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Moacir Couto defende aproximação entre capital e interior para reduzir desigualdades em Mato Grosso

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Trajetória de vida inspira Professora Mazé a disputar vaga na Assembleia Legislativa

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Muito antes de se tornar professora, pesquisadora, escritora e doutora em Educação, Maria José de Oliveira Arruda, conhecida como Professora Mazé  precisou vencer obstáculos que marcaram sua infância e juventude. Natural de Goiatuba (GO), filha de pais de vida simples que tiravam da terra o sustento da família, ela cresceu em meio às dificuldades financeiras e teve na educação o caminho para transformar sua realidade.

Sem acesso à escola durante os primeiros anos de vida, foi alfabetizada pela própria mãe dentro de casa. A família vivia em condições de extrema dificuldade, situação que impossibilitou o acesso ao ensino formal na infância. Parte dessa trajetória aconteceu em um garimpo no Pará, onde viveu antes de decidir buscar novas oportunidades.

Aos 14 anos, deixou o garimpo e chegou sozinha a Cuiabá. Na capital mato-grossense, contou inicialmente com o apoio de um tio e sua família, mas precisou construir sua independência conciliando trabalho e estudo. Morou em repúblicas e pensionatos até concluir o ensino fundamental e médio no tradicional Colégio Estadual Liceu Cuiabano.

A dedicação aos estudos abriu as portas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), onde cursou Letras. A formação acadêmica foi apenas o início de uma carreira voltada à educação. Professora efetiva da rede estadual de ensino, Mazé também atuou como pesquisadora e escritora, conquistando posteriormente os títulos de mestre e doutora em Educação antes de se aposentar do magistério.

Casada, mãe de três filhos, avó e cristã, ela afirma que a educação sempre foi o instrumento que mudou sua vida e que a experiência acumulada ao longo de décadas na sala de aula despertou o desejo de contribuir também na formulação de políticas públicas.

Esse novo capítulo ganhou forma com o anúncio de sua pré-candidatura ao cargo de deputada estadual. Segundo Mazé, a decisão representa uma forma de retribuir a Cuiabá e a Mato Grosso as oportunidades que encontrou desde que chegou ao Estado ainda adolescente.

De acordo com a professora, sua vivência pessoal permite compreender as dificuldades enfrentadas por famílias que convivem com a falta de oportunidades. Ela afirma que pretende defender políticas voltadas ao fortalecimento da participação feminina, à liberdade de escolhas individuais e ao desenvolvimento social.

Entre os temas que pretende levar ao debate público estão a valorização da mulher nos espaços de decisão, a segurança feminina, a liberdade para que mulheres possam construir suas carreiras profissionais, a possibilidade de as famílias participarem das decisões relacionadas à educação dos filhos e a defesa de uma gestão pública eficiente.

“A mulher não nasceu para assistir à política. Nasceu para decidir”, afirma a pré-candidata ao explicar o que considera ser um dos principais desafios da representação feminina na vida pública.

Mazé também defende que a política deve estar voltada à solução dos problemas da população. Segundo ela, sua experiência de vida permite compreender as necessidades das pessoas que enfrentam dificuldades semelhantes às que marcaram sua própria trajetória.

Outra bandeira apresentada pela professora é a valorização da família e do mérito. Ela defende que o Estado amplie oportunidades para quem estuda e trabalha, permitindo que o esforço individual seja reconhecido. “A mulher não precisa de favor. Precisa de oportunidade”, declara.
Ao falar sobre o papel do poder público, Mazé afirma que um Estado eficiente deve administrar os recursos com responsabilidade, ampliar a segurança para as mulheres e criar condições para melhorar a qualidade de vida da população.

Para a professora, a independência econômica feminina também deve fazer parte das políticas públicas. “Dinheiro no bolso da mulher vale mais que discursos no palanque”, afirma.

Encerrando a apresentação de sua pré-candidatura, Mazé diz acreditar que o país precisa fortalecer a participação de pessoas preparadas para a vida pública. “O Brasil não precisa mais de promessas. Precisa de mulher com coragem para falar a verdade e fazer o que é certo”, conclui.
Da menina alfabetizada pela mãe em uma casa sem escola à professora que alcançou o doutorado e dedicou décadas ao ensino público, a história de Maria José de Oliveira Arruda é marcada pela superação. Agora, ela busca levar essa experiência para um novo desafio na vida pública, tendo a educação como principal referência de sua trajetória.

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Flávia Moretti questiona expediente reduzido para atendimento nos gabinetes dos vereadores

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), criticou a decisão da Câmara Municipal de restringir o atendimento ao público nos gabinetes dos vereadores apenas ao período da manhã. Para a gestora, quem ocupa um cargo eletivo precisa manter as portas abertas à população, independentemente do horário.

A declaração foi feita na última quinta-feira (9), durante o lançamento das obras de recapeamento asfáltico nos bairros Costa Verde, Parque do Lago, Chapéu do Sol e Marajoara.

A manifestação ocorreu após a publicação da Portaria nº 070/2026, assinada pelo presidente da Câmara, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), que alterou o funcionamento da Casa de Leis. Pela nova regra, o atendimento ao público passa a ocorrer das 7h às 13h. No período da tarde, das 13h às 17h, o expediente será destinado exclusivamente às atividades administrativas e aos trabalhos internos do Legislativo.

