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Na aldeia Parecis, Flávio Bolsonaro defende autonomia produtiva e crédito para indígenas

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O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) visitou nesta segunda-feira (31) produtores indígenas da etnia Parecis, em Campo Novo do Parecis, a 396 quilômetros de Cuiabá. A agenda teve como principal pauta o modelo de produção agrícola desenvolvido pelas comunidades e as dificuldades encontradas pelos produtores para acessar crédito e investir na atividade rural.

A visita foi articulada pelo deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) e pelo coordenador de campanha Odílio Balbinotti. Durante o encontro, Flávio conversou com lideranças indígenas, entre elas o cacique Arnaldo, além de representantes da cooperativa agrícola da comunidade.

Os produtores apresentaram ao candidato demandas relacionadas principalmente ao acesso a financiamentos bancários. Uma das dificuldades apontadas é a utilização de terras pertencentes à União como garantia para operações de crédito, o que, segundo as lideranças, limita a capacidade de investimento em máquinas, sementes, insumos e outras estruturas necessárias à produção.

Entre as propostas apresentadas durante a agenda está a criação de um fundo garantidor federal destinado aos produtores indígenas. A medida permitiria facilitar a contratação de crédito sem a necessidade de oferecer a própria terra como garantia da operação.

Flávio Bolsonaro afirmou que pretende estabelecer uma relação mais direta entre as comunidades indígenas e o governo federal, com foco na segurança jurídica e na autonomia econômica dos produtores.

“A ideia é respeitar essa autonomia, fazer a inclusão de vocês para poder ser essa ponte direta de comunicação das demandas, do que for necessário por parte do Governo Federal, para a gente trazer dignidade para vocês, segurança jurídica, autonomia de verdade”, afirmou.

Durante o encontro, o presidenciável também fez críticas à atuação de órgãos federais relacionados à fiscalização ambiental e fundiária. Segundo ele, uma eventual gestão sob seu comando deverá rever medidas que, na avaliação do candidato, dificultam a atividade produtiva nas comunidades.

Flávio ainda afirmou que pretende retornar à região caso seja eleito presidente. “Na próxima vez, quero voltar aqui como presidente da República junto com Jair Bolsonaro”, declarou.

A agenda em Campo Novo do Parecis faz parte da passagem do candidato por Mato Grosso, onde também cumpriu compromissos políticos ao lado de lideranças do PL no estado.

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Fagundes diz ser contra expulsão de prefeitos do PL que apoiam adversário

Fagundes defendeu que os integrantes do PL tenham autonomia para definir seus posicionamentos políticos e rejeitou a ideia de obrigar prefeitos a seguirem uma única candidatura.

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O senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso, afirmou ser contrário à expulsão ou punição de prefeitos do partido que optarem por apoiar Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Palácio Paiaguás. A declaração ocorre em meio ao racha dentro da legenda, que colocou dirigentes e prefeitos em posições diferentes na eleição estadual.

Fagundes defendeu que os integrantes do PL tenham autonomia para definir seus posicionamentos políticos e rejeitou a ideia de obrigar prefeitos a seguirem uma única candidatura. Entre os gestores da sigla que já demonstraram proximidade com Pivetta estão o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, e a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti.

“Eu não defendo isso, eu acredito que todo mundo tem que ter liberdade”, afirmou Fagundes durante entrevista nesta semana.

Ao comentar a situação, o senador também associou sua defesa da liberdade política ao projeto nacional do PL, que tem o senador Flávio Bolsonaro como um dos principais nomes para a eleição de 2026. Segundo Fagundes, um agente público precisa estar preparado para conviver com críticas e posições divergentes.

“Eu estou pronto, preparado, energizado para fazer uma campanha altiva, com respeito a todos”, declarou.

Fagundes relatou ainda ter recebido contatos de prefeitos que disseram estar sendo pressionados a assinar uma manifestação política em favor de determinado grupo. Na avaliação do senador, os gestores municipais devem ter liberdade para tomar decisões de acordo com as necessidades de suas cidades.

Segundo ele, depois de eleito, o prefeito precisa representar toda a população e buscar recursos independentemente de filiação partidária ou alinhamento político.

A posição de Fagundes ocorre após a direção nacional do PL estabelecer orientações para os filiados em Mato Grosso diante da disputa estadual. A determinação impede manifestações públicas de apoio a Pivetta por integrantes da legenda e prevê medidas disciplinares em caso de descumprimento.

A crise ganhou força depois que prefeitos do PL passaram a declarar apoio ou proximidade com a candidatura de Pivetta, enquanto Fagundes foi escolhido como nome do partido para a sucessão estadual.

Inicialmente, integrantes da legenda chegaram a defender punições mais severas aos chamados “infiéis”. O tom, porém, foi posteriormente amenizado, com a sinalização de que os filiados não seriam obrigados a apoiar Fagundes, embora também não devessem atuar publicamente contra a candidatura do partido.

