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Política Nacional

União autoriza crédito de R$ 547 milhões para devolver descontos indevidos do INSS

Crédito extraordinário foi publicado no Diário Oficial da União e será utilizado para devolver valores descontados irregularmente de aposentados e pensionistas.

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O governo federal autorizou a liberação de R$ 547 milhões para ressarcir aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que sofreram descontos indevidos em seus benefícios. A medida foi oficializada por meio da Medida Provisória nº 1.378, publicada na edição desta terça-feira (21) do Diário Oficial da União.

Os recursos serão destinados ao programa Previdência Social: Promoção, Garantia de Direitos e Cidadania e executados pelo próprio INSS, responsável por realizar o reembolso aos beneficiários prejudicados.

Segundo o governo, o objetivo é garantir a devolução dos valores descontados de forma irregular de segurados vinculados ao Regime Geral de Previdência Social. O montante será custeado com recursos do orçamento da seguridade social.

A liberação foi feita por meio de crédito extraordinário, mecanismo previsto na Constituição Federal para atender despesas urgentes e imprevisíveis. Nesses casos, os recursos podem ser disponibilizados imediatamente por medida provisória, antes mesmo da análise e aprovação do Congresso Nacional.

A Medida Provisória nº 1.378 ainda será encaminhada ao Congresso, onde deputados e senadores deverão apreciar o texto para decidir sobre sua conversão definitiva em lei.

A iniciativa faz parte das ações adotadas pelo governo federal para reparar prejuízos causados por descontos não autorizados em benefícios previdenciários, tema que motivou investigações e medidas administrativas voltadas à proteção dos segurados do INSS.

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Política Nacional

Pesquisa Gerp mostra Flávio Bolsonaro à frente de Lula em eventual segundo turno

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de segundo turno para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (22) pelo instituto Gerp. Apesar da vantagem, os dois estão tecnicamente empatados, já que a diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento, que é de 2,19 pontos percentuais.

Na simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro registra 46% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 45%. Outros 8% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 1% não soube ou preferiu não responder.

A pesquisa também identificou diferenças no perfil do eleitorado dos dois possíveis candidatos. Flávio Bolsonaro apresenta melhor desempenho entre os homens, segmento em que alcança 55% das intenções de voto, contra 36% de Lula. O senador também lidera na Região Sul, com 54% da preferência dos entrevistados.

Já o presidente Lula tem desempenho superior entre as mulheres, com 52% das intenções de voto nesse grupo, e mantém maior vantagem na Região Nordeste, onde também registra 52%.

Na comparação com a rodada anterior da pesquisa, divulgada em 10 de julho, Flávio Bolsonaro oscilou um ponto percentual para cima, enquanto Lula avançou três pontos.

O instituto também simulou outros cenários de segundo turno. Contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), Lula aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o adversário soma 41%, configurando empate técnico.

Em uma eventual disputa contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula registra 44%, ante 38% do adversário.

Já no cenário contra Renan Santos, o presidente teria 45% das intenções de voto, enquanto o candidato aparece com 35%.

A pesquisa Gerp foi realizada entre os dias 15 e 17 de julho de 2026, por meio de entrevistas telefônicas assistidas por computador, com 2.000 eleitores. O levantamento tem nível de confiança de 95%, margem de erro de 2,19 pontos percentuais e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05026/2026.

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Política Nacional

Proposta amplia direitos de gestantes e reforça cobertura de acompanhantes pelos planos de saúde

Mesmo após duas décadas da Lei do Acompanhante, o direito ainda enfrenta dificuldades para ser efetivamente garantido

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Proposta regulamenta as responsabilidades de operadoras e instituições de saúde e estabelece regras para a cobertura de despesas, sedação e eventual renúncia ao direito de acompanhante

 

Um projeto de lei que obriga os planos de saúde a custearem as despesas do acompanhante da gestante durante o trabalho de parto, o parto e o pós-parto imediato avançou na Câmara dos Deputados. O PL n.º 2.570/2022, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), foi aprovado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e busca regulamentar aspectos não definidos de forma expressa na legislação brasileira.

Mesmo após duas décadas da Lei do Acompanhante, o direito ainda enfrenta dificuldades para ser efetivamente garantido. Dados da pesquisa nacional “Nascer no Brasil”, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indicam que apenas 18,8% das mulheres tiveram acompanhante durante toda a internação para o parto, incluindo o trabalho de parto, o parto e o pós-parto.

A pesquisa, que analisou aproximadamente 24 mil mulheres em todo o país, identificou que 24,5% das participantes não tiveram acompanhante em nenhum momento da internação, enquanto 56,7% contaram com esse apoio apenas em parte do período. Os dados evidenciam que a presença do acompanhante ainda ocorre de forma desigual no Brasil e revelam a distância entre a garantia prevista em lei e sua efetiva aplicação.

