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Política Nacional

Relatora na Câmara, Gisela vê sanção da lei do spray de pimenta como avanço na proteção às mulheres

A nova legislação autoriza a compra do spray por mulheres maiores de 18 anos.

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A entrada em vigor da Lei nº 15.474, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União, encerra uma das discussões mais sensíveis da pauta de proteção às mulheres no Congresso Nacional nos últimos anos. A nova legislação regulamenta a comercialização do spray de pimenta para mulheres como instrumento de defesa pessoal e traz a assinatura política de Gisela Simona, que foi relatora da proposta na Câmara dos Deputados e uma das principais vozes em defesa da medida.

Nestes 33 meses de mandato em Brasília, Gisela transformou o enfrentamento à violência contra a mulher em uma das prioridades de sua atuação parlamentar. Relatora do Pacote Antifeminicídio, autora de projetos voltados ao combate à violência política de gênero e defensora do fortalecimento da rede de proteção às mulheres, ela também conduziu, em março deste ano, a relatoria do projeto que agora se transforma em lei.

Ao defender a proposta em plenário, Gisela sustentou que o acesso ao spray de pimenta não representa um incentivo à violência, mas amplia o direito de defesa de mulheres que, diariamente, convivem com situações de risco.

“Historicamente, as políticas públicas de proteção dependeram da chegada do Estado ou da intervenção de terceiros. Essa lei reconhece que, em muitos casos, a mulher precisa de um mecanismo imediato para preservar sua integridade física. Não substitui políticas públicas nem o combate à violência, mas amplia as possibilidades de autoproteção.”

A dirigente do União Brasil em Cuiabá e diretora-executiva do UB Mulher em Mato Grosso destaca que, até então, o porte do equipamento permanecia em uma zona de insegurança jurídica para mulheres que buscavam utilizá-lo exclusivamente para defesa pessoal. Com a regulamentação, passa a existir um marco legal que estabelece critérios para aquisição, comercialização e fiscalização.

“Essa segurança jurídica é tão importante quanto o próprio equipamento. A mulher precisa saber que pode portar um instrumento de defesa dentro da legalidade. Agora o desafio passa a ser outro: ampliar a orientação e a capacitação para o uso responsável do spray, sempre como último recurso diante de uma situação de ameaça.”

A proposta, de autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), percorreu toda a tramitação legislativa com parecer favorável de Gisela na Câmara, foi aprovada pelo Senado no fim de junho e agora passa a integrar o ordenamento jurídico brasileiro.

A nova legislação autoriza a compra do spray por mulheres maiores de 18 anos. Jovens a partir dos 16 anos também poderão portar o equipamento mediante autorização formal dos responsáveis legais. A lei determina ainda que os estabelecimentos mantenham registro das vendas por cinco anos, criando mecanismos de rastreabilidade e controle.

Produzido à base de oleoresina de capsicum — extrato natural da pimenta —, o spray provoca irritação intensa e incapacidade temporária do agressor, permitindo que a vítima consiga fugir e buscar ajuda. Amplamente utilizado em diversos países como equipamento não letal de defesa pessoal, seu acesso no Brasil permanecia restrito, em regra, às forças de segurança.

Para Gisela, a sanção da lei representa mais um passo dentro de uma política pública que precisa combinar prevenção, acolhimento, punição aos agressores e instrumentos concretos de proteção.

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Política Nacional

Convenção do PL confirma Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência

Convenção nacional do partido ocorre neste sábado (25), em São Paulo. Senador inicia campanha sem candidato a vice definido e com negociações em andamento para ampliar alianças.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será oficializado neste sábado (25) como candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República durante convenção nacional realizada na Arena Pacaembu, em São Paulo.

A oficialização marca o início da campanha do parlamentar, que entra na disputa sem um candidato a vice-presidente definido. Paralelamente, o partido mantém negociações para ampliar sua base de apoio e buscar alianças com legendas do Centrão.

A convenção reúne lideranças nacionais do PL e aliados políticos. Entre as presenças confirmadas estão o presidente da Argentina, Javier Milei, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, uma das principais lideranças da legenda, não deve participar do evento.

Durante o primeiro discurso como candidato oficial do partido, Flávio Bolsonaro deve prestar homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, defender a união das forças de oposição e apresentar as principais diretrizes de sua pré-campanha. O senador também deve fazer críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e abordar propostas voltadas ao cenário econômico, segurança pública e desenvolvimento do país.

A convenção marca o início da mobilização eleitoral do PL para a disputa presidencial, enquanto a legenda continua as articulações para definir o nome que ocupará a candidatura a vice-presidente e ampliar o apoio de outras siglas para a eleição.

