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Promotor vê tentativa de protelar julgamento de Carlinhos Bezerra

“Ontem mesmo foi impetrado um habeas corpus no Tribunal de Justiça e a liminar foi indeferida. Não havia razão para que o julgamento não acontecesse”, disse.

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O promotor de Justiça Vinícius Gahyva criticou a estratégia adotada pela defesa de Carlinhos Bezerra durante a sessão do Tribunal do Júri realizada nesta terça-feira (21), em Cuiabá. Segundo ele, o abandono do plenário pelos advogados teve como objetivo adiar o julgamento do acusado de matar a ex-companheira Thays Machado e o namorado dela, William Moreno, crime ocorrido em janeiro de 2023.

Durante entrevista à imprensa, Gahyva afirmou que esse tipo de conduta tem se tornado recorrente em julgamentos de grande repercussão e lamentou a utilização de medidas que, na avaliação do Ministério Público, extrapolam o direito à ampla defesa.

“Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente em casos que despertam grande interesse da coletividade, como um feminicídio e um duplo homicídio. O Tribunal do Júri exige uma série de providências para que o ato processual seja realizado e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.

O promotor foi ainda mais incisivo ao avaliar a postura da defesa.

“São estratégias lamentáveis, que, no nosso entendimento, estão fora da plenitude de defesa e acabam arranhando a imagem do Tribunal do Júri”, declarou.

Segundo Gahyva, a defesa já havia tentado impedir a realização da sessão por meio de um habeas corpus apresentado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, mas o pedido liminar foi negado.

“Ontem mesmo foi impetrado um habeas corpus no Tribunal de Justiça e a liminar foi indeferida. Não havia razão para que o julgamento não acontecesse”, disse.

Entre os argumentos apresentados pela defesa estava uma suposta quebra da cadeia de custódia envolvendo registros de comunicações telefônicas. Para o representante do Ministério Público, porém, a alegação não encontra respaldo técnico.

“A alegação é de uma suposta quebra da cadeia de custódia, desconsiderando aspectos técnicos relacionados aos registros telefônicos. Existe um intervalo de horários que é próprio desse tipo de material, e essa tese foi apresentada sem qualquer prova”, afirmou.

Ele destacou ainda que os demais questionamentos levantados pelos advogados já foram apreciados anteriormente pela Justiça e não poderiam mais ser discutidos.

“As demais matérias já foram analisadas, estão preclusas e já passaram pelo crivo dos tribunais superiores. Não havia fundamento jurídico para redesignar esse julgamento, a não ser o interesse de retardá-lo”, acrescentou.

Gahyva também criticou a divulgação, por parte da defesa, de informações relacionadas à vida das vítimas nas redes sociais.

“Verificamos que a defesa publicou conteúdos que atingem a imagem das vítimas. Isso não interessa ao processo. A vítima de homicídio é vítima independentemente de qualquer circunstância. Existem familiares, amigos e pessoas que carregarão esse sofrimento pelo resto da vida”, afirmou.

O promotor disse esperar que o júri seja realizado na nova data, marcada para 31 de julho, e rechaçou a tentativa de retirar o julgamento de Cuiabá.

“Esperamos que no dia 31 o julgamento seja realizado. Também já tentaram retirar esse processo da sociedade cuiabana para levá-lo a outro Estado, sob uma tese que não nos parece razoável. O crime aconteceu em Cuiabá e é a sociedade cuiabana, representada pelo Tribunal do Júri, que deve julgar esse caso”, concluiu.

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Educar também é dizer não: por que defendo limites às redes sociais na infância

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Hoje eu quero falar com você, pai e mãe: seu filho está sendo criado pela família ou pela tela? Há uma frase que talvez incomode muita gente, mas alguém precisa dizer: educar também é dizer não. Durante décadas protegemos nossas crianças do cigarro, da bebida, da violência e da pornografia, mas abrimos a porta de casa para um aparelho que entrega tudo isso na palma da mão. Não é sobre demonizar a tecnologia, que não é boa nem má em si. É sobre reconhecer que, sem limite, ela deixa de ser ferramenta e passa a ocupar o lugar da família.

