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Polícia

Disparo “acidental” mata secretário de Agricultura dentro de casa em Aripuanã

Embora a esposa tenha relatado à Polícia Militar que o tiro ocorreu de maneira acidental, a dinâmica do episódio ainda não está esclarecida oficialmente.

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A morte do secretário adjunto de Agricultura de Aripuanã, Sérgio Loteck, mobilizou as forças de segurança na noite desta quarta-feira (9), no distrito de Conselvan, a cerca de 80 quilômetros da área urbana do município. Ele foi atingido no rosto por um disparo de espingarda dentro de uma residência e morreu antes de receber atendimento médico.

Segundo o relato apresentado pela esposa à Polícia Militar, Sérgio teria pedido que ela guardasse a arma. A mulher afirmou aos policiais que não sabia que a espingarda estava carregada e que, ao manusear o armamento, ocorreu um disparo acidental que atingiu o marido.

Quando os policiais chegaram ao imóvel, encontraram Sérgio caído dentro da residência, com um ferimento provocado pelo tiro.

Uma equipe da unidade de saúde do distrito também foi acionada, mas o médico plantonista constatou que a vítima já estava morta.

Diante da gravidade da ocorrência, a Polícia Militar isolou o local para preservar os vestígios. A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para realizar os procedimentos necessários e levantar informações que possam esclarecer como o disparo aconteceu.

A espingarda deverá passar por perícia. O corpo de Sérgio também será submetido a exame de necropsia, procedimento que poderá contribuir para esclarecer as circunstâncias da morte.

Versão de acidente será investigada

Embora a esposa tenha relatado à Polícia Militar que o tiro ocorreu de maneira acidental, a dinâmica do episódio ainda não está esclarecida oficialmente.

A investigação deverá considerar os vestígios encontrados na residência, a posição da vítima, o funcionamento e as condições da arma, além dos demais elementos recolhidos pelos peritos.

A apuração será conduzida pela Polícia Civil, que deverá verificar se os elementos encontrados no local são compatíveis com a versão apresentada inicialmente.

Até o momento, não há informação divulgada sobre prisão ou eventual responsabilização criminal relacionada ao caso.

Sérgio Loteck exercia o cargo de secretário adjunto de Agricultura de Aripuanã. A morte causou repercussão no município, enquanto as autoridades trabalham para esclarecer as circunstâncias exatas do disparo.

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Polícia

“Confundiram com rivais”: trabalhadores são sequestrados e torturados por facção em MT

Durante a ação, as vítimas teriam sido amarradas e ameaçadas com facas enquanto eram interrogadas. Depois, foram colocadas à força em um veículo e levadas para outro ponto da cidade.

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Trabalhadores temporários que estavam em Tangará da Serra para atuar em um evento acabaram sequestrados e torturados após serem confundidos com integrantes de uma facção criminosa rival. O caso, ocorrido em agosto, é investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso, que deflagrou nesta quinta-feira (10) a Operação Paralela e cumpriu quatro mandados de prisão e de busca e apreensão no município.

Segundo as investigações, as vítimas foram rendidas por integrantes do grupo criminoso e tiveram os celulares tomados e vasculhados. Os suspeitos procuravam informações que pudessem indicar algum vínculo dos trabalhadores com uma organização rival.

Durante a ação, as vítimas teriam sido amarradas e ameaçadas com facas enquanto eram interrogadas. Depois, foram colocadas à força em um veículo e levadas para outro ponto da cidade.

Mesmo após serem transportados, os trabalhadores continuaram sendo interrogados e ameaçados. Conforme a investigação, somente depois de os criminosos concluírem que eles não tinham ligação com o grupo rival é que foram libertados.

A liberdade, porém, veio acompanhada de uma ameaça: as vítimas teriam sido advertidas de que seriam mortas caso procurassem a polícia ou denunciassem o que havia acontecido.

Outro episódio envolveu violência em área de mata

A investigação também apura um segundo episódio ocorrido na mesma noite.

Duas outras vítimas teriam sido levadas para uma região de mata, onde foram amarradas, interrogadas e agredidas com pedaços de madeira.

Segundo a Polícia Civil, durante as agressões os envolvidos mantinham contato com outros integrantes do grupo por meio de videochamadas.

Operação mira quatro investigados

Ao longo da investigação, os policiais reuniram depoimentos das vítimas, reconhecimentos, imagens de câmeras de segurança, informações relacionadas a veículos e dados sobre os deslocamentos dos suspeitos.

Com os elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão e pelas buscas contra quatro investigados, apontados como integrantes do grupo envolvido nos crimes.

A Operação Paralela foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (10), em Tangará da Serra.

As investigações continuam para individualizar a conduta de cada suspeito e verificar se outras pessoas participaram dos crimes.

