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Política Nacional

Lula e Flávio seguem em empate técnico no 2º turno; aponta pesquisa

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Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta sexta-feira (29) aponta que Luiz Inácio Lula da Silva aparece numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026. Segundo o levantamento, o petista registra 46% das intenções de voto, enquanto o parlamentar do PL soma 42%.

 

 

Mas apesar da vantagem numérica de Lula, os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

O resultado também chamou atenção porque surge poucos dias após a repercussão do áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Mesmo com o desgaste político provocado pela divulgação da conversa, os números indicam que o episódio não teve efeito de destruição eleitoral sobre a pré-candidatura do senador, especialmente considerando que a disputa presidencial ainda está a vários meses do período oficial de campanha.

O instituto também simulou outros cenários de segundo turno envolvendo nomes como Ronaldo Caiado, Joaquim Barbosa, Romeu Zema e Renan Santos. De acordo com o levantamento, Lula aparece em empate técnico com todos os possíveis adversários, com exceção de Renan Santos, cenário em que o petista teria vantagem mais confortável.

A pesquisa também detalhou o perfil dos eleitores de cada pré-candidato. Lula mantém desempenho mais forte entre mulheres, jovens de 16 a 24 anos, moradores do Nordeste, pessoas com menor escolaridade e entrevistados com renda de até dois salários mínimos — segmentos historicamente mais alinhados ao PT.

Já Flávio Bolsonaro apresenta melhor desempenho entre eleitores do Sul do país e entre pessoas com renda entre dois e cinco salários mínimos. Nesses grupos específicos, o senador alcança 53% e 48% das intenções de voto, respectivamente. Veja os números.

 

 

Cenário 1
Lula (PT): 46%
Flávio Bolsonaro (PL): 42%
Não sabe: 3% | Brancos e nulos: 9%
Empate técnico

Cenário 2
Lula (PT): 43%
Joaquim Barbosa (Democracia Cristã): 41%
Não sabe: 3% | Brancos e nulos: 13%
Empate técnico

Cenário 3
Lula (PT): 45%
Renan Santos (Missão): 36%
Não sabe: 3% | Brancos e nulos: 16%

Cenário 4
Lula (PT): 45%
Zema (Novo): 41%
Não sabe: 3% | Brancos e nulos: 12%
Empate técnico

 

 

Cenário 5
Lula (PT): 45%
Caiado (PSD): 41%
Não sabe: 2% | Brancos e nulos: 12%
Empate técnico

 

 

LULA × FLÁVIO BOLSONARO – 2º TURNO
PoderData / AYA • 25 a 28 de maio de 2026
População Total 46% 42% Margem de erro: 2,0 p.p.
SEXO
Homens 43% 47% ±2,9 p.p.
Mulheres 50% 38% ±2,7 p.p.
IDADE
16 a 24 anos 49% 31% ±5,3 p.p.
25 a 44 anos 47% 44% ±3,1 p.p.
45 a 59 anos 45% 45% ±4,0 p.p.
60 anos ou + 46% 43% ±4,4 p.p.
REGIÃO
Sudeste 45% 42% ±3,0 p.p.
Sul 37% 53% ±5,0 p.p.
Centro-Oeste 49% 42% ±7,0 p.p.
Norte 46% 43% ±7,0 p.p.
Nordeste 52% 37% ±3,8 p.p.
ESCOLARIDADE
Fundamental 50% 39% ±3,1 p.p.
Médio 43% 45% ±3,0 p.p.
Superior 48% 42% ±5,0 p.p.
RENDA FAMILIAR
Até 2 SM 47% 39% ±2,9 p.p.
De 2 a 5 SM 43% 48% ±3,5 p.p.
Mais de 5 SM 48% 42% ±4,3 p.p.

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Política Nacional

Com bíblia na mão, deputado defende PEC do fim da escala 6×1 para trabalhador “fazer sexo em paz”

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Durante a discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados, o deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) defendeu a mudança na jornada de trabalho afirmando que a medida poderia melhorar a vida pessoal dos trabalhadores, incluindo a possibilidade de “fazer sexo em paz”.

A declaração foi feita no plenário enquanto parlamentares debatiam a proposta que reduz a carga semanal de trabalho e amplia os períodos de descanso. O parlamentar argumentou que o modelo atual de escala compromete a saúde e a convivência familiar dos trabalhadores.

