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Política Nacional

Proposta amplia direitos de gestantes e reforça cobertura de acompanhantes pelos planos de saúde

Mesmo após duas décadas da Lei do Acompanhante, o direito ainda enfrenta dificuldades para ser efetivamente garantido

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Proposta regulamenta as responsabilidades de operadoras e instituições de saúde e estabelece regras para a cobertura de despesas, sedação e eventual renúncia ao direito de acompanhante

 

Um projeto de lei que obriga os planos de saúde a custearem as despesas do acompanhante da gestante durante o trabalho de parto, o parto e o pós-parto imediato avançou na Câmara dos Deputados. O PL n.º 2.570/2022, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), foi aprovado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e busca regulamentar aspectos não definidos de forma expressa na legislação brasileira.

Mesmo após duas décadas da Lei do Acompanhante, o direito ainda enfrenta dificuldades para ser efetivamente garantido. Dados da pesquisa nacional “Nascer no Brasil”, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indicam que apenas 18,8% das mulheres tiveram acompanhante durante toda a internação para o parto, incluindo o trabalho de parto, o parto e o pós-parto.

A pesquisa, que analisou aproximadamente 24 mil mulheres em todo o país, identificou que 24,5% das participantes não tiveram acompanhante em nenhum momento da internação, enquanto 56,7% contaram com esse apoio apenas em parte do período. Os dados evidenciam que a presença do acompanhante ainda ocorre de forma desigual no Brasil e revelam a distância entre a garantia prevista em lei e sua efetiva aplicação.

O direito ao acompanhante foi assegurado pela Lei n.º 11.108/2005, mas a norma não detalha aspectos como a responsabilidade pelo custeio das despesas, os procedimentos em situações de sedação da paciente e as condições para eventual renúncia ao acompanhamento. O PL n.º 2.570/2022 busca preencher essas lacunas ao determinar que as despesas sejam custeadas pelas operadoras de planos de saúde, estabelecer que a renúncia ao acompanhante só ocorra mediante manifestação expressa e por escrito da gestante e classificar o descumprimento da medida como infração sanitária em hospitais públicos e privados.

Para Fabiana Attié, advogada com especialização em direito médico, a discussão evidencia a necessidade de maior integração entre as normas existentes e sua aplicação prática. “O parto é um momento em que a gestante está especialmente vulnerável e, por isso, o direito ao acompanhante não pode depender de interpretações divergentes sobre cobertura ou questões administrativas. Quando a legislação deixa dúvidas sobre responsabilidades, quem acaba suportando as consequências é justamente a paciente. Ao detalhar esses pontos, o projeto tende a reduzir conflitos e dar maior efetividade a uma garantia já prevista em lei”, afirma.

Segundo Raul Canal, presidente da Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética), a proposta contribui para esclarecer as responsabilidades previstas na legislação. “A criação de novas regras para uma garantia já prevista em lei mostra que ainda existem desafios na aplicação prática das normas. Não basta estabelecer o direito; é necessário definir de forma objetiva quem deve arcar com os custos, quais procedimentos devem ser adotados e como será realizada a fiscalização. A clareza dessas responsabilidades contribui para reduzir conflitos entre pacientes, instituições de saúde e operadoras, além de proporcionar maior segurança jurídica para todos os envolvidos”, destaca.

O projeto também altera a Lei dos Planos de Saúde e a Lei Orgânica da Saúde para consolidar as garantias relacionadas ao acompanhante durante o parto. A proposta recebeu parecer favorável da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), e já havia sido aprovada pela Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais. Agora, será analisada pelas comissões de Saúde e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Como o texto já passou pelo Senado Federal, seguirá para sanção presidencial caso seja aprovado pelos deputados sem alterações.

 

ANADEM

Criada em 1998, a Anadem atua na defesa dos profissionais da saúde e promove o debate sobre temas relacionados ao exercício da medicina e da odontologia. A entidade realiza análises técnicas e propõe soluções em áreas de interesse da categoria, com destaque para o campo jurídico.

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Política Nacional

Governo anuncia endurecimento das regras para bets e promete combate a sites ilegais

Ministério da Fazenda promete ampliar a fiscalização, restringir propagandas e intensificar o combate às plataformas ilegais para reduzir o endividamento e proteger consumidores.

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O governo federal anunciou que vai endurecer as regras para o funcionamento das plataformas de apostas esportivas online, conhecidas como bets. A medida prevê maior fiscalização sobre o setor, combate às empresas que operam de forma irregular e novas restrições à publicidade das plataformas autorizadas.

O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. Segundo o ministro, o objetivo é fortalecer a proteção aos consumidores e reduzir os impactos financeiros e sociais provocados pelo crescimento das apostas online no país.

De acordo com Durigan, o governo adotará uma política de “tolerância zero” contra sites ilegais, ampliando o monitoramento das plataformas que atuam no mercado brasileiro.

