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Política Nacional

Líder do MBL comenta classificação de facções brasileiras como organizações terroristas pelos EUA

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Pré-candidato à Presidência, Renan Santos comenta decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e defende reação liderada pelas forças de segurança brasileiras.

O líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, voltou ao centro do debate sobre segurança pública após comentar a decisão do governo dos Estados Unidos de enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

A manifestação ocorreu nesta quinta-feira (28), por meio da rede social X. Na publicação, o pré-candidato afirmou que o combate às facções criminosas deve ser conduzido exclusivamente pelas forças de segurança nacionais, sem intervenção estrangeira.

“Americano nenhum vai matar nossos bandidos. Quem vai matar seremos nós. Honra e glória aos nossos policiais”, escreveu.

A declaração reforça o posicionamento adotado por Renan Santos desde o início de sua pré-campanha ao Palácio do Planalto, marcada pelo discurso de endurecimento contra o crime organizado e valorização das forças policiais brasileiras.

A medida adotada pelos Estados Unidos ampliou o debate político e diplomático em torno da segurança pública no Brasil. O governo americano oficializou nesta semana o enquadramento do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, permitindo o fortalecimento de mecanismos de cooperação internacional, além de sanções financeiras contra integrantes e apoiadores das facções.

Nos bastidores, o senador Flávio Bolsonaro afirmou ter participado de articulações junto ao presidente americano Donald Trump para defender a adoção da medida. Segundo ele, o assunto também foi tratado em encontros com representantes do governo americano, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio.

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou resistência ao enquadramento das facções como grupos terroristas. Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que a legislação brasileira já classifica PCC e Comando Vermelho como organizações criminosas e alertam para possíveis impactos sobre a soberania nacional e a autonomia brasileira na condução das políticas de segurança pública.

A decisão americana dividiu opiniões entre lideranças políticas e especialistas da área. Enquanto setores da oposição consideram a iniciativa um avanço no combate ao crime organizado transnacional, integrantes do governo federal e analistas apontam riscos de desgaste diplomático e questionamentos sobre possíveis interferências externas em assuntos internos do país.

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Política Nacional

Lula e Flávio seguem em empate técnico no 2º turno; aponta pesquisa

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Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta sexta-feira (29) aponta que Luiz Inácio Lula da Silva aparece numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026. Segundo o levantamento, o petista registra 46% das intenções de voto, enquanto o parlamentar do PL soma 42%.

 

 

Mas apesar da vantagem numérica de Lula, os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

O resultado também chamou atenção porque surge poucos dias após a repercussão do áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Mesmo com o desgaste político provocado pela divulgação da conversa, os números indicam que o episódio não teve efeito de destruição eleitoral sobre a pré-candidatura do senador, especialmente considerando que a disputa presidencial ainda está a vários meses do período oficial de campanha.

O instituto também simulou outros cenários de segundo turno envolvendo nomes como Ronaldo Caiado, Joaquim Barbosa, Romeu Zema e Renan Santos. De acordo com o levantamento, Lula aparece em empate técnico com todos os possíveis adversários, com exceção de Renan Santos, cenário em que o petista teria vantagem mais confortável.

A pesquisa também detalhou o perfil dos eleitores de cada pré-candidato. Lula mantém desempenho mais forte entre mulheres, jovens de 16 a 24 anos, moradores do Nordeste, pessoas com menor escolaridade e entrevistados com renda de até dois salários mínimos — segmentos historicamente mais alinhados ao PT.

Já Flávio Bolsonaro apresenta melhor desempenho entre eleitores do Sul do país e entre pessoas com renda entre dois e cinco salários mínimos. Nesses grupos específicos, o senador alcança 53% e 48% das intenções de voto, respectivamente. Veja os números.