Os números do Brasil mostram a urgência do tema. Segundo a pesquisa TIC Kids Online, cerca de 85% a 88% das crianças e adolescentes brasileiros de 9 a 17 anos já possuem perfil em redes sociais, proporção que chega a praticamente 100% entre os de 15 a 17 anos, e cerca de 70% acessam essas plataformas diariamente. Foi justamente para responder a esse cenário que o Brasil sancionou o ECA Digital (Lei 15.211/2025), em vigor desde março deste ano, que obriga verificação real de idade, vínculo de contas de menores de 16 anos a um responsável e ferramentas de controle parental um passo importante, mas que, ao contrário de outros países, ainda aposta na supervisão em vez da restrição direta de acesso.

O mundo já está debatendo ir além. A Austrália se tornou o primeiro país a proibir contas de redes sociais para menores de 16 anos, medida que entrou em vigor em dezembro de 2025 após estudo mostrar que 96% das crianças de 10 a 15 anos já usavam essas plataformas e que sete em cada dez tinham sido expostas a conteúdo sensível. Nos primeiros meses, quase 5 milhões de contas de menores foram removidas ainda que relatos recentes apontem que parte dos adolescentes vem contornando a verificação de idade, o que reforça que a lei precisa vir acompanhada de fiscalização séria. A Inglaterra também avançou com o Online Safety Act, impondo obrigações de verificação de idade e remoção de conteúdo nocivo às plataformas que operam no país.

Eu concordo com essa direção. O problema não é a tecnologia, é quando uma criança passa mais tempo conversando com o algoritmo do que com os próprios pais e amigos; quando perde a infância trocando o brincar pelo rolar infinito de uma tela; quando entra em crise por ficar sem internet. Isso não é liberdade, é dependência. E dependência, na infância, não pode ser tratada como escolha individual.

Toda criança precisa de limites, porque limite também é cuidado e cuidado é uma das maiores demonstrações de amor que um pai e uma mãe podem oferecer. Eu sou Diogo Botelho e acredito que proteger a infância é uma responsabilidade e um dever de toda a sociedade: das famílias, que precisam retomar a autoridade de dizer não; das empresas de tecnologia, que precisam ser fiscalizadas de verdade; e do poder público, que deve ter coragem de legislar na direção certa, como já fazem Austrália e Inglaterra.

Diogo Botelho – advogado e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso

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Playboy volta ao impresso com proposta de valorizar nudez artística e autenticidade

“Há uma autenticidade e uma crueza nas imagens que me renderam um retorno muito positivo. Não apenas de homens, mas também uma resposta excepcional de mulheres”, declarou.

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Sob nova direção editorial, revista retoma edição impressa, resgata um de seus principais símbolos e afirma que pretende priorizar ensaios com viés artístico, deixando para trás a associação com a pornografia.

A Playboy iniciou uma nova fase de reposicionamento da marca e anunciou mudanças na linha editorial da revista, com o retorno das tradicionais coelhinhas e a proposta de valorizar a nudez sob uma perspectiva artística. A publicação também voltou a circular em versão impressa, seis anos após interromper sua produção física, e passará a ter edições trimestrais.

À frente da reformulação está Philip Picardi, editor-chefe e diretor de marca da Playboy. Segundo ele, a intenção é reconstruir a identidade da revista, reforçando que sempre houve distinção entre o conteúdo editorial da publicação e a pornografia.

“Por isso, achei o desafio de trazer de volta a arte e a reflexão à nudez extremamente empolgante como artista”, afirmou Picardi.

A mudança ficou evidente na nova edição estrelada pela modelo e atriz britânica Cara Delevingne, que simboliza a proposta de uma estética considerada mais autêntica e menos voltada à sexualização. Antes dela, a primeira capa do retorno da revista impressa trouxe a cantora colombiana Karol G.

Picardi, primeiro editor-chefe assumidamente gay da história da marca, afirmou que pretende “restaurar a narrativa” responsável pelo sucesso da Playboy ao longo das décadas e ampliar a atuação da empresa para produções audiovisuais. Segundo ele, a receptividade ao novo posicionamento tem sido positiva tanto entre homens quanto entre mulheres.