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Professora Mazé defende maior presença das mulheres na política durante encontro na Casa Acelera

“A violência não começa no momento em que acontece um feminicídio. Começa lá atrás, em uma ameaça, em uma agressão. Nós precisamos fazer com que a segurança pública chegue no início”, afirmou.

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A participação das mulheres nos espaços de decisão política foi um dos principais temas discutidos durante encontro realizado na noite de quinta-feira (27), na Casa Acelera Mato Grosso, no bairro Quilombo, em Cuiabá. A agenda ocorreu dentro da programação do Agosto Lilás e reuniu candidatas, lideranças e apoiadores para tratar de violência contra a mulher, segurança pública, saúde, educação, empreendedorismo e representatividade política.

Moradora do Quilombo há mais de 35 anos, a professora e candidata a deputada estadual pelo PL, Mazé Arruda, levou ao debate uma perspectiva baseada na própria trajetória. Foi no bairro que ela construiu sua vida, criou os filhos e acompanhou as transformações e os desafios enfrentados pelas famílias da região.

Durante o encontro, Mazé ressaltou a proximidade que mantém com a comunidade e afirmou que sua experiência como educadora e moradora contribui para que conheça de perto as demandas da população.

“Eu sou professora e conheço a realidade das pessoas. Quero dizer muito obrigada por estarem aqui esta noite, aqui na minha casa. O Quilombo é meu bairro, eu conheço essa região como a palma da minha mão”, afirmou.

A candidata também defendeu que as mulheres ampliem sua presença na política e ocupem espaços de decisão. Segundo Mazé, a participação feminina precisa deixar de ser apenas representativa e se transformar em presença efetiva nos principais cargos públicos.

“As mulheres são vencedoras. Nós precisamos de um Brasil diferente, de gestores diferentes. Lugar de mulher é na política”, declarou.

Proposta de uma pasta específica para as mulheres

A discussão sobre políticas de proteção ganhou destaque durante o encontro com a apresentação de propostas para uma eventual gestão do candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL).

Entre as propostas apresentadas está a criação de uma Secretaria de Proteção da Mulher, estrutura que faria parte do plano de governo de Fagundes e teria como objetivo concentrar e coordenar políticas públicas voltadas à proteção e ao atendimento das mulheres em Mato Grosso.

A proposta foi apresentada por Mariene Fagundes, esposa do candidato, durante a agenda. Segundo ela, a intenção é criar uma estrutura permanente, com equipe técnica própria, para tratar das demandas das mulheres no Estado.

“Não um puxadinho, não somente ações pequenas, mas sim uma equipe técnica que vai cuidar das mulheres do nosso Estado”, afirmou.

A proposta se soma a outras medidas defendidas durante o encontro, como a ampliação das escolas em tempo integral e o fortalecimento das ações de prevenção e combate ao feminicídio, especialmente nos municípios mais distantes dos grandes centros.

Violência precisa ser enfrentada antes do feminicídio

O combate à violência contra a mulher também esteve entre os principais pontos do debate. Eliane Morais, esposa do candidato a vice-governador Reinaldo Morais (NOVO), defendeu uma atuação preventiva da segurança pública para evitar que episódios de violência evoluam para situações mais graves.

“A violência não começa no momento em que acontece um feminicídio. Começa lá atrás, em uma ameaça, em uma agressão. Nós precisamos fazer com que a segurança pública chegue no início”, afirmou.

Durante a programação, as participantes também puderam registrar sugestões e reivindicações na chamada “Árvore de Pedidos das Mulheres”. A iniciativa reuniu demandas que podem servir de subsídio para a formulação de propostas voltadas ao público feminino.

As discussões debatidas durate o encontrou abordou os impactos da violência sobre as mulheres e as famílias e dedeesa a investimentos em áreas como saúde, educação e moradia, além de políticas de valorização feminina.

Da comunidade para a política

Para Mazé Arruda, a defesa de políticas públicas para as mulheres está diretamente ligada à realidade que acompanha há décadas no Quilombo. A trajetória como professora e moradora da comunidade é apresentada pela candidata como uma experiência que pretende levar para a Assembleia Legislativa.

Ao defender maior participação feminina na política, Mazé também destacou a importância de mulheres ocuparem espaços onde são tomadas decisões que afetam diretamente a vida das famílias.

A candidata sustenta que a presença feminina precisa estar não apenas nas discussões, mas também nos parlamentos e governos, com participação efetiva na elaboração e fiscalização de políticas públicas.

A proposta de criação de uma pasta específica para a proteção das mulheres no plano de governo de Wellington Fagundes também foi apresentada como uma das medidas para ampliar a estrutura de atendimento e articulação das políticas voltadas ao público feminino em Mato Grosso.

