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Política Nacional

Flávio dispara em MT e aparece 17 pontos à frente de Lula, aponta Quaest

Pesquisa mostra senador com 43% das intenções de voto contra 26% do presidente no primeiro turno

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na liderança da corrida presidencial em Mato Grosso, com 43% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25). O levantamento mostra o pré-candidato 17 pontos à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registra 26%.

No cenário sem Pablo Marçal (PRTB), Flávio lidera com ampla vantagem. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Renan Santos (Missão), com 3%; e Romeu Zema (Novo), com 2%.

Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Os demais nomes testados não pontuaram.

O levantamento também simulou um cenário com Pablo Marçal. Nesse caso, Flávio Bolsonaro aparece com 41%, enquanto Lula mantém os mesmos 26%. Caiado e Marçal registram 4% cada.

A pesquisa mostra ainda um eleitorado relativamente consolidado em Mato Grosso. Segundo a Quaest, 78% dos entrevistados afirmam que a escolha atual de candidato é definitiva. Outros 22% admitem que ainda podem mudar de voto até a eleição.

No primeiro cenário, brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 6%, enquanto 14% ainda estão indecisos. Com a inclusão de Marçal, esses índices ficam em 5% e 15%, respectivamente.

A pesquisa ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais em Mato Grosso entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento foi contratado pela TV Centro América e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números MT-04846/2026 e BR-00817/2026.

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Política Nacional

Flávio aposta na força das ruas e convoca direita para ato em São Paulo

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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) convocou apoiadores e lideranças da direita para uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 7 de Setembro. A concentração está prevista para as 15h.

O chamado foi divulgado pela campanha nesta terça-feira (25), que também orientou lideranças políticas e apoiadores a gravarem vídeos para ampliar a divulgação e fortalecer a mobilização para o ato.

A escolha da Avenida Paulista tem peso simbólico para o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O endereço se consolidou nos últimos anos como um dos principais pontos de manifestações da direita na capital paulista.

Jair Bolsonaro participou de grandes atos na avenida durante seu mandato e também após deixar a Presidência. Em 2024, por exemplo, uma manifestação reuniu apoiadores que fizeram críticas ao ministro Alexandre de Moraes e defenderam seu impeachment. Na ocasião, o Monitor do Debate Político do Cebrap, ligado à USP, estimou público de 45,4 mil pessoas.

Flávio busca agora associar sua campanha presidencial a esse histórico de mobilizações. A estratégia também já havia sido utilizada na abertura de sua campanha, realizada em Copacabana, no Rio de Janeiro, outro local tradicional de atos ligados ao bolsonarismo.

A mobilização de 7 de Setembro ocorre em meio à disputa presidencial de 2026 e representa uma tentativa de Flávio de ampliar a presença nas ruas e manter a base de apoio político mobilizada.

 

 

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Política Nacional

Lula minimiza percepção de preços altos e aponta aumento do consumo como uma das causas

A declaração sobre os preços ocorre em meio ao debate sobre o custo de vida, poder de compra das famílias e impacto dos juros sobre o consumo e o orçamento doméstico.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista à TV Record, que a percepção de que os preços estão mais altos no Brasil está relacionada a mudanças no comportamento de consumo da população, aos juros elevados e ao aumento das compras. A declaração foi dada durante entrevista exibida no domingo (23).

Ao comentar o cenário econômico, Lula reconheceu que a taxa básica de juros, a Selic, está em patamar elevado, mas argumentou que parte da pressão percebida no orçamento das famílias também estaria ligada ao maior volume de compras.

Segundo o presidente, o acesso facilitado às compras por meio do celular tem estimulado gastos frequentes, inclusive com produtos de baixo valor. Ele citou compras de R$ 5, R$ 15 e R$ 20 como exemplos de despesas que, somadas ao longo do mês, podem comprometer o orçamento.

