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Após décadas de espera, moradores celebram entrega do asfalto até a Ponte de Ferro e Coxipó do Ouro

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O Governo de Mato Grosso entregou neste sábado (23) uma das obras de infraestrutura mais aguardadas pela população cuiabana nas últimas décadas. O governador Otaviano Pivetta inaugurou a pavimentação das rodovias MT-030 e MT-402, criando uma nova ligação asfaltada entre a região da Grande Morada da Serra, a comunidade da Ponte de Ferro e o histórico Distrito do Coxipó do Ouro, em Cuiabá.

O investimento total ultrapassa R$ 26,9 milhões e contempla quase 15 quilômetros de pavimentação, além de ciclofaixas e sinalização completa ao longo do trajeto. Foram asfaltados 4,6 quilômetros da MT-030, entre o bairro Dr. Fábio e a Ponte de Ferro, e outros 10,3 quilômetros da MT-402, conectando a Ponte de Ferro ao Coxipó do Ouro.

Durante a solenidade, Pivetta também assinou a autorização para uma nova etapa de obras na região. O documento permite o início da pavimentação de mais 14,4 quilômetros da MT-030, saindo da Ponte de Ferro até o início da trilha do Tope de Fita. O pacote inclui ainda a construção de uma ponte dupla e o asfaltamento até a Comunidade Rio dos Couros.

A obra representa uma mudança histórica para moradores, produtores rurais e frequentadores da região, tradicionalmente conhecida pelos balneários, pelo turismo ecológico e pelo valor histórico ligado às origens de Mato Grosso.

O presidente da Associação dos Moradores do Coxipó do Ouro, João Quincas, destacou que o asfalto encerra uma espera antiga da comunidade e abre novas perspectivas para o turismo e para a economia local.

Segundo ele, a região deve receber ainda mais visitantes após a melhoria da infraestrutura. O distrito é conhecido por abrigar marcos históricos ligados à fundação de Cuiabá e por ser considerado um dos berços da ocupação do Estado.

Além da valorização turística, a nova rota também fortalece a mobilidade urbana e rural. A região é muito procurada por ciclistas, que utilizam o trajeto para lazer e prática esportiva. Por isso, as ciclofaixas implantadas ao longo da estrada foram apontadas como um diferencial importante da obra.

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a entrega possui um forte simbolismo histórico para Mato Grosso.

“Estamos abrindo um caminho para toda essa região, além de criar mais uma alternativa de lazer e desenvolvimento para a população cuiabana”, declarou.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, ressaltou que o Governo vem ampliando os investimentos na região do Coxipó do Ouro e destacou o orgulho de participar de uma obra considerada estratégica para a Baixada Cuiabana.

Já o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, afirmou que a parceria entre Prefeitura e Governo do Estado vem permitindo avanços importantes em áreas como turismo, mobilidade e desenvolvimento regional.

Moradores da região também comemoraram a entrega. O professor aposentado José Mário Luciano Silva, que vive próximo à Ponte de Ferro, afirmou que a realidade da comunidade muda completamente com a chegada do asfalto.

A expectativa do Governo é que a nova ligação viária impulsione o turismo, fortaleça o comércio local, facilite o escoamento da produção rural e valorize economicamente toda a região histórica do Coxipó do Ouro.

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Flávia Moretti mira reestruturação do DAE e cobra avanço de pautas na Câmara

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, afirmou acreditar que a Câmara Municipal não criará resistência à proposta de concessão do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DAE) à iniciativa privada. Segundo ela, a mudança representa um desejo da população diante da crise histórica enfrentada pelo sistema de abastecimento no município.

Durante declaração à imprensa, a prefeita argumentou que a precariedade dos serviços prestados pela autarquia fortalece o apoio popular à possibilidade de privatização ou concessão do setor.

“Não tenho receio da Câmara aprovar, porque é um clamor da população. Acredito que todos os munícipes de Várzea Grande estão apoiando isso. Então, hoje, o presidente da Câmara tem que trabalhar em prol da população. Acabou a eleição da Mesa Diretora, então vamos governar”, declarou.

A chefe do Executivo municipal também pediu que o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, coloque em pauta projetos considerados estratégicos para amenizar a crise financeira e operacional do DAE.

Entre as propostas defendidas pela prefeitura estão uma subvenção financeira para reforçar o caixa da autarquia e um programa de parcelamento de dívidas para consumidores inadimplentes.

“Tem duas leis na Câmara para o presidente pautar: a da subvenção financeira do DAE, para poder aportar dinheiro, e também a que permite ao cidadão fazer o parcelamento das dívidas com a autarquia”, afirmou.