Segundo ele, a adoção de uma jornada com mais dias de descanso permitiria melhores condições de vida. Em seu discurso, Isidório também associou a redução da jornada à possibilidade de aumento da qualidade de vida e do tempo dedicado à família.

 

A fala do deputado repercutiu durante a sessão e nas redes sociais, em meio a um debate mais amplo sobre os impactos econômicos e sociais da proposta. Parlamentares favoráveis à PEC defendem que a mudança pode melhorar a qualidade de vida e reduzir o desgaste físico e mental dos trabalhadores.

Já críticos da proposta alertam para possíveis efeitos sobre custos para empresas e para a organização de setores que dependem da escala 6×1, especialmente no comércio e em serviços essenciais.

A PEC segue em discussão na Câmara dos Deputados e ainda precisa avançar em outras etapas de tramitação antes de eventual aprovação final.

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Política Nacional

Câmara aprova nova jornada semanal e deputados de MT votam a favor

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A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 e estabelece jornada de trabalho de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias, com dois dias de descanso. O texto também prevê período de transição e regulamentações específicas para determinadas categorias profissionais.

A PEC 221/19 foi aprovada em segundo turno por 461 votos favoráveis e 19 contrários. Já no primeiro turno, o placar foi de 472 votos a favor e 22 contra. A proposta agora segue para análise do Senado Federal.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), reunindo pontos da proposta original do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que defendia jornada de 36 horas semanais, além da PEC 8/25, apresentada pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que previa jornada em quatro dias.

Na bancada federal de Mato Grosso, todos os oito deputados votaram favoravelmente à proposta.

Confira como votaram os parlamentares de MT:

  • Coronel Assis (PL) – Sim
  • Coronel Fernanda (PL) – Sim
  • Emanuel Pinheiro Neto (PSD) – Sim
  • Fabio Garcia (União Brasil) – Sim
  • José Medeiros (PL) – Sim
  • Juarez Costa (Republicanos) – Sim
  • Nelson Barbudo (Podemos) – Sim
  • Rodrigo da Zaeli (PL) – Sim

Com isso, Mato Grosso registrou votação unânime favorável entre seus representantes na Câmara dos Deputados.

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Política Nacional

PEC quer pagamento por produtividade em vez de salário fixo para representantes municipais

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Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) apresentada na Câmara dos Deputados promete provocar um amplo debate sobre o futuro da política municipal no Brasil. O texto prevê o fim do cargo de vereador em municípios com até 60 mil habitantes e a substituição das atuais câmaras municipais por conselhos comunitários com estrutura reduzida.

A proposta é de autoria do deputado federal Amom Mandel e ainda está em fase de articulação no Congresso Nacional. Inicialmente, a medida atingiria cidades com até 30 mil habitantes, mas o projeto passou a discutir a ampliação para municípios com até 60 mil moradores.

Caso a PEC avance, cerca de 70% dos municípios brasileiros poderão deixar de ter vereadores com salários mensais fixos. Pelo novo modelo defendido pelo parlamentar, os chamados “conselheiros municipais” atuariam sem remuneração fixa, recebendo apenas de forma proporcional ao trabalho realizado.

Segundo o deputado, o objetivo da proposta é reduzir os gastos públicos considerados excessivos em cidades pequenas. A ideia é que os recursos atualmente destinados à manutenção das câmaras municipais sejam redirecionados para áreas prioritárias como saúde, educação e infraestrutura.

O projeto também pretende enxugar estruturas administrativas e reduzir despesas com gabinetes, assessorias e funcionamento das casas legislativas em municípios menores.

A proposta, no entanto, já provoca reações divergentes entre especialistas, lideranças políticas e a população. Enquanto parte da sociedade vê a PEC como uma alternativa para diminuir custos da máquina pública, críticos avaliam que a medida pode enfraquecer a representatividade política local e dificultar o acesso da população às decisões do município.

Nas redes sociais, o tema rapidamente ganhou repercussão e passou a dividir opiniões entre apoiadores da redução de gastos públicos e defensores da manutenção do atual sistema legislativo municipal.

Até o momento, a PEC ainda não foi votada e segue em discussão na Câmara dos Deputados.

 

 

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