Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Mato Grosso

Empresário morre em grave acidente entre caminhonete e duas carretas na BR-163

Equipes da concessionária, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) atenderam a ocorrência.

Publicados

em

O empresário Rômulo Santos Gimenez, de 45 anos, morreu na noite de terça-feira (21) após um grave acidente envolvendo a caminhonete que conduzia e duas carretas na BR-163, em Sorriso, a 398 quilômetros de Cuiabá. Um passageiro que estava no veículo ficou ferido e foi encaminhado para atendimento médico.

Segundo a concessionária Nova Rota do Oeste, responsável pela administração da rodovia, o acidente foi registrado por volta das 22h31, no quilômetro 783 da BR-163.

As informações preliminares apontam que houve uma colisão transversal entre as duas carretas e, na sequência, a caminhonete Volkswagen Amarok conduzida por Rômulo atingiu um dos veículos de carga frontalmente.

De acordo com o boletim de ocorrência, o empresário não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. O passageiro da caminhonete foi socorrido e encaminhado ao Hospital Regional de Sorriso. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre seu estado de saúde.

Os motoristas das duas carretas não sofreram ferimentos.

Equipes da concessionária, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) atenderam a ocorrência.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mato Grosso

Defender o agro é defender interesses particulares?

Por FLAVIANE RAMALHO – (nome político Flaviane Bolsonaro – pré-candidata a Deputada Estadual pelo partido NOVO), advogada há 21 anos, com pós-graduações em Direito Agrário, Direito Previdenciário, e Direito do Agronegócio, Membro da Comissão de Direito Agrário da OAB/MT

Publicados

em

A resposta é não.

Defender o agronegócio não significa defender interesses particulares. Sob a ótica jurídica, trata-se da proteção de um interesse homogêneo coletivo, pois seus reflexos alcançam toda a sociedade. Quando se defende a segurança jurídica no campo, o direito de produzir, a infraestrutura, a logística e políticas públicas eficientes, não se beneficia apenas o produtor rural, mas toda a cadeia econômica e, principalmente, o consumidor.

Em Mato Grosso, o agronegócio responde por mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, demonstrando que o desenvolvimento econômico do Estado está diretamente ligado ao desempenho do campo. Porém, seus efeitos ultrapassam os limites das propriedades rurais.

Outro aspecto que merece destaque é a soberania nacional. Nenhum país alcança verdadeira independência sem garantir segurança alimentar e capacidade de produção. Uma nação que depende de outros países para produzir alimentos ou matérias-primas estratégicas torna-se vulnerável a crises internacionais, conflitos geopolíticos e oscilações do mercado mundial. Por isso, fortalecer o agronegócio também é fortalecer a soberania do Brasil.

Além disso, é preciso conscientizar a população de que o agro está presente no cotidiano de todos. A soja transforma-se em óleo de cozinha, biodiesel e ração animal. O milho é utilizado na produção de alimentos, etanol e diversos produtos industrializados. O algodão vira roupas, toalhas e tecidos. A madeira abastece a construção civil. A pecuária fornece carne, leite e couro. Ou seja, o agro está na mesa das famílias, nas roupas que vestimos, no combustível utilizado pelos veículos e em inúmeros produtos consumidos diariamente.

O campo também movimenta caminhoneiros, oficinas mecânicas, postos de combustíveis, cooperativas, bancos, transportadoras, supermercados, indústrias, empresas de tecnologia e milhares de pequenos comerciantes. Quando o produtor investe, a cidade cresce. Quando a produção diminui, toda a economia sente os efeitos.

Defender o agronegócio, portanto, não é privilegiar um grupo específico. É proteger um setor estratégico que gera empregos, impulsiona o desenvolvimento, garante alimentos, fortalece a economia e preserva a soberania nacional. Em um Estado como Mato Grosso, defender o agro é defender o interesse de toda a coletividade.

Por FLAVIANE RAMALHO – (nome político Flaviane Bolsonaro – pré-candidata a Deputada Estadual pelo partido NOVO), advogada há 21 anos, com pós-graduações em Direito Agrário, Direito Previdenciário, e Direito do Agronegócio, Membro da Comissão de Direito Agrário da OAB/MT, Membro da Academia Brasileira de Direito do Agronegócio – ABRADA, Certificada Quality Brasil, Membro Certificada do LAQI, integrando o modelo de Excelência Latino-Americano, e condecorada internacionalmente “The Lawyer of the Year 2025 – Highly Commended pelo Latin American Quality Institute, e Global Law Firm Quality Certification 2025.

Continue lendo

Geral

Educar também é dizer não: por que defendo limites às redes sociais na infância

Diogo Botelho – advogado e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso

Publicados

em

Hoje eu quero falar com você, pai e mãe: seu filho está sendo criado pela família ou pela tela? Há uma frase que talvez incomode muita gente, mas alguém precisa dizer: educar também é dizer não. Durante décadas protegemos nossas crianças do cigarro, da bebida, da violência e da pornografia, mas abrimos a porta de casa para um aparelho que entrega tudo isso na palma da mão. Não é sobre demonizar a tecnologia, que não é boa nem má em si. É sobre reconhecer que, sem limite, ela deixa de ser ferramenta e passa a ocupar o lugar da família.

