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Ex-assessor de Júlio Campos recupera direito de exercer cargo público após decisão judicial

Entretanto, segundo a decisão judicial, novas declarações prestadas por vítimas enfraqueceram a tese de participação direta do ex-assessor no esquema investigado.

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A Justiça de Mato Grosso revogou a medida cautelar que afastava o ex-assessor parlamentar Ildefonso Nilo da Silva Neto do exercício de função pública ou cargo em comissão. Ele é investigado na Operação Déjà Vu, que apura um suposto esquema de fraudes na Procuradoria Fiscal de Cuiabá com prejuízo estimado em R$ 2,7 milhões aos cofres públicos.


A decisão foi assinada pela juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias Polo Cuiabá, e publicada na última sexta-feira (22).

Apesar de revogar o afastamento funcional, a magistrada manteve outras medidas cautelares impostas ao investigado, entre elas o comparecimento periódico em juízo, a proibição de manter contato com outros investigados e testemunhas, a restrição de acesso à Procuradoria Fiscal de Cuiabá e a proibição de deixar a comarca sem autorização judicial.

Ildefonso atuava como assessor do deputado estadual Júlio Campos e havia sido afastado sob a suspeita de utilizar o cargo para intermediar contatos e facilitar supostas entregas de propina ao ex-servidor Jefferson Antonio da Silva, apontado como um dos principais alvos da investigação.

Entretanto, segundo a decisão judicial, novas declarações prestadas por vítimas enfraqueceram a tese de participação direta do ex-assessor no esquema investigado.

De acordo com a magistrada, uma das vítimas afirmou que Ildefonso “não atuou como intermediador nas tratativas”, nem recebeu ou repassou valores relacionados às negociações. Outra pessoa ouvida pela investigação declarou ter se equivocado ao mencionar o nome do ex-assessor em depoimento anterior.

“Se as próprias vítimas, que constituíam a fonte probatória central da imputação, esclarecem que o investigado não atuou como intermediador ativo, não recebeu valores e não participou das tratativas, desaparece a razão funcional que justificava, especificamente, a suspensão do vínculo empregatício”, escreveu a juíza na decisão.

A magistrada também ressaltou que o cargo ocupado por Ildefonso na Assembleia Legislativa não possuía relação institucional direta com a Procuradoria Fiscal de Cuiabá, onde as fraudes teriam ocorrido.

Outro ponto considerado foi o fato de o investigado ser primário, sem antecedentes criminais e não ter apresentado comportamento considerado de risco à investigação desde a imposição das cautelares.

Na decisão, a juíza ainda classificou como desproporcional a manutenção do afastamento por mais de cinco meses sem denúncia formal apresentada.

“A privação do cargo em comissão, que constituía a única fonte de renda do investigado, por período já superior a cinco meses, sem acusação formal e sem que a função exercida represente risco atual e concreto à instrução, configura situação de manifesta desproporção”, destacou.

Mesmo assim, as demais cautelares foram mantidas devido à continuidade das investigações, principalmente porque perícias em aparelhos eletrônicos apreendidos ainda estão em andamento.

Entenda o caso

A Operação Déjà Vu foi deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) para investigar um suposto esquema de cancelamentos irregulares de Certidões de Dívida Ativa (CDAs) no sistema GATweb, utilizado pela Procuradoria Fiscal do Município de Cuiabá.

Segundo a Polícia Civil, entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, aproximadamente 133,4 mil registros teriam sido cancelados de forma irregular, causando prejuízo milionário aos cofres públicos municipais.

O ex-servidor Jefferson Antonio da Silva é apontado como principal articulador do esquema. Também foram alvos da operação os ex-servidores Matheus Henrique do Nascimento Pereira e Adriano Henrique Escame de Oliveira.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão, afastamentos do serviço público, sequestro de bens e bloqueios judiciais que somam R$ 491,4 mil.

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Laudo confirma cardiomiopatia hipertrófica em morte de influenciador fitness

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O fisiculturista e influenciador digital Gabriel Ganley, de apenas 22 anos, morreu de forma repentina em São Paulo. Segundo informações confirmadas por fontes ligadas ao Instituto Médico Legal (IML) à CNN Brasil, a causa da morte foi cardiomiopatia hipertrófica, uma doença genética que provoca o espessamento anormal do músculo cardíaco e pode levar à morte súbita.