Com mais de três décadas de história no Quilombo, Mazé busca associar sua experiência na comunidade à atuação política. A professora afirma que pretende levar para o debate estadual as demandas que conhece de perto e defender uma participação cada vez maior das mulheres na construção das decisões públicas.

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Vice de Sargento Laudicério toma a cena durante sabatina do Hospital de Câncer de Mato Grosso

Pucineli também fez críticas à atual forma de concessão dos incentivos. “Do jeito que os incentivos fiscais hoje do Estado de Mato Grosso são colocados para os amigos do governador, dessa forma não deveria continuar.”

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O candidato a vice-governador de Mato Grosso pelo AGIR, empresário Alex Pucineli, ganhou protagonismo durante a sabatina promovida pelo Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCanMT), na noite desta quinta-feira, 27 de agosto, em Cuiabá.

Ao lado do candidato ao Governo do Estado Sargento Laudicério (AGIR), Pucineli concentrou sua participação em propostas para a saúde pública, com destaque para o atendimento aos pacientes oncológicos e o fortalecimento das instituições filantrópicas.

O empresário elogiou a atuação do Hospital de Câncer e defendeu uma parceria mais efetiva do Estado com a instituição. Ele também relatou uma experiência pessoal com o hospital, onde sua sogra foi atendida.

“Afinal de contas, o objetivo da instituição, que é atender a população, já acontece de uma forma excelente. Inclusive, eu experimentei isso através da minha sogra, da participação dela aqui. Entendemos que o hospital já faz uma boa gestão dos pacientes e da saúde.”

Segundo Pucineli, o compromisso da chapa será ampliar o diálogo com a administração e fortalecer o financiamento estadual destinado ao hospital e a outras entidades filantrópicas.

“O nosso compromisso é sentar com a administração e buscar caminhos para que o Estado seja um parceiro mais atuante junto ao Hospital de Câncer, bem como de outras entidades hospitalares.”

O candidato a vice destacou ainda que instituições que já demonstram capacidade de gestão precisam, principalmente, de recursos para ampliar o atendimento.

“Reconhecemos que o Hospital de Câncer já é um ente atuante na sociedade mato-grossense. No governo Laudicério e Alex Pucineli, terá a nossa parceria fortalecida justamente com aquilo que vocês realmente precisam, que são recursos.”

Em outro momento, Pucineli reforçou que o papel do Estado deve ser garantir condições financeiras para a continuidade dos serviços.

“Nós não temos que ensinar vocês a trabalhar. Nós temos que, como Estado, entregar os recursos que vocês precisam para fazer a maior quantidade de atendimentos possível.”

Pucineli defende revisão de incentivos fiscais

Ao abordar o financiamento das políticas públicas, Pucineli criticou a atual política de incentivos fiscais de Mato Grosso e afirmou que o Estado teria renunciado, no ano passado, a R$ 6,8 bilhões em benefícios.

“O Estado de Mato Grosso, no ano passado, renunciou a R$ 6,8 bilhões em incentivos fiscais para grandes empresas que estão sediadas ou possuem alguma filial aqui. R$ 6,8 bilhões é muito dinheiro dentro de um ano.”

Embora tenha se declarado favorável aos incentivos fiscais como instrumento de desenvolvimento econômico, o empresário defendeu critérios mais rígidos para a concessão dos benefícios.

“Eu sou a favor do incentivo fiscal, sou empresário e entendo que, em alguns momentos, isso é necessário. Mas precisa ser pontual, temporário e ter um objetivo.”

Pucineli também fez críticas à atual forma de concessão dos incentivos. “Do jeito que os incentivos fiscais hoje do Estado de Mato Grosso são colocados para os amigos do governador, dessa forma não deveria continuar.”

Segundo ele, em uma  eventual gestão pretende revisar esses benefícios para identificar recursos que possam ser destinados à saúde e aos hospitais filantrópicos.

“O Estado tem recursos tanto em caixa quanto em arrecadação que ele renuncia. Poderia ajustar essa quantidade de incentivos fiscais concedidos a empresas enormes, de modo que recursos possam voltar para entidades como o Hospital de Câncer.”

O empresário também defendeu maior responsabilidade social das grandes empresas beneficiadas por incentivos fiscais.

“Essas megaempresas que são subsidiadas com essa renúncia fiscal também poderiam ter compromisso social e fazer parte das doações para entidades como o Hospital de Câncer.”

Ao final, Pucineli reafirmou o compromisso da chapa com o fortalecimento da saúde e das instituições filantrópicas.

“Vocês têm o nosso compromisso. Vamos revisar os incentivos fiscais de modo que consigamos encontrar caminhos para que recursos possam ser direcionados aos hospitais filantrópicos, como é o caso do Hospital de Câncer.”

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