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Política Nacional

Flávio Bolsonaro passa Lula em tracking interno ligado à esquerda, segundo CNN

Levantamento reservado citado pelo analista Pedro Venceslau aponta 35% para o senador contra 34% do petista; pesquisas públicas ainda mostram cenário apertado

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Flávio Bolsonaro passa Lula numericamente e cenário vira empate no 2º turno

Apesar do equilíbrio no segundo turno, Lula mantém a liderança na simulação de primeiro turno. O presidente aparece com 43% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 37,4%.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) apareceu numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno para a Presidência da República, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (10). O levantamento aponta 46,4% das intenções de voto para Flávio e 46,2% para Lula, configurando empate técnico.

A diferença de apenas 0,2 ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento. A pesquisa ouviu 5 mil eleitores entre os dias 4 e 9 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01452/2026.

O resultado representa uma mudança em relação à rodada anterior do Atlas/Bloomberg. Na pesquisa divulgada no fim de agosto, Lula aparecia com 47,1%, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 42,6%. Na nova rodada, o senador avançou 3,8 pontos percentuais, enquanto o presidente oscilou 0,9 ponto para baixo.

Além disso, o percentual de eleitores que declarou voto branco, nulo ou que ainda não sabe em quem votar caiu de 10,3% para 7,4%.

Lula ainda lidera no primeiro turno

Apesar do equilíbrio no segundo turno, Lula mantém a liderança na simulação de primeiro turno. O presidente aparece com 43% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 37,4%.

O senador, porém, apresentou crescimento em relação ao levantamento anterior, quando marcava 33,7%. O avanço foi de 3,7 pontos percentuais. Lula, por sua vez, manteve praticamente o mesmo patamar.

Na sequência aparecem Augusto Cury (Avante), com 6,6%, e Renan Santos (Missão), com 6,5%, em situação de empate técnico.

Outros cenários

A Atlas/Bloomberg também testou Lula contra outros nomes da oposição.

Em uma eventual disputa contra Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 46%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais registra 46,2%, também dentro de um cenário de empate técnico.

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Operação Make Up mira Mário Frias e investiga milhões em recursos de emendas

Deputado do PL está entre os alvos da Operação Make Up, que apura possível desvio de recursos destinados à produção cinematográfica

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O deputado federal Mário Frias (PL) é um dos alvos da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10) para investigar suspeitas de irregularidades envolvendo recursos de emendas parlamentares destinados à produção do filme “Dark Horse”.

A PF cumpre mandados de busca e apreensão contra os investigados. Entre os alvos também está Karina Gama, proprietária do Instituto Conhecer Brasil e produtora do longa-metragem.

Ao todo, 49 ordens judiciais são cumpridas em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam para uma suposta atuação coordenada entre agentes públicos e particulares com o objetivo de direcionar recursos recebidos para empresas subcontratadas de maneira considerada irregular.

A apuração também busca esclarecer se os serviços contratados chegaram efetivamente a ser realizados. De acordo com a PF, há suspeitas de que os responsáveis pelo esquema tenham utilizado mecanismos para dificultar a identificação dos supostos desvios.

As investigações apontam ainda para movimentações financeiras de grande porte entre empresas que estariam relacionadas ao esquema. Conforme a Polícia Federal, os valores movimentados chegariam à ordem de centenas de milhões de reais.

O caso envolve suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes relacionados a licitações.

A PF ressalta que a destinação de recursos de emendas parlamentares para a produção de obras cinematográficas, por si só, não configura irregularidade. O foco da investigação está na forma como os recursos teriam sido aplicados e posteriormente direcionados.

A operação é realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU).

As medidas desta quinta-feira fazem parte do avanço das investigações, que buscam reunir documentos, dados financeiros e outros elementos capazes de esclarecer a destinação dos recursos e identificar a eventual participação de outras pessoas.

Mário Frias ainda não foi apontado como condenado ou responsabilizado definitivamente pelos fatos investigados. A operação está em fase de apuração e os envolvidos têm direito à defesa e à presunção de inocência.

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Caso Master chega ao Planalto e Lula cobra transparência do STF

“O povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”, afirmou o presidente.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (9), a quebra completa do sigilo das investigações relacionadas ao caso Master e afirmou que o episódio exige respostas públicas. Em uma manifestação nas redes sociais, Lula classificou o caso como o maior crime financeiro da história do país e cobrou transparência nas apurações, independentemente de quem possa ser atingido.

A declaração ocorre em meio ao agravamento da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e as investigações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O episódio ganhou novas proporções após a divulgação de mensagens atribuídas a Vorcaro e envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo Lula, o momento exige que as informações sejam apresentadas de forma ampla à sociedade, sem vazamentos seletivos ou tratamento diferenciado para os envolvidos.

“O povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”, afirmou o presidente.

Pressão por transparência

Na manifestação, Lula defendeu que o sigilo seja retirado de todos os elementos que possam ser tornados públicos dentro dos limites legais. A cobrança ocorre justamente quando diferentes versões sobre os fatos passaram a circular e aumentaram a pressão sobre o STF.

O presidente também sustentou que o país precisa conhecer a íntegra dos fatos e encerrou sua manifestação com a defesa de que “o Brasil precisa saber a verdade”.

Mensagens aumentam tensão no STF

A crise ganhou força após o ministro André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero, retirar o sigilo de parte de documentos relacionados à investigação.

Entre os materiais divulgados estão mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o conteúdo inclui referências a uma relação próxima entre os dois e menções a um contrato de R$ 131 milhões envolvendo o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Moraes nega ter mantido contato com Vorcaro nos termos apontados nas mensagens e contesta as acusações relacionadas ao caso.

A divulgação dos documentos provocou uma nova frente de tensão dentro do Supremo. Também vieram a público informações segundo as quais Moraes apresentou um relatório da Polícia Federal no qual são apontadas suspeitas de que André Mendonça teria sugerido direcionamentos relacionados ao andamento da investigação contra adversários políticos.

Caso amplia pressão sobre o Supremo

O episódio colocou novamente o STF no centro do debate político e institucional brasileiro. A disputa em torno dos documentos, das mensagens e das versões apresentadas pelos envolvidos passou a ser acompanhada de perto pelo governo federal, pelo Congresso e por setores da sociedade.

Ao defender a quebra ampla dos sigilos, Lula tenta se posicionar em favor da divulgação das informações e sinaliza que a dimensão da crise exige respostas capazes de restabelecer a confiança nas instituições.

A apuração, no entanto, ainda está em andamento, e as acusações e interpretações relacionadas às mensagens e aos documentos divulgados precisam ser confrontadas com os elementos oficiais das investigações e com o direito de defesa dos envolvidos.

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