Flávia Moretti reconheceu que o DAE enfrenta um cenário de sucateamento estrutural e afirmou que a administração municipal trabalha atualmente apenas em ações emergenciais para reduzir os impactos dos problemas enfrentados diariamente pela população.

“A gente sabe que o DAE ainda está sucateado. Qualquer ato hoje dentro do departamento é preventivo, para diminuir vazamentos e outros problemas, mas não é um investimento sólido, porque os investimentos são muito altos”, disse.

Segundo a prefeita, qualquer decisão sobre a concessão do sistema passará por audiências públicas e consultas populares antes de eventual encaminhamento definitivo do projeto. Nos bastidores políticos, o debate já movimenta vereadores e setores da sociedade civil, principalmente diante da pressão popular por melhorias no abastecimento de água em Várzea Grande.

A discussão sobre a possível concessão do DAE ocorre em meio a anos de reclamações envolvendo falta d’água, vazamentos, baixa capacidade de investimento e dificuldades financeiras da autarquia municipal.

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Discussão acalorada entre prefeita e vereador movimenta bastidores políticos em VG

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A visita da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, à Câmara Municipal nesta sexta-feira (22) terminou em um intenso bate-boca com o vereador de oposição Wender Madureira, provocando tumulto no setor de protocolo da Casa de Leis e mobilizando guardas municipais e policiais que estavam no local.

A prefeita esteve na Câmara para protocolar cerca de 20 projetos de lei considerados estratégicos para a gestão municipal. Entre as propostas encaminhadas estão pedidos de abertura de créditos suplementares de aproximadamente R$ 14,8 milhões destinados à Saúde, repasses ao Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), além da criação das secretarias municipais da Mulher e de Cultura.

Também integram o pacote medidas relacionadas à regularização urbana, assistência social, segurança pública e reestruturação administrativa. Segundo a administração municipal, mais de 20 projetos enviados pelo Executivo ainda aguardam apreciação dos vereadores, alguns há mais de 60 dias.

O clima começou a esquentar quando Wender Madureira abordou Flávia Moretti cobrando explicações sobre supostos atrasos em pagamentos às empresas responsáveis pelos serviços de tomografia e ressonância do Pronto-Socorro municipal.

Durante a discussão, a prefeita rebateu as críticas e cobrou dos parlamentares a aprovação de projetos de remanejamento orçamentário enviados pela prefeitura.

“Que tal o senhor aprovar as leis orçamentárias de remanejamento? Tem de R$ 9 milhões e de R$ 5 milhões”, afirmou Flávia.

O vereador respondeu acusando a gestão de falta de prioridade com a saúde pública.

“Ao invés de ajudar o Pronto-Socorro, a senhora e o deputado Fábio Tardin falam que tem dinheiro carimbado. O dinheiro não vem carimbado. É falta de vontade política”, declarou.

Na sequência, a prefeita provocou o parlamentar ao afirmar: “Manda ele estudar gestão pública”.

O bate-boca se intensificou quando Wender elevou o tom de voz e tentou se aproximar da prefeita. Guardas municipais intervieram para conter a situação, gerando nova reação do vereador.

“Não trisca em mim…, me prende então, me respeita”, afirmou aos agentes.

A movimentação chamou atenção de servidores e pessoas que estavam no local, enquanto policiais precisaram atuar para controlar os ânimos e evitar que a situação se agravasse.

Após o episódio, Wender Madureira publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que não houve qualquer agressão de sua parte.

“Hoje, tentei indagar a prefeita sobre as melhorias que a nossa população tanto aguarda, mas acabei sendo barrado de forma desnecessária pela Guarda Municipal, gerando uma confusão. Em momento algum houve agressão da minha parte”, declarou.

Em nota oficial, a prefeitura afirmou que a prefeita foi desacatada pelo vereador durante a visita ao Legislativo.

“O vereador Wender Madureira abordou agressivamente a prefeita e durante discussão desacatou a autoridade da Guarda Municipal. Houve pequeno tumulto, controlado na sequência”, informou a administração municipal.

O episódio aumentou ainda mais a tensão política entre Executivo e oposição em Várzea Grande, em meio à tramitação de projetos considerados prioritários pela atual gestão.