Conhecido nas redes sociais pelo apelido de “bebêzinho”, Gabriel acumulava mais de 1,5 milhão de seguidores, onde compartilhava treinos, rotina fitness, alimentação e preparação física. O jovem também havia cursado Educação Física na Universidade Federal do Rio de Janeiro e vinha se preparando para disputar o Musclecontest Brasil, marcado para julho, em Curitiba.

O corpo do atleta foi encontrado dentro do apartamento onde morava, no bairro da Mooca, zona leste da capital paulista. Conforme o boletim de ocorrência, familiares e amigos estavam sem conseguir contato com Gabriel desde a noite da última quinta-feira (21).

Preocupado com o desaparecimento, um amigo próximo foi até o imóvel na manhã de sábado (23). Ao perceber que as luzes estavam acesas e não obter resposta, ele acionou a administração do condomínio e a porta foi arrombada. Gabriel foi encontrado caído na cozinha.

Segundo o registro policial, o jovem apresentava vermelhidão no rosto e havia sangue na região facial, mas não foram encontrados sinais de violência ou indícios de luta corporal. O apartamento também estava organizado, afastando, inicialmente, suspeitas de crime.

A Polícia Militar foi acionada após o amigo perceber que Gabriel já estava sem sinais vitais. O caso chegou a ser registrado como morte suspeita sem causa definida no 42º Distrito Policial de São Paulo até a conclusão dos exames periciais.

Durante a perícia, medicamentos encontrados no apartamento — incluindo substâncias que podem ser anabolizantes — foram apreendidos e encaminhados para análise. Até o momento, não há confirmação oficial de relação entre os produtos e a morte do atleta.

A cardiomiopatia hipertrófica, apontada no atestado de óbito, é considerada uma das principais causas de morte súbita em jovens atletas. A condição pode permanecer silenciosa durante anos, muitas vezes sem sintomas aparentes, e costuma ser descoberta apenas após exames específicos.

A morte de Gabriel causou forte comoção nas redes sociais e no universo do fisiculturismo. A Integral Médica lamentou publicamente a perda do influenciador. Já o atleta Ramon Dino, um dos maiores nomes brasileiros da categoria Classic Physique, prestou homenagem ao jovem.

“Sempre feliz, sempre brincalhão, sempre arrancando risadas. Um cara genuíno, de coração puro”, escreveu.

O velório e a cremação aconteceram de forma reservada nesta segunda-feira (25), apenas para familiares e amigos próximos, conforme informou a mãe do atleta, Clarisse Ganley.

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Rede de apoio à maternidade garante atendimento psicológico e orientação jurídica gratuita para mães em vulnerabilidade social

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A Rede de Cuidados voltada à maternidade, CAUSA, está com inscrições abertas até o dia 26 de junho para novas integrantes.

A seleção busca quatro perfis de participação: profissionais gestoras e voluntárias da área de psicologia, advogadas e novas mães interessadas em serem apoiadas pelo projeto. A iniciativa procura pessoas com disponibilidade para atendimentos online e alinhadas ao fortalecimento das ações de cuidado, acolhimento e acesso à justiça promovidas pela rede. Atualmente, cerca de 11 milhões de mulheres no Brasil são mães solo.

Segundo dados apresentados pela organização, 70% delas vivem apenas com os filhos, sem uma rede de apoio próxima, enquanto 30% estão fora do mercado de trabalho. A taxa de desemprego entre mães também permanece acima da média nacional, alcançando 7,2%. Desde 2022 a CAUSA atua como uma rede de cuidados para a maternidade, articulando mães, advogadas e psicólogas em torno de um projeto coletivo voltado à ampliação do acesso à justiça e ao apoio psicológico para mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Mais do que uma plataforma de serviços, a iniciativa se define como uma rede construída a partir de compromissos éticos e políticos ligados ao fortalecimento das mulheres, da maternidade e das redes de apoio coletivo. A convocatória para integrar o projeto em 2026, tanto como mãe assistida quanto como profissional apoiadora da rede, pode ser realizada gratuitamente pela aba “Oportunidades” do site Floresta Ativista.

