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Empresária presa pela PF diz não entender preventiva: “Nunca pisei numa delegacia”

Sócia do Tatu Bola Bar, Thatiana Rabelo afirmou em audiência de custódia que mantém residência e negócios em Cuiabá e negou envolvimento com crimes

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A empresária e advogada Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, sócia-administradora da empresa responsável pelo Tatu Bola Bar, em Cuiabá, afirmou durante audiência de custódia que foi surpreendida pela prisão preventiva determinada no âmbito da Operação Bóreas, da Polícia Federal. Ela negou envolvimento com crimes e disse nunca ter sido conduzida ou chamada para prestar esclarecimentos em uma delegacia.

“Eu nunca pisei numa delegacia, nunca fui chamada para vir nada”, declarou.

Thatiana foi presa na terça-feira (25), em Cuiabá, por determinação da 4ª Vara Federal de Palmas (TO). A operação investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar aeronaves e pistas clandestinas para transportar drogas e armas em uma rota internacional.

Durante o depoimento, a empresária relatou a chegada à sede da Polícia Federal e disse ter se sentido tratada como uma presidiária.

“Parecia uma presidiária que seria levada até lá. Talvez eu durma aqui hoje. Parecia uma presidiária federal”, afirmou.

Segundo Thatiana, ela não sabe exatamente qual seria sua relação com a investigação. A empresária levantou a possibilidade de que a prisão esteja relacionada ao irmão, Márcio Rabello Mesquita Theodoro, que está preso desde fevereiro de 2025.

Márcio é investigado por supostamente ter pilotado uma aeronave utilizada no transporte de aproximadamente 475 quilos de cocaína e pasta-base.

“Eu não sei do que se trata. Tenho um irmão que está preso fora, imagino que deve ser algo ligado a ele por conta do mandado lá de Tocantins”, disse.

Empresária questiona decisão

Em outro momento da audiência, Thatiana questionou os motivos utilizados para determinar sua prisão preventiva. Ela destacou que mora em Cuiabá há cerca de duas décadas, possui atividade comercial e mantém seus rendimentos declarados.

“Eu não faço ideia do fundamento ou como, com todo respeito ao Poder Judiciário, foi decretada uma preventiva”, afirmou.

A empresária também ressaltou que seu negócio é aberto ao público e que mantém suas redes sociais abertas.

“Eu tenho comércio na cidade, tenho residência fixa, moro há 20 anos em Cuiabá. Eu declaro meu Imposto de Renda, tenho residência, minhas redes sociais são abertas”, relatou.

Thatiana afirmou ainda que sua rotina sempre esteve ligada ao trabalho e que a situação provocada pela prisão seria completamente diferente de sua realidade.

“Eu estou me sentindo num mundo totalmente fora da minha realidade. Eu tenho horário para chegar no trabalho, tenho um comércio que é público, minhas redes sociais são abertas”, declarou.

Operação Bóreas

A Operação Bóreas foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar uma estrutura suspeita de atuar na logística aérea do tráfico internacional de drogas e armas.

As investigações apontam para a utilização de aeronaves, pistas clandestinas e outros mecanismos de apoio ao transporte de grandes carregamentos provenientes da Bolívia e do Peru com destino ao Brasil.

A apuração segue em andamento e deverá esclarecer a participação individual de cada investigado e eventual ligação entre os alvos da operação. As acusações contra os investigados ainda são objeto de investigação.

 

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Polícia

Mãe é localizada pela Polícia Civil após bebê ser encontrada morta dentro de caixa

O marido também foi ouvido pela Polícia Civil e confirmou, em linhas gerais, a versão apresentada pela mulher. Segundo ele, só tomou conhecimento do ocorrido dias depois, após o caso ganhar repercussão.

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A Polícia Civil identificou a mãe da recém-nascida prematura encontrada morta dentro de uma caixa de papelão em uma lixeira de condomínio, em Várzea Grande. A mulher, de 25 anos, mora no local e foi localizada após a análise das imagens das câmeras de segurança. Ela prestou depoimento à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O corpo da bebê foi encontrado por um funcionário do condomínio no dia 23 de julho. A criança estava dentro de uma caixa, envolvida em uma sacola plástica e ainda com o cordão umbilical.

Durante o depoimento, a mulher confirmou ser a mãe e reconheceu que aparece nas imagens levando a caixa até a lixeira. Segundo a versão apresentada à polícia, ela suspeitava estar grávida, mas continuava apresentando sangramentos e, por isso, não realizou acompanhamento pré-natal. Ela também afirmou que não contou sobre a possível gestação ao marido ou aos familiares.

A mulher relatou que, na noite de 22 de julho, enquanto o marido dormia, entrou inesperadamente em trabalho de parto no banheiro da residência e deu à luz sozinha. De acordo com seu depoimento, a bebê aparentava estar sem vida logo após o nascimento.

Ela afirmou ainda que estava em estado de desespero e confusão emocional. Depois do parto, teria cortado o cordão umbilical, colocado a criança em uma caixa junto com a placenta e outros resíduos e levado o material para a lixeira do condomínio durante a madrugada.

O marido também foi ouvido pela Polícia Civil e confirmou, em linhas gerais, a versão apresentada pela mulher. Segundo ele, só tomou conhecimento do ocorrido dias depois, após o caso ganhar repercussão.