“Há uma autenticidade e uma crueza nas imagens que me renderam um retorno muito positivo. Não apenas de homens, mas também uma resposta excepcional de mulheres”, declarou.

O reposicionamento ocorre após anos de desgaste da imagem da empresa. Nos últimos anos, a Playboy enfrentou críticas e repercussões envolvendo denúncias contra seu fundador, Hugh Hefner, morto em 2017. Ex-coelhinhas, ex-funcionárias e antigas companheiras o acusaram de promover um ambiente de manipulação, abuso psicológico e exploração sexual na Mansão Playboy.

Fundada em 1953, a revista chegou a abandonar os ensaios de nudez em 2015, mas voltou atrás dois anos depois. Em 2020, encerrou a circulação da edição impressa, mantendo apenas plataformas digitais. Agora, a marca aposta no retorno às bancas como parte de uma estratégia para recuperar relevância no mercado editorial e fortalecer sua identidade.

Os resultados financeiros indicam sinais de recuperação. Em 2025, a empresa registrou crescimento de 4% na receita e reduziu significativamente o prejuízo líquido, que caiu de US$ 79,4 milhões para US$ 12,7 milhões, reforçando a estratégia de reestruturação adotada pela nova gestão.

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Projeto Conviver transforma rotina de idosos por meio da arte, cultura e lazer

Iniciativa desenvolvida pela Fundação Abrigo do Bom Jesus promove inclusão social, autonomia e qualidade de vida de pessoas idosas por meio de atividades culturais, terapêuticas e recreativas

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O Projeto Conviver, desenvolvido pela Fundação Abrigo do Bom Jesus, em Cuiabá, vem transformando a rotina dos idosos acolhidos na instituição por meio de atividades que estimulam a criatividade, a convivência social, o bem-estar e o envelhecimento ativo. A iniciativa conta com recursos provenientes de uma emenda parlamentar no valor de R$ 80 mil, que permitiram fortalecer e ampliar as ações desenvolvidas pelo projeto.

Para conhecer de perto os resultados da iniciativa e acompanhar a aplicação dos recursos públicos, a vereadora Michelly Alencar, autora da emenda parlamentar, visitou a instituição e participou de uma das aulas de pintura em tela ministradas semanalmente pela artista plástica Huxilaine. Durante a visita, a parlamentar conversou com os idosos e acompanhou o desenvolvimento das atividades.

Há três anos, o Projeto Conviver oferece uma programação permanente voltada à promoção da qualidade de vida das pessoas idosas residentes na Fundação Abrigo do Bom Jesus. Entre as atividades desenvolvidas estão cursos de pintura em tela, oficinas de modelagem em argila, contação de histórias, aulas de equoterapia, hidroterapia e passeios culturais e recreativos, incluindo visitas a shopping centers, sessões de cinema, pescarias e outras ações de integração com a comunidade.

 

Segundo os gestores da instituição, o principal objetivo do projeto é proporcionar aos idosos oportunidades de socialização, fortalecimento dos vínculos comunitários e participação em atividades que estimulem a autonomia, a autoestima e o protagonismo na terceira idade.

Um dos destaques do Projeto Conviver é a oficina de pintura em tela. As obras produzidas pelos idosos são periodicamente expostas em um importante shopping de Cuiabá e comercializadas durante as exposições promovidas pela instituição. Toda a renda obtida com a venda das telas é destinada aos próprios artistas, que utilizam os recursos para adquirir produtos de uso pessoal, reforçando sua autonomia financeira e valorizando seu talento.

A Fundação Abrigo do Bom Jesus destaca que iniciativas como o Projeto Conviver demonstram que o acolhimento institucional vai além da assistência básica, oferecendo oportunidades para que os idosos permaneçam ativos, criativos e integrados à sociedade. O apoio de parceiros e do poder público tem sido fundamental para consolidar ações que promovem dignidade, inclusão social e uma melhor qualidade de vida aos residentes.

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