Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Polícia

Operação cumpre 27 mandados contra facção envolvida com tráfico e monitoramento policial

Publicados

em

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (22), a Operação Vértice para desarticular uma facção criminosa investigada por atuar no tráfico de drogas e monitorar viaturas policiais na região de Gaúcha do Norte e Paranatinga. Ao todo, foram cumpridos 27 mandados judiciais em quatro municípios de Mato Grosso.

A operação resultou no cumprimento de 14 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias do Polo de Rondonópolis. As ordens judiciais foram executadas nas cidades de Gaúcha do Norte, Paranatinga, Água Boa e Rondonópolis.

Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início em abril de 2025, após a prisão de um homem apontado como líder e gerente do tráfico de drogas em Gaúcha do Norte. Conforme a apuração, ele era responsável por fazer a ligação entre a cúpula da facção criminosa e os traficantes que atuavam diretamente na venda de entorpecentes no município.

Durante a investigação, os policiais identificaram que o grupo não se limitava ao comércio de drogas. A facção também mantinha um sistema de monitoramento da movimentação de viaturas policiais em Gaúcha do Norte, além de impor normas de conduta e disciplina aos integrantes da organização criminosa.

As investigações foram conduzidas de forma integrada pelas Delegacias de Polícia de Gaúcha do Norte e Paranatinga.

A operação contou ainda com o apoio de equipes da Delegacia de Primavera do Leste, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste, do Núcleo de Inteligência de Primavera do Leste, da Delegacia de Água Boa e da Derf de Rondonópolis.

De acordo com a Polícia Civil, o nome “Vértice” faz referência ao principal alvo da investigação, apontado como o ponto central da estrutura criminosa. Segundo os investigadores, ele exercia a função de elo entre a liderança da facção e os demais integrantes responsáveis pela comercialização de drogas e pelas atividades ilícitas na região.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação da organização criminosa no interior do Estado.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Suspeito de tentativa de feminicídio é localizado morto com martelo e facão ao lado do corpo

Miguel Martins de Jesus, de 68 anos, era procurado pela Polícia Civil desde segunda-feira (20); causa da morte será esclarecida por investigação da DHPP.

Publicados

em

O homem encontrado morto na tarde desta terça-feira (21), em uma área de mata às margens da Avenida Contorno Leste, em Cuiabá, foi identificado como Miguel Martins de Jesus, de 68 anos. Ele era procurado pela Polícia Civil desde segunda-feira (20), suspeito de tentar matar a própria esposa, Palmira Rodrigues dos Santos, de 54 anos, durante uma discussão na residência do casal.

De acordo com a ocorrência registrada pela Polícia Militar, o crime aconteceu no bairro Recanto das Siriemas. Durante um desentendimento, Miguel teria atingido a companheira na cabeça com um martelo e fugido a pé antes da chegada dos policiais.

Palmira foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde recebeu atendimento médico.

Um dia após o ataque, o corpo de Miguel foi localizado em uma área de mata no bairro Flor do Leste, às margens da Avenida Contorno Leste. Conforme as primeiras informações, o cadáver apresentava ferimentos na cabeça e no rosto. Próximo ao corpo, os policiais encontraram um martelo e um facão, materiais que foram recolhidos para perícia.

A Polícia Militar isolou a área até a chegada das equipes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsáveis pelos levantamentos iniciais.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames que deverão apontar a causa da morte.

Até o momento, a Polícia Civil não confirmou se a morte de Miguel Martins de Jesus tem relação com a tentativa de feminicídio registrada no dia anterior. A DHPP conduz as investigações para esclarecer as circunstâncias do caso e verificar se houve participação de terceiros no óbito.

Continue lendo

Polícia

Operação Laço Oculto: saiba quem são os alvos apontados pela Polícia Civil

“A gente entende que o crime foi muito oportunista. Eles perceberam que, literalmente, a vítima era uma ‘galinha dos ovos de ouro’. Pressionavam ela, utilizavam dessa engenharia social muito parecida com o que estelionatários fazem”, afirmou.

Publicados

em

A Polícia Civil identificou os dois servidores da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) investigados por participação em um esquema de extorsão e lavagem de dinheiro que teria causado prejuízo superior a R$ 1,1 milhão a uma colega de trabalho. Eles são Fernanda Leite da Matta e Deiwson Ortelhado, ambos servidores concursados e lotados no setor administrativo da pasta.

Os nomes vieram à tona durante a Operação Laço Oculto, deflagrada nesta segunda-feira (21) pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Cuiabá. Além dos dois servidores, a investigação aponta o envolvimento de um policial militar, apontado como responsável pela articulação financeira do grupo, e de dois moradores de Várzea Grande, suspeitos de atuarem como intermediários na movimentação do dinheiro.

Segundo as investigações, o esquema teve início quando Deiwson Ortelhado pediu emprestada a conta bancária da colega, alegando enfrentar dificuldades financeiras. A vítima aceitou o pedido e recebeu uma transferência em sua conta. A partir desse momento, passou a ser convencida de que havia assumido uma dívida com supostos agiotas.

Conforme a Polícia Civil, Fernanda Leite da Matta teria assumido o papel de intermediar as cobranças e reforçar as ameaças feitas à vítima, mantendo-a sob constante pressão psicológica para que realizasse os pagamentos.

Durante entrevista, o delegado Hugo Abdon Lima, responsável pelo caso, explicou como o grupo teria criado a narrativa para convencer a servidora de que corria risco de morte.

