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Política Nacional

Lula proíbe foie gras no Brasil; iguaria que faz parte da cozinha de Jacquin

Com a entrada da lei em vigor, restaurantes e importadores que ainda trabalham com o produto terão de retirar o foie gras de seus estoques e cardápios dentro do prazo estabelecido.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.475/2026, que proíbe a produção e a comercialização de produtos alimentícios obtidos por meio de alimentação forçada de animais. A norma inclui o foie gras, tradicional iguaria francesa produzida a partir do fígado gordo de patos e gansos.

A legislação determina que a proibição entre em vigor 180 dias após a publicação oficial. O texto considera alimentação forçada qualquer método mecânico ou manual utilizado para obrigar o animal a ingerir alimentos além do seu limite natural, incluindo técnicas em que alimentos são introduzidos diretamente na garganta, esôfago ou estômago.

O foie gras é conhecido mundialmente por fazer parte da alta gastronomia e aparece no cardápio de restaurantes sofisticados. No Brasil, um dos chefs mais associados ao prato é o francês Erick Jacquin, jurado do programa MasterChef Brasil.

A nova regra prevê que quem descumprir a determinação estará sujeito às penalidades previstas na Lei de Crimes Ambientais, incluindo detenção de três meses a um ano, multa e sanções administrativas.

A decisão atende a uma antiga reivindicação de organizações de proteção animal, que classificam a técnica conhecida como “gavage” como uma prática cruel. Entidades contrárias ao método afirmam que a alimentação forçada pode causar sofrimento e alterações físicas nos animais.

A medida também gerou reação internacional, especialmente na França, principal produtora mundial de foie gras, onde o alimento é considerado parte do patrimônio gastronômico e cultural.

Com a entrada da lei em vigor, restaurantes e importadores que ainda trabalham com o produto terão de retirar o foie gras de seus estoques e cardápios dentro do prazo estabelecido.

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Política Nacional

Convenção do PL confirma Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência

Convenção nacional do partido ocorre neste sábado (25), em São Paulo. Senador inicia campanha sem candidato a vice definido e com negociações em andamento para ampliar alianças.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será oficializado neste sábado (25) como candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República durante convenção nacional realizada na Arena Pacaembu, em São Paulo.

A oficialização marca o início da campanha do parlamentar, que entra na disputa sem um candidato a vice-presidente definido. Paralelamente, o partido mantém negociações para ampliar sua base de apoio e buscar alianças com legendas do Centrão.

A convenção reúne lideranças nacionais do PL e aliados políticos. Entre as presenças confirmadas estão o presidente da Argentina, Javier Milei, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, uma das principais lideranças da legenda, não deve participar do evento.

Durante o primeiro discurso como candidato oficial do partido, Flávio Bolsonaro deve prestar homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, defender a união das forças de oposição e apresentar as principais diretrizes de sua pré-campanha. O senador também deve fazer críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e abordar propostas voltadas ao cenário econômico, segurança pública e desenvolvimento do país.

A convenção marca o início da mobilização eleitoral do PL para a disputa presidencial, enquanto a legenda continua as articulações para definir o nome que ocupará a candidatura a vice-presidente e ampliar o apoio de outras siglas para a eleição.

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Política Nacional

Discurso de Flávio sobre urnas preocupa ministros do Supremo

No vídeo, Kassio afirma que “o Brasil desenvolveu uma das mais sofisticadas estruturas de integridade eleitoral existentes no mundo”.

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As declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o sistema eleitoral brasileiro durante um evento com embaixadores estrangeiros repercutiram entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, ao menos três ministros do STF consideram graves as afirmações do parlamentar, que associou, de forma equivocada, as urnas eletrônicas utilizadas no Brasil aos equipamentos empregados nas eleições da Venezuela.

