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Veja como foi o Arraiá da ALMT

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Nem mesmo o frio que tomou conta de Cuiabá na noite desta quinta-feira (25) foi capaz de afastar o público do tradicional Arraiá da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Realizado no estacionamento da instituição, com entrada gratuita, o evento reuniu servidores, familiares e milhares de visitantes em uma noite marcada pela valorização da cultura popular, da música e da gastronomia típica das festas juninas.

Integrando o calendário cultural da Assembleia Legislativa, o arraiá mais uma vez transformou o espaço do Parlamento em um grande ponto de encontro para famílias e amantes das tradições juninas, reforçando o compromisso da Casa de Leis com a promoção da cultura regional e da convivência comunitária.

A programação cultural foi um dos grandes destaques da noite. Vindos de Tangará da Serra, os integrantes do Grupo Cultural Os de Fora encantaram o público com uma apresentação repleta de cores, coreografias e elementos tradicionais das festas populares brasileiras, arrancando aplausos e emocionando quem acompanhava o espetáculo.

Na sequência, a animação continuou com os shows da Banda Novo Som, do cantor Matheuzinho Sucessinho e de Christian de Paula, que levaram ao palco um repertório repleto de clássicos juninos, sertanejo e músicas populares, fazendo o público cantar, dançar e aproveitar cada momento da festa.

Além das atrações musicais, o Arraiá da Assembleia ofereceu uma ampla praça de alimentação com barracas de comidas típicas, doces tradicionais e bebidas, proporcionando aos visitantes uma verdadeira experiência gastronômica das festas de São João. Pratos típicos, sabores regionais e o clima acolhedor contribuíram para o sucesso do evento.

Outro destaque foi a presença de famílias inteiras, crianças caracterizadas, casais e grupos de amigos que aproveitaram a noite para registrar o momento em fotografias e celebrar uma das manifestações culturais mais tradicionais do país.

Durante toda a programação, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi, circulou entre o público, cumprimentou visitantes, posou para fotos e conversou com servidores e famílias presentes. A proximidade com a população reforçou o ambiente descontraído da festa e evidenciou o caráter acolhedor do evento, que já faz parte do calendário cultural mato-grossense.

Mais do que uma festa, o Arraiá da Assembleia consolidou-se como um espaço de valorização das tradições populares, reunindo cultura, lazer, integração social e entretenimento em uma celebração que atravessa gerações e fortalece a identidade cultural de Mato Grosso.

Com grande participação popular e clima de confraternização, a edição deste ano confirmou mais uma vez o sucesso da iniciativa, mostrando que nem mesmo as baixas temperaturas foram capazes de esfriar o entusiasmo dos cuiabanos por uma boa festa junina.

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Farmhouse transforma a força feminina do agro em ambiente de conexão

Espaço une tradição, contemporaneidade e protagonismo feminino em uma experiência que conecta agro, design, arquitetura, negócios e relações humanas

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Inspirado na força feminina presente no campo, o projeto Farmhouse chega à mostra Casa Cor Mato Grosso 2026 propondo uma conexão entre tradição e inovação, campo e cidade, memória e futuro. Uma experiência que traduz a essência do agronegócio mato-grossense por meio das pessoas que constroem sua história, que poderá ser visitada entre os dias 26.06 e 30.08 em Cuiabá.

À frente da iniciativa estão as empresárias Geni Schenkel (Movimento Agroligadas); Gabriela Tonhá e Giovanna Tonhá (Estância Bahia); Adriane Steinmetz (Raccolto Gestão) e Juliana Junqueira Barbour (Barbour Agropecuária e Agro em Arte). O ambiente leva a assinatura da designer de interiores Rafaela Campanati.

Segundo elas, a Farmhouse foi criada a partir do desejo de transformar uma narrativa que já existe em espaço para que todos o publico tenha acesso a ela: a de que agronegócio é feito por famílias, lideranças, empreendedores e mulheres que participam ativamente do desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso.

