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Mato Grosso

Vazamento de gás tóxico em frigorífico provoca evacuação em Juína

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Um vazamento de amônia registrado na tarde de sábado (2), em um frigorífico de Juína, mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso e acendeu alerta para os riscos de exposição ao gás tóxico em ambientes industriais. A ocorrência foi atendida pela 14ª Companhia Independente Bombeiros Militar (14ª CIBM) e, apesar do potencial de risco, não houve registro de feridos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a equipe foi acionada por funcionários da empresa após a identificação do vazamento. Ao chegarem ao local, os militares constataram que a brigada de incêndio do frigorífico já havia iniciado o protocolo de segurança e evacuado todos os trabalhadores da unidade.

De acordo com o técnico responsável pelo local, o vazamento ocorreu durante a manutenção de um equipamento.

Diante da ocorrência, os bombeiros realizaram o protocolo de resposta com uso de equipamentos de proteção específicos para ambientes contaminados. A equipe entrou na área utilizando roupas de proteção química nível A, equipamentos de proteção respiratória e detector multigás para avaliação das condições do ambiente.

Durante o monitoramento, os militares identificaram concentração de oxigênio acima de 20%, índice considerado seguro para respiração e que afastou risco imediato de sufocamento no local.

Após a análise, os bombeiros orientaram os responsáveis pela unidade sobre os procedimentos de segurança e determinaram a paralisação temporária das atividades até que a manutenção do equipamento fosse concluída e o ambiente totalmente estabilizado.

Apesar da gravidade potencial da ocorrência, nenhum trabalhador precisou de atendimento médico ou socorro por parte da corporação.

A amônia é um gás incolor, altamente tóxico e amplamente utilizado em sistemas industriais de refrigeração, especialmente em frigoríficos. Quando inalado, pode causar irritação intensa nas vias respiratórias, olhos e pele, além de representar risco severo à saúde em casos de exposição prolongada ou em altas concentrações.

O Corpo de Bombeiros reforçou que, em situações de vazamento, a recomendação é evacuar imediatamente o local, manter o ambiente ventilado e acionar o serviço de emergência pelo número 193. A corporação também alerta que qualquer intervenção deve ser feita exclusivamente por equipes treinadas e equipadas, com cumprimento rigoroso dos protocolos de segurança.

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Mato Grosso

Soja sustentável rende R$ 6 milhões em bônus e impulsiona agricultura regenerativa em Mato Grosso

Certificação internacional da soja evidencia o cumprimento rigoroso de 108 critérios ambientais, sociais e trabalhistas

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Produtores rurais ligados à Associação Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso) vão receber aproximadamente R$ 6 milhões em bônus pela comercialização de créditos de soja sustentável, referentes à safra 2024/2025. Mais do que a bonificação financeira, a certificação internacional da Round Table on Responsible Soy (RTRS) atesta que a produção segue critérios ambientais, sociais e econômicos rigorosos.Para obter o selo, os produtores precisam cumprir 108 exigências, que incluem respeito à legislação ambiental, preservação de áreas sensíveis, condições adequadas de trabalho, relacionamento com a comunidade, uso responsável de insumos e rastreabilidade total da produção.Cada tonelada de soja certificada gera um crédito, comercializado globalmente por meio da plataforma da RTRS e adquirido por empresas interessadas em cadeias sustentáveis. Na safra 2024/2025, os associados ao CAT Sorriso produziram 686 mil toneladas de soja responsável, com créditos vendidos para empresas da Holanda e da Argentina.

De acordo com a coordenadora do CAT Sorriso, Cristina Delicato, o diferencial está no acesso a mercados mais exigentes. “Essa bonificação vem diretamente do mercado. O produtor certificado acessa compradores que valorizam a soja responsável e pagam um prêmio adicional pela produção certificada”, explica.

Bônus vira investimento em qualidade de vida no campo

Parte significativa dos recursos obtidos com a certificação é revertida em melhorias nas propriedades rurais, especialmente voltadas ao bem-estar dos trabalhadores. É o caso das Fazendas São José, em Sorriso, e Buriti, em Peixoto de Azevedo.A produtora rural Geisa Carvalho Riedi afirma que o bônus da última safra já tem destino definido. “Vamos investir em melhorias no alojamento, na cantina, uniformes novos e em aquisições que beneficiem os colaboradores”, disse.