Durante palestra promovida pela consultoria Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, Flávio afirmou que os Estados Unidos denunciaram fraudes nas eleições venezuelanas e declarou que as urnas utilizadas naquele país seriam da mesma empresa responsável pelos equipamentos brasileiros. A informação, no entanto, já foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Em nota divulgada na seção “Fato ou Boato”, o TSE esclarece que a empresa Smartmatic, fornecedora de urnas para a Venezuela, nunca vendeu equipamentos ao Brasil. Segundo o tribunal, a companhia chegou a participar de licitações, mas foi derrotada pela Positivo Tecnologia.

De acordo com a reportagem, ministros do STF avaliam que o discurso de Flávio representa uma mudança em sua postura política e enxergam semelhanças com as narrativas que antecederam os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

Apesar da repercussão, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, optou por não fazer um pronunciamento específico sobre as declarações do senador. Em vez disso, a Corte republicou o esclarecimento sobre a Smartmatic e divulgou um vídeo em que o próprio ministro, durante participação no mesmo evento dias antes, defende a segurança do sistema eleitoral brasileiro.

No vídeo, Kassio afirma que “o Brasil desenvolveu uma das mais sofisticadas estruturas de integridade eleitoral existentes no mundo”.

Segundo interlocutores ouvidos pela Folha, Kassio entende que há diferenças entre as declarações de Flávio Bolsonaro e o episódio protagonizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022, quando reuniu embaixadores no Palácio da Alvorada para levantar suspeitas, sem provas, sobre o processo eleitoral.

Na avaliação do presidente do TSE, enquanto Jair Bolsonaro fez acusações diretas de fraude utilizando a estrutura da Presidência da República, Flávio teria defendido apenas a presença de observadores internacionais durante as eleições, sem afirmar explicitamente que houve manipulação do resultado.

Ainda assim, ministros do STF e integrantes do próprio TSE consideram que a disseminação de informações falsas sobre as urnas eletrônicas exige atenção, lembrando que a Justiça Eleitoral já possui precedentes de punição para casos de divulgação de desinformação relacionada ao sistema de votação.

Embora tenha evitado uma reação institucional mais contundente, Kassio Nunes Marques tem afirmado a interlocutores que a defesa da integridade do processo eleitoral permanece como prioridade da Justiça Eleitoral, que mantém campanhas permanentes de esclarecimento sobre o funcionamento e a segurança das urnas eletrônicas.

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Política Nacional

Pesquisa Gerp mostra Flávio Bolsonaro à frente de Lula em eventual segundo turno

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de segundo turno para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (22) pelo instituto Gerp. Apesar da vantagem, os dois estão tecnicamente empatados, já que a diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento, que é de 2,19 pontos percentuais.

Na simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro registra 46% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 45%. Outros 8% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 1% não soube ou preferiu não responder.

A pesquisa também identificou diferenças no perfil do eleitorado dos dois possíveis candidatos. Flávio Bolsonaro apresenta melhor desempenho entre os homens, segmento em que alcança 55% das intenções de voto, contra 36% de Lula. O senador também lidera na Região Sul, com 54% da preferência dos entrevistados.

Já o presidente Lula tem desempenho superior entre as mulheres, com 52% das intenções de voto nesse grupo, e mantém maior vantagem na Região Nordeste, onde também registra 52%.

Na comparação com a rodada anterior da pesquisa, divulgada em 10 de julho, Flávio Bolsonaro oscilou um ponto percentual para cima, enquanto Lula avançou três pontos.

O instituto também simulou outros cenários de segundo turno. Contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), Lula aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o adversário soma 41%, configurando empate técnico.

Em uma eventual disputa contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula registra 44%, ante 38% do adversário.

Já no cenário contra Renan Santos, o presidente teria 45% das intenções de voto, enquanto o candidato aparece com 35%.

A pesquisa Gerp foi realizada entre os dias 15 e 17 de julho de 2026, por meio de entrevistas telefônicas assistidas por computador, com 2.000 eleitores. O levantamento tem nível de confiança de 95%, margem de erro de 2,19 pontos percentuais e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05026/2026.

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