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Política Nacional

Lula proíbe foie gras no Brasil; iguaria que faz parte da cozinha de Jacquin

Com a entrada da lei em vigor, restaurantes e importadores que ainda trabalham com o produto terão de retirar o foie gras de seus estoques e cardápios dentro do prazo estabelecido.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.475/2026, que proíbe a produção e a comercialização de produtos alimentícios obtidos por meio de alimentação forçada de animais. A norma inclui o foie gras, tradicional iguaria francesa produzida a partir do fígado gordo de patos e gansos.

A legislação determina que a proibição entre em vigor 180 dias após a publicação oficial. O texto considera alimentação forçada qualquer método mecânico ou manual utilizado para obrigar o animal a ingerir alimentos além do seu limite natural, incluindo técnicas em que alimentos são introduzidos diretamente na garganta, esôfago ou estômago.

O foie gras é conhecido mundialmente por fazer parte da alta gastronomia e aparece no cardápio de restaurantes sofisticados. No Brasil, um dos chefs mais associados ao prato é o francês Erick Jacquin, jurado do programa MasterChef Brasil.

A nova regra prevê que quem descumprir a determinação estará sujeito às penalidades previstas na Lei de Crimes Ambientais, incluindo detenção de três meses a um ano, multa e sanções administrativas.

A decisão atende a uma antiga reivindicação de organizações de proteção animal, que classificam a técnica conhecida como “gavage” como uma prática cruel. Entidades contrárias ao método afirmam que a alimentação forçada pode causar sofrimento e alterações físicas nos animais.

A medida também gerou reação internacional, especialmente na França, principal produtora mundial de foie gras, onde o alimento é considerado parte do patrimônio gastronômico e cultural.

Com a entrada da lei em vigor, restaurantes e importadores que ainda trabalham com o produto terão de retirar o foie gras de seus estoques e cardápios dentro do prazo estabelecido.

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Política Nacional

Discurso de Flávio sobre urnas preocupa ministros do Supremo

No vídeo, Kassio afirma que “o Brasil desenvolveu uma das mais sofisticadas estruturas de integridade eleitoral existentes no mundo”.

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As declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o sistema eleitoral brasileiro durante um evento com embaixadores estrangeiros repercutiram entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, ao menos três ministros do STF consideram graves as afirmações do parlamentar, que associou, de forma equivocada, as urnas eletrônicas utilizadas no Brasil aos equipamentos empregados nas eleições da Venezuela.

Durante palestra promovida pela consultoria Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, Flávio afirmou que os Estados Unidos denunciaram fraudes nas eleições venezuelanas e declarou que as urnas utilizadas naquele país seriam da mesma empresa responsável pelos equipamentos brasileiros. A informação, no entanto, já foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Em nota divulgada na seção “Fato ou Boato”, o TSE esclarece que a empresa Smartmatic, fornecedora de urnas para a Venezuela, nunca vendeu equipamentos ao Brasil. Segundo o tribunal, a companhia chegou a participar de licitações, mas foi derrotada pela Positivo Tecnologia.

De acordo com a reportagem, ministros do STF avaliam que o discurso de Flávio representa uma mudança em sua postura política e enxergam semelhanças com as narrativas que antecederam os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

Apesar da repercussão, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, optou por não fazer um pronunciamento específico sobre as declarações do senador. Em vez disso, a Corte republicou o esclarecimento sobre a Smartmatic e divulgou um vídeo em que o próprio ministro, durante participação no mesmo evento dias antes, defende a segurança do sistema eleitoral brasileiro.

No vídeo, Kassio afirma que “o Brasil desenvolveu uma das mais sofisticadas estruturas de integridade eleitoral existentes no mundo”.

Segundo interlocutores ouvidos pela Folha, Kassio entende que há diferenças entre as declarações de Flávio Bolsonaro e o episódio protagonizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022, quando reuniu embaixadores no Palácio da Alvorada para levantar suspeitas, sem provas, sobre o processo eleitoral.

Na avaliação do presidente do TSE, enquanto Jair Bolsonaro fez acusações diretas de fraude utilizando a estrutura da Presidência da República, Flávio teria defendido apenas a presença de observadores internacionais durante as eleições, sem afirmar explicitamente que houve manipulação do resultado.

Ainda assim, ministros do STF e integrantes do próprio TSE consideram que a disseminação de informações falsas sobre as urnas eletrônicas exige atenção, lembrando que a Justiça Eleitoral já possui precedentes de punição para casos de divulgação de desinformação relacionada ao sistema de votação.

Embora tenha evitado uma reação institucional mais contundente, Kassio Nunes Marques tem afirmado a interlocutores que a defesa da integridade do processo eleitoral permanece como prioridade da Justiça Eleitoral, que mantém campanhas permanentes de esclarecimento sobre o funcionamento e a segurança das urnas eletrônicas.

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