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Projeto da duplicação da BR-163 é alvo de apuração por supostas irregularidades

Na decisão, o relator destacou que o foco da análise não é definir eventual direito patrimonial da empresa contratada, mas verificar se houve regularidade na condução administrativa do contrato e na aplicação de recursos públicos.

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O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) abriu investigação para apurar supostas irregularidades na execução do contrato de duplicação da BR-163 administrado pela Concessionária Rota do Oeste S.A. A apuração envolve possíveis falhas no projeto básico da obra que, segundo a empresa responsável pela execução dos serviços, teriam provocado um custo adicional superior a R$ 68 milhões.

A decisão foi proferida pelo conselheiro Guilherme Antonio Maluf, que admitiu uma Representação de Natureza Externa apresentada pela Agrimat Engenharia e Empreendimentos Ltda., integrante do Consórcio Rodovia dos Imigrantes.

Na representação, a Agrimat sustenta que o projeto básico fornecido pela concessionária apresentava divergências em relação às condições encontradas durante a execução da obra. Segundo a empresa, o documento superestimava a quantidade de materiais que poderiam ser reaproveitados, o que obrigou a aquisição de insumos em jazidas externas e aumentou as distâncias de transporte, elevando significativamente os custos da execução.

A concessionária Rota do Oeste contestou a representação e alegou que a discussão trata de uma recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do contrato, matéria que, segundo a empresa, não seria de competência do Tribunal de Contas. A defesa também argumentou que o contrato prevê cláusula compromissória de arbitragem, estabelecendo que eventuais conflitos devem ser resolvidos pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).

Ao analisar o caso, o conselheiro Guilherme Maluf afastou os argumentos apresentados pela concessionária. Segundo ele, a Rota do Oeste é controlada pela MT Participações e Projetos S.A. (MT Par), sociedade de economia mista vinculada ao Governo de Mato Grosso, o que a submete à fiscalização do Tribunal de Contas.

Na decisão, o relator destacou que o foco da análise não é definir eventual direito patrimonial da empresa contratada, mas verificar se houve regularidade na condução administrativa do contrato e na aplicação de recursos públicos.

“O objeto submetido ao controle desta Corte não consiste na definição de eventual direito patrimonial da contratada, mas na verificação da regularidade da atuação administrativa da concessionária durante a gestão contratual, especialmente quanto à suficiência dos estudos técnicos que embasaram a contratação, à adequação da motivação adotada para rejeição do pleito administrativo de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro e aos reflexos dessas circunstâncias sobre a correta aplicação de recursos públicos”, registrou o conselheiro.

Diante dos indícios apontados na representação, Maluf determinou o prosseguimento da apuração e encaminhou o processo à Secretaria de Controle Externo de Obras e Infraestrutura do TCE-MT, que ficará responsável pela instrução e análise técnica do caso.

A investigação busca esclarecer se houve falhas na elaboração do projeto básico da duplicação da BR-163 e se essas inconsistências provocaram impactos financeiros relevantes durante a execução do contrato.

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Educar também é dizer não: por que defendo limites às redes sociais na infância

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Hoje eu quero falar com você, pai e mãe: seu filho está sendo criado pela família ou pela tela? Há uma frase que talvez incomode muita gente, mas alguém precisa dizer: educar também é dizer não. Durante décadas protegemos nossas crianças do cigarro, da bebida, da violência e da pornografia, mas abrimos a porta de casa para um aparelho que entrega tudo isso na palma da mão. Não é sobre demonizar a tecnologia, que não é boa nem má em si. É sobre reconhecer que, sem limite, ela deixa de ser ferramenta e passa a ocupar o lugar da família.

