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Pré-campanha em Mato Grosso é marcada por acusações, suspeitas e polarização

O deputado federal Juarez Costa (MDB) também voltou ao centro do debate após ser citado em delações relacionadas à concessão dos serviços de água e esgoto de um município mato-grossense.O deputado federal Juarez Costa (MDB) também voltou ao centro do debate após ser citado em delações relacionadas à concessão dos serviços de água e esgoto de um município mato-grossense.

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A pouco menos de três meses do início oficial da campanha eleitoral de 2026, o cenário político de Mato Grosso já é marcado por uma escalada de acusações públicas entre pré-candidatos e lideranças dos principais grupos políticos do Estado. As declarações envolvem suspeitas de corrupção, compra de apoio político, desvio de recursos públicos e favorecimento indevido, mas, até o momento, a maioria delas foi feita sem a apresentação de provas ou a identificação dos supostos envolvidos.

Os episódios têm intensificado a polarização nos bastidores da disputa e elevado o tom do debate antes mesmo da abertura oficial da campanha. Especialistas em direito eleitoral avaliam que acusações públicas sem elementos comprobatórios podem contaminar o debate político, provocar judicializações e afastar a discussão de propostas para o Estado.

Entre os casos recentes está o do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que, durante um evento do agronegócio, afirmou que existem deputados estaduais que criticam o setor, mas seriam sustentados financeiramente por empresários ligados ao agro. Sem citar nomes, o prefeito chegou a declarar que alguns parlamentares teriam familiares e até amantes bancados com recursos provenientes do segmento. A fala provocou reações de adversários políticos, que cobraram a apresentação de provas.

Outro episódio envolveu o governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Antes de assumir o comando do Executivo estadual, ele insinuou que um de seus adversários políticos estaria ligado à prática de exigir “30% de retorno” em contratos públicos. Posteriormente, direcionou críticas ao senador Wellington Fagundes (PL), sem, contudo, apresentar evidências que sustentassem as declarações.

O deputado federal Juarez Costa (MDB) também voltou ao centro do debate após ser citado em delações relacionadas à concessão dos serviços de água e esgoto de um município mato-grossense. Conforme os relatos, ele teria recebido R$ 30 milhões e um veículo de luxo em troca de favorecimento. O parlamentar nega todas as acusações e afirma que a divulgação das informações faz parte de uma estratégia política de um adversário histórico.

Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou ter recebido relatos de que empresários estariam oferecendo vantagens para influenciar a decisão interna do partido sobre a disputa ao Governo do Estado. Segundo ele, caso as denúncias sejam confirmadas, o caso poderá ser encaminhado ao Ministério Público Eleitoral. Até o momento, entretanto, não foram apresentados documentos ou identificados os supostos envolvidos.

Também repercutiu a declaração do empresário e pré-candidato ao Senado Antonio Galvan (Avante), que afirmou existir um suposto esquema conhecido como “lei do retorno”, no qual parlamentares exigiriam a devolução de parte dos recursos destinados por meio de emendas. Apesar da gravidade da acusação, Galvan declarou que não pretende formalizar denúncia, alegando que as informações foram repassadas por um ex-prefeito que também preferiu não identificar os envolvidos.

As sucessivas declarações mostram que a disputa eleitoral em Mato Grosso já entrou em uma fase de forte confronto político. Enquanto lideranças trocam acusações de corrupção, favorecimento e irregularidades, a ausência de provas apresentadas publicamente tem gerado críticas e levantado questionamentos sobre o impacto desse tipo de discurso no processo eleitoral.

Especialistas alertam que denúncias sem comprovação podem resultar em responsabilização judicial, além de contribuir para ampliar a polarização política e deslocar o foco do debate sobre propostas e projetos para o futuro do Estado.

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Encontro entre Alex Pucineli, Jayme e Júlio Campos marca aproximação e troca de ideias para 2026

empresário e pré-candidato”, disse Alex.“  Embora ainda estejamos na fase de conversas iniciais e sem compromissos definitivos, o diálogo foi altamente produtivo e já começamos a desenhar convergências importantes para o nosso estado”, destacou o empresário e pré-candidato”, disse Alex.

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O cenário político de Mato Grosso para as eleições ao Governo do Estado ganhou novos contornos nesta sexta-feira (24). O pré-candidato ao governo, empresário Alex Pucineli, acompanhado de seu irmão, Matheus Pucineli, realizou uma importante reunião com figuras históricas da política mato-grossense: o também pré-candidato ao governo Jayme Campos (União) e o pré-candidato a deputado estadual Júlio Campos (União).

O encontro, que aconteceu nos bastidores da política estadual, serviu para alinhar visões sobre o futuro do estado e colocou na mesa a possibilidade de composições partidárias e alianças estratégicas visando o pleito eleitoral.

A conversa entre os pré-candidatos girou em torno dos rumos administrativos de Mato Grosso e da necessidade de oxigenação na gestão estadual. Segundo Alex Pucineli, o diálogo foi produtivo e abriu portas para um entendimento futuro entre os grupos políticos.
“ Embora ainda estejamos na fase de conversas iniciais e sem compromissos definitivos, o diálogo foi altamente produtivo e já começamos a desenhar convergências importantes para o nosso estado”, destacou o empresário e pré-candidato”, disse Alex.

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VÍDEO: Fávaro critica demora em obras do VLT em MT

“O trabalhador merecia o VLT. O que ele recebeu foi a promessa de um BRT que, no fim das contas, é só ônibus passando numa pista ao lado. E nem essa pista ficou pronta”, criticou Fávaro em visita às obras inacabadas na região da Prainha, em Cuiabá.