Alinhado ao tema da CasaCor Mato Grosso 2026, “Mente e Coração”, o ambiente propõe uma reflexão sobre equilíbrio e pertencimento. A ambientação traduz esse conceito em cada detalhe. Tons terrosos remetem ao solo que impulsiona a produção do estado, enquanto o verde presente no mobiliário simboliza crescimento, renovação e vida. Elementos como panelas de cobre, tecidos florais, azulejos e objetos afetivos reforçam a conexão entre memória, acolhimento e legado, criando uma atmosfera que une sofisticação e identidade.

Para Juliana Junqueira Barbour, a Farmhouse representa uma oportunidade de ampliar o olhar das pessoas sobre o agronegócio. “Queremos mostrar que o agro vai muito além da produção. Ele é feito de pessoas, histórias, cultura, tradição e futuro. A Farmhouse traduz essa conexão entre raízes e inovação, criando um espaço onde o visitante consegue compreender a essência do campo de forma sensível e acolhedora”, afirma.

Já Geni Schenkel destaca o papel do ambiente como uma ponte entre diferentes realidades. “A Farmhouse nasce para aproximar o público do agro de forma genuína. É um convite para conhecer quem está por trás da produção, valorizar as pessoas que constroem esse setor diariamente e reconhecer a contribuição das mulheres que lideram, empreendem e transformam o campo brasileiro”, ressalta.

Ao longo da mostra, o ambiente receberá encontros, experiências e ações voltadas ao networking, ao fortalecimento de marcas e ao compartilhamento de histórias que ajudam a construir o futuro do agronegócio.

Para as criadoras, mais do que apresentar um ambiente, o projeto busca deixar um legado de valorização das raízes, do protagonismo feminino, da sucessão familiar, do empreendedorismo e das conexões que impulsionam o desenvolvimento do agro brasileiro. A mensagem é simples: por trás de cada conquista do setor existem pessoas, sonhos, histórias e gerações construindo o futuro.

Entre os parceiros que participam da construção do projeto estão Sicredi – Agência Carmindo de Campos, Agriconection, Movimento Agroligadas, Estância Bahia, Raccolto Gestão e Agropecuária Barbour, além de empresas ligadas à concepção arquitetônica e ambientação do espaço.

A visitação à Farmhouse está incluída no circuito da CasaCor Mato Grosso 2026, realizada no antigo prédio do Hospital Jardim Cuiabá, em Cuiabá (MT), com visitação entre os dias 26.06 e 30.08.

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O que crimes brutais revelam sobre o sistema penal brasileiro

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Existe um momento em que a violência deixa de ser apenas uma ocorrência policial e passa a revelar uma questão mais profunda: a capacidade do Estado de responder a crimes que ultrapassam qualquer limite de humanidade.

Ao longo da minha trajetória na segurança pública, especialmente atuando em investigações de homicídios e crimes violentos, acompanhei de perto o sofrimento de vítimas e familiares. E uma coisa sempre ficou evidente: por trás de cada processo existe uma história que não aparece nos autos. Existe uma família destruída, uma vida interrompida e uma dor que permanece muito depois do encerramento de uma investigação.

Casos como a chacina de Sorriso, onde uma mãe e suas três filhas foram violentadas e assassinadas dentro de casa, e o episódio envolvendo uma adolescente de 13 anos na Baixada Fluminense, sequestrada e violentada após ser confundida com uma pessoa ligada a uma facção criminosa, revelam uma realidade que se repete: quando a violência ultrapassa todos os limites, a sociedade passa a questionar se a resposta do Estado está sendo proporcional à gravidade do que aconteceu.

Essa pergunta não nasce apenas da revolta. Ela nasce também da percepção de muitas pessoas de que existe uma distância entre a dimensão do dano causado às vítimas e a resposta entregue pelo sistema de Justiça. É importante afirmar: um Estado democrático precisa garantir direitos, respeitar o devido processo legal e assegurar que ninguém seja punido fora das regras estabelecidas. A Justiça não pode ser substituída pela vingança.