Os números do Brasil mostram a urgência do tema. Segundo a pesquisa TIC Kids Online, cerca de 85% a 88% das crianças e adolescentes brasileiros de 9 a 17 anos já possuem perfil em redes sociais, proporção que chega a praticamente 100% entre os de 15 a 17 anos, e cerca de 70% acessam essas plataformas diariamente. Foi justamente para responder a esse cenário que o Brasil sancionou o ECA Digital (Lei 15.211/2025), em vigor desde março deste ano, que obriga verificação real de idade, vínculo de contas de menores de 16 anos a um responsável e ferramentas de controle parental um passo importante, mas que, ao contrário de outros países, ainda aposta na supervisão em vez da restrição direta de acesso.

O mundo já está debatendo ir além. A Austrália se tornou o primeiro país a proibir contas de redes sociais para menores de 16 anos, medida que entrou em vigor em dezembro de 2025 após estudo mostrar que 96% das crianças de 10 a 15 anos já usavam essas plataformas e que sete em cada dez tinham sido expostas a conteúdo sensível. Nos primeiros meses, quase 5 milhões de contas de menores foram removidas ainda que relatos recentes apontem que parte dos adolescentes vem contornando a verificação de idade, o que reforça que a lei precisa vir acompanhada de fiscalização séria. A Inglaterra também avançou com o Online Safety Act, impondo obrigações de verificação de idade e remoção de conteúdo nocivo às plataformas que operam no país.

Eu concordo com essa direção. O problema não é a tecnologia, é quando uma criança passa mais tempo conversando com o algoritmo do que com os próprios pais e amigos; quando perde a infância trocando o brincar pelo rolar infinito de uma tela; quando entra em crise por ficar sem internet. Isso não é liberdade, é dependência. E dependência, na infância, não pode ser tratada como escolha individual.

Toda criança precisa de limites, porque limite também é cuidado e cuidado é uma das maiores demonstrações de amor que um pai e uma mãe podem oferecer. Eu sou Diogo Botelho e acredito que proteger a infância é uma responsabilidade e um dever de toda a sociedade: das famílias, que precisam retomar a autoridade de dizer não; das empresas de tecnologia, que precisam ser fiscalizadas de verdade; e do poder público, que deve ter coragem de legislar na direção certa, como já fazem Austrália e Inglaterra.

Diogo Botelho – advogado e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso

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Playboy volta ao impresso com proposta de valorizar nudez artística e autenticidade

“Há uma autenticidade e uma crueza nas imagens que me renderam um retorno muito positivo. Não apenas de homens, mas também uma resposta excepcional de mulheres”, declarou.

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Sob nova direção editorial, revista retoma edição impressa, resgata um de seus principais símbolos e afirma que pretende priorizar ensaios com viés artístico, deixando para trás a associação com a pornografia.

A Playboy iniciou uma nova fase de reposicionamento da marca e anunciou mudanças na linha editorial da revista, com o retorno das tradicionais coelhinhas e a proposta de valorizar a nudez sob uma perspectiva artística. A publicação também voltou a circular em versão impressa, seis anos após interromper sua produção física, e passará a ter edições trimestrais.

À frente da reformulação está Philip Picardi, editor-chefe e diretor de marca da Playboy. Segundo ele, a intenção é reconstruir a identidade da revista, reforçando que sempre houve distinção entre o conteúdo editorial da publicação e a pornografia.

“Por isso, achei o desafio de trazer de volta a arte e a reflexão à nudez extremamente empolgante como artista”, afirmou Picardi.

A mudança ficou evidente na nova edição estrelada pela modelo e atriz britânica Cara Delevingne, que simboliza a proposta de uma estética considerada mais autêntica e menos voltada à sexualização. Antes dela, a primeira capa do retorno da revista impressa trouxe a cantora colombiana Karol G.

Picardi, primeiro editor-chefe assumidamente gay da história da marca, afirmou que pretende “restaurar a narrativa” responsável pelo sucesso da Playboy ao longo das décadas e ampliar a atuação da empresa para produções audiovisuais. Segundo ele, a receptividade ao novo posicionamento tem sido positiva tanto entre homens quanto entre mulheres.

“Há uma autenticidade e uma crueza nas imagens que me renderam um retorno muito positivo. Não apenas de homens, mas também uma resposta excepcional de mulheres”, declarou.

O reposicionamento ocorre após anos de desgaste da imagem da empresa. Nos últimos anos, a Playboy enfrentou críticas e repercussões envolvendo denúncias contra seu fundador, Hugh Hefner, morto em 2017. Ex-coelhinhas, ex-funcionárias e antigas companheiras o acusaram de promover um ambiente de manipulação, abuso psicológico e exploração sexual na Mansão Playboy.

Fundada em 1953, a revista chegou a abandonar os ensaios de nudez em 2015, mas voltou atrás dois anos depois. Em 2020, encerrou a circulação da edição impressa, mantendo apenas plataformas digitais. Agora, a marca aposta no retorno às bancas como parte de uma estratégia para recuperar relevância no mercado editorial e fortalecer sua identidade.

Os resultados financeiros indicam sinais de recuperação. Em 2025, a empresa registrou crescimento de 4% na receita e reduziu significativamente o prejuízo líquido, que caiu de US$ 79,4 milhões para US$ 12,7 milhões, reforçando a estratégia de reestruturação adotada pela nova gestão.

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Projeto Conviver transforma rotina de idosos por meio da arte, cultura e lazer

Iniciativa desenvolvida pela Fundação Abrigo do Bom Jesus promove inclusão social, autonomia e qualidade de vida de pessoas idosas por meio de atividades culturais, terapêuticas e recreativas

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O Projeto Conviver, desenvolvido pela Fundação Abrigo do Bom Jesus, em Cuiabá, vem transformando a rotina dos idosos acolhidos na instituição por meio de atividades que estimulam a criatividade, a convivência social, o bem-estar e o envelhecimento ativo. A iniciativa conta com recursos provenientes de uma emenda parlamentar no valor de R$ 80 mil, que permitiram fortalecer e ampliar as ações desenvolvidas pelo projeto.

Para conhecer de perto os resultados da iniciativa e acompanhar a aplicação dos recursos públicos, a vereadora Michelly Alencar, autora da emenda parlamentar, visitou a instituição e participou de uma das aulas de pintura em tela ministradas semanalmente pela artista plástica Huxilaine. Durante a visita, a parlamentar conversou com os idosos e acompanhou o desenvolvimento das atividades.

Há três anos, o Projeto Conviver oferece uma programação permanente voltada à promoção da qualidade de vida das pessoas idosas residentes na Fundação Abrigo do Bom Jesus. Entre as atividades desenvolvidas estão cursos de pintura em tela, oficinas de modelagem em argila, contação de histórias, aulas de equoterapia, hidroterapia e passeios culturais e recreativos, incluindo visitas a shopping centers, sessões de cinema, pescarias e outras ações de integração com a comunidade.

 

Segundo os gestores da instituição, o principal objetivo do projeto é proporcionar aos idosos oportunidades de socialização, fortalecimento dos vínculos comunitários e participação em atividades que estimulem a autonomia, a autoestima e o protagonismo na terceira idade.

Um dos destaques do Projeto Conviver é a oficina de pintura em tela. As obras produzidas pelos idosos são periodicamente expostas em um importante shopping de Cuiabá e comercializadas durante as exposições promovidas pela instituição. Toda a renda obtida com a venda das telas é destinada aos próprios artistas, que utilizam os recursos para adquirir produtos de uso pessoal, reforçando sua autonomia financeira e valorizando seu talento.

A Fundação Abrigo do Bom Jesus destaca que iniciativas como o Projeto Conviver demonstram que o acolhimento institucional vai além da assistência básica, oferecendo oportunidades para que os idosos permaneçam ativos, criativos e integrados à sociedade. O apoio de parceiros e do poder público tem sido fundamental para consolidar ações que promovem dignidade, inclusão social e uma melhor qualidade de vida aos residentes.

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