Perícia aponta que bebê nasceu com vida

Os exames periciais trouxeram um novo elemento para a investigação. A recém-nascida era uma menina, com aproximadamente 26 semanas de gestação e cerca de 750 gramas. Não foram identificados sinais de violência física.

Entretanto, a perícia apontou que houve respiração após o nascimento, indicando que a bebê nasceu com vida e permaneceu viva por um curto período. A causa da morte ainda não foi determinada.

Uma das hipóteses investigadas é de que a prematuridade tenha contribuído para o óbito. A Polícia Civil aguarda laudos e exames complementares para esclarecer as circunstâncias do parto e da morte.

A investigação também não descarta a possibilidade de que o parto tenha sido provocado por alguma substância ou outro tipo de intervenção.

Ao final das diligências, a mulher deverá ser indiciada inicialmente por homicídio, segundo o delegado Rogério Gomes, responsável pelo caso. A classificação jurídica poderá ser modificada ou incluir outros crimes, como aborto, caso os exames indiquem que houve provocação do parto.

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Nora é presa após matar sogra e admite que queria atingir o marido

A Polícia Civil foi acionada após vizinhos ouvirem pedidos de socorro vindos da residência de Maria Aparecida. Como o portão estava fechado e ninguém respondia aos chamados, os policiais precisaram entrar no imóvel pelo muro.

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A mulher suspeita de matar a própria sogra em Confresa, a 1.057 quilômetros de Cuiabá, confessou o crime e afirmou que tomou a decisão com o objetivo de provocar sofrimento no marido e tentar manter o casamento.

Alessandra do Nascimento Gonçalves prestou depoimento durante a audiência de custódia realizada no domingo (23). A vítima, Maria Aparecida da Silva, tinha 53 anos, era ex-servidora pública e foi encontrada morta dentro da própria residência no sábado (22).

Segundo a decisão judicial, Alessandra relatou que recebeu uma oração enviada pela sogra por meio de um aplicativo de mensagens pouco antes do assassinato. Ela afirmou, porém, que só visualizou a mensagem depois de já ter cometido o crime.

O marido de Alessandra relatou às autoridades que mantinha uma boa relação com a esposa e que sua mãe também era próxima da nora, tratando-a como filha.

Na decisão, o juiz Nelson Luiz Pereira Júnior destacou a gravidade da suspeita de que a vítima teria sido utilizada como instrumento de manipulação emocional contra o próprio filho.

A Polícia Civil foi acionada após vizinhos ouvirem pedidos de socorro vindos da residência de Maria Aparecida. Como o portão estava fechado e ninguém respondia aos chamados, os policiais precisaram entrar no imóvel pelo muro.

Alessandra posteriormente abriu o portão e informou que havia ocorrido uma tragédia envolvendo a sogra. Dentro da casa, Maria Aparecida foi encontrada morta, caída no chão e com grande quantidade de sangue ao redor.

Conforme informações policiais, a vítima apresentava ferimentos provocados por um objeto contundente e tinha um fio de extensão elétrica enrolado no pescoço. Um pedaço de madeira com marcas de sangue também foi localizado e apreendido.

Após ser presa, Alessandra confessou o assassinato ao delegado Daniel Moura. Segundo o depoimento, ela afirmou que havia surtado e enfrentava problemas familiares.

A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a dinâmica do homicídio e as circunstâncias que antecederam o crime.

Maria Aparecida era conhecida no município por ter trabalhado como servidora pública. Após a morte, a Prefeitura de Confresa publicou uma nota de pesar e decretou luto oficial de três dias.

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Dona de bar na Praça Popular é presa em Cuiabá durante operação da Polícia Federal

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Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro foi alvo de mandado de prisão preventiva durante ação que investiga organização criminosa ligada ao transporte aéreo de cocaína e armamentos

A empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro foi presa nesta terça-feira (25), em Cuiabá, durante a Operação Bóreas, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular uma organização criminosa investigada por atuar na logística de transporte aéreo internacional de drogas e armas.

Thatiana é sócia e administradora da TRMT Restaurante Ltda., empresa responsável pelo Tatu Bola Bar, localizado na região da Praça Popular, em Cuiabá.

Segundo informações divulgadas na investigação, a empresária foi levada à sede da Polícia Federal na Capital. Depois, passou pelo Instituto Médico Legal (IML) e foi encaminhada ao sistema prisional.

A operação também foi realizada em Palmas, no Tocantins. Ao todo, foram expedidos três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou a apreensão de aeronaves e o bloqueio e sequestro de bens e valores dos investigados. A Polícia Federal também solicitou a inclusão de dez alvos nos mecanismos de Difusão Vermelha da Interpol.

As investigações apontam que o grupo seria responsável pela organização de voos, utilização de aeronaves e pistas clandestinas e demais estruturas logísticas utilizadas para transportar grandes carregamentos de cocaína e armas de fogo. Segundo a PF, as cargas teriam origem na Bolívia e no Peru e seriam destinadas ao Brasil.

A apuração teve origem em investigações relacionadas a apreensões recentes de drogas realizadas no Tocantins.

Os investigados poderão responder por tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que eventualmente sejam identificados durante o avanço das investigações.

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