Mas também é preciso reconhecer outro lado desse debate: a vítima não pode ser a parte esquecida dentro do processo criminal.

Quando uma família perde alguém de forma violenta, ela não está acompanhando apenas um procedimento jurídico. Ela está tentando reconstruir uma vida que nunca mais será igual. E quando essa família percebe que o responsável pelo crime pode retornar ao convívio social antes que ela consiga compreender a ideia de justiça, cresce uma sensação de abandono.

É desse sentimento que nasce a percepção de impunidade.

Ignorar essa realidade é um erro. A sociedade precisa confiar que o Estado é capaz de investigar, julgar e responsabilizar quem pratica crimes graves. Quando essa confiança desaparece, surge um dos maiores riscos para qualquer democracia: a ideia de que cada pessoa deve buscar a própria justiça. E não existe sociedade segura quando o cidadão deixa de acreditar nas instituições.

O debate sobre segurança pública precisa superar uma falsa divisão entre punição e ressocialização. Um sistema penal eficiente precisa responsabilizar quem comete crimes graves, mas também precisa criar condições para impedir que novos crimes aconteçam.

Outros países que enfrentaram desafios semelhantes entenderam que segurança não depende de uma única medida. É necessário um sistema funcionando de forma integrada: investigação eficiente, julgamento em tempo adequado, cumprimento das decisões judiciais e um sistema prisional que não fortaleça o crime.
Ressocializar não pode significar ausência de consequência. E responsabilizar não pode significar abandonar a busca por uma sociedade com menos violência.

O Brasil precisa olhar para crimes brutais não apenas pelo impacto da notícia ou pela indignação do momento, mas pelo que eles revelam sobre nossas falhas.

A resposta não pode aparecer somente depois da tragédia. Ela precisa estar na prevenção, na eficiência das instituições e na construção de um sistema de Justiça que consiga proteger quem mais precisa dele: as vítimas.

Frederico Murta é delegado da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso

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Vídeo de Abilio mostra baixa procura por atendimento durante jogo da Seleção

Segundo o prefeito, a situação contrasta com a realidade observada em outros dias da semana, quando as unidades costumam registrar grande movimentação.

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, utilizou as redes sociais para mostrar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro praticamente vazia durante a partida da Seleção Brasileira, realizada na noite de quarta-feira (24). A publicação foi acompanhada de críticas ao uso inadequado do serviço por pessoas que procuram atendimento apenas para obter atestados médicos.

Em vídeo gravado dentro da unidade, Abilio destacou que médicos e profissionais de enfermagem estavam de plantão e disponíveis para atender a população, mas apenas duas pessoas procuraram atendimento durante o jogo.

Segundo o prefeito, a situação contrasta com a realidade observada em outros dias da semana, quando as unidades costumam registrar grande movimentação.

“Vem na UPA se realmente precisar, para que você não tire a oportunidade de quem realmente necessita. Muitas vezes a pessoa que precisa de atendimento não consegue porque outras procuram a unidade apenas para buscar um atestado”, afirmou.

Durante a gravação, Abilio ressaltou que a intenção não era ridicularizar os pacientes, mas promover uma reflexão sobre a utilização dos serviços de urgência e emergência.

 

O prefeito explicou que as UPAs são destinadas ao atendimento de situações mais graves e orientou que casos considerados simples sejam encaminhados às Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

“Se você quer apenas consultar uma pressão ou verificar uma condição básica de saúde, procure uma Unidade Básica de Saúde. A UPA deve ser utilizada para urgências e emergências”, disse.

Ao final da publicação, o gestor fez uma brincadeira ao relacionar a baixa procura por atendimento ao jogo da Seleção Brasileira.

“Que o Brasil jogue mais. Se tiver mais jogos, de repente a saúde melhora também”, comentou.

A declaração repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a superlotação das unidades de pronto atendimento e o uso adequado dos serviços públicos de saúde em Cuiabá.

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