 

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Mato Grosso

Baixada Cuiabana entra no mapa da industrialização com avanço de corredor ferroviário

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A discussão sobre a criação do CIDE, o Corredor de Integração do Desenvolvimento Econômico, abriu uma nova perspectiva econômica para Santo Antônio de Leverger e para toda a Baixada Cuiabana. A proposta, debatida nesta semana durante reunião na sede da Associação Comercial e Industrial de Cuiabá, reúne empresários, lideranças políticas e representantes do setor produtivo em torno da implantação de um terminal industrial ferroviário no município.

O projeto nasce impulsionado pelos avanços da Ferrovia Senador Vicente Emílio Vuolo, considerada atualmente uma das principais obras estratégicas de logística de Mato Grosso. A proposta defendida pela prefeita Franciele de Arruda busca transformar o município em um polo industrial conectado à nova matriz ferroviária do Estado.

Segundo a prefeita, a iniciativa vai além da construção de um terminal logístico. O objetivo é criar uma zona industrial estruturada ao longo do corredor ferroviário, capaz de atrair empresas, ampliar a geração de empregos, aumentar a arrecadação municipal e reduzir a dependência econômica do setor público.

“Estamos lançando a pedra fundamental de um novo ciclo econômico para a Baixada Cuiabana”, afirmou Franciele durante o encontro.

A proposta prevê o aproveitamento da capacidade logística da ferrovia para o transporte de grãos, combustíveis, insumos agrícolas e produtos industrializados. A gestão municipal já busca apoio institucional junto ao Governo de Mato Grosso para viabilizar estudos técnicos, definição de áreas e planejamento da infraestrutura necessária para implantação do projeto.

O debate ganhou força após o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, declarar apoio direto à criação do corredor industrial ferroviário em Santo Antônio de Leverger. Durante a reunião, o parlamentar afirmou que trabalhará para abrir espaço dentro do orçamento estadual visando garantir investimentos em infraestrutura para implantação do terminal e da futura zona econômica.

Nos bastidores, a sinalização de apoio da Assembleia Legislativa foi interpretada como um avanço político importante para tirar o projeto do papel. Empresários presentes avaliam que o envolvimento direto de Max Russi fortalece institucionalmente a proposta e pode acelerar etapas relacionadas à viabilidade técnica e captação de recursos.

A Ferrovia Senador Vuolo é vista por economistas e especialistas como peça central da nova estratégia logística de Mato Grosso. O modal ferroviário promete reduzir custos de transporte, aumentar a competitividade da produção estadual e diminuir a pressão sobre rodovias que hoje concentram praticamente todo o escoamento da produção.

Municípios cortados pelos trilhos costumam registrar valorização imobiliária, crescimento industrial e atração de investimentos privados. No caso de Santo Antônio de Leverger, o impacto pode ser ainda maior devido à localização estratégica próxima de Cuiabá, de corredores rodoviários e de importantes áreas agrícolas.

Historicamente conhecida pelo turismo, pela cultura tradicional e pelas comunidades às margens do Rio Cuiabá, a cidade pode passar a ocupar um novo espaço dentro da economia regional.

Durante entrevista concedida no evento, Franciele relacionou diretamente o projeto ao enfrentamento da pobreza e da desigualdade social. Segundo ela, a industrialização representa uma oportunidade concreta para ampliar empregos permanentes e fortalecer a circulação de renda no município.

“Atualmente a prefeitura ainda é a principal empregadora da cidade. Precisamos mudar essa realidade e criar uma economia mais dinâmica”, afirmou.

A proposta também já começa a movimentar o setor empresarial. Investidores e empresários ligados à indústria avaliam a possibilidade de instalação de unidades produtivas na região caso a infraestrutura ferroviária seja consolidada.

Nos bastidores políticos e econômicos, o CIDE passou a ser visto como uma tentativa de descentralizar o desenvolvimento de Mato Grosso, historicamente concentrado em regiões do agronegócio mais ao norte do Estado. A ideia é inserir a Baixada Cuiabana dentro do novo mapa logístico estadual, utilizando a ferrovia como vetor de transformação econômica e social.

A expectativa é que nos próximos meses sejam iniciados estudos de viabilidade econômica, análises ambientais e levantamentos técnicos sobre áreas aptas para implantação da futura zona industrial.

Embora ainda esteja em fase inicial, o projeto já desperta forte expectativa entre empresários, investidores e lideranças políticas, que enxergam no corredor ferroviário uma oportunidade inédita de desenvolvimento industrial próximo da capital.

Se concretizado, o terminal ferroviário poderá representar uma das maiores transformações econômicas da história recente de Santo Antônio de Leverger, consolidando o município como nova porta de integração logística, industrialização e geração de empregos em Mato Grosso.

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