famílias, amigos e vizinhos para torcer pela Seleção Brasileira em um ambiente de confraternização e integração comunitária.

Os seis telões foram instalados na Rua Vila Mirante, no bairro Ribeirão do Lipa; Rua Lages, no CPA I; Rua 17, no bairro Santa Terezinha; Rua 15, no bairro João Bosco Pinheiro; Rua 44, no bairro São João Del Rey; e Rua Belo Horizonte, no bairro Alvorada. A estrutura contou ainda com tendas, cadeiras, distribuição de água e apoio operacional da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob).

Durante a transmissão da partida, o prefeito Abilio Brunini visitou algumas das ruas contempladas para acompanhar de perto a participação dos moradores e prestigiar o trabalho realizado pelas comunidades na decoração dos espaços. Nas visitas, conversou com os moradores, observou os detalhes das pinturas e reforçou a importância da iniciativa para o fortalecimento da convivência entre os bairros.

“Ver as ruas decoradas, as famílias reunidas e os vizinhos trabalhando juntos por um objetivo comum mostra que o futebol vai muito além das quatro linhas. O Minha Rua é Show de Bola resgata uma tradição bonita dos bairros e fortalece o sentimento de pertencimento e comunidade entre os moradores de Cuiabá. Fiz questão de visitar algumas dessas ruas para agradecer pessoalmente o empenho de todos que participaram dessa mobilização”, afirmou o prefeito.

Em visita ao bairro Ribeirão do Lipa, o prefeito também destacou a continuidade da ação nas próximas fases da competição. “Agora já sabemos o próximo jogo da fase, então vai ter sim. Serão novas ruas sorteadas e quatro telões, como é o padrão normalmente. É torcer para que não esteja frio nem chovendo, para que a população possa ir para a rua com tranquilidade. O objetivo é levar as pessoas ao espaço público, fortalecer o convívio e a vivência da comunidade”, pontuou.

Morador do bairro João Bosco Pinheiro, Emerson Germano destacou que a escolha da rua foi resultado do empenho coletivo dos moradores.

“Todo mundo ajudou de alguma forma. Teve gente que pintou, que arrecadou material, que organizou a rua e chamou os vizinhos para participar. Ver o telão montado hoje é uma recompensa para todo esse esforço coletivo.”

Em diversos bairros, os preparativos começaram semanas antes do início da competição. Mais de 12 moradores do Residencial João Bosco Pinheiro se mobilizaram para pintar as ruas, confeccionar bandeiras, desenhar jogadores e produzir decorações inspiradas na Seleção Brasileira. As ações tiveram início em meados de maio e seguiram até mesmo durante a madrugada, em sistema de revezamento entre os participantes.

A adolescente Verônica Vittoria contou que participar da decoração foi uma experiência especial para a comunidade.

“Foi muito legal participar. A gente pintou bandeiras, desenhou jogadores e deixou a rua toda no clima da Copa. Quando vimos que a nossa rua foi escolhida, foi uma alegria para todo mundo. Valeu cada dia que a gente passou ajudando na decoração.”

Esta foi a terceira transmissão realizada pela Prefeitura de Cuiabá por meio da campanha Minha Rua é Show de Bola.

No primeiro jogo da Seleção Brasileira, contra Marrocos, realizado no sábado (13), os telões foram instalados na Rua Ponta Grossa, no bairro CPA I, e na Rua Cáceres, no bairro Parque Amperco.

Já na partida entre Brasil e Haiti, realizada na sexta-feira (19), cinco telões foram disponibilizados à população. Os locais contemplados foram a Rua 17, no bairro Santa Terezinha; Rua 15, no bairro João Bosco Pinheiro; Rua 44, no bairro São João Del Rey; Rua Belo Horizonte, no bairro Alvorada; e a Praça Cultural do Parque Cuiabá, que recebeu uma estrutura especial voltada para a comunidade haitiana residente na capital.

Mais do que assistir a um jogo de futebol, os moradores revivem uma tradição que marcou gerações. As ruas decoradas, os encontros ao ar livre e a convivência entre famílias despertam um sentimento de nostalgia que há muito tempo não era visto com tanta intensidade nos bairros da capital.

Para Rogério Miranda, a iniciativa também contribuiu para aproximar os moradores e resgatar uma tradição dos bairros. “Além do futebol, a campanha uniu as famílias e fortaleceu a amizade entre os vizinhos. A gente também agradece à Prefeitura por incentivar esse movimento e proporcionar esse momento de convivência para a comunidade”, pontuou.

O concurso Minha Rua é Show de Bola foi criado pela Prefeitura de Cuiabá para incentivar a participação popular e fortalecer os laços comunitários durante os jogos da Seleção Brasileira.

A ideia surgiu a partir da proposta de resgatar a tradição das ruas decoradas, tão comum em décadas anteriores, estimulando moradores a trabalharem juntos em prol de um objetivo comum.

Os moradores gravam vídeos mostrando a decoração da rua e enviam o material para os canais oficiais da Prefeitura de Cuiabá. Os vídeos são publicados nas redes sociais da administração municipal para votação popular. As ruas vencedoras são definidas com base na mobilização da comunidade e na interação obtida nas publicações, e recebem estrutura com telões, tendas, cadeiras, água e apoio logístico para acompanhar os jogos da Seleção Brasileira.

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