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Política Nacional

Debate presidencial vira novo duelo entre Janja e Renan Santos

A primeira-dama também mencionou o episódio envolvendo o então deputado estadual Arthur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”, em 2022, quando o parlamentar fez comentários sobre mulheres ucranianas durante a guerra.

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A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, reagiu nesta segunda-feira (24) às declarações feitas pelo candidato à Presidência Renan Santos (Missão) durante o debate presidencial realizado no domingo (23). Em nota publicada nas redes sociais, Janja classificou a fala como ofensiva e afirmou que o episódio representaria um padrão de comportamento que, na avaliação dela, desrespeita mulheres.

O episódio ocorreu quando Renan Santos mencionou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate e fez uma provocação envolvendo a primeira-dama. “Lula ou está bêbado, ou está com a Janja”, afirmou o candidato. Na sequência, completou: “Melhor ficar bêbado nessas horas, né, presidente?”.

A declaração provocou reação de Janja, que acusou o candidato de ultrapassar os limites da crítica política ao mencionar uma pessoa que não disputa a eleição e não estava presente no debate.

Na avaliação da primeira-dama, a fala não deve ser tratada apenas como uma provocação eleitoral. Ela afirmou que declarações desse tipo contribuem para a desqualificação de mulheres no ambiente político.

A reação, por outro lado, também colocou novamente em discussão os limites do confronto entre candidatos em uma campanha marcada por discursos mais duros e ataques diretos. Para setores da direita, a controvérsia reforça a necessidade de separar críticas políticas, provocações e manifestações consideradas ofensivas daquilo que efetivamente deve ser discutido em um debate eleitoral: propostas e projetos para o país.

Janja também resgatou episódios anteriores envolvendo Renan Santos para sustentar sua avaliação de que a declaração não seria um caso isolado. Entre eles, citou um vídeo de 2018 no qual Renan aparece ao lado de integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) em uma situação envolvendo ameaças de estupro contra uma mulher. À época, Renan afirmou que se tratava de uma brincadeira e disse estar alcoolizado.

A primeira-dama também mencionou o episódio envolvendo o então deputado estadual Arthur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”, em 2022, quando o parlamentar fez comentários sobre mulheres ucranianas durante a guerra.

Renan Santos, por sua vez, tem adotado durante a campanha um discurso de forte oposição ao atual governo e aos principais nomes da política tradicional. A estratégia coloca o candidato em confronto direto com adversários de diferentes correntes e aposta na crítica contundente como uma das marcas de sua campanha.

O episódio entre Renan e Janja deve alimentar ainda mais a disputa sobre o tom dos debates presidenciais. De um lado, a primeira-dama sustenta que ataques pessoais contra mulheres não podem ser tratados como parte normal do debate político. De outro, setores da direita defendem que candidatos tenham liberdade para fazer críticas e provocações, desde que respeitados os limites legais.

Com a campanha presidencial ganhando intensidade, o embate mostra que, além das propostas, o comportamento dos candidatos e o estilo de enfrentamento também devem ocupar espaço cada vez maior na corrida ao Palácio do Planalto.

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Política Nacional

Lula minimiza percepção de preços altos e aponta aumento do consumo como uma das causas

A declaração sobre os preços ocorre em meio ao debate sobre o custo de vida, poder de compra das famílias e impacto dos juros sobre o consumo e o orçamento doméstico.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista à TV Record, que a percepção de que os preços estão mais altos no Brasil está relacionada a mudanças no comportamento de consumo da população, aos juros elevados e ao aumento das compras. A declaração foi dada durante entrevista exibida no domingo (23).

Ao comentar o cenário econômico, Lula reconheceu que a taxa básica de juros, a Selic, está em patamar elevado, mas argumentou que parte da pressão percebida no orçamento das famílias também estaria ligada ao maior volume de compras.

Segundo o presidente, o acesso facilitado às compras por meio do celular tem estimulado gastos frequentes, inclusive com produtos de baixo valor. Ele citou compras de R$ 5, R$ 15 e R$ 20 como exemplos de despesas que, somadas ao longo do mês, podem comprometer o orçamento.

“O mundo do consumo mudou”, afirmou Lula, ao relatar uma conversa com a primeira-dama Janja antes da entrevista. Na avaliação do presidente, o consumidor precisa ter atenção ao limite de sua renda.