Com certificação desde 2022, a produtora rural avalia positivamente o processo. “A certificação gera confiança, do colaborador ao comprador. Para os funcionários, representa a certeza de um ambiente de trabalho seguro e alinhado à legislação”, destaca. Ela também ressalta ganhos na gestão. “As certificações elevam nosso nível de responsabilidade e refletem em uma organização mais eficiente”, afirma Geisa Carvalho Riedi.

Número de fazendas certificadas cresce quase seis vezes em 10 anos

Em uma década, o número de propriedades certificadas pelo selo RTRS vinculadas ao CAT Sorriso saltou de 9 para 53. O crescimento é resultado de um trabalho contínuo de suporte técnico e gestão.A gestora de Certificação do CAT, Júlia Ferreira, explica que a atuação inclui consultoria, organização documental, apoio na comercialização dos créditos e gestão na plataforma internacional. “Auxiliamos os produtores a comprovarem todas as boas práticas adotadas nas fazendas, além de atender aos demais critérios exigidos”, afirma.

O acompanhamento é permanente. Durante a safra, as equipes mantêm registros detalhados de todas as atividades. “A rotina da fazenda é dinâmica e exige anotação de tudo que é feito, desde o monitoramento de pragas, doenças, ervas daninhas, aplicações, a ficha é bem extensa”, completa.

Agricultura regenerativa avança entre os associados

As 53 fazendas certificadas adotam práticas de agricultura regenerativa, voltadas à melhoria da saúde do solo, maior retenção de água, redução da erosão e uso eficiente de insumos.

A presidente do CAT Sorriso, Márcia Becker Paiva, destaca o compromisso do grupo. “Nossos associados mostram que é possível produzir em diferentes escalas, desde pequenas, médias ou grandes, com respeito ao meio ambiente e às normas brasileiras”, afirma.

Além disso, os produtores avançam na agricultura de baixo carbono, com a adoção de práticas como o plantio direto e sistemas agroflorestais. “Essas práticas contribuem diretamente para a mitigação das mudanças climáticas, pois solos bem manejados sequestram mais carbono e tornam os sistemas produtivos mais resilientes”, ressalta Cristina Delicato.

A expectativa da associação é ampliar o número de produtores engajados. “Queremos crescer cada vez mais, reunindo produtores que compartilham desse mesmo compromisso com a sustentabilidade”, conclui.

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Mato Grosso

FIT Pantanal chega à 33ª edição consolidada como maior vitrine do turismo regional

Feira chega à 33ª edição consolidada como principal vitrine do turismo no Centro-Oeste e amplia integração entre cultura, gastronomia, negócios e agricultura familiar

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A 33ª edição da Feira Internacional do Turismo do Pantanal (FIT Pantanal) foi oficialmente lançada nesta segunda-feira (4), no Sesc Arsenal, em Cuiabá, com a proposta de ampliar a projeção de Mato Grosso no cenário nacional do turismo e consolidar o evento como a maior vitrine do setor no Centro-Oeste brasileiro.

A feira será realizada entre os dias 3 e 7 de junho, no Centro de Eventos do Pantanal, reunindo destinos turísticos, operadores, empresários, gestores públicos e o público em geral em uma programação voltada à promoção de negócios, experiências e integração de cadeias produtivas.

Realizada desde 1993, a FIT Pantanal passou a ser organizada, a partir de 2023, pela Fecomércio-MT em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). Desde então, o evento ampliou sua estrutura, profissionalizou sua proposta e alcançou números recordes. Em 2025, a feira recebeu cerca de 70 mil visitantes e movimentou mais de R$ 35 milhões em negócios prospectados.

Consolidação e expansão

Para o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, a FIT Pantanal entra em uma nova fase de consolidação e crescimento, com a meta de ultrapassar 100 mil visitantes em 2026.

“A FIT Pantanal já é uma marca consolidada. Ela existe há décadas, mas nos últimos anos ganhou nova força, nova estrutura e uma dimensão ainda maior. Hoje ela já é o principal evento de turismo do Centro-Oeste e Norte do Brasil, e nossa meta agora é elevar ainda mais esse patamar”, afirmou.