O direito ao acompanhante foi assegurado pela Lei n.º 11.108/2005, mas a norma não detalha aspectos como a responsabilidade pelo custeio das despesas, os procedimentos em situações de sedação da paciente e as condições para eventual renúncia ao acompanhamento. O PL n.º 2.570/2022 busca preencher essas lacunas ao determinar que as despesas sejam custeadas pelas operadoras de planos de saúde, estabelecer que a renúncia ao acompanhante só ocorra mediante manifestação expressa e por escrito da gestante e classificar o descumprimento da medida como infração sanitária em hospitais públicos e privados.

Para Fabiana Attié, advogada com especialização em direito médico, a discussão evidencia a necessidade de maior integração entre as normas existentes e sua aplicação prática. “O parto é um momento em que a gestante está especialmente vulnerável e, por isso, o direito ao acompanhante não pode depender de interpretações divergentes sobre cobertura ou questões administrativas. Quando a legislação deixa dúvidas sobre responsabilidades, quem acaba suportando as consequências é justamente a paciente. Ao detalhar esses pontos, o projeto tende a reduzir conflitos e dar maior efetividade a uma garantia já prevista em lei”, afirma.

Segundo Raul Canal, presidente da Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética), a proposta contribui para esclarecer as responsabilidades previstas na legislação. “A criação de novas regras para uma garantia já prevista em lei mostra que ainda existem desafios na aplicação prática das normas. Não basta estabelecer o direito; é necessário definir de forma objetiva quem deve arcar com os custos, quais procedimentos devem ser adotados e como será realizada a fiscalização. A clareza dessas responsabilidades contribui para reduzir conflitos entre pacientes, instituições de saúde e operadoras, além de proporcionar maior segurança jurídica para todos os envolvidos”, destaca.

O projeto também altera a Lei dos Planos de Saúde e a Lei Orgânica da Saúde para consolidar as garantias relacionadas ao acompanhante durante o parto. A proposta recebeu parecer favorável da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), e já havia sido aprovada pela Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais. Agora, será analisada pelas comissões de Saúde e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Como o texto já passou pelo Senado Federal, seguirá para sanção presidencial caso seja aprovado pelos deputados sem alterações.

 

ANADEM

Criada em 1998, a Anadem atua na defesa dos profissionais da saúde e promove o debate sobre temas relacionados ao exercício da medicina e da odontologia. A entidade realiza análises técnicas e propõe soluções em áreas de interesse da categoria, com destaque para o campo jurídico.

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Política Nacional

Governo anuncia endurecimento das regras para bets e promete combate a sites ilegais

Ministério da Fazenda promete ampliar a fiscalização, restringir propagandas e intensificar o combate às plataformas ilegais para reduzir o endividamento e proteger consumidores.

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O governo federal anunciou que vai endurecer as regras para o funcionamento das plataformas de apostas esportivas online, conhecidas como bets. A medida prevê maior fiscalização sobre o setor, combate às empresas que operam de forma irregular e novas restrições à publicidade das plataformas autorizadas.

O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. Segundo o ministro, o objetivo é fortalecer a proteção aos consumidores e reduzir os impactos financeiros e sociais provocados pelo crescimento das apostas online no país.

De acordo com Durigan, o governo adotará uma política de “tolerância zero” contra sites ilegais, ampliando o monitoramento das plataformas que atuam no mercado brasileiro.

“Nós temos as informações, sabemos a quantidade de apostas realizadas no país e conseguimos cruzar esses dados com indicadores de endividamento para aperfeiçoar as políticas de proteção da população”, afirmou o ministro.

Além da fiscalização, o governo pretende impor regras mais rígidas para a publicidade das empresas autorizadas, reduzindo a exposição dos consumidores às campanhas promocionais das plataformas de apostas.

A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas voltadas ao combate do endividamento das famílias e da ludopatia, transtorno caracterizado pelo vício em jogos de azar. A intenção é evitar que pessoas em situação de vulnerabilidade financeira sejam estimuladas a realizar apostas frequentes.

Durante a coletiva, Durigan também comentou a preocupação do governo com propostas aprovadas pelo Congresso Nacional que podem ampliar despesas públicas sem estudos detalhados sobre seus impactos fiscais.

Entre os temas mencionados está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da aposentadoria diferenciada dos agentes comunitários de saúde. Segundo o Ministério da Fazenda, a medida poderá gerar impacto estimado em R$ 27 bilhões nas contas públicas ao longo dos próximos dez anos.

O ministro afirmou ainda que o governo avalia recorrer ao Supremo Tribunal Federal caso considere que determinadas propostas aprovadas pelo Legislativo desrespeitem as regras de responsabilidade fiscal.

O debate ocorre em meio ao alerta feito recentemente por ministros do STF sobre a necessidade de estudos prévios de impacto financeiro antes da aprovação de projetos que criem novas despesas para a União.

As novas regras para o setor de apostas ainda serão detalhadas pelo governo federal, que pretende reforçar a regulamentação do mercado sem impedir a atuação das empresas autorizadas a operar no país.

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