A atuação de advogadas e psicólogas ocorre em formato voluntário (pró-bono), sem remuneração, e a iniciativa não se caracteriza como vaga de emprego, estágio ou prestação de serviço individual. O trabalho acontece de forma coletiva, articulado em rede entre as participantes do projeto, por meio de plataformas online e gratuitas. A comissão avaliadora responsável pela seleção é formada por integrantes do núcleo gestor da ELLA, além de participantes já envolvidas no projeto, redes parceiras e colaboradoras diretas da iniciativa. Entre os critérios de avaliação estão experiência profissional, disponibilidade, interesse em coordenação, alinhamento político-ético e perfil de atendimento humanizado para profissionais da área. Já no caso das mães assistidas, serão considerados fatores como território, renda e urgência da situação apresentada. Veja o edital completo aqui! Perfis de participação Psicólogas Gestoras — Núcleo A CAUSA Psi .

O projeto busca psicólogas com registro ativo no CRP, experiência clínica ou institucional de pelo menos dois anos, preferencialmente no atendimento a mulheres, além de disponibilidade mínima de cinco horas semanais e alinhamento com perspectivas interseccionais de gênero, raça e classe. As profissionais selecionadas irão coordenar a área de psicologia da rede, acompanhar fluxos de atendimento, orientar psicólogas colaboradoras, realizar supervisão clínica de casos mais complexos e atuar em articulação com a equipe jurídica e de formação do projeto. Advogadas A seleção também contempla advogadas com inscrição ativa na OAB, além de estudantes ou bacharéis em Direito com disponibilidade para atuação de suporte.

O projeto procura profissionais com experiência ou interesse em áreas como direito de família, direito cível, violência contra a mulher e direito criminal, além de perfil humanizado e escuta ativa. As participantes irão atuar na orientação jurídica das mães atendidas pela rede, acompanhando casos administrativos e judiciais em articulação com a equipe do projeto. Todos os atendimentos realizados possuem caráter sigiloso e não poderão ser publicizados. Psicólogas Colaboradoras Entre os perfis buscados estão ainda psicólogas colaboradoras com registro ativo no CRP, experiência clínica ou institucional com mulheres e disponibilidade mínima de duas horas semanais. As profissionais atuarão no atendimento psicológico remoto às mães acompanhadas pela rede, realizando acolhimento, triagem inicial, acompanhamento terapêutico e elaboração de relatórios de atividades, além de participarem das reuniões mensais de coordenação.

Mães Assistidas A convocatória também está aberta para mães interessadas em receber apoio jurídico e psicológico gratuito oferecido pela rede. Os atendimentos incluem orientação e atuação em casos ligados ao direito de família, como regulamentação de guarda, visita, pensão alimentícia, investigação de paternidade e filiação, além de acompanhamento psicológico individual realizado por psicólogas voluntárias da rede. As mães assistidas são selecionadas a partir de critérios como território, renda e urgência do caso. A prioridade será dada a mães com filhos pequenos e neurodivergentes.  Como se Inscrever

As inscrições são feitas exclusivamente por formulário online na plataforma da Floresta Ativista.

Há um formulário específico para cada perfil, acesse o link correspondente à sua modalidade de participação:

▸ Psicóloga Gestora:https://rede.florestaativista.org/oportunidade/771/#info  

▸ Advogada:https://rede.florestaativista.org/oportunidade/771/#info  

▸ Psicóloga Colaboradora:https://rede.florestaativista.org/oportunidade/771/#info  

▸ Mãe Assistida: https://rede.florestaativista.org/oportunidade/771/#info  Os formulários seguem as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

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O prego que sustenta o sistema penitenciário

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No Sistema Penitenciário de Mato Grosso, muitas vezes os aplausos vão para o “quadro”, para o resultado final, para quem aparece…

Mas é o “prego” que sustenta o peso todos os dias.

São os profissionais que seguram a pressão silenciosamente: psicólogos, assistentes sociais, policiais penais, enfermeiros, administrativos, técnicos e tantos outros que mantêm a estrutura funcionando mesmo sem reconhecimento proporcional ao esforço.

“O prego sustenta o peso, enquanto os aplausos vão para o quadro.”

Uma frase simples, mas que traduz a realidade de muitos servidores que carregam responsabilidades enormes, enfrentam desgaste emocional, riscos e sobrecarga, e ainda assim seguem firmes por compromisso, necessidade e senso de dever.
No fim, quem sustenta a parede raramente aparece na fotografia. Mas sem o prego, o quadro cai. Deus vê cada luta invisível, cada lágrima contida e cada batalha enfrentada com coragem.

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.”
— Bíblia Salmos 46:1

Que o Senhor fortaleça hoje todos os profissionais que seguem firmes sustentando muito mais do que imaginam.

Regiane Dudek- Psicóloga do SisPen-MT

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