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O senador Carlos Fávaro (PSD) cobrou respeito e atenção com os cidadãos de Mato Grosso que usam transporte público. Viralizou nas redes sociais vídeo de moradores de Salvador, Bahia, andando nos vagões do VLT comprados de MT. De acordo com o parlamentar, “o Governo do Estado trocou um sistema moderno sobre trilhos por um projeto que, na prática, apenas muda a faixa do ônibus de lugar e nem isso conseguiu entregar”, afirmou.

“O trabalhador merecia o VLT. O que ele recebeu foi a promessa de um BRT que, no fim das contas, é só ônibus passando numa pista ao lado. E nem essa pista ficou pronta”, criticou Fávaro em visita às obras inacabadas na região da Prainha, em Cuiabá.

A crítica ganha força no momento em que os 40 vagões do VLT, comprados por Mato Grosso e vendidos para a Bahia por R$ 793,7 milhões, começaram a transportar passageiros em Salvador. Vídeos do VLT em operação têm viralizado nas redes sociais com comentários de deboche sobre Mato Grosso, o estado que comprou os trens, gastou mais de R$ 1 bilhão, não conseguiu colocar o sistema para funcionar e acabou vendendo tudo. Em menos tempo, a Bahia fez o que o governo mato-grossense não fez em 12 anos.

“O governo não deu conta de fazer o VLT. Venderam os trens para a Bahia. Nossos irmãos baianos estão usando o transporte confortável que o governo daqui não implantou. Isso é a demonstração de que essa gestão nunca respeitou o trabalhador”, disparou o senador.

O VLT original custou mais de R$ 1 bilhão. A retirada dos trilhos já instalados custou outros R$ 89 milhões. O BRT substituto foi contratado em 2022 por R$ 468 milhões com promessa de entrega para 2023. Já foram pagos R$ 206 milhões, o contrato foi rescindido e as obras seguem inacabadas. O comércio da Avenida do CPA registrou queda de 36% no faturamento. São R$ 1,5 bilhão gastos no total e a população continua sem transporte.

“Dois governos, Mauro Mendes e agora Otaviano Pivetta, oito anos no poder e nenhum quilômetro entregue. Os mato-grossenses estão sem trem e sem ônibus. Sem transporte de qualidade. É muita incompetência. Esse modelo de gestão tem que mudar. Chega dessa turma. A perda do VLT é uma mancha que envergonha Mato Grosso diante de todo o Brasil”, concluiu Fávaro.

 

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Abilio provoca “farmadores de aura”: “Pessoas estúpidas e com problemas emocionais”

Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito de Cuiabá explicou por que o campeonato previsto para o Parque das Águas não poderá ser realizado sem autorização da Prefeitura.

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A febre das redes sociais que tomou conta da juventude esbarrou na fiscalização municipal em Cuiabá. O prefeito Abilio Brunini (PL) veio a público na noite de quinta-feira (23) para anunciar o veto ao campeonato de “farmar aura”, agendado para o final da tarde desta sexta-feira (24) no Parque das Águas. Além de vetar a competição, o gestor não economizou nas críticas e alfinetadas direcionadas aos idealizadores e participantes.

Em pronunciamento gravado para as redes sociais, Abilio deixou claro que a prefeitura não se opõe à livre circulação de pessoas, mas ressaltou a diferença entre um encontro informal e uma estrutura de evento.

“Se for acontecer um encontro de pessoas com problemas emocionais, zero problema, apenas a vergonha alheia. Agora, se for acontecer um campeonato profissional, ou seja, um evento organizado com responsável, aí terá penalidade, incluindo multas e outras ações. Recomendo que não se faça o campeonato sem licença. Encontrar pessoas estúpidas, tudo bem”, afirmou o prefeito.

Burocracia e fiscalização na mira

O estopim para a intervenção do Executivo foi a circulação de um vídeo convocatório que promovia a disputa com regras, horário marcado e premiação. Para o prefeito, a partir do momento em que a reunião ganha contornos de competição organizada, a legislação exige alvará de liberação junto à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp).

Brunini reforçou que a Guarda e os fiscais atuarão para impedir a realização não autorizada:

“Fazer concentração de pessoas em um parque, uma praça, em qualquer lugar não tem problema nenhum, por mais idiota que seja o comportamento, por mais besta que seja a postura ou por mais insuportável que seja assistir. O que acontece é que eu vi um vídeo falando que haveria um campeonato profissional, ou seja, um evento com premiação e tudo. Um campeonato profissional precisa de licença para acontecer dentro das áreas públicas”, pontuou.

A ordem para barrar o encontro já foi repassada diretamente à secretária da pasta, Juliana Palhares. Caso os organizadores insistam em realizar a competição sem a devida documentação, poderão ser aplicadas sanções administrativas e multas.

Entenda a tendência: O que é “farmar aura”?

Nascido da linguagem de jogos digitais — onde “farmar” significa acumular recursos com esforço diário —, o termo migrou para o vocabulário de adolescentes e jovens em redes como TikTok e Instagram.

Na prática, “farmar aura” virou sinônimo de somar pontos de prestígio, moral ou carisma. A estratégia para “ganhar aura” envolve adotar posturas firmes, visual marcante, atitudes de liderança ou gestos que chamem a atenção e imponham respeito perante os outros.

 

 

 

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