A Mesa Diretora justificou a mudança alegando questões de organização e segurança. Entre os motivos apresentados estão o número reduzido de servidores responsáveis pelo controle de acesso, a limitação do efetivo da Guarda Municipal e a necessidade de reforçar a segurança dos gabinetes durante o expediente interno.

Apesar das justificativas, a medida gerou debate sobre o acesso da população aos parlamentares. Na avaliação da prefeita, o mandato exige disponibilidade permanente para ouvir as demandas dos cidadãos.

“Eu avalio que não tem que ter um horário de atendimento. O vereador não pode ter restrição para atender o povo. Você não tem hora para atender as demandas da população. A saúde funciona 24 horas, a água é 24 horas. Nós, gestores públicos e agentes políticos, temos que manter a porta aberta para o povo a qualquer momento”, afirmou.

Flávia também comparou a rotina dos vereadores à própria experiência como chefe do Executivo municipal e destacou que a função pública exige dedicação além do horário convencional de expediente.

“Eu acho complicado. O vereador foi eleito para representar o povo. Eu, por exemplo, muitas vezes saio do meu gabinete às 22 horas da noite. Quase diariamente deixo a prefeitura nesse horário porque as demandas não têm hora para acontecer”, declarou.

A decisão da Câmara Municipal continua repercutindo no meio político de Várzea Grande e reacendeu o debate sobre a disponibilidade dos representantes eleitos para atender diretamente a população.

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‘Quem veio de onde eu vim não desperdiça porta aberta’, diz Gisela sobre trajetória em encontro de mulheres

Foi nesse contexto que resumiu sua caminhada em uma frase que sintetiza sua trajetória: ‘a mulher improvável deu lugar à mulher imparável.’

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Em uma roda de conversa com médicas, enfermeiras, psicólogas, fisioterapeutas, nutricionistas e terapeutas realizada nesta sexta-feira (10), em Cuiabá, a diretora-executiva do União Brasil Mulher em Mato Grosso e presidente da legenda na Capital, Gisela Simona, voltou a defender a criação da Clínica da Mulher como parte de uma política permanente de prevenção, diagnóstico precoce e atendimento humanizado à saúde feminina.

Mas foi ao refletir sobre a participação das mulheres na política que fez um dos relatos mais pessoais de sua trajetória pública.

Ao lembrar o caminho percorrido desde os tempos de Procon até os 33 meses em que representou Mato Grosso na Câmara dos Deputados, Gisela afirmou que sua história ajuda a mostrar como mulheres podem romper barreiras em ambientes tradicionalmente ocupados por homens.

“A política ainda é muito masculina. E fica mais difícil quando você é mulher, negra, vem de uma família simples, não tem padrinho e não carrega um sobrenome político. Quando disputei minha primeira eleição e recebi mais de 50 mil votos, muita gente queria saber quem eu era e de onde tinha surgido. Aquilo incomodou porque não esperavam que alguém com a minha história chegasse tão longe.”

Conhecida em Mato Grosso pela atuação de mais de duas décadas no Procon, Gisela lembrou que enfrentou resistências ainda no serviço público e afirmou, em tom bem-humorado, que, se não fosse servidora concursada, provavelmente teriam encontrado “um lugar bem escondidinho” para colocá-la.

Segundo ela, foi justamente essa trajetória que moldou sua atuação parlamentar. “Quando cheguei ao Congresso Nacional, sabia que precisava honrar cada oportunidade. Quem veio de onde eu vim não desperdiça porta aberta. Entra, trabalha e entrega resultados.”

Durante os 33 meses de mandato, Gisela assumiu posições de destaque na Câmara dos Deputados. Tornou-se líder da bancada feminina do União Brasil e, posteriormente, vice-líder do maior bloco parlamentar da Casa, formado por 363 deputados. No período, relatou projetos de grande repercussão nacional, entre eles o Pacote Antifeminicídio, transformado em lei em 2024, além de iniciativas voltadas à defesa das mulheres e dos consumidores.

Foi nesse contexto que resumiu sua caminhada em uma frase que sintetiza sua trajetória: ‘a mulher improvável deu lugar à mulher imparável.’

Para Gisela, ampliar a presença feminina nos espaços de decisão continua sendo um dos maiores desafios da democracia brasileira. Segundo ela, quanto maior a participação das mulheres na política, maiores são as chances de pautas historicamente negligenciadas ganharem prioridade na formulação de políticas públicas.

“Sempre digo que defender a saúde da mulher é lutar por prevenção, acesso a exames, atendimento humanizado e qualidade de vida. Mas também significa garantir que existam mulheres nas mesas onde essas decisões são tomadas.”

Ao comentar as eleições deste ano, ela afirmou perceber um eleitorado feminino mais atento ao papel da representação política.

“Eu procuro combater uma ideia antiga de que mulher não vota em mulher. Isso fazia parte de outro momento da nossa história. Hoje vejo mulheres muito mais conscientes de que mudanças acontecem quando também ocupamos os espaços de poder.”

A reunião também contou com a participação da publicitária Marcielle Silva, igualmente presidente do Instituto João de Barro. A instituição atua no fortalecimento do empreendedorismo feminino por meio do programa Impacto Feminino, iniciativa vinculada ao Instituto Rede Mulher Empreendedora.

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