Segundo ele, um dos destaques desta edição será a ampliação da presença dos municípios e o fortalecimento da agricultura familiar, setor que ganhou protagonismo nas últimas edições.

“Este ano vamos receber mais de 80 municípios mostrando o que Mato Grosso tem de mais autêntico. O Pantanal, o Araguaia, o Cerrado e a Amazônia mato-grossense formam um patrimônio único, e a FIT é o espaço para apresentar isso ao Brasil e ao mundo”, destacou.

Wenceslau também ressaltou o papel estratégico do sistema Fecomércio na projeção nacional da feira.
“O Sesc e o Senac estão presentes em todo o país. Isso nos dá capilaridade para transformar a FIT Pantanal em uma vitrine nacional do turismo mato-grossense, conectando nossa cultura, gastronomia e potencial econômico ao restante do Brasil”, completou.

Turismo como marca e cadeia produtiva

Coordenador de conteúdo da FIT Pantanal, Jaime Okamura avalia que a feira deixou de ser apenas um evento para se tornar uma marca consolidada no setor turístico.

“A FIT Pantanal hoje não é só um evento, ela é uma marca. E essa força permite integrar todos os setores que compõem a cadeia do turismo: cultura, artesanato, agricultura familiar, hotelaria, agências, gastronomia, companhias aéreas e serviços. Essa integração é o que faz a feira crescer a cada edição”, afirmou.

Segundo Okamura, a expectativa para este ano é ampliar ainda mais o volume de negócios e a movimentação econômica gerada pela feira.

“Em 2025, só na rodada de negócios e nas negociações turísticas foram mais de R$ 35 milhões. Somando artesanato, agricultura familiar, comércio e serviços, a movimentação foi ainda maior. Neste ano, com cinco dias de programação, a expectativa é superar esses números com folga”, disse.

Ele destaca que a FIT será dividida em dois grandes eixos: o de negócios, voltado ao ambiente corporativo e institucional, e a Expo FIT, dedicada à exposição de produtos, experiências, gastronomia, cultura e entretenimento.
“A FIT se consolidou como um grande ambiente de negócios e também de experiência. O visitante encontra desde rodada empresarial até shows, gastronomia, artesanato e produtos da agricultura familiar. Isso amplia o alcance e fortalece toda a cadeia produtiva”, pontuou.

Conteúdo técnico e profissionalização

A programação técnica da feira também será ampliada nesta edição, com seminários, palestras e debates voltados à qualificação do setor e à discussão de temas estratégicos, como os impactos da reforma tributária sobre as atividades ligadas ao turismo.

“A parte técnica deste ano será muito rica. Vamos discutir conteúdo relevante, com foco em qualificação e em temas que impactam diretamente o setor, como CBS, IBS e os reflexos da reforma tributária sobre empresas ligadas ao turismo”, explicou Okamura.

Outro eixo fortalecido será o da agricultura familiar, com palestras específicas coordenadas pela Secretaria de Agricultura Familiar e foco na profissionalização dos pequenos produtores.

“A agricultura familiar cresceu muito dentro da FIT. Hoje, o pequeno produtor já apresenta produto com padrão de mercado, identidade visual, certificação e valor agregado. Isso mostra um processo real de profissionalização e geração de renda”, observou.

Impacto econômico e geração de renda

Coordenadora operacional da FIT Pantanal, Alcimari Moretti destaca que o impacto da feira vai além do turismo e alcança diretamente dezenas de segmentos da economia.

“Quando uma cidade realiza um evento que atrai visitantes de fora, 52 setores da economia são impactados, segundo o Ministério do Turismo. A FIT movimenta hotelaria, bares, restaurantes, transporte, comércio, serviços e toda a cadeia que abastece o setor”, afirmou.

Ela também chama atenção para o papel da feira como instrumento de formação e circulação de conhecimento.
“Além da movimentação econômica, a FIT também deixa conhecimento. Profissionais de fora vêm, compartilham experiência, capacitam pessoas e deixam esse legado na cidade. Isso fortalece o setor e ajuda a desenvolver o turismo de forma mais estruturada”, disse.

Segundo Alcimari, o turismo de negócios e eventos é hoje uma das frentes mais estratégicas para Mato Grosso.
“O turismo de eventos e negócios é uma das grandes forças da nossa capital. É ele que movimenta renda, gera emprego e impulsiona a economia de forma mais imediata. A FIT é hoje uma das principais engrenagens desse processo”, concluiu.