Os números do Brasil mostram a urgência do tema. Segundo a pesquisa TIC Kids Online, cerca de 85% a 88% das crianças e adolescentes brasileiros de 9 a 17 anos já possuem perfil em redes sociais, proporção que chega a praticamente 100% entre os de 15 a 17 anos, e cerca de 70% acessam essas plataformas diariamente. Foi justamente para responder a esse cenário que o Brasil sancionou o ECA Digital (Lei 15.211/2025), em vigor desde março deste ano, que obriga verificação real de idade, vínculo de contas de menores de 16 anos a um responsável e ferramentas de controle parental um passo importante, mas que, ao contrário de outros países, ainda aposta na supervisão em vez da restrição direta de acesso.

O mundo já está debatendo ir além. A Austrália se tornou o primeiro país a proibir contas de redes sociais para menores de 16 anos, medida que entrou em vigor em dezembro de 2025 após estudo mostrar que 96% das crianças de 10 a 15 anos já usavam essas plataformas e que sete em cada dez tinham sido expostas a conteúdo sensível. Nos primeiros meses, quase 5 milhões de contas de menores foram removidas ainda que relatos recentes apontem que parte dos adolescentes vem contornando a verificação de idade, o que reforça que a lei precisa vir acompanhada de fiscalização séria. A Inglaterra também avançou com o Online Safety Act, impondo obrigações de verificação de idade e remoção de conteúdo nocivo às plataformas que operam no país.

Eu concordo com essa direção. O problema não é a tecnologia, é quando uma criança passa mais tempo conversando com o algoritmo do que com os próprios pais e amigos; quando perde a infância trocando o brincar pelo rolar infinito de uma tela; quando entra em crise por ficar sem internet. Isso não é liberdade, é dependência. E dependência, na infância, não pode ser tratada como escolha individual.

Toda criança precisa de limites, porque limite também é cuidado e cuidado é uma das maiores demonstrações de amor que um pai e uma mãe podem oferecer. Eu sou Diogo Botelho e acredito que proteger a infância é uma responsabilidade e um dever de toda a sociedade: das famílias, que precisam retomar a autoridade de dizer não; das empresas de tecnologia, que precisam ser fiscalizadas de verdade; e do poder público, que deve ter coragem de legislar na direção certa, como já fazem Austrália e Inglaterra.

Diogo Botelho – advogado e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso

Continue lendo

Geral

Projeto da duplicação da BR-163 é alvo de apuração por supostas irregularidades

Na decisão, o relator destacou que o foco da análise não é definir eventual direito patrimonial da empresa contratada, mas verificar se houve regularidade na condução administrativa do contrato e na aplicação de recursos públicos.

Publicados

em

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) abriu investigação para apurar supostas irregularidades na execução do contrato de duplicação da BR-163 administrado pela Concessionária Rota do Oeste S.A. A apuração envolve possíveis falhas no projeto básico da obra que, segundo a empresa responsável pela execução dos serviços, teriam provocado um custo adicional superior a R$ 68 milhões.

A decisão foi proferida pelo conselheiro Guilherme Antonio Maluf, que admitiu uma Representação de Natureza Externa apresentada pela Agrimat Engenharia e Empreendimentos Ltda., integrante do Consórcio Rodovia dos Imigrantes.

Na representação, a Agrimat sustenta que o projeto básico fornecido pela concessionária apresentava divergências em relação às condições encontradas durante a execução da obra. Segundo a empresa, o documento superestimava a quantidade de materiais que poderiam ser reaproveitados, o que obrigou a aquisição de insumos em jazidas externas e aumentou as distâncias de transporte, elevando significativamente os custos da execução.

A concessionária Rota do Oeste contestou a representação e alegou que a discussão trata de uma recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do contrato, matéria que, segundo a empresa, não seria de competência do Tribunal de Contas. A defesa também argumentou que o contrato prevê cláusula compromissória de arbitragem, estabelecendo que eventuais conflitos devem ser resolvidos pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).

Ao analisar o caso, o conselheiro Guilherme Maluf afastou os argumentos apresentados pela concessionária. Segundo ele, a Rota do Oeste é controlada pela MT Participações e Projetos S.A. (MT Par), sociedade de economia mista vinculada ao Governo de Mato Grosso, o que a submete à fiscalização do Tribunal de Contas.

Na decisão, o relator destacou que o foco da análise não é definir eventual direito patrimonial da empresa contratada, mas verificar se houve regularidade na condução administrativa do contrato e na aplicação de recursos públicos.

“O objeto submetido ao controle desta Corte não consiste na definição de eventual direito patrimonial da contratada, mas na verificação da regularidade da atuação administrativa da concessionária durante a gestão contratual, especialmente quanto à suficiência dos estudos técnicos que embasaram a contratação, à adequação da motivação adotada para rejeição do pleito administrativo de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro e aos reflexos dessas circunstâncias sobre a correta aplicação de recursos públicos”, registrou o conselheiro.

Diante dos indícios apontados na representação, Maluf determinou o prosseguimento da apuração e encaminhou o processo à Secretaria de Controle Externo de Obras e Infraestrutura do TCE-MT, que ficará responsável pela instrução e análise técnica do caso.

A investigação busca esclarecer se houve falhas na elaboração do projeto básico da duplicação da BR-163 e se essas inconsistências provocaram impactos financeiros relevantes durante a execução do contrato.

Continue lendo

Política

Polícia

GERAL

Mais Lidas da Semana