“Eu sou favorável que o povo consuma, mas o povo tem que consumir o quanto ele ganha”, disse.

Lula também defendeu a criação de iniciativas de educação financeira e mencionou a possibilidade de um programa voltado à economia popular em um eventual quarto mandato.

Durante a entrevista, o presidente aproveitou para destacar resultados de sua administração e comparar o atual cenário econômico com o período do governo Jair Bolsonaro (PL). Lula afirmou que “as coisas melhoraram muito no país”.

A declaração sobre os preços ocorre em meio ao debate sobre o custo de vida, poder de compra das famílias e impacto dos juros sobre o consumo e o orçamento doméstico.

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Política Nacional

Pesquisa BTG/Nexus mostra Lula e Flávio Bolsonaro praticamente empatados

Flávio ganha um ponto em relação à pesquisa anterior

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Lula mantém liderança numérica, mas vê a disputa pela Presidência da República ficar mais apertada com o avanço de Flávio Bolsonaro. É o que mostra a nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 24 de agosto.

No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 37%. A diferença de quatro pontos percentuais está dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, caracterizando empate técnico.

Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, aparece com 5% das intenções de voto.

Segundo turno coloca Lula e Flávio praticamente lado a lado

A disputa fica ainda mais apertada em uma eventual segunda etapa entre Lula e Flávio Bolsonaro. O petista aparece com 46%, enquanto o senador registra 45%.

A diferença de apenas um ponto percentual também caracteriza empate técnico.

O levantamento aponta ainda empate técnico entre Lula e Ronaldo Caiado em um eventual segundo turno. Nesse cenário, Lula tem 46% das intenções de voto, contra 42% do ex-governador.

A pesquisa também simulou confrontos de Lula contra Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Nesses cenários, o presidente aparece numericamente à frente.

Flávio ganha um ponto em relação à pesquisa anterior

Na rodada anterior, divulgada em 17 de agosto, Lula tinha 41% no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 36%.

Na nova pesquisa, o presidente manteve os mesmos 41%, enquanto o senador avançou um ponto e chegou aos 37%.

O resultado coloca Flávio dentro da margem de erro em relação ao presidente e reforça a disputa mais equilibrada na corrida eleitoral.

A pesquisa também apresentou um cenário com Pablo Marçal, embora o empresário esteja inelegível por oito anos após condenação da Justiça Eleitoral por uso indevido dos meios de comunicação social.

Metodologia

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.006 eleitores por telefone entre os dias 21 e 23 de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

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Política Nacional

Pesquisa mantém cenário acirrado entre Lula e Flávio Bolsonaro na disputa presidencial

O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 14 e 16 de agosto, com 2.003 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03317/2026.

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A corrida presidencial de 2026 aparece mais acirrada nos cenários de segundo turno, segundo a nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (17). O levantamento mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto contra 44% de Flávio Bolsonaro (PL), enquanto o presidente registra 45% diante de 42% do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os resultados colocam Lula e os dois adversários dentro de uma situação de empate técnico. Os números dos confrontos contra Flávio e Caiado permaneceram iguais aos registrados na rodada anterior.

No primeiro turno, entretanto, Lula aparece numericamente à frente de Flávio. O petista registra 41%, enquanto o senador do PL soma 36%. Caiado aparece com 5%, seguido por Renan Santos e Romeu Zema, com 4% cada.

A pesquisa também testou outros cenários para a segunda etapa da eleição. Contra Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 46% ante 41%. Já diante de Renan Santos (Missão), o presidente registra 47%, enquanto o adversário alcança 36%.

No confronto com Flávio Bolsonaro, 8% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 1% não soube ou não respondeu. Na simulação com Caiado, brancos, nulos e nenhum somam 11%, além de 2% de indecisos.

O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 14 e 16 de agosto, com 2.003 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03317/2026.

Os números refletem um momento específico da campanha e não permitem, isoladamente, projetar o resultado da eleição. Outros levantamentos divulgados em agosto também mostram cenários competitivos, mas apresentam diferenças decorrentes de metodologia, período de coleta e margem de erro.

Os dados acima são apresentados de forma jornalística a partir de levantamentos e fontes públicas; não representam avaliação, comparação ou recomendação entre candidatos.

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