“O colega masculino dela, da secretaria, solicitou a conta bancária dela emprestada: ‘Olha, estou endividado, preciso da sua conta bancária emprestada’. Ela, colaborativa, emprestou a conta bancária e recebeu o valor de uma outra pessoa. Esses colegas viram que era o CPF dela e disseram: ‘Agora você também está em dívida com eles, tem que pagar junto conosco senão eles vão nos matar'”, relatou.

Ainda de acordo com a investigação, entre 2022 e 2025 a vítima realizou sucessivas transferências bancárias que somaram R$ 1.132.680. Para conseguir efetuar os pagamentos, utilizou recursos da previdência privada, contratou empréstimos, fez saques em cartões de crédito e consumiu economias destinadas à construção da própria casa.

Para o delegado, o grupo se aproveitou da fragilidade emocional da servidora para manter o esquema funcionando durante anos.

“A gente entende que o crime foi muito oportunista. Eles perceberam que, literalmente, a vítima era uma ‘galinha dos ovos de ouro’. Pressionavam ela, utilizavam dessa engenharia social muito parecida com o que estelionatários fazem”, afirmou.

As quebras de sigilo bancário autorizadas pela Justiça indicaram que os recursos passavam inicialmente pelas contas de Fernanda Leite da Matta e Deiwson Ortelhado antes de serem distribuídos aos demais investigados.

A análise financeira também apontou movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada dos suspeitos. Segundo a Polícia Civil, um dos investigados movimentou cerca de R$ 7 milhões, o que reforçou a suspeita da prática de lavagem de dinheiro.

Nesta fase da Operação Laço Oculto, a Justiça determinou o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, o bloqueio de até R$ 3,3 milhões das contas dos investigados e o sequestro de seis veículos e uma motocicleta. Não houve prisões.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a participação de cada um dos investigados. Paralelamente, os servidores da SES deverão responder a processos administrativos disciplinares no âmbito da Secretaria de Estado de Saúde.

Continue lendo

Polícia

Polícia mira servidora e PM por golpe de R$ 1,1 mi em membro da SES

Segundo a Polícia Civil, vítima foi submetida durante três anos a ameaças e manipulação psicológica, realizando empréstimos, financiamentos e transferências sob a falsa alegação de dívidas com agiotas.

Publicados

em

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (21), a Operação Laço Oculto para desarticular um suposto esquema de extorsão que teria causado prejuízo superior a R$ 1,1 milhão a uma servidora pública da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Entre os investigados estão uma servidora da pasta, um policial militar e pessoas apontadas como integrantes do núcleo financeiro da organização.

Ao todo, são cumpridos 14 mandados judiciais, sendo cinco de busca e apreensão domiciliar, um de busca e apreensão de veículo, cinco de sequestro de bens e três de bloqueio de ativos financeiros. As ordens de indisponibilidade patrimonial podem alcançar mais de R$ 3,3 milhões.

As diligências são coordenadas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá e ocorrem em Cuiabá e Várzea Grande, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar. Segundo a Polícia Civil, a Secretaria de Estado de Saúde colaborou com as investigações, embora não seja investigada no caso.

De acordo com o inquérito, a vítima teria sido submetida, entre 2022 e 2025, a um processo contínuo de intimidação e manipulação psicológica por uma colega de trabalho. Conforme a investigação, a suspeita afirmava que ambas estavam sendo ameaçadas por agiotas em razão de uma suposta dívida envolvendo outro servidor público.

Segundo a Polícia Civil, a investigada dizia que os criminosos conheciam a rotina das duas e poderiam atacar familiares caso os pagamentos não fossem realizados. Ao mesmo tempo, apresentava-se como vítima da situação e afirmava que negociaria a dívida, convencendo a servidora a realizar sucessivos repasses de dinheiro.

Sob constante estado de medo, a vítima contraiu empréstimos, realizou saques em cartões de crédito, resgatou recursos da previdência privada e utilizou economias destinadas à construção da própria residência. Ainda conforme a investigação, ela também foi convencida a financiar, em seu nome, uma caminhonete que seria utilizada pelo marido da principal investigada.

O esquema só teria sido interrompido quando o marido da vítima percebeu o abalo emocional da esposa, descobriu as transferências e procurou a Polícia Civil.

As investigações apontam que a servidora transferiu diretamente R$ 1.132.680 para a conta da colega de trabalho. O valor foi confirmado após quebra do sigilo bancário autorizada pela Justiça e análise financeira realizada pela Polícia Civil.

O rastreamento dos recursos identificou repasses para outras pessoas ligadas ao grupo investigado, além de movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos, elevado volume de saques em dinheiro e indícios da utilização de contas de terceiros para ocultação e circulação dos valores.

Todas as medidas cautelares foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após manifestação favorável do Ministério Público. A decisão também determinou o sequestro de bens, apreensão de veículos e dispositivos eletrônicos para aprofundar as investigações.

Segundo a Polícia Civil, o nome “Laço Oculto” faz referência ao vínculo de dependência emocional e medo criado para manter a vítima sob controle, enquanto os valores eram continuamente exigidos e distribuídos entre integrantes do suposto esquema.

As investigações prosseguem para identificar a participação de cada envolvido, recuperar os valores desviados e apurar a possível prática dos crimes de extorsão, lavagem de dinheiro e agiotagem.

Continue lendo

Política

Polícia

GERAL

Mais Lidas da Semana