 

 

Cenário 1
Lula (PT): 46%
Flávio Bolsonaro (PL): 42%
Não sabe: 3% | Brancos e nulos: 9%
Empate técnico

Cenário 2
Lula (PT): 43%
Joaquim Barbosa (Democracia Cristã): 41%
Não sabe: 3% | Brancos e nulos: 13%
Empate técnico

Cenário 3
Lula (PT): 45%
Renan Santos (Missão): 36%
Não sabe: 3% | Brancos e nulos: 16%

Cenário 4
Lula (PT): 45%
Zema (Novo): 41%
Não sabe: 3% | Brancos e nulos: 12%
Empate técnico

 

 

Cenário 5
Lula (PT): 45%
Caiado (PSD): 41%
Não sabe: 2% | Brancos e nulos: 12%
Empate técnico

 

 

LULA × FLÁVIO BOLSONARO – 2º TURNO
PoderData / AYA • 25 a 28 de maio de 2026
População Total 46% 42% Margem de erro: 2,0 p.p.
SEXO
Homens 43% 47% ±2,9 p.p.
Mulheres 50% 38% ±2,7 p.p.
IDADE
16 a 24 anos 49% 31% ±5,3 p.p.
25 a 44 anos 47% 44% ±3,1 p.p.
45 a 59 anos 45% 45% ±4,0 p.p.
60 anos ou + 46% 43% ±4,4 p.p.
REGIÃO
Sudeste 45% 42% ±3,0 p.p.
Sul 37% 53% ±5,0 p.p.
Centro-Oeste 49% 42% ±7,0 p.p.
Norte 46% 43% ±7,0 p.p.
Nordeste 52% 37% ±3,8 p.p.
ESCOLARIDADE
Fundamental 50% 39% ±3,1 p.p.
Médio 43% 45% ±3,0 p.p.
Superior 48% 42% ±5,0 p.p.
RENDA FAMILIAR
Até 2 SM 47% 39% ±2,9 p.p.
De 2 a 5 SM 43% 48% ±3,5 p.p.
Mais de 5 SM 48% 42% ±4,3 p.p.

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Política Nacional

Com bíblia na mão, deputado defende PEC do fim da escala 6×1 para trabalhador “fazer sexo em paz”

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Durante a discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados, o deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) defendeu a mudança na jornada de trabalho afirmando que a medida poderia melhorar a vida pessoal dos trabalhadores, incluindo a possibilidade de “fazer sexo em paz”.

A declaração foi feita no plenário enquanto parlamentares debatiam a proposta que reduz a carga semanal de trabalho e amplia os períodos de descanso. O parlamentar argumentou que o modelo atual de escala compromete a saúde e a convivência familiar dos trabalhadores.

Segundo ele, a adoção de uma jornada com mais dias de descanso permitiria melhores condições de vida. Em seu discurso, Isidório também associou a redução da jornada à possibilidade de aumento da qualidade de vida e do tempo dedicado à família.

 

A fala do deputado repercutiu durante a sessão e nas redes sociais, em meio a um debate mais amplo sobre os impactos econômicos e sociais da proposta. Parlamentares favoráveis à PEC defendem que a mudança pode melhorar a qualidade de vida e reduzir o desgaste físico e mental dos trabalhadores.

Já críticos da proposta alertam para possíveis efeitos sobre custos para empresas e para a organização de setores que dependem da escala 6×1, especialmente no comércio e em serviços essenciais.

A PEC segue em discussão na Câmara dos Deputados e ainda precisa avançar em outras etapas de tramitação antes de eventual aprovação final.

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Política Nacional

Câmara aprova nova jornada semanal e deputados de MT votam a favor

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A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 e estabelece jornada de trabalho de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias, com dois dias de descanso. O texto também prevê período de transição e regulamentações específicas para determinadas categorias profissionais.

A PEC 221/19 foi aprovada em segundo turno por 461 votos favoráveis e 19 contrários. Já no primeiro turno, o placar foi de 472 votos a favor e 22 contra. A proposta agora segue para análise do Senado Federal.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), reunindo pontos da proposta original do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que defendia jornada de 36 horas semanais, além da PEC 8/25, apresentada pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que previa jornada em quatro dias.

Na bancada federal de Mato Grosso, todos os oito deputados votaram favoravelmente à proposta.

Confira como votaram os parlamentares de MT:

  • Coronel Assis (PL) – Sim
  • Coronel Fernanda (PL) – Sim
  • Emanuel Pinheiro Neto (PSD) – Sim
  • Fabio Garcia (União Brasil) – Sim
  • José Medeiros (PL) – Sim
  • Juarez Costa (Republicanos) – Sim
  • Nelson Barbudo (Podemos) – Sim
  • Rodrigo da Zaeli (PL) – Sim

Com isso, Mato Grosso registrou votação unânime favorável entre seus representantes na Câmara dos Deputados.

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