“Nós temos as informações, sabemos a quantidade de apostas realizadas no país e conseguimos cruzar esses dados com indicadores de endividamento para aperfeiçoar as políticas de proteção da população”, afirmou o ministro.

Além da fiscalização, o governo pretende impor regras mais rígidas para a publicidade das empresas autorizadas, reduzindo a exposição dos consumidores às campanhas promocionais das plataformas de apostas.

A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas voltadas ao combate do endividamento das famílias e da ludopatia, transtorno caracterizado pelo vício em jogos de azar. A intenção é evitar que pessoas em situação de vulnerabilidade financeira sejam estimuladas a realizar apostas frequentes.

Durante a coletiva, Durigan também comentou a preocupação do governo com propostas aprovadas pelo Congresso Nacional que podem ampliar despesas públicas sem estudos detalhados sobre seus impactos fiscais.

Entre os temas mencionados está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da aposentadoria diferenciada dos agentes comunitários de saúde. Segundo o Ministério da Fazenda, a medida poderá gerar impacto estimado em R$ 27 bilhões nas contas públicas ao longo dos próximos dez anos.

O ministro afirmou ainda que o governo avalia recorrer ao Supremo Tribunal Federal caso considere que determinadas propostas aprovadas pelo Legislativo desrespeitem as regras de responsabilidade fiscal.

O debate ocorre em meio ao alerta feito recentemente por ministros do STF sobre a necessidade de estudos prévios de impacto financeiro antes da aprovação de projetos que criem novas despesas para a União.

As novas regras para o setor de apostas ainda serão detalhadas pelo governo federal, que pretende reforçar a regulamentação do mercado sem impedir a atuação das empresas autorizadas a operar no país.

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Política Nacional

Senador propõe debate sobre pena de morte após morte de bebê em Fortaleza

O senador comparou a jornada dos trabalhadores ao calendário de atividades do Congresso Nacional.

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (14), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) defendeu a reabertura do debate sobre a adoção da pena de morte no Brasil. Ao comentar a morte de uma criança de 10 meses, em Fortaleza, em que há suspeita de violência sexual, ele afirmou que casos dessa natureza impõem uma discussão sobre mudanças na legislação.

Como a vedação à pena de morte é considerada cláusula pétrea da Constituição — ou seja, não pode ser alterada por emenda —, exceto em caso de guerra declarada, Cleitinho aventou a possibilidade de que o tema seja discutido em uma nova Constituição.

— Temos que debater isso urgentemente e fazer uma nova Constituição para permitir a pena de morte — propôs.

6×1

Como fez em discursos anteriores, Cleitinho voltou a defender a aprovação da proposta de emenda à Constituição que extingue a escala de trabalho 6×1, em que se trabalham seis dias para folgar um. A PEC 221/2019, já aprovada pela Câmara dos Deputados, está em análise no Senado.

O senador comparou a jornada dos trabalhadores ao calendário de atividades do Congresso Nacional. Segundo seus cálculos, um trabalhador submetido à escala 6×1 trabalhará cerca de 313 dias em 2026, enquanto parlamentares teriam bem menos dias de trabalho, em razão dos recessos legislativos e do período de campanha eleitoral.

— Enquanto vocês [trabalhadores] ralam para trabalhar nessa escala, nós estaremos, a partir da semana que vem, de recesso. Em agosto começa o período eleitoral, e muitos dos que vão pedir voto para vocês não vão votar [o fim da] escala 6×1 — afirmou.

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Futura/Apex: Lula lidera no 1º turno e enfrenta empate técnico com Flávio no 2º

O levantamento também aponta que 6,5% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 1,1% disseram não saber ou preferiram não responder.

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Uma nova pesquisa do instituto Futura/Apex, divulgada nesta terça-feira (14), mostra um cenário mais equilibrado para a disputa presidencial de 2026. Em uma simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46,3% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 46,1%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Na comparação com o levantamento anterior, realizado em junho, Flávio Bolsonaro apresentou crescimento de 3,2 pontos percentuais, passando de 42,9% para 46,1%. Já Lula oscilou para baixo, recuando de 48,1% para 46,3%.

O levantamento também aponta que 6,5% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 1,1% disseram não saber ou preferiram não responder.

Nos demais cenários de segundo turno testados pelo instituto, Lula aparece à frente de Michelle Bolsonaro (46,1% a 44,3%), Ronaldo Caiado (45,1% a 38,9%), Romeu Zema (46% a 38,1%) e Renan Santos (46,4% a 33,1%).

No primeiro turno, Lula também lidera as simulações. No principal cenário, o petista soma 40,1% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 36,8%. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (5%), Romeu Zema (3,7%), Renan Santos (2,6%), Joaquim Barbosa (1,4%), Augusto Cury (1,1%) e Cabo Daciolo (0,7%).

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 7 e 11 de julho, em todas as regiões do país. O levantamento tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07294/2026.

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