Os envolvidos são investigados por crimes relacionados a cárcere privado e tortura, e a apuração ainda deverá esclarecer a participação individual de cada um nos episódios.

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Polícia

Ganatum II: operação investiga esquema milionário de sonegação de ICMS no gado

Operação cumpre 12 mandados em Rondônia e Mato Grosso e investiga movimentações superiores a R$ 30 milhões

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GANATUM II

Cira deflagra segunda fase de operação de combate a esquema de sonegação de ICMS no setor pecuário

Grupo investigado atuava em fraudes que, em conjunto, superam R$ 30 milhões, evidenciando a elevada dimensão econômica das transações

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) cumpre ordens judiciais na Operação Ganatum II, deflagrada nesta quinta-feira (10.9) pelo Cira de Rondônia, com o objetivo de combater um esquema de sonegação de ICMS relacionado à comercialização interestadual de gado entre os dois estados.

Durante a operação, são cumpridos mandados de busca e apreensão em 12 endereços, em seis municípios dos estados de Rondônia e Mato Grosso. Sete ordens judiciais são cumpridas em Mato Grosso, sendo três mandados de busca na cidade de Comodoro, dois em Santo Afonso, um em Dom Aquino e um no município de Castanheira.

A investigação apura a atuação de um possível grupo criminoso voltado à prática de crimes contra a ordem tributária. Até o momento, as investigações identificaram operações que, em conjunto, superam R$ 30 milhões, evidenciando a elevada dimensão econômica das transações sob apuração.

A operação conta com o apoio do Cira de Mato Grosso e com suporte operacional da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) e da Diretoria do Interior, além do auxílio das equipes policiais das delegacias dos municípios onde os mandados foram cumpridos.

Esquema de sonegação

Conforme os indícios reunidos, animais eram adquiridos de produtores rurais rondonienses sem a emissão das correspondentes notas fiscais, utilizando-se apenas a Guia de Trânsito Animal (GTA).

Na sequência, eram emitidos documentos fiscais simulando a transferência dos bovinos entre estabelecimentos pertencentes ao mesmo titular, com a utilização indevida da hipótese de não incidência do ICMS. Os animais, contudo, seriam entregues diretamente aos verdadeiros compradores em Mato Grosso, sem o devido registro das operações perante os órgãos fazendários.

As apurações também identificaram indícios da utilização de terceiros para ocultar os reais operadores e beneficiários das transações, bem como de propriedade rural sem estrutura compatível com o expressivo volume de animais formalmente movimentado. O estabelecimento teria sido utilizado apenas para conferir aparência de regularidade às operações.

Nome da operação

O nome Ganatum faz referência à ideia de ganho e lucro, em alusão ao contexto da fraude investigada e à atividade pecuária.

Integração

A ação mobilizou aproximadamente 70 integrantes e foi realizada de forma integrada pelo Ministério Público do Estado de Rondônia, por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF), pela Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia, pela Procuradoria-Geral do Estado de Rondônia e pelas Polícias Civis dos estados de Rondônia e Mato Grosso.

Cira-MT

O Comitê é composto por representantes do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), da Controladoria-Geral do Estado (CGE), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp/Polícia Civil – Defaz) e da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), atuando de forma coordenada na repressão a fraudes fiscais e na recuperação de ativos em favor do Estado.

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PF encontra mensagem em que Vorcaro pergunta a Moraes sobre deixar o Brasil

A sequência dos fatos, incluindo o motivo da antecipação da viagem e o contexto da conversa com Moraes, deverá ser esclarecida no decorrer das investigações.

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Uma mensagem enviada por Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, passou a integrar a investigação da Polícia Federal sobre os últimos dias do ex-controlador do Banco Master antes de sua prisão.

Segundo documentos obtidos pela defesa de Vorcaro e analisados pela PF, ele antecipou a viagem para Dubai pouco antes de ser preso, em 17 de novembro. A mudança teria ocorrido após uma troca de mensagens com Moraes.

Às 18h22 do sábado, 15 de novembro, dois dias antes da prisão, Vorcaro questionou o ministro sobre a possibilidade de deixar o Brasil já na segunda-feira.

“Acha que segunda já tenho que estar fora?”, escreveu o então banqueiro, segundo informações extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro.

A mensagem chama atenção dos investigadores porque foi enviada às vésperas da prisão e coincide com a alteração dos planos de viagem para Dubai.

Os documentos foram obtidos pela defesa de Vorcaro e posteriormente analisados pela Polícia Federal. O conteúdo das mensagens passou a fazer parte do conjunto de informações examinadas pelos investigadores para reconstruir os acontecimentos que antecederam a prisão.

A sequência dos fatos, incluindo o motivo da antecipação da viagem e o contexto da conversa com Moraes, deverá ser esclarecida no decorrer das investigações.

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