Serviço
Evento: FIT Pantanal 2026 – Feira Internacional do Turismo do Pantanal
Data da feira: de 3 a 7 de junho de 2026
Local da feira: Centro de Eventos do PantanalRealização: Fecomércio-MT e Governo de Mato Grosso, por meio da Sedec-MT
Público-alvo: empresários, operadores de turismo, agentes de viagens, gestores públicos, expositores, investidores, profissionais do setor e público em geralExpectativa de público: mais de 100 mil visitantes
Entrada: gratuita

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Mato Grosso

Com mais de 20 vagas em MT, Friboi lança programa para formação de jovens lideranças operações industriais

Iniciativa foca em recém-formados para ocupar posições de supervisão em atividades relacionadas à produção e manutenção em dez municípios do estado

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A Friboi, da JBS, anuncia a abertura do Friboi Desenvolve, uma iniciativa estratégica voltada à formação de primeira liderança nas áreas de produção e manutenção industrial da marca. No estado de Mato Grosso, o programa oferece 21 vagas distribuídas em unidades nas cidades de Água Boa, Alta Floresta, Araputanga, Barra do Garças, Colíder II, Confresa, Diamantino, Juara, Pedra Preta e Pontes e Lacerda.  As inscrições estão abertas e podem ser realizadas até o dia 22 de maio de 2026 diretamente no portal de carreiras da JBS pelo link: https://friboidesenvolve.gupy.io/. O programa oferece 62 vagas distribuídas em diversas fábricas pelo país e é voltado a  profissionais com até dois anos de formados em curso superior. Além do Mato Grosso, há ainda oportunidades nos estados de São Paulo, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará e Rondônia.

Os participantes do programa terão uma jornada de desenvolvimento com duração total de 18 meses, composta de 12 meses de aprendizado na prática, seguidos por seis meses de supervisão compartilhada, com a possibilidade de efetivação dos participantes em posições de liderança após conclusão do ciclo.

A estrutura de capacitação utiliza a metodologia de aprendizado 70-20-10. Nesse modelo, 70% do conhecimento é obtido por meio de vivência prática e job rotation, 20% via aprendizado social e troca de experiências com equipes e diretores, e 10% por meio de treinamentos estruturados e workshops.

Para as vagas de produção, o foco está nos graduados em Engenharia (Alimentos, Agronômica ou Produção), Zootecnia, Medicina Veterinária e Gestão Industrial. Para a área de manutenção, as oportunidades contemplam formados em Engenharia Eletricista, Mecânica, Mecatrônica, Química, Automação ou Manutenção Industrial.

“Nosso compromisso com o desenvolvimento de pessoas é o principal diferencial competitivo do negócio. Buscamos acelerar talentos com alto potencial, preparando líderes capazes de atuar com excelência e contribuir de forma sustentável para o futuro da organização”, afirma Wanderson Costa, Diretor de RH da Friboi.

O setor de proteína animal no Brasil mantém um papel central na balança comercial e na criação de empregos qualificados. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), o setor de alimentos oferece 10,6 milhões de postos de trabalho, o equivalente a 10,3% de toda a força de trabalho no país. O programa Friboi Desenvolve foi criado para atender essa demanda ao preparar profissionais para atuar em cenários em transformação e ritmo acelerado.

O processo seletivo é composto de seis etapas, incluindo testes, avaliações técnicas de resolução de problemas de produção ou diagnóstico de manutenção, e entrevistas com comitês locais e corporativos. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas até 22 de maio de 2026 diretamente no portal de carreiras da JBS neste link: https://friboidesenvolve.gupy.io/.

Presença da JBS em MT

A JBS está presente em 12 municípios mato-grossenses: Água Boa, Alta Floresta, Araputanga, Barra do Garças, Campo Verde, Colíder, Confresa, Diamantino, Juara, Pedra Preta, Pontes e Lacerda e Tangará da Serra, e é responsável pela geração de mais de 11 mil empregos diretos no estado. Com atuação destacada nas indústrias de bovinos, aves e suínos, a companhia também opera em áreas como produção de couros, transporte e agregação de valor.

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