“O mundo do consumo mudou”, afirmou Lula, ao relatar uma conversa com a primeira-dama Janja antes da entrevista. Na avaliação do presidente, o consumidor precisa ter atenção ao limite de sua renda.

“Eu sou favorável que o povo consuma, mas o povo tem que consumir o quanto ele ganha”, disse.

Lula também defendeu a criação de iniciativas de educação financeira e mencionou a possibilidade de um programa voltado à economia popular em um eventual quarto mandato.

Durante a entrevista, o presidente aproveitou para destacar resultados de sua administração e comparar o atual cenário econômico com o período do governo Jair Bolsonaro (PL). Lula afirmou que “as coisas melhoraram muito no país”.

A declaração sobre os preços ocorre em meio ao debate sobre o custo de vida, poder de compra das famílias e impacto dos juros sobre o consumo e o orçamento doméstico.

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Política Nacional

Debate presidencial vira novo duelo entre Janja e Renan Santos

A primeira-dama também mencionou o episódio envolvendo o então deputado estadual Arthur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”, em 2022, quando o parlamentar fez comentários sobre mulheres ucranianas durante a guerra.

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A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, reagiu nesta segunda-feira (24) às declarações feitas pelo candidato à Presidência Renan Santos (Missão) durante o debate presidencial realizado no domingo (23). Em nota publicada nas redes sociais, Janja classificou a fala como ofensiva e afirmou que o episódio representaria um padrão de comportamento que, na avaliação dela, desrespeita mulheres.

O episódio ocorreu quando Renan Santos mencionou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate e fez uma provocação envolvendo a primeira-dama. “Lula ou está bêbado, ou está com a Janja”, afirmou o candidato. Na sequência, completou: “Melhor ficar bêbado nessas horas, né, presidente?”.

A declaração provocou reação de Janja, que acusou o candidato de ultrapassar os limites da crítica política ao mencionar uma pessoa que não disputa a eleição e não estava presente no debate.

Na avaliação da primeira-dama, a fala não deve ser tratada apenas como uma provocação eleitoral. Ela afirmou que declarações desse tipo contribuem para a desqualificação de mulheres no ambiente político.

A reação, por outro lado, também colocou novamente em discussão os limites do confronto entre candidatos em uma campanha marcada por discursos mais duros e ataques diretos. Para setores da direita, a controvérsia reforça a necessidade de separar críticas políticas, provocações e manifestações consideradas ofensivas daquilo que efetivamente deve ser discutido em um debate eleitoral: propostas e projetos para o país.

Janja também resgatou episódios anteriores envolvendo Renan Santos para sustentar sua avaliação de que a declaração não seria um caso isolado. Entre eles, citou um vídeo de 2018 no qual Renan aparece ao lado de integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) em uma situação envolvendo ameaças de estupro contra uma mulher. À época, Renan afirmou que se tratava de uma brincadeira e disse estar alcoolizado.

A primeira-dama também mencionou o episódio envolvendo o então deputado estadual Arthur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”, em 2022, quando o parlamentar fez comentários sobre mulheres ucranianas durante a guerra.

Renan Santos, por sua vez, tem adotado durante a campanha um discurso de forte oposição ao atual governo e aos principais nomes da política tradicional. A estratégia coloca o candidato em confronto direto com adversários de diferentes correntes e aposta na crítica contundente como uma das marcas de sua campanha.

O episódio entre Renan e Janja deve alimentar ainda mais a disputa sobre o tom dos debates presidenciais. De um lado, a primeira-dama sustenta que ataques pessoais contra mulheres não podem ser tratados como parte normal do debate político. De outro, setores da direita defendem que candidatos tenham liberdade para fazer críticas e provocações, desde que respeitados os limites legais.

Com a campanha presidencial ganhando intensidade, o embate mostra que, além das propostas, o comportamento dos candidatos e o estilo de enfrentamento também devem ocupar espaço cada vez maior na corrida ao Palácio do Planalto.

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