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Pivetta e Gisela se comprometem com mais de 2 mil mulheres de priorizar a pauta feminina no próximo governo

Lançando um desafio para além da campanha: transformar a pauta das mulheres em agenda permanente de governo.

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Mais de 2 mil mulheres se reuniram na noite desta segunda-feira (31), no Cenarium Rural, em Cuiabá, para encerrar o Agosto Lilás em um encontro que reforçou a proposta de combate à violência e ampliação da presença da mulher no centro do processo eleitoral.

Lançando um desafio para além da campanha: transformar a pauta das mulheres em agenda permanente de governo.

O evento, denominado ’10Elas’, reuniu participantes de Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio de Leverger, Alto Garças, Barão de Melgaço e Campo Verde e contou com a presença do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), de sua candidata a vice, Gisela Simona (União Progressista) e outras lideranças políticas.

Mais do que celebrar o encerramento de um mês dedicado ao enfrentamento da violência contra a mulher, Gisela aproveitou o encontro para lembrar que, para muitas das mulheres presentes, o dia ainda não terminaria ali. Depois do evento, haveria a casa, os filhos, o trabalho e uma segunda jornada, ainda hoje invisível e desqualificada para muitos.

Foi a partir dessa realidade que ela defendeu que o combate à violência de gênero precisa deixar de ser apenas discurso e ganhar estrutura dentro do Estado. “Isso significa ampliação da rede de proteção, protocolos que garantam um atendimento mais uniforme às vítimas nos municípios, serviços especializados e servidores preparados para acolher mulheres em situação de violência”.

A vice ainda fez questão de reforçar que nenhuma política pública avança, contudo, sem vontade política. Assim, defendeu o nome do governador Otaviano Pivetta para comandar Mato Grosso a partir de 2027, destacando a trajetória do governador e sua capacidade administrativa de “fazimento”. De transformar planejamento em resultados concretos.

“Pivetta colocou Lucas do Rio Verde e Nova Mutum entre as 30 cidades brasileiras com os melhores Índices de Desenvolvimento Humano do país. Em toda a sua trajetória tem sido conhecido por transformar a vida das pessoas pelo fazimento. Não tenho dúvida, assim, da capacidade dele de conduzir Mato Grosso em uma nova etapa”, afirmou.

Pivetta, por sua vez, deu ao encontro um significado que ultrapassou o encerramento do Agosto Lilás. Disse ter encontrado em Gisela a parceira que buscava para uma eventual gestão e destacou o papel que ela poderá exercer na construção de políticas voltadas às mulheres.

“Eu encontrei a parceira que eu queria encontrar. A Gisela traz consigo um sentimento legítimo, verdadeiro e insubstituível da mulher. E é com essa parceria que nós vamos cuidar bem de Mato Grosso, continuar esse modelo de gestão e fazer mais”, afirmou.

O governador também apresentou compromissos em áreas que, segundo ele, impactam diretamente a vida das famílias: educação, segurança, saúde e emprego. E disse querer que os filhos das mulheres presentes ao evento tenham acesso a uma educação pública capaz de prepará-los para o mercado de trabalho e garantir empregos dignos.

A participação feminina na estrutura do Estado também entrou na lista de compromissos, já que Pivetta pretende estabelecer como meta, em um eventual novo mandato, alcançar 50% de mulheres em cargos de chefia e liderança no Governo de Mato Grosso.

A expressiva participação feminina transformou o encontro em uma das maiores mobilizações da campanha de Pivetta até agora e terminou com duas agendas que se cruzam: o enfrentamento à violência contra a mulher e a ampliação do espaço feminino nas decisões políticas.

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Leitão concentra maior repasse do Fundão entre candidatos a deputado federal em MT

Considerando a distribuição informada no DivulgaCand, o União Brasil destinou R$ 2,9 milhões aos quatro candidatos da sigla. O Progressistas, por outro lado, concentrou R$ 3,5 milhões em dois dos três candidatos apresentados na relação.

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A Federação União Progressista Nacional já direcionou R$ 6,432 milhões em recursos do Fundo Eleitoral para candidaturas de Mato Grosso que disputam uma cadeira na Câmara dos Deputados. Os valores constam no sistema DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, e mostram uma concentração significativa dos recursos em alguns dos principais nomes da disputa.

Entre os candidatos contemplados, o maior volume foi destinado ao ex-deputado federal Nilson Leitão, do Progressistas. Ele recebeu R$ 2,9 milhões do Fundo Eleitoral para financiar sua campanha.

No União Brasil, os maiores repasses individuais foram destinados ao deputado federal Fábio Garcia e à ex-primeira-dama de Mato Grosso Virginia Mendes, que receberam R$ 1 milhão cada.

Na sequência aparece a ex-vereadora Sandy Paula, contemplada com R$ 500 mil. Já o vice-prefeito de Tangará da Serra, Eduardo Sanchez, recebeu R$ 432,9 mil.

Pelo Progressistas, a vereadora de Cáceres, Magaly da Silva, também foi beneficiada, com R$ 600 mil. O ex-deputado federal Victório Galli, por sua vez, aparece no sistema eleitoral sem registro de repasse do Fundo Eleitoral até o momento.

Considerando a distribuição informada no DivulgaCand, o União Brasil destinou R$ 2,9 milhões aos quatro candidatos da sigla. O Progressistas, por outro lado, concentrou R$ 3,5 milhões em dois dos três candidatos apresentados na relação.

O volume de recursos chama atenção porque o teto individual de gastos para candidatos à Câmara dos Deputados em Mato Grosso está estabelecido em R$ 3,1 milhões pela Justiça Eleitoral. Dessa forma, o repasse recebido por Nilson Leitão representa parcela expressiva do limite permitido para uma única candidatura.

A distribuição do Fundo Eleitoral é definida pelas próprias legendas, respeitando os critérios legais e eleitorais. Os valores podem ser utilizados para custear despesas relacionadas à campanha, dentro das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

Os dados são públicos e podem sofrer alterações à medida que novas prestações de contas e movimentações financeiras das campanhas sejam registradas no sistema oficial.

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Racha no PL: Boava acusa direção de descumprir acordos com Bolsonaro e Medeiros

“É muito triste ver isso. Não sei se é por esse motivo que estou sendo sabotado: por não subir no palanque montado. Se o preço for esse, ficarei aqui embaixo sem subir nesse palanque”, afirmou.

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Thiago Boava rejeita palanque de Wellington Fagundes, critica acordos políticos do partido e afirma que seguirá independente na disputa por uma vaga na Câmara Federal

O racha dentro do Partido Liberal em Mato Grosso ganhou um novo capítulo. Thiago Boava, viúvo da ex-deputada federal Amália Barros, declarou que não irá apoiar a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo do Estado e acusou a direção estadual da legenda de estar dificultando seu projeto eleitoral.

A declaração ocorre após o presidente estadual do PL, Ananias Filho, afirmar que os candidatos que não apoiarem o projeto de Fagundes poderão ser expulsos da legenda ou terão de deixar o partido.

Em resposta, Boava publicou um vídeo no qual deixou claro que não pretende integrar o palanque da aliança formada em torno da candidatura de Fagundes. O candidato também afirmou que não se sente representado pelo grupo e que pretende manter sua trajetória política baseada nas pautas que considera coerentes com o legado deixado por Amália.

“É muito triste ver isso. Não sei se é por esse motivo que estou sendo sabotado: por não subir no palanque montado. Se o preço for esse, ficarei aqui embaixo sem subir nesse palanque”, afirmou.

Boava também elevou o tom contra a condução política do PL em Mato Grosso. Segundo ele, a legenda teria deixado de cumprir compromissos assumidos anteriormente com o ex-presidente Jair Bolsonaro, com o candidato ao Senado José Medeiros e com ele próprio.

“Tenho que trazer este assunto à tona. Infelizmente, o Partido Liberal, que diz defender Deus, Pátria, Família e Liberdade, rompeu um dos seus pilares, a moralidade, e não cumpriu o combinado comigo. Não cumpriu o que foi combinado com o Zé Medeiros. Não cumpriu o que foi combinado com o capitão Bolsonaro”, declarou.

Na avaliação do candidato, a composição política construída pelo PL em Mato Grosso estaria priorizando interesses individuais em detrimento das bandeiras defendidas pelo grupo bolsonarista. A crítica coloca Boava em rota de colisão com a direção estadual justamente em um momento de definição dos palanques para a eleição de 2026.

O candidato ainda fez um apelo aos eleitores para que observem o posicionamento dos postulantes antes de definir o voto. Ele sugeriu que o eleitor avalie quais candidatos decidiram participar do palanque de Fagundes e quais optaram por permanecer fora da composição.

“Esse palanque não fortalece Zé Medeiros, o principal ativo do capitão. Esse palanque não fortalece a liberdade que tanto buscamos; esse palanque fortalece interesses pessoais”, afirmou.

A manifestação de Boava amplia as divergências internas no PL de Mato Grosso e expõe uma disputa que ultrapassa a composição eleitoral. De um lado, a direção estadual tenta consolidar a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo do Estado. De outro, integrantes ligados ao bolsonarismo questionam a estratégia e cobram o cumprimento de acordos políticos firmados anteriormente.

Para Boava, a decisão de permanecer fora do palanque não representa uma ruptura com as bandeiras que defende, mas uma tentativa de preservar a linha política que, segundo ele, também marcou a atuação de Amália Barros.

 

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Flávio em MT: Guarnieri chega de surpresa e garante lugar no registro

Deputado tucano teria sido avisado de última hora sobre encontro em Campo Novo do Parecis e apareceu no roteiro de Flávio, enquanto Wellington Fagundes sequer teria sido informado previamente

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Uma agenda-relâmpago de Flávio Bolsonaro (PL) em Mato Grosso acabou rendendo uma situação inusitada nos bastidores da política estadual. Durante uma visita à comunidade indígena Haliti-Paresi, em Campo Novo do Parecis, o deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB) conseguiu entrar de última hora no encontro e ainda saiu com direito a registro em vídeo ao lado do presidenciável.

O detalhe que chamou atenção foi a forma como o tucano teria chegado ao local. Guarnieri cumpria agenda em Sapezal quando foi avisado sobre a presença de Flávio na região. De olho na oportunidade, mudou o roteiro e apareceu no encontro, garantindo seu espaço ao lado do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nos bastidores, a movimentação passou a ser tratada com bom humor por aliados, já que Guarnieri, mesmo sendo de outro partido, conseguiu chegar ao encontro e registrar a presença ao lado de Flávio.

A situação ganhou contornos ainda mais curiosos porque Wellington Fagundes, candidato do próprio PL ao Governo de Mato Grosso, não teria sido informado previamente sobre a agenda. O encontro foi articulado pelo deputado federal José Medeiros, pelo ex-senador Cidinho Santos e por Odílio Balbinotti, coordenador da campanha presidencial de Flávio em Mato Grosso.

Fagundes teria tomado conhecimento da visita pela imprensa. Depois, correu atrás do presidenciável e conseguiu se encontrar com Flávio para garantir também a fotografia e os registros que posteriormente foram utilizados nas redes sociais.

No caso de Guarnieri, a estratégia foi diferente. Avisado de última hora, o deputado conseguiu se encaixar no roteiro e acabou aparecendo na agenda que, inicialmente, não era destinada a ele.

O episódio também cria uma situação política curiosa diante da posição adotada pelo PSDB nacional. A legenda decidiu manter neutralidade na disputa presidencial, enquanto Guarnieri buscou espaço justamente ao lado de um dos principais nomes do campo bolsonarista.

A fotografia, portanto, pode ter sido apenas um registro de ocasião, mas politicamente carrega outro significado. Em uma eleição marcada pela disputa por apoio, palanques e demonstrações de proximidade com lideranças nacionais, aparecer ao lado de Flávio Bolsonaro pode representar um ativo eleitoral importante.

E, nesse quesito, Guarnieri aparentemente não quis perder a oportunidade. Mesmo fora do roteiro original, o tucano deu um jeito de chegar ao encontro, posar para a câmera e deixar sua marca na passagem do